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O Princípio de Tudo

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  O Princípio de Tudo ( The Dawn of Everything )  é o título de um livro monumental (tal como refere a sinopse da edição da Bertrand), que é, também, um excelente pretexto para reflectir um pouco sobre a espuma destes dias ininteligíveis. Do Irão, chegam-nos (esporadicamente) notícias e bons sinais de uma Revolução. Um Revolução que não pretende abrandar, nem pretende largar mão dos direitos humanos. Desses Direitos que muitos falam, e nos deixam a dúvida se efectivamente sabem do que falam. Como um certo Presidente e um certo Primeiro-ministro que dizem defender os direitos, e todos os dias escondem a verdade (para ser brando). As mulheres. Sobre quem impendeu todo ou a maior parte do peso de uma civilização, provavelmente a mais antiga que se conhece, que regrediu umas centenas de anos. Esta mesma interrogação sobre o avanço da Humanidade e de muitas sociedades, era bom termos. Sobre o mal que religiões, ideologias políticas, a psicose pelo crescimento económico permanente....

Os intocáveis valores...cristãos

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Vamos andando no tempo, com dias mais ou menos espumantes e assistindo, calados, a um desfile de maldades criminosas e de moralidade totalmente condenável, provindos de membros de uma instituição que, supostamente, nos devia oferecer exemplos de uma moral intocável. Já sabem a que me refiro. Declaro, para esclarecimento de eventuais dúvidas, ser um ateu convicto, mas não um militante anti-religiões, ou anti- convicções espirituais. Não podia ser, porque para mim, ser ateu é ser livre. É contar comigo (não em solidão, pois sou social, sendo que social começa em casa, se expande com amigos e termina em todos os contactos que temos, sejam ou não permanentes na nossa vida). Já fui, também convictamente, cristão. Não sou, nem serei mais. E as minhas actuais convicções, ou filosofia de desenvolvimento pessoal, nada têm a ver com actos de instituições, no que incluo a igreja católica. Este parágrafo seria desnecessário, não fossem os moralismos que veementemente repugno de alguém que se arvor...

O Partido Socialista está certo, os portugueses é que estão (sempre) mal

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Quem ouve António Costa, Fernando Medina, Pedro Nuno Santos, Carlos César, Centeno...e tantos outros socialistas, ou lhe cresce o asco que já tenta controlar há quarenta (40) anos, ou fica atónito ou, ainda, fica com um sentimento de uma estranha culpa. Temos, como povo, a culpa de não conseguirmos ter mais filhos.  Temos a culpa de não termos mais e melhor indústria, e agricultura e comércio e... Temos a culpa de não sermos mais letrados. Temos a culpa da iliteracia financeira que dizemos nos caracterizar. Temos a culpa de... ...tudo o que está mal no país: a saúde, a educação (toda e o Ensino superior com esse aborto que ofende a inteligência dos nosso jovens, chamado de numerus clausus e acesso ao Ensino (quase) Superior), a economia, a cultura, o desenvolvimento social, a desertificação do interior, o número de dependentes do Estado (os eleitores preferenciais do PS...aí sim, temos a culpa, têm esses!!!- reformados, pensionistas não contributivos, empresas subsidiadas pela vida...

O "crime" de querer ser livre ou a violência inaceitável de uns sobre outros

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Desde o dia 24 de Fevereiro que vivemos diariamente, à confortável distância que não nos permite ouvir, sentir, cheirar e ver o genocídio de um povo que cometeu o crime de um dia pretender ser livre. Ser livre, evoluído, viver com conforto económico e querer determinar o seu dia e o seu futuro, são opções inaceitáveis para quem tem derivas totalitárias assumidas, ou é assumidamente ditador. Seja-o ou não, basta defendê-los, aos ditadores. Para alguns "democratas" que se auto consideram de superioridade moral, "todas as ideias são legítimas, mesmo as que são contra um regime ou modo de vida democrático (há modos de vida democráticos em regimes com muito défice de democracia!). O horror impensável, que nos choca, que se evita ter a todo o momento presente, que até já deve cansar alguns de ver, pelo conforto de noticiários, que se vive na Ucrânia, país que sonhou um dia com a Liberdade e com a Prosperidade, o horror e o medo constante, imposto por um regime que não conheceu...

Uma crise amortecida ou amordaçada

 As subidas de juros e inflação na Europa e nos Estados Unidos da América vão conduzir os dois espaços económicos a uma nova crise financeira, que pode não ser sentida ou afectar o sector financeiro. Primeiro, dizer que presentemente a Banca, o sector financeiro com Banca e outras instituições e empresas do sector, não deverão sentir a crise que se aproxima, e não tarda, porque se trata de uma subida de juros que irão ser reflectidos nos seus clientes. E porque, após a última crise se reorganizaram, reestruturaram e estão hoje com maior solidez (em geral, com excepções com problemas endémicos e crónicos como o Novo Banco, o Montepio, ou mesmo algum outro da nossa praça financeira, e em alguns dos países com maior fragilidade financeira, como Espanha, França e Itália). Mas os países e as suas dívidas soberanas, já estarão muito expostos à próxima crise financeira e à inflação. No entanto, países como França, Espanha ou Itália não poderão ser alvo de nova disciplina nas contas públic...

Da "Casa das Anoneiras"

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Tantas têm sido as vezes em que pensei e me inibi de escrever como tudo começou. Ou não começou, mas onde e quando tudo ganhou a importância que fez sentido. Decidi há pouco chamar-lhe a Casa das Anoneiras, pela profusão de árvores de fruto e dessa fruta tropical com que cresci e descobri o mundo vegetal, mas era a casa das Rua das Mercês. Mas não é da casa, que muitas boas memórias me traz, e, seguramente, aos meus irmãos também, mas é da memória do homem que marcou definitivamente o meu rumo e a minha vida. O prazer pelo conhecimento, a curiosidade por mil assuntos e esse deslumbramento para com quem sabe... estou certo de o dever a esse homem curioso e marcante nas vidas que tocava, e sempre com uma energia para viver a vida que, grande filha da mãe, o levou tão novo aos sessenta e sete anos. Ainda sem conseguir ter conhecido todos os netos (e algumas tempestades difíceis nas vidas dos filhos que tanto amava). O meu pai não foi a minha vida toda. Tendo ela mesmo começado pelo sofrim...

A propósito do Museu de Pamuk

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 Orhan Pamuk é dos meus autores favoritos (mas, afinal, são uns quantos...). Escreveu sobre o seu país, sobre as diferenças culturais, as paisagens urbanas de Istambul e sobre as paisagens humanos e os romances inerentes. Pamuk escreveu "O Museu da Inocência", título para um pretexto com história de amor, para, de novo, estabelecer as diferenças e as semelhanças entre a cultura do seu país, a Turquia, e a cultura europeia (admitamos como Uma Cultura a amálgama de culturas que nem ainda hoje se entendem). O Museu, das memórias de um amor impossível entre um jovem herdeiro de uma família rica e a sua prima afastada, no momento em que decorria a preparação do seu casamento com uma também herdeira de outra família da alta sociedade de Istambul, estabeleceu-se no livro como a colecção de objectos da memória do que "era o momento mais feliz da minha vida, mas eu não o sabia", segundo narração de Kamal, o jovem em causa. São memórias que nos podem lembrar, a cada um de nós...