30.12.10

'Tá' amuado...o rapazola...

O menino ministro Pedro Silva Pereira ficou muito magoado, amuado... com as afirmações de Cavaco Silva. Temos Pena! Que amue, ou desamue, mas que desapareça. Já temos manipuladores anti-democráticos que cheguem. O caso é que... é bem verdade o que disse Cavaco.

Ou teria sido nomeada uma autêntica gestão, e administração, profissionais e que tivessem sido seriamente empenhadas em salvar o BPN, ou então dever-se-ia ter deixado cair e falir.

Manter o 'folhetim', na esperança de tal servir (e irá ser usado, por altura de eleições legislativas já em 2011, pelo PS e por esta mão cheia de rapazolas irresponsáveis e incompetentes, mas muito competentes na instauração de teias de influências, 'polvos', para tentar atingir um PSD onde alguns dos seus antigos dirigentes foram parte decisiva na fundação e administração da SLN e BPN, mas nada tem a ver com a actual direcção do PSD. Ou...um dia serão os futuros dirigentes do PS, após correrem com Sócrates, responsáveis pelas mentiras, manipulações, corrupção e incompetências dos actuais?) para atingir o PSD.

Pode amuar...'menino' Pedro...o país não ganha nem perde com isso. Até nos rimos...

Manuel Alegre. Uma triste estupidez …ou burrice pura e simples.

Transcrito do “Basfémias”

“Os donos das palavras

Ontem Manuel Alegre terminou assim o seu debate: Eu dirijo-me ao povo da esquerda e a todos os outros democratas, àqueles que se reclamam da doutrina social da Igreja e querem uma sociedade mais justa e solidária. É preciso resistir.”   Suponha-se que Cavaco Silva ou algum candidato proveniente da sua área política terminava assim um dos seus debates –  “Eu dirijo-me ao povo da direita e a todos os outros democratas, àqueles que se reclamam da doutrina social da Igreja e querem uma sociedade mais justa e solidária. É preciso resistir.” - No dia seguinte o país estaria em comoção com o apelo que todos considerariam ultra-montano  sujacente a tal frase dirigida ao povo da direita e aos católicos. Pelo menos três crentes doutros credos já teriam debitado aos microfones da TSF o seu espanto e indignação perante tal discriminação. E a criatura que tivesse proferido tal frase estaria transformado num chefe de milícia que havia que erradicar do convívio com os democratas.  O debate de ontem foi o melhor desta campanha e vale a pena ser revisto para se perceber como em Portugal no ano de 2010 se fala de política.”

Um Procurador de Vergonha

O Procurador Geral da Republica, um conhecido socialista, escoliho pelo PS, tal como o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, eleito por membros do PS, do Conselho de Magistratura, tudo gente comprometida com Sócrates, instaurou um processo disciplinar a vários procuradores, porque estes incluíram no processo de investigaçao um questinário que havia sido recusado e ao qual Sócrates devia ter respondido. Uma perfeita manipulaçao dos meios do Estado para camuflar uma investigaçao. Ninguém ainda condenou Sócrates, mas com estes procedimentos, estes ‘amigalhaços’ do falso e corrupto Primeiro-ministro já está condenado, no mais importante e implacável tribunal de todos: o da opiniao pública. O dos eleitores. Até que enfim. Obrigado senhor PGR! E ainda mais, obrigado senhor Presidente do Supremo.

Quando um Procurador Geral e um Presidente e um Supremo Tribunal em lugar de defenderem o interesse pela Verdade e a Justiça, como pedras basilares de um Estado de Direito, para que fosse, em plena crise do sistema judicial, reposta a Credibilidade e a Transpatência, optam por pagar favores, por fazer favores ou por serem subserviente...s de um político (seja ele quem for!)...então é posta em causa toda e qualquer réstia de Honestidade e de independência, toda e qualquer Seriedade, das pessoas em causa (PGR, Presidente do Supremo, e Primeiro-ministro), mas mais grave: do próprio sisteme e do País. E esse, o país, é nosso, e a nós compete defender e proteger de uma pro-máfia de vergonha e de desdém por todos os princípios que nos são ensinados desde a infância. Os princípios da Honestidade e de defesa da Verdade. Tudo apenas para não deixar seguir uma investigação, como se um Primeiro-ministro estivesse acima do sistema e fosse ele mesmo o garante da Verdade. Mas não nos esqueceremos. Tal como não nos esquecemos do encerramento de uma Universidade para ocultar um falso processo, uma falsa e vergonhosa formação em Engenharia, que a Criatura não possui. Nunca foi admitido nem na Associação de Engenheiros Técnicos, e muito menos na Ordem dos Engenheiros. Tudo é falso e manipulado nesta criatura, que continua a lançar o manto da Vergonha sobre Portugal. E pior...ainda engana uns quantos, mesmo que cada vez menos. Até um dia, cada vez mais próximo. E com ele, irão, terão de ir estes PGR e PSTJ sem escrúpulos e que tão mostraram como se deixam comprar.

20.12.10

'Faz sentido'...em termos de 'energia positiva'?!!!??

Um dia destes ouvia na rádio uma economista a falar de ...numerologia! Não! Não da ciência dos 'números',  de uma qualquer aplicação de cálculo numérico à Economia. Mas de 'numerologia' como 'ciência (exagero de auto-classificação, catalogação), exotérica (termo que os exotéricos detestam que lhes cole à pele), uma interpratação dos 'sinais' da vida, passada, mas ainda mais...futura (outra estupidez, visto não se poder interpretar o futuro, já que ainda não aconteceu, e, daí, iventar.se esta coisa dos 'sinais'. Numerolgia como forma de 'entendermos' a vida, a sua energia, a nossa 'energia'. Acreditem que foi um esforço inusitado, o meu, de ficar caladinho, sózinho no carro, a ouvir tais disparates, aliás, burrices, estupidez humana, no seu melhor.

