Educação: O Grande Problema

Se a Justiça é um problema prioritário, a Educação é, talvez, o mais importante. Esta distinção entre o mais urgente e prioritário e o mais importante, exige de nós reflexão e dos políticos com capacidade de administração pública e responsabilidades governativas ou legislativas, uma atenção especial.

De facto a Justiça, que pode ser um travão no avanço económico e social, e devia ser um factor de modernidade e avanço. E pelos casos importantes surgidos nos últimos anos, que para além do impacte evidente na normal actividade política e económica, foram responsáveis ainda, pela imagem degradado do nosso país, o que tem sempre consequências, políticas, sociais, culturais e económicas, a Justiça exige de todos, decisores políticos e sociedade em geral um cuidado e um esforço de reforma e de renovação essencial e urgente.

Mas a Educação, resolvido ainda que parcialmente o 'problema Justiça' permanecerá como o tema fundamental a exigir de todos e da nossa Administração um cuidado e atenção mais responsável e, principalmente, desprovido de complexos ideológicos.

A Educação, ou mais adequadamente o Sistema Educativo, devia ter como essência a preocupação pelo saber, pelo conhecimento, mais do que pela preparação e formação profissionais. Mas há muito que assim não o é. Nas escolas hoje, ocupa-se o tempo às crianças e aos jovens, dá-se emprego a professores e outros profissionais do sistema, compete-se por classificações ou fazem-se, apenas e tão só, amizades. A Escola é um local de convívio e de ocupação de tempo, para uns, um emprego que paga ao fim do mês, para outros. E, com raras excepções, hoje bem mais raras do anos atrás, há quem ensine e quem aprenda.

Pensou, ou nem isso, o Governo PS e já nem este, mas outros anteriores, a começar pelos governos de um homem que até tem uma escola e é um homem de alguma cultura, Mário Soares, que a Escola é o local de formação, ou pré-formação, profissional,  e de competição. Mas ainda que adequadamente o fosse, seria uma luta desigual, entre filhos de famílias com acesso a mais cultura e informação, e filhos de pais sem a possiblidade de até um jornal comprarem, menos ainda um livro. E bem menos, de fazerem uma viagem com os filhos. Esta desigualdade, no mesmo meio, tem provocado frustrações e tensões entre a população escolar. 

Estas tensões e perturbações passaram dos tempos livres e pausas dos jovens para dentro das salas de aula. As desigualdades sociais, foram 'resolvidas' pelos governos socialistas (e não apenas em Portugal, como em França, Espanha, parte da Alemanha e Reino Unido) com a integração e (pseudo) inclusão social. O resultado foi uma Escola sem tranquilidade, mas ao invés, um meio socialmente agitado, para dizer pouco, onde as salas de aula são equivalentes a espaços de feira, para ser mais realista. 

Os recintos escolares são hoje e, apesar do esforço dos últimos anos, de pais e professores, continuam a ser, meios extremamente intranquilos onde é praticamente impossível haver condições para ensinar e para aprender. 

Onde se devia primeiro que tudo aprender (claro que é fundamental o convívio e o estabelecimento de amizades, entre jovens que necessitam intensamente de criar grupos de amigos que os ajudem a se sentirem inseridos) e pouco a pouco contribuir-se para uma sociedade mais informada, elucidada, mais culta e crítica e, como tal, mais interventora, vai-se cavando no nosso recuo social e nacional.

Para se ter um povo diferente, um dia...daqui a muitos anos...um povo com mais capacidade de intervenção informada e com mais criatividade, é fundamental voltar a conseguir nas escolas e nas nossas crianças e jovens o PRAZER PELO CONHECIMENTO E PELO SABER. Tudo o resto, vem de forma natural.


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