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No país dos pategos?

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Não sei se me cansei da política, mas parece que a política se cansou de mim. Vou, por isso, esperar que dentro de semanas, enfim, se tivermos paciência ainda para eles, meses, José Sócrates Pinto de Sousa e Pedro Passos Coelho, resolvam 'aquele' problema que já tem centenas de anos e ainda julgam que é 'de agora'. O problema é estrutural, dizem. É de organização, também se diz. É devido à crise da Justiça, da Educação, ou ...da 'raça'? Salazar, esse milagreiro para alguns, ainda, foi a criatura mais sinistra, estúpida e estupidificante dos últimos cem anos. E nisso, bem que levava a palma a muitos que o antecederam e sucederam, até hoje. Hoje, temos um corredor...que a qualquer custo lhe quer ganhar em estupidez: Sócrates. E veremos se lhe ganha em teimosia, arrogância e persistência na mediocridade. Palavras fortes e pouco elegantes...oh! Pois...e não estamos fartos de provincianos e provincianismos ridículos, umas vezes a favor de um anacronismo católi...

O mesmo sonho...

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Mais uma. Ali estava ele, de novo. Olhava à volta, tentava ver bem os detalhes, As caras, todas as caras, mais as femininas. Escrutinando bem, os sinais que lhe surgissem. Mas não a podia identificar assim... Mais uma estação de Metro. Apenas. Mais gente, mais pessoas, que nem entravam na sua história, Mas qualquer uma podia dela ser parte. Afinal basta um passo, feito sorriso, achava ele. Um passo só, e duas pessoas passam a ser parte uma da outra. Olhava, a estudar os sinais nas faces, Onde julgava um dia poder voltara vê-la. Volta a ver quem nunca vira? Só tinha uma imagem dentro de si. Galgava as catacumbas da sua memória, À procura de restos dessa imagem de outrora. Um tempo que não fora muito antes deste. De onde lhe vinha essa imagem? Chega o comboio, do Metro, e entra. Novamente a estudar sinais e caras. À procura, sempre à procura. Nenhum sinal lhe era dirigido. De repente, de um recanto dessa sua memória, Que todos os dias tentava exercitar, Surge-lhe bem fresca, a imagem...

A nossa profunda Ignorância

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24 de Abril de 1990: O Telescópio Espacial Hubble foi lançado no Espaço, pela Space Shuttle Discovery. O Homem anda há séculos, desde que sabe, já na Antiguidade Clássica, com os Gregos (hoje uma sombra da civilização que já foram, como tantas outras: Árabes, Chineses, Portugueses, não digo espanhóis que, verdadeiramente nunca foram nada mais do que exterminadores do mundo dos outros...sempre que se perde o domínio de um conhecimento ou tecnologia de importância universal, perde-se a hegemonia e a relevância histórica e respeito internacional. Mas lembro que tudo é relativo na História: Portugal esteve em Malaca, Malásia mais anos do que os EUA têm de existência...por exemplo), a tentar conhecer-se a si e aos outros. A tentar conhecer o Universo e a percebe a sua verdadeira dimensão. A tentar descobrir se estamos sós ou acompanhados, muito acompanhados, neste Universo imenso e fantástico, mas assustador. Há século que andamos a tentar saber mais do Universo. E há décadas que insis...

A Psicologia do Tempo IV: Uma perspectiva profissional

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Houve épocas em que a 'medida' do tempo era efectuada pela perspectiva dos acontecimentos, eventos. Quando a medida do tempo não dispunha do rigor dos dias de hoje, com relógios, e preocupação de pontualidade... ...nessas épocas, antes do século XVIII, e mais recuadamente ainda, o tempo era medido pelos acontecimentos diários e a sazonais: pelo nascer do sol, pela hora da refeição (que podia implicar passar-se um dia inteiro na busca de alimentos), a hora da oração, o pôr do sol, o cair da noite, o tempo da fogueira, da dança colectiva, da maternidade, da mudança de lua, as estações do ano, o de se produzir uma bilha de barro, ou fabricar uns sapatos, etc. Mais tarde, o relógio trouxe outra perspectiva e outras necessidades. As horas do dia determinavam os acontecimentos. Se antes os estabelecimentos comerciais abriam de acordo com as horas de sol e fechavam ao crepúsculo, ou ainda assim quando os sues propietários entendiam, com o relógio, pessoal, da igreja, comunal ou ain...

A Psicologia do Tempo III: O nosso tempo

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Uma reacção humana demora 250 milisegundos, um quarto de segundo. Ou seja, a luz que vemos, uma luz que se acenda, só a percebemos um quarto de segundo após ela ter sido acesa. Se for um som, a nossa reacção ainda será mais lenta.  Mas esta nossa limitação, comparada à velocidade de resposta de um computador moderno actual (no futuro será ainda maior a diferença), uma diferença que é de 750 milhões (a favor do computador, pois), tem implicações mais interessantes: um sorriso que vemos na cara de alguém, foi expresso um quarto de segundo antes. Mas os nossos processos mentais internos não são todos tão lentos. O que implica que o nosso raciocínio perante um sorriso, ou uma cara fechada, não tem o mesmo tempo de reacção. Este desfasamento...tem implicações, mesmo de fracções de segundos, na nossa relação com os outros. Este é um aspecto interessante do tempo e da nossa relação com ele. E da nossa perspectiva do tempo. Outro aspecto interessante é ...devida a esta resposta 'lenta...

A psicologia do Tempo II

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"Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado".  George Orwell, 1984) "Todas as nossas escolhas significativas, todas as decisões que tomamos, são determinadas pela nossa percepção do tempo. Esta é a mais influente força nas nossas vidas, ainda que raramente reflictamos sobre ela." Philip Zimbardo, Time Paradox. Todos os dias tomamos dezenas de decisões que são depois parte da nossa memória, sobre o nosso passado (a que horas despertámos, o que vestimos, o que comemos, com quem estamos, onde vamos, com quem vamos, etc.). No seu todo, isto vais constituir o que nós fomos, o que somos e o que viremos a ser.  Hoje foi um dia mais difícil para mim. Tive de o passar à espera da decisão, ou resposta de outras pessoas. Que não chegou. Ao final da tarde, tive um momento de genuína revolta, incompreensão e raiva. Nos últimos tempos, algumas das decisões sobre o que quero, tenho e posso fazer tem dependido de mais pessoas. Este c...

A psicologia do Tempo

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O tempo é visto por cada um de nós de forma diferente, de acordo com o seu referencial, a sua experiência passada, a sua perspectiva de vida futura. Facilmente se demonstra que o Tempo é o bem mais valioso que todos temos. Não é tangível, não se pode guardar, não há investimento de tempo, como há de dinheiro, por exemplo. Mas, tal como com o dinheiro, há o custo de Oportunidade, expresso naquilo que se poderia, ou poderá, ter feito ou fazer, em lugar de outra coisa. O Dinheiro pode ser, aceitavelmente, num dado momento ou período da vida um bem de valor difícil de substituir, mas o tempo...não é nunca substituível. Nunca. Um milionário pode despender tempo, energias, recursos seus e outros, humanos, para aumentar e manter a sua fortuna, mas pode nunca a conseguir aproveitar. E...de que lhe serve? Será ele a pessoa com melhores condições de vida, se nem a vida na sua totalidade, ou mesmo parcialmente a aproveita? Fazem-se viagens, reuniões com amigos, reuniões sociais, risos, fe...