Um dia destes chega-nos uma colher de pau, das que se usam para mexer o arroz no processo de cozinhar e 'diz-nos' que sabe o resultado da eleições na Ucrânia...

Uma ideia interessante, se a conseguirmos fazer prevalecer mais de dois minutos a rebolar-se na nossa cabeça...é a de 'sermos energia'. Dizia a senhora economista que somos energia. Mais adiante falava de energia 'positiva' (estou desde esse dia e tentar descobrir ou ouvir de alguém, o que será energia negativa, quero dizer, a negação da energia, mais do que a sua ausência, a sua inversão. Em Física é possível: energia negativa é qualquer coisa como a energia em défice num sistema, mas precisamente, significa algo inexistente, ou 'em dívida'. Agora um humano com energia negativa... já deve 'cem anos à cova', como costuma dizer alguém que me é muito próximo e muito querido. OU alguém que 'leva ondas negativas' aos que o rodeiam...enfim. Neste ponto, entra-se no essencial do 'tema': é sempre possível encontrarmos palavras que, combinadas, parecem fazer sentido. Outra das afirmações da 'especialista em numerologia' que foi à TSF a propósito da publicação do seu livro sobre o tema: fazer sentido. quer dizer, para ela faz sentido uma dada sequência lógica de números. Fazer sentido! Lembra-me certos políticos: um conjunto de palavras parecem fazer sentido. Como se as palavras, cada uma, se pudesse desprover de sentido, de significado para, em conjunto, fazerem sentido. Podemos, claro, arranjar muitas coisas com 'sentido'. Desde logo: Deus. Faz sentido. E porquê? Porque criamos em nós a 'possibilidade, e mais do que isso, para alguns, ou muitos, a alta probabilidade de 'ele' existir. E, então, muita coisa faz sentido. Ora, claro, se faz sentido a ideia de Deus, uma coisa invisível que, perigosamente, deu origem a um cojunto de seitas, grupos, ditos relogiões, que mais não fez até hoje, e até prova em contrário (provas como ...acreditarmos nas pessoas, após 'vermos' do que elas são capazes, usando para tal os nossos sentidos, que, já agora, os religiosos, mesmo a jeito, dizem dever-se desconfiar de...oK! por aqui me fico, por agora. Mas não sem dizer, ainda, que a inexistência de toda e qualquer religião teria evitado muitas, ou mesmo todas, as guerras. Estranho 'destino' este, das religiões, que em lugar de levarem ao bem, levam à morte violenta e prematura de milhões, de bilhiões de pessoas...mas ah! Isso é 'por vontade de Deus' que tira a vida quando lhe apetece e nem por isso deve ser 'julgado', nem sequer questionado, para logo 'nos exoartar' ao amor e à defesa da Vida!)

'Faz sentido'. E Faz Sentido, que um conjunto de números 'faça sentido'. Mas 'sermos energia'! Por favor! Somos, obviamente energia, mas também, Matéria! Somos as duas coisas, que se transformam, ciclicamente, uma na outra. Científico. E demonstrável. Não somo, pois, mais energia, apenas porque dá mais jeito a certas ideias, estapafúrdias, sermos energia. É mais fascinante ser-se energia. Matéria é algo...básico, terreno, palpável, tangível de mais para ter fascínio. 

Disparates! E o programa foi repetido! A bem da energia positiva. E de nos prepararmos para algo que vai suceder em 2012, pela lógica, científica' da interpretação das sequências numéricas, que, a propósito, existem em todo o lado, à nossa espera, para ideias reais e construtivas, tal como dos nossos disparates e burrices. O mesmo tipo de estupidez e burrice que levou a 'inventarmos' as religiões.

15.12.10

Wikileaks: a Verdade nunca foi a virtude primeira destas Democracias...




Julian Assange está neste momento em prisão, após o recurso da Acusação, sobre a decisão do Tribunal, que o está a julgar pelos crimes de cariz sexual de que o acusam, que pretende que ele não saia em liberdade, para, assim aguardar o início do julgamento, ou a decisão sobre a extradição pedida pela Justiça Sueca que o acusa.

Só esta atitude de lhe querer retirar qualquer possibilidade de se preparar em liberdade, ou de lhe dar o direito, mínimo e humano, de aguardar como homem ainda livre, e ainda sem se saber se quem o acusa tem fundamento para tal, é quanto basta para se desconfiar, com justificada segurança, das razões que conduziram à Acusação. E para se desconfiar de que individualidades politicas e governantes, tal como Serviços Secretos, da Rússia, de Israel, do Egipto, do Irão, dos EUA, do Reino Unido, e até de Portugal pretendem a todo o custo manter Assange sob prisão e (pensam eles) fugir à transparência que as Constituições destes Estados, pelo menos dos institucionalmente democráticos, obrigam os políticos e os Serviços dos Estados, sejam eles Secretos, de Justiça ou Policiais.

Neste processo ocorrem-me várias questões.

Os políticos, apesar de eleitos usufruem de forma vitalícia desse capital de confiança e de referencias públicas que, tantas vezes de forma arrogante, assumem nas suas comunicações, aparições públicas e atitudes e decisões? Numa palavra: serão eles mais dignos da nossa confiança, apreço, estima, consideração e respeito do que...jornalistas? do que ...homens e mulheres comuns? Estão os políticos certos e seguros de estarem acima de toda e qualquer suspeita, ainda que negoceiem acordos e posições que possam lesar o povo que os elegeu? (como Bush, como Putin e Medvedev, como Chávez, como Zapatero, como Berluscon, como Sócrates, Blair, etc...). Porquê?

