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Novos tempos?

Com a vitória clara do PSD nas últimas eleições legislativas, Portugal conseguiu por fim ao 'tempo de Sócrates' e do défice democrático. Portugal pôs termo ao tempo mais negativo de toda a história da Democracia, desde a Monarquia. E ao pior período económico dos últimos 200 anos. Com a saída, pouco nobre e, uma vez mais, com um discurso cínico de mentira e encenação (como quem se quer deixar como reserva para um eventual regresso à política, talvez através de uma candidatura à Presidência da República, como se a Presidência fosse cargo propício a palhaços mafiosos e criminosos políticos... ofendendo a dignidade de um povo farto e saturado do mais incompetente e anti-democrático de todos os Primeiros ministros, desde Marquês de Pombal!) de Sócrates da nossa vida política activa, quando, se fosse infimamente democrata devia assumir e aceitar a derrota, mesmo com esta dimensão e vexatória, para assim demonstrar o seu respeito pelo Povo, pela sua vontade, e pela Intituição da De...

Emoção, razão...amor, paixão...responsabilidades: as asneiras seculares nas nossas relações

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Volto a alguns temas preferidos para os envolver numa grande amálgama, numa ‘sopa de ideias’ que quero deixar à consideração de quem (ainda) me lê. Emoção, razão, sexualidade, sentimentos, enamoramento, paixão, amor, casal, sociedade, religião… É espantosa a confusão que ainda hoje ouço e sei haver entre tantos adultos sobre estes assuntos. Espantoso… …que se defenda uma relação a dois com base numa justa concentração de sentimentos mútuos, numa fusão de emoções, numa intersecção de ideais um sobre o outro, no fundo, que as relações, de namoro, de casamento se devam pautar pela paixão e amor genuínos, para…tempos depois, no quase sempre inevitável desenamoramento e assumir da perda da paixão ou do amor, se defenda a racionalidade e se considere a emocionalidade, antes defendida, uma coisa para ingénuos, imberbes, irresponsáveis e infantis. Nesse momento, ser ‘racional’ é ser adulto. Ditam assim as regras sociais, as regras religiosas e toda a nossa educação, activa ou passiva, assim no...

Bach e outros: case study do humano

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Ouvir Bach (J.S. Bach) hoje é, para quem aprecia o género musical, uma experiência transcendental. Uma música dos deuses, é uma das expressões mais frequentemente ouvidas. Bach é considerado por muitos, especialistas musicólogos ou apenas melómanos o maior compositor do Barroco ou mesmo o maior compositor de sempre (outros consideram Mozart, ou Beethoven, ou Wagner, ou Mahler). Mas Bach, no seu tempo não foi tão reconhecido, em vida, como hoje se poderá imaginar. Nem popular. Era um compositor metódico, que criava sempre de acordo com os cânones, nunca fugindo muito a tais princípios. Mas também dever reconhecer-se que inovou, e muito, mesmo usando as clássicas regras da composição. Criou pérolas de música bem evoluídas para a sua época, como as fugas, invenções, suites para instrumentos solistas, sinfonias e partitas. Obras sacras de grande vulto e fôlego, pequenas obras com base em temas simples por vezes sugeridos por outros como pelo seu admirado o Kaiser Friederich II da Prussia,...

Humanos: um 'case study'

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É para mim cada dia mais surpreendente a forma como as pessoas se agarram a crenças, convicções e conceitos que nunca poderão confirmar. Sempre, desde novo, mas mais agora, me espantou que a nossa mente usasse dois critérios de raciocínio, de conceptualização, de conduta, de atitude e, depois, procedimento. Pensemos na ideia de Deus. Tantos pensadores, filósofos da teologia, ou muitos outros, e tantos humanos que os seguiram, conscientemente ou não, assumiram, pouco a pouco a ideia de Deus, como certa, segura e inquestionável, leia-se, dogmática. Por detrás não da ideia em si mesma, não do conceito de Deus, ou da crença se quisermos, mas do raciocínio - ou da ausência dela, visto que o dogma uma vez universalmente aceite, dispensa e repudia o raciocínio, pelo menos o que o pode por em causa – há um formato que devia incomodar os pensadores, tanto que a dada altura o fez, mas tal já não passou para as pessoas comuns em geral, como também não se fez eco em relação a outros conceitos, dog...

Ideias anacrónicas

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  Ando há tanto tempo a insistir que as análises políticas são irrealistas e anacrónicas quando se prendem e tentam, depois, catalogar os partidos e suas personalidades, como de direita, esquerda, ou mesmo de socialistas, comunistas, sociais-democratas, liberais, conservadores, democratas-cristãos, populistas, etc.   O conceito de Direita e de Esquerda vem da Revolução francesa! 1789! Por favor…há tanta evolução tecnológica, ideológica e, não tanto como devia haver, mas enfim, sociológica, no mundo e ainda se agrupam as pessoas à direita ou à esquerda! E não se pensa, que antes da dita Revolução, já havia a gestação das mesmas ideias, e que foram melhor clarificadas ou, até, elaboradas por Voltaire, Rousseau, Montesquieu, Diderot, Locke, Kant.   Por outro lado, podia parecer que a catalogação das organizações políticas nas ideologias políticas ou filosóficas mais comuns, seria mais legítimo e aceitável. E, para mim, já nem isso faz sentido. Um exemplo é vermos um Partido Soci...

Violência psicológica, física e sexual

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Nas últimas semanas ouvimos e vimos notícias sobre o abuso sexual por parte de pais, presumo eu perturbados ou gravemente doentes mentais, sobre as suas filhas. O caso mais falado, na Áustria, não se tratou apenas de abuso sexual, mas violência física, pelo que implica restringir a liberdade, ou, no caso concreto negar a total liberdade à própria filha. Não consigo, nem com o maior esforço, não digo entender, mas no mínimo imaginar como pode um pai, perpetrar um acto de tão grande violência sobre a sua filha. Como o pode fazer durante vinte e quatro anos! Não consigo imaginar um ser humano, normal, ao menos, ser capaz de um acto de violência contra um filho ou filha. Mas durante vinte e quatro anos, aquele homem conseguiu, cá fora da sua casa, levar uma vida aparentemente normal. Se isto é assim, abre-se a possibilidade de que muita gente, aparentemente normal, possa praticar actos de semelhante desumanidade, de idêntica violência e criminalidade. Hoje ouvia uma notícia sobe uma france...