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Bach e outros: case study do humano

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Ouvir Bach (J.S. Bach) hoje é, para quem aprecia o género musical, uma experiência transcendental. Uma música dos deuses, é uma das expressões mais frequentemente ouvidas. Bach é considerado por muitos, especialistas musicólogos ou apenas melómanos o maior compositor do Barroco ou mesmo o maior compositor de sempre (outros consideram Mozart, ou Beethoven, ou Wagner, ou Mahler). Mas Bach, no seu tempo não foi tão reconhecido, em vida, como hoje se poderá imaginar. Nem popular. Era um compositor metódico, que criava sempre de acordo com os cânones, nunca fugindo muito a tais princípios. Mas também dever reconhecer-se que inovou, e muito, mesmo usando as clássicas regras da composição. Criou pérolas de música bem evoluídas para a sua época, como as fugas, invenções, suites para instrumentos solistas, sinfonias e partitas. Obras sacras de grande vulto e fôlego, pequenas obras com base em temas simples por vezes sugeridos por outros como pelo seu admirado o Kaiser Friederich II da Prussia,...

Humanos: um 'case study'

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É para mim cada dia mais surpreendente a forma como as pessoas se agarram a crenças, convicções e conceitos que nunca poderão confirmar. Sempre, desde novo, mas mais agora, me espantou que a nossa mente usasse dois critérios de raciocínio, de conceptualização, de conduta, de atitude e, depois, procedimento. Pensemos na ideia de Deus. Tantos pensadores, filósofos da teologia, ou muitos outros, e tantos humanos que os seguiram, conscientemente ou não, assumiram, pouco a pouco a ideia de Deus, como certa, segura e inquestionável, leia-se, dogmática. Por detrás não da ideia em si mesma, não do conceito de Deus, ou da crença se quisermos, mas do raciocínio - ou da ausência dela, visto que o dogma uma vez universalmente aceite, dispensa e repudia o raciocínio, pelo menos o que o pode por em causa – há um formato que devia incomodar os pensadores, tanto que a dada altura o fez, mas tal já não passou para as pessoas comuns em geral, como também não se fez eco em relação a outros conceitos, dog...

Ler e pensar

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Apesar de nos últimos anos o panorama da leitura em Portugal se ter vindo, gradual e lentamente a alterar, ainda somos um dos países onde se lê menos. Sejam um jornal uma revista ou apenas um livro por ano. Muitas pessoas passam dia e dias, durante meses ou anos, sem ler absolutamente nada. Ou apenas lêem uma etiqueta de um produto comercial, ou um rótulo, uma receita médica, um menu de restaurante, um título de um jornal que não compram. Uma língua está viva enquanto praticada e sujeita a uma evolução, mais ou menos lenta, pelos seus falantes. Mas uma língua tem a sua base fundamental na forma escrita. Profissionalmente, muitos de nós fazemos muitas leituras, de cartas, de correio electrónico, de documentos de trabalho. São, porém, a maioria das vezes, escritos tais documentos, em linguagem limitada, senão hermética e característica da profissão em causa. São pois linguagens sem a riqueza suficiente, para servirem de genuíno exemplo do que eu chamo de leituras. A leitura é uma base es...