Os Estados, na Europa, na Ásia, na América, continuam a considerar legítimo e, sobretudo útil e vantajoso aos seus interesses e aos de terceiros, que se persista nas actividades Secretas e nos tráficos de interesses e influências que são a função das ‘Secretas’, Embaixadas e Ministérios dos Negócios Estrangeiros, dos diversos países?

É legítimo usar de todo e qualquer meio para ‘eliminar’, mesmo que não provocando o seu desaparecimento, indivíduos como Assange, que se verifica serem bem mais úteis às sociedades, pelo menos às democráticas, dos que gerações seguidas de políticos medíocres e de duvidosa honestidade, como todos os acima citados e mais alguns? E porque razão e com que direito se julgam estes políticos para assim pretenderem mudar o rumo da história, a seu bel prazer? E porque se julgam eles detentores universais da razão e da Verdade? Uma eleição, mesmo que democraticamente aceite é razão que baste para que todas a atitudes e decisões dos políticos tenham de ser aceites?

Lembro que...Hitler ganhou as eleições na Alemanha em 1936 e seis anos depois mostrou bem claro quem era e o que pretendia...deviam os alemães continuar (e muitos assim o fizeram ou passivamente o aceitaram, mas muitos outros o renegaram logo às primeiras decisões e atitudes anti-democráticas e totalitárias) a dar-lhe a sua confiança (‘até ao fim do mandato para que fora eleito...e que afinal era vitalício se o deixassem...) e apoiá-lo?

Porque razão negam a Assange um julgamento justo e uma preparação para o mesmo em liberdade? Porque o querem identificar com terroristas, como Bin Laden, se grande parte do seu trabalho tem sido denunciar abusos, das policias, dos Estados, dos governantes, à imagem do que faz a Amnistia Internacional, mas com muito mais eficiência e com meios mais práticos e eficazes?

Se Assange fosse o marginal depravado que querem fazer querer, porque lhe negam a possibilidade de fiança? Basta constituírem provas cabais de que é quem dizem, ou pretendem que seja.

O certo é que fazem dele mais vítima do que ele mesmo alguma vez pretendia. A começar pela Visa, pela Pay-pal, Mastercard e outras entidades financeiras (BCP incluído...agora entende-se o que eu já afirmava há muito sobre este Presidente do Millenniumbcp, escolhido e nomeado por Sócrates, num banco privado, através do accionista Caixa Geral de Depósitos..estar ali para servir, apenas, os interesses do PS, de Sócrates e de toda a Máfia que este instituiu em Portugal).

A Wikileaks e Assange podem ser atacadas pelos mais poderosos Serviços Secretos, políticos corruptos e mentirosos, manipuladores e mafiosos, Tribunais e Juristas que se deixam comprar...mas nunca se calará esta voz que exige a Verdade, a Transparência e a Qualidade e Inteligência, contra a mediocridade corrupta e mafiosa de grande parte da classe politica actual. Em vários continentes e Regimes.

Desiludam-se os que julgam poder continuar a esconder e a manipular, sob a capa do Direito e a Justiça, sobre a capa da Legitimidade.

Para ter Legitimidade e Confiança é preciso muito mais do que, apenas, ganhar eleições.

É isto que Julian Assange tem pretendido denunciar e por a claro. Se não o deixarem continuar a ser um homem livre, já fez muito mais do que muitas gerações de muitos de nós. Por nós! Para nosso bem e da nossa liberdade, esperemos que Assange ganhe esta batalha judicial e esta 'guerra' na Internet.

E outros virão e ficarão a fazer idêntico trabalho.

A ilicitude e a vergonha ficarão com estes políticos que agora se têm desdobrado em declarações tendenciosas e medíocres, contra a Wikileaks e Julian Assange. Desse rótulo já não se livram. 

7.12.10

Marina, de Carlos Ruiz Zafón




Carlos Ruiz Zafón, Marina: “Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu”…”O tempo não nos torna sábios, apenas mais cobardes”. 
O protagonista desta história termina o seu relato com esta visão do antigo colégio interno, com a noção de que se voltasse a visita-lo se perderia a sua juventude ( a memória dela). A memória da própria história. Uma história única, comovente, de fim triste. Mas rica de emoções. Como nunca chegou a concretizar o sonho que a história desenvolve, de que a sua melhor ou única amiga, se tornasse, um dia, a sua namorada e companheira, com quem tantas aventuras e emoções havia vivido….recordava então, apenas, o que nunca aconteceu.
Mas numa outra dimensão, as palavras de Marisa, a sua heroína que teve um fim sereno, mas triste e prematuro, o que nunca aconteceu refere-se à incerteza e ao irrealismo, ou realidade inverosímil da aventura conjunta e da história que lhes for a contada e que acabariam por partilhar e viver.

Lê-se de um fôlego, este pequeno romance de Ruiz Zafón. Fica-se, no fim, com o sabor doce da sua prosa que cedo nos abandona, e do sal de alguma lágrima que nos pode fazer verter. 

