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O mundo pode bem...piorar

Podemos começar pela Ucrânia, ou pela Rússia e Putin, que foi quem iniciou o conflicto. Ou por Israel. Por Trump e as eleições americanas. Pela ditadura cruel da Venezuela. Talvez também pelo doido da Coreia do Norte, ou o maior aldrabão e assassino actual o chinês Jiping. Os inimigos das mulheres, no Irão, no Afeganistão ou na Arábia Saudita.. E também temos uns quantos doidos, ou mentirosos autocráticos na Europa, na Turquia...e continuar.  Algo disto é irreal? Ou é mesmo este baralho de cartas louco que nos vai condicionar a vida nos próximos anos. Quantos anos? Podem ser quatro, ou oito, ou dez...ou mais uns 20, nalgumas paragens por esse mundo. Mas imagine-se (a confirmação vem já a seguir) Trump a ganhar as eleições e ser o próximo Presidente dos Estados Unidos. Trump gosta de se dar bem com Putin (ou é amigo, ou pensa que é, fora as suspeitas da Rússia de Putin ter ajudado em eleição anterior). Diz o louco que os americanos querem eleger, que acaba a guerra contra a Ucrânia ...

O Princípio de Tudo

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  O Princípio de Tudo ( The Dawn of Everything )  é o título de um livro monumental (tal como refere a sinopse da edição da Bertrand), que é, também, um excelente pretexto para reflectir um pouco sobre a espuma destes dias ininteligíveis. Do Irão, chegam-nos (esporadicamente) notícias e bons sinais de uma Revolução. Um Revolução que não pretende abrandar, nem pretende largar mão dos direitos humanos. Desses Direitos que muitos falam, e nos deixam a dúvida se efectivamente sabem do que falam. Como um certo Presidente e um certo Primeiro-ministro que dizem defender os direitos, e todos os dias escondem a verdade (para ser brando). As mulheres. Sobre quem impendeu todo ou a maior parte do peso de uma civilização, provavelmente a mais antiga que se conhece, que regrediu umas centenas de anos. Esta mesma interrogação sobre o avanço da Humanidade e de muitas sociedades, era bom termos. Sobre o mal que religiões, ideologias políticas, a psicose pelo crescimento económico permanente....

O Século XXI como carrasco do Século XX

Surpreendo-me com assustadora frequência pelo que vou descobrindo em leituras repetidamente adiadas. Sempre admirei um dos nomes de referência da ciência Histórica e do pensamento analítico dos nossos tempos, Tony Judt. Judt foi um historiador de renome, um intelectual respeitado, nascido em Londres, tendo leccionado nos Estados Unidos da América e em França e aí vivido. Desapareceu de entre nós em 2010, vítima de uma doença terrível, Esclorose Lateral Amiotófica. Era um simpatizante do pensamento socialista, mas um crítico do mesmo e qualquer forma de totalitarismo e um denunciador de crimes contra a Humanidade. Não foi o único a fazê-lo. Um outro historiador de renome, ainda bem activo, Timothy Snyder, que com ele colaborou, nomeadamente em "Pensar o Século XX", editado em Portugal pelas Edições 70, também tem sido um imparcial denunciador das manobras de manipuladores e perigosos ditadores, como Putin e alguns mais, que não tendo instaurado um regime totalitário, com e...

Iluminismo Agora

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O título é de um livro de Steven Pinker ( Enlightenemt now: The case for Reason, Science, Humanism, and Progress , Viking, 2018) de que iniciei leitura há pouco. Steven Pinker é Professor de Psicologia em Harvard, e um dos pensadores mais activos na actualidade na reflexão sobre o nosso mundo de hoje, como aqui chegámos e em que "status" estamos quanto a Qualidade de Vida, progresso, Liberdade, Igualdade, Democracia, Tolerância e Regimes políticos e Sociedades que praticam o Humanismo, inspirados e seguidores do Iluminismo de há mais de duzentos anos. Numa sua anterior obra ( The Better Angels of our nature , Viking, 2011), Pinker defendeu que a ideia de que hoje termos mais repressão ou nem tanto progresso social, no respeito humanista por todos, na inclusão de minorias, é falsa e, pelo contrário, vivemos agora um tempo em que há mais sociedades humanizadas do que há cinquenta anos, do que há cem anos e, claramente, do que há duzentos anos e antes. Concordo integralm...