Curioso como as lágrimas que libertamos pelas histórias dos outros nos fazem reviver as nossas próprias. Nem sempre de tristeza, ou angústia, mas de nostalgia. Como se nesse efémero percurso de uma isolada lágrima, se pudessem repassar todas as nossas próprias histórias, concluídas ou, especialmente inconclusivas, e nos ficasse, no fim, o mesmo sabor amargo, que a história que acabámos de ler, nos deixa, também. Com uma pequena lágrima, assim vertida, chega-nos o impulso de regressar aos nossos passados, desde a infância e a todos os momentos e vidas, que quisemos viver de uma ou outra maneira, dos incompletos percursos que apenas iniciámos, mas que sabemos bem, não nos podíamos permitir revisitar. E nisso reside, afinal, a beleza poética, da nossa breve nostalgia. Há coisas que não se podem, nem queremos revisitar, e que devemos deixar como estão, e algumas nem sabemos se estão ainda, ou existem. Apenas as levamos connosco, desde o dia ou o momento em que demos um passo para o lado e entrámos num novo caminho.

E assim recordamos o que…nunca aconteceu.

3.12.10

O Mundial de Futebol de 2018 na Rússia

"É uma vergonha(...) a Rússia, um Estado mafioso corroído até à medula pela corrupção (e anti-democrático, sendo que os russos não conhecem até ao dia de hoje um só segundo de Democracia, num país que manipula as eleições e goza com o seu povo e com os de outros países) ; o Qatar, um reino medieval sem liberdade de expressão, ambos nadam no dinheiro que o petróleo oferece". Dizem os jornais ingleses. E dizem muito bem.

Mas não dizem tudo, porque esquecem a China. E os interesses ingleses no petróleo. E a atitude do Reino Unido, logo após a independência de Israel, em que apoiaram os Árabes, com armas e recursos, porque o petróleo destes falava mais alto.

A hipocrisia e o mau perder é sempre evidente nos povos e países que se consideram a si mesmos superiores. E com uma hegemonia para todo o sempre.

Junte-se-lhe a arrogância e podemos ter um vasto conjunto de países, que remam a favor de uma muito evidente 'Realpolitik': Reino Unido, USA, Alemanha, Espanha, França, Holanda, Suécia, Suíça, China, Rússia, Índia. Japão...E a que se tenta juntar Portugal (quando tenta acordos com Líbia, Venezuela, China, Angola, e outros países onde os atentados aos direitos humanos mais elementares nos deviam impedir de qualquer aproximação), mas com ridículas posições, infelizmente.

A hipocrisia, ou cinismo são sempre maus princípios e formas de actuar condenáveis.

Felizmente, para Portugal, que não conseguimos ser escolhidos para o Mundial de 2018. Mesmo já com infraestruturas (que não devíamos nunca ter construído) já nos chega de desvarios e estúpidas, dispendiosas, decisões. Porque a última vez que nos metemos numa igual, em 2004, nos custou o que custou, e de nada serviu tentar-se esconder, ou mentir, sobre ter sido benéfico, pois ainda hoje e no futuro, teremos de continuar a pagar uma realização altamente deficitária e prejudicial.

Mas pactuar com hipocrisias e arrogâncias de mau perder, isso não.


25.11.10

Mais umas do PS...

1. Então Portugal está a braços com uma crise, provocada pelos gastos excessivos do Governo PS, que andou a desbaratar recursos, para suposta, incompetente e erradamente, mas com muito carinho e amizade pelos amigos... salvar empregos e empresas, que afinal ou fecharam ou despediram pessoas, ou estão para fechar nos próximos tempos...

...e agora ainda pretendem prosseguir nas 'grandes obras públicas', para o mentem sobre os recursos serem da União Europeia, e, vergonhosamente, obtiveram o apoio do PSD, quando foi recusada a proposta do PCP e BE para parar as mesmas obras...

2. E quando Teixeira dos Santos e Sócrates impõem uma ilegal e injusta redução de salários à função pública, o PS pretende abrir excepções nas empresas do Estado?! Novamente...e com vergonha, com o apoio do PSD!

Os despedimentos e reduções salariais são políticas recessivas e erradas. Irão conduzir a mais desemprego, menos poder de compra dos portugueses, menos Receita para o Estado por via dos impostos directos e por via da redução do consumo, que, vergonhosamente se diz ser elevado em Portugal. É simplesmente falso! O problema não é o consumo, mas a forma de pagamento: o recurso ao crédito...mas isso por via dos baixos salários portugueses, que consomem ao mesmo preço, ou mais caro, do que espanhóis, franceses, alemães, etc...e o Estado tem as suas culpa, por cobrar mais em impostos, IVA, ISV, IRS, IRC, ISP, etc. Temos a maior carga fiscal da Europa e uma das mais elevadas do mundo, basta juntarmos o conjunto dos impostos que temos todos de pagar...para custear uma administração que não funciona e nada nos dá em troca. E um Estado que custa 50% do PIB, mas que apenas emprega cerca de 20% dos portugueses e que não é propriamente da área produtiva. Quando Kennedy disse, o que hoje muitos socialistas gostam de repetir: 'não perguntes o que o país pode fazer por ti, mas antes o que podes fazer pelo teu país', referia-se a um país onde se respeita, ou respeitava a iniciativa privada, e as pessoas em geral. Um país onde o Presidente da Reserva Federal aufere menos por mês do que o Governador do Banco de Portugal. E um país que já fez e faz muito pelos seus cidadãos. No nosso...continuamos à espera que o Estado, um dia...faça alguma coisa por nós, mas entretanto vai-se obrigando a que façamos nós por esse Estado omnipresente, mas injusto. Consumidor de recursos mas improdutivo. Um Estado que não é Pessoa de Bem, mas que aplica elevadas sanções a quem não cumpre. Mas 'esse' Estado justiceiro e opressor, não nos deixa tranquilos e continua a exigir de nós os sacrifícios que já não merece que se façam. Neste momento em concreto, é necessário que se tomem medidas para garantir financiamento externo, mas compensar-nos-á o Estado algum dia, com bem estar, com qualidade de vida, com FUTURO, o sacrifício agora pedido? Tenho a absoluta certeza que ..NÃO.

Deviam ser os funcionários públicos a protestar, fortemente, sem margem para dúvidas, contra esta discriminação e injusta excepção que se pretende criar para as empresas do Estado. Que aliás nem deviam ser do Estado. A Caixa Geral do Estado? Para nomeações políticas de incompetentes? Um Banco, o maior em Portugal, que está no mercado como concorrente e ao mesmo tempo accionista dos bancos privados?

3. O Governo pretende, com a 'capa' de poupar custos, que a principal agência noticiosa em Portugal, e a única portuguesa, seja integrada na RTP. Na RTP que tem uma administração nomeada por Sócrates??? E quando o PS já lá não estiver, o que pode ser já em 2011...que dirão os socialistas? Que o PSD controla as notícias? É assim que pretende ter uma Comunicação Social livre e independente? Já não nos bastava a farsa da Entidade
Reg. da Comunicação Social, e não eram suficientes os 'boys' colocados em empresas e organismos pela mão de Sócrates. Nunca se abusou tanto do Estado para servir os amigos e familiares!

4. Disse o Governo que foram 3 milhões os que aderiram à greve geral. Mas o país parou e parou bem! Mais uma falta de respeito pelas pessoas que protestam contra injustiças, praticadas por Este PS anti-democrático desta 'criatura'... Obviamente foram bem mais de 3 milhões, e mesmo que o não fossem...esses milhões são bem mais do que os que votaram PS nas últimas eleições. Ou seja...se fosse por votos, já Sócrates estava no desemprego.

5. Um argumento falso e muito fraco do Governo, quando vai à Assembleia, fingir que é democrata: que em Governos anteriores também não se tinha feito 'x' ou 'y'...mas afinal não foram eleitos para precisamente fazer o que não havia sido feito? Ou seria para fazer o que já feito estava??? Este ou qualquer Governo, agora, no passado ou no futuro: não serve o argumento de 'vocês fizeram pior', ou 'nada fizeram', como desculpa para se fazer mal. Cada Partido é eleito para fazer! Não para se desculpar com o que mal feito, ou por fazer, deixaram os outros. Se um Partido é escolhido é para Governar. E bem, não mal. è para fazer o que está em falta, ou foi mal feito. Desculpas pueris não servem! E já era tempo de acabarem com essas 'queixinhas' dos outros e tratarem do país. Por si mesmos!

24.11.10

Memórias da Casa das Anonas-1



Nos dias de ócio, forçado, em cuja fútil existência se sentia por vezes a passear, sentava-se o mais perto da janela que conseguia. Era onde mais próximo das luzes e até dos sons, do passado, se podia deixar transportar. À janela, ou sentado a pensar, a ler ou escrever e a olhar a rua através dela, conseguia quase dar o salto que o levava a um passado, onde não pretendia regressar, mais pela atitude pela qual gostava de viver, de experimentar cada minuto do seu presente, e dele espremer todo o seu bem estar, do que pela nostalgia desnecessária e deprimente, talvez, que esse passado o podia deixar. As viagens ao passado que o seu tempo infinitamente cansativo actual lhe permitiam, eram-lhe caras, eram visitas a um tempo bom, calmo, doce e sereno, em que todas as sensações então vividas lhe chegavam com o sorriso que atirava à rua que o via assim, à sua janela, contemplativo, mas num lugar certo e seguro, de há muitos, muitos anos...

Naquele ‘quarto novo’, como lhe chamavam os da sua família, por ter sido construído muito depois da casa grande inicial, um quarto grande que lhes servia de sala de estar, e se separava dos demais da casa, por se situar por cima da antiga entrada da casa e passagem ao quintal, havia vivido alguns dos seus momentos de maior reflexão, que, estava certo, muito tinham contribuído para fazer dele a pessoa que hoje era. Ali, de porta fechada ouvira as primeiras composições de música clássica, que o levaram a novas sensações e novos mundos, a um outro salto no passado, não o seu, mas os de quem havia criado tão elaboradas como encantatórias melodias. Essas mesmas músicas que, desde esses tempos o iriam acompanhar para sempre, e para sempre o mergulhariam em experiências de exploração mental, de procura de respostas, de encontros com outras culturas.

Nesse quarto, onde tantas e tantas vezes se encontrava sozinho, com a sua música já então preferida, os seus livros, que a si mesmo se exigia ler, porque ler era não apenas um prazer, mas uma autêntica e marcante escola. Um percorrer de outros mundos ainda, de outras vidas, e de distintas formas de escrita. Os livros por onde aprendeu mais de metade do que sabia, mais de três quartos da sua vida.

Lembrava-se, desde esta sua janela, do início do Outono, já as aulas iniciadas e após chegar a casa, à tarde, de todo o tempo que com todo o prazer que conseguia canalizar, se ia refugiar no ‘quarto novo’. Onde podia olhar o seu quintal e se comprazer com o sol a penetrar, teimoso, por entre as folhas das anoneiras, cada raio de sol a querer ir até ele, e em consonância com as palavras que ia lendo, com os compassos de uma sexta sinfonia do compositor que mais venerava. Cada raio de sol a fazer melodias de vida com todo esse mar de experiências que o haviam moldado.

Quase podia sentir o cheiro da terra molhada ao abrir da janela, dessa terra, da sua terra natal, que se misturava com o das anoneiras, uma árvore frondosa, imensa, que tinham deixado crescer com vontade própria, e esbarrava o ramos da sua imensa copa na janela das traseiras daquele quarto. Já Beethoven ia no terceiro andamento da sua ‘Pastoral’, quando foi desperto pelo toque do telefone e regressou ao tempo de hoje, onde a rua fria e cinzenta o fazia agarrar-se a outras leituras, embrulhado numa manta, qual velho nostálgico, o cão a seus pés, os saltos da Truta de Schubert a leva-lo por terras germânicas, e Orhan Pamuk a ensinar-lhe, com a sua escrita bela e perfeita, sobre o mundo de uma Turquia de há quarenta anos.

Os dias de hoje são apenas diferentes dos de então, mas não são piores, pensava. Não têm o cheiro das anonas caídas por terra com o vento do Outono, mas têm o sabor adocicado de alguma sabedoria que, com os anos, conseguira arrecadar...


Os dias de hoje tinham de lhe dar a mesma paz que em tempos julgou existir. Os sonhos esses teria de os substituir. Mas hoje, a paz vinha-lhe, ainda, de alguém que o ajudava a senti-la, junto com sentimentos fortes e de pertença, como julgara já não ser mais possível. Os dias de hoje, esperava, desejava, iriam trazer-lhe outras sensações, outros mundos e vidas, e após este Outono frio e sombrio, não apenas do clima, o sol voltaria, agora por entre as agulhas dos pinheiro, com outros odores, mas sempre o mesmo Sol.

Greve Geral

Os dois partidos 'com vocação de poder', PS e PSD, nunca conviveram bem com o direito à greve. Mas esse direito, com frequência mais levada, exercido por razões reivindicativas e salariais, raras vezes esteve totalmente desprovido de razões. Mesmo que a muito boa gente lhe possa parecer o oposto. Houve abusos, como as greves na TAP, que no limite iam quase provocando a extinção da empresa, ou a sua venda a capitais exteriores.

As greves, quando apenas por razões de reivindicar e pressionar, no sentido de obter melhores salários, sempre foi uma adversidade e um 'espinho' dificil para o PSD, que, dizendo-se social-democrata, gostava e gosta de se colocar na boas graças dos empresários privados. Ao PS as greves não foram menos ingratas, e, com frequência, sempre afirmando 'que a greve é um direito dos trabalhadores', e que os socialistas sempre se sentiram os pais da liberdade e dos direitos sociais e políticos, o PS tentou minar toda e qualquer greve, quando no poder. Sempre inventou números e estatísticas e tentou confundir os referidos direitos, sendo a última tentativa a dos tribunais arbitrais. Ou a pressão exercida por via da 'requisição civil', que se suspeita voltar a ser exercida, forçada e anti-democraticamente, nesta greve geral a que hoje iremos assistir, e alguns, sentir.

O PS nunca foi sincero neste 'direito à greve', excepto quando a usou como arma política como Partido da Oposição, contra o PSD. Na realidade, posto que o PS esteve muito mais tempo no Governo, desde 1974, do que o PSD, tem sido o Partido Socialista o grande inimigo da Greve e, mais do isso, o alvo das mesmas.

Repete-se o cenário: o PS como alvo de uma Greve, Geral desta feita, e não apenas por razões salariais, que já seriam bastantes e substantivas, visto que na verdade os portugueses nunca atingiram a equidade entre nível remuneratório e esforço de trabalho, ou eficiência laboral, numa palavra: produtividade, versus, compensação justa. Sempre se mentiu sobre muitos dados relacionados com o trabalho em Portugal. Nunca trabalhámos menos do que os outros povos, noutros países. Podemos ter eficiência mais reduzida, ou mais desajustada do momento produtivo, mas essa é mais da responsabilidade dos empresários, dos gestores ou do Estado, em si mesmo. E muito menos de cada funcionário ou trabalhador. Mas sempre fomos menos compensados, ou, como nos insistem os agrupamentos ditos comunistas, mais explorados. E, nisto, têm eles muita razão. Pode ser isto que explica este anacronismo de sermos o único país da Europa onde o PCP e outros grupelhos anti-democráticos, auto-intitulados de esquerda ( a tal posição 'geográfica' definida por alturas de 1789...em plena Revolução Francesa...quanta modernidade! E actualidade...!) têm ainda a relativa 'força' e são (erradamente) ouvidos.

Um país que ouve a opinião de lideres de um partido, sobre o Orçamento de Estado, mas que nunca, em vez alguma, votou favoravelmente qualquer Orçamento...

Mas esta Greve tem outras razões subjacentes à sua convocação: o descontentamento geral sobre quase tudo o que o PS tem feito no poder. Ou...desfeito. De facto, nunca se assistiu a um tal assalto aos direitos de todos e qualquer de nós, vindos de um Partido que, em teoria, e, até ver, na prática, faz parte do sistema democrático. É o controlo da Comunicação Social (pelo controlo dos jornalistas, através da atribuição controlada das suas credenciais, centralizadas em organismos dependentes do próprio Primeiro-ministro), o controlo das polícias, com um absurdo, em regime democrático, todo-poderoso senhor-segurança do estado, que só ao Primeiro-ministro responde...o controlo dos Tribunais, como se verificou no amordaçar e destruição de provas em inquéritos judiciais onde repetidamente tem surgido o nome de Sócrates, através das 'rainhas de inglaterra' fúteis e 'afantochadas' do Presidente do Supremo Tribunal e do Procurador Geral da República... o controlo de empresas chave do sector privado, pela colocação forçada de compulsiva, fugindo a esclarecimentos e justificações, de 'boys' em Bancos (BCP, CGD, BES, BPI...) e em Grandes Empresas, PT, EDP; GALP, ou da recusa de serviços contratados a empresas que não sejam servilistas (portuguesas ou estrangeiras: Goldman-Sachs, Sonae, etc) e entrega duvidosa de encomendas a outras, onde imperam boys ou pro-boys (MOTA-Engil, BES, Teixeira Duarte, Cimpor, etc)...

Este PS merece bem esta Greve Geral e merecia ainda mais uma verdadeira Revolução e derrube do Governo pela forma que o povo usa de mudar de forma radical o rumo das coisas, quando a sua desgraça já parece ser inevitável: pela força.

Este PS de Sócrates, o mesmo Partido que tem no seu aparelho homens dignos e democratas, gente séria e inteligente, tem destruído paulatinamente a estrutura democrática que em 1974 se iniciou. E abusivamente usou dos meios financeiros já escassos para servir os amigos e alimentar a sua perpetuação no poder. Conduziu Portugal a uma situação calamitosa, comparavel, em indicadores económicos e sociais à vergonhosa Primeira República, mas faz com que sejamos todos a pagar as suas loucuras e irresponsabilidade, abusivamente e ilegalmente reduzindo salários e rendimentos, a quem menos capacidade tem.

Este PS ainda permite outros abusos de poder dominante de variadas empresas como já todos sabemos pelos anúncios que nos vão chegando dos aumentos de preços e custos em 2011: Vodafone (que diz ir aumentar preços em 2,2%+aumento do IVA, quando na verdade aumentará em cerca de 26%!!!), EDP, PT, GALP, e quase todos os Bancos portugueses.

Em 2011 iremos ganhar menos e pagar bem mais. Por culpa exclusiva dos devarios de Sócrates com gastos incontrolados e desnecessários, em obras públicas inúteis e em subsídios a empresas amigas, que de nada serviram para reanimar a economia. Iremos perder poder de compra, o que conduzirá a um dramático abaixamento do consumo, e, consequentemente a uma Receita do Estado insuportavelmente reduzida. Isso, só por si, levará a um Orçamento Rectificativo, e a mais medidas depressivas...como tão bem sabe fazer o teórico incompetente Teixeira dos Santos. Nem uma medida para reanimar e Economia terá signficiado e as invenções estatísticas encomendadas ao INE já não surtirão qualquer efeito.

É contra este empobrecimento nacional, imposto pela força por Sócrates, e por razões de se fazer pagar a sua incompetente administração, que neste 24 de Novembro se realiza a, talvez única, Greve Geral Justa e bem vinda. Mas é contra o défice democrático de Sócrates, também, que esperemos não venha a tomar medidas repressivas, tão a seu gosto, e pelo menos respeite, que se sente tão desiludido e deprimido, com a mais justa e nobre das razões: ver a sua vida próxima desprovida de qualquer esperança.

Esta é pois, uma Greve que devemos respeitar, se não mesmo apoiar. Por ser necessária, ou por ser compreensível.

Que Sócrates ( e o seu provinciano retrógrado Teixeira dos Santos) a sinta em toda a sua força!

22.11.10

Just pay...attention. And then...pay!

Mark Blyth: A austeridade é uma ideia perigosa.



Sem comentários...desnecessários.

Mas um simples apelo. A que acordemos todos. Desta dormente e indolente atitude.

Tão incompetente ( a nossa sonolência), como a da incompetência, atroz e calamitosa, dos que nos têm 'governado'.

18.11.10

"It was the happiest moment of my life" - 1

"It was the happiest moment of my life, though I didn't know it". Assim começa o mais recente (e um dos mais belos) livro de Orhan Pamuk.

Qualquer um de nós terá um momento que identifica como o mais feliz, o mais importante, o mais significtivo, o mais compensador, de toda uma vida. Mas como bem explica Pamuk, uns capítulos mais adiante, para se saber qual é esse momento é preciso que a vida se torne, um dia, como por vezes se diz, 'parada', ou estável, mas não necessariamente pior, ou mais infeliz.

" In fact no one recognizes the happiest moment of their lives as they are living it. It may well be that, in a moment of joy, one might sincerely believe that golden instant 'now', even having lived such a moment before, but whatever they say, in one part of their hearts they still believe in the certainty of a happier moment to come. Because how could anyone, and particularly anyone who is still young, carry on the belief that everything could only get worse: If a person is happy enough to htink he has reached the happiest moment of his life, he will be hopeful enough to believe his future will just be as beautiful, more so. But when we reach the point when our lives take theur final shape, as in a novel, we can identify our happiest moment, selecting in retrospect..." (Pamuk, in The Museum of Inoccence).

O momento da maior e mais perfeita felicidade pode ser o de um grande amor, o de uma grande realização. Pode ser muita coisa, que, na realidade, só se sabe, quando a curva da vida entra na parte plana e linear, estável e horizontal, na fase em que a probabilidade de melhores, ou mais felizes momentos se tornam muito improváveis. Mas essa fase 'estagnante' das nossas vidas pode chegar mais cedo ou mais tarde. Pode a sua chegada ser por nós influenciada, ou não. Pode, se chegar tarde dizer que a vida foi bem, intensa e plenamente vivida, ou que, ao contrário, estagnou cedo demais. Isto, se tivermos a perspectiva, ou melhor, a visão, das nossas vidas como a de um copo meio-vazio, e não a de um copo meio-cheio, a cada momento. Por outro lado, a noção do momento mais feliz, depende, também, e fortemente, das expectativas para ela e, mais relevante, do que nela mais valorizamos. E nem sempre, mas muito, muito frequentemente, se identificam os momentos de maior valor, como os associados à vida amorosa, ou sequer sentimental, posto que alguns de nós podem valorizar mais a vertente de realização profissional, ou social, entre outras perspectivas, também elas válidas. Aliás, a validade de cada perspectiva a cada um de nós compete. Mas, como humanos, que nos sentimos distantes dos outros seres vivos, a vida sentimental é habitualmente a que mais intensamente nos marca, a que mais valorizamos, pelo menos quando sabemos ter algum, ou muito sucesso (realização) nela. E mais em particular, a vida amorosa.

O maior problema desta noção, consciente ou não, que temos de momentos a que atribuímos a nossa valoração pessoal, e que nos leva a compararmos diversas fases das nossas vidas, é o risco de alguma frustração ou mesmo infelicidade que tal nos pode acarretar. Um risco, mas que se tornará consequentemente um perigo, para a nossa mente e para a sensação de felicidade, dependendo da nossa capacidade, ou não, de o prevermos.

( a continuar...)

5.11.10

Opção zero?


Hoje ouvi que o valor de um comentador, entenda-se, político, é saber constituir-se um suporte do futuro. Traduzindo: lendo no presente, sinais, tendências e opções, criar em si um visão do que, fora de si, pode ser, com muito forte probabilidade, o futuro. De uma empresa, também. De um mercado e das suas tendências e trilhos. Mas, com muito mais impacte e abrangência, de uma sociedade, de um país. Mas um bom comentador e um indivíduo de visão raramente é entendido (porque os sinais e tendências que julga saber ler no seu contemporâneo, não são, com frequência os que outros podem ver ou 'ler') e em geral, não é tido em conta.

Não sou um comentador e, bem menos, tenho uma visão aguda e perspicaz do futuro, das coisas, e das coisas políticas. Mas, coincidentemente, para meu pesar até, tenho vindo a acertar...

Sempre disse que este líder do PS nos levaria à desgraça e empobrecimento colectivo. Que se iria desacreditar, e ao seu Partido (onde gente há que é democrata, inteligente e competente, mas que prefere não assumir responsabilidades directivas e, ao invés, atira para a frente indivíduos como este, com formação e educação 'de rua', sem nível e sem responsabilidade, sem verdade, mas com muita arrogância, uma arrogância cega e louca. Um louco, que nos foi, por cegueira colectiva, trazendo a este ponto...e ao que ainda chegaremos, ainda pior e mais triste....

Nos próximos tempos veremos um PS e um Primeiro-ministro com a arrogância e cegueira habituais, prosseguir na mentira e na farsa, no teatro 'anti-tanga' (quando na verdade estávamos de 'tanga', quando ele se candidatou pela primeira vez, e agora se dedicou em seis anos a nos tirar essa única 'tanga'...ve-los-emos a aproveitar qualquer indicador um nadinha mais positivo, para 'cantar de alto' o 'estamos no rumo certo'...(que foi sempre e constantemente o do endividamento e do crescimento da despesa do Estado, do descontrolo das contas públicas...ainda têm a lata de nos falar do défice em 2005...quando foi à nossa custa, dos impostos a que nos forçaram, que atingiu o maldito, e asfixiador défice, o défice que matou a nossa economia. Neste país que dá mais força a um ministro das finanças do que ao da economia...não se pode ter a noção da necessidade de se crescer e enriquecer. Um país onde ainda se ouve a opinião retrógrada e utópica do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda, que ainda reclamam por mais investimento público, por nacionalizações, por mais despesa, afinal! E onde esses dois Partidos, que os nossos órgãos de comunicação ainda vão ouvir e nos transmitem as suas estúpidas algaraviadas, ainda falam da sombra negra do grande capital, dos grandes interesses...e defendem que esse mesmo capital e interesses passem para as mãos do mais incompetente e injusto gestor: o Estado!!!??)...

...veremos, já nos tempos mais próximos,  Sócrates e Teixeira dos Santos (quando se for embora sofrerá a maior vergonha que algum dia um economista viveu...) incumprir com o Orçamento com que tanto chatagearam a Oposição, trair esse Orçamento para 2011, e não respeitar nenhum dos compromissos assumidos, quer na Assembleia que aprovou o OE, quer publicamente perante todos nós.

Não nos restem ilusões. Sócrates insistirá num inútil TGV que ninguém usará (excepto espanhóis falidos), insistirá em manter e criar novas entidades a cargo do Estado, insistirá no crescimento da Despesa Pública e no crescimento da Dívida do Estado, até um dia em que, após eleições Presidenciais, quer do exterior, quer dos Partidos nacionais, lhe será mostrada a impossibilidade de governar mais e o PR terá de dissolver a Assembleia da República.

Quem ganhar eleições no próximos ano, terá pois de acrescentar a estas medidas causadoras de depressão, outras mais que nos conduzirão a mais e mais anos de estagnação. Ou seja, em poucas palavras: a aprovação deste OE2011 não só de nada nos servirá, como se verificará bem mais prejudicial do que a abertura de uma crise política e a ridiculamente temida ajuda do Fundo Europeu e do FMI. A continuidade de Sócrates no poder só nos custará mais e mais caro e nos retirará futuro. Como há anos venho repetindo neste espaço. Por mais que neste momento nos pareça patriótica a atitude de se ter aprovado o Orçamento, infelizmente se verificará que o que o tinha sido, para além de corajoso e visionário, teria sido a sua reprovação e abertura de uma crise política.

Nem sempre as crises, quando objectivamente provocadas são más. Nem sempre evitar crises, convulsões ou mesmo revoluções é o melhor caminho...

Quem depois vier sim, terá muitas queixas, como tantas vezes este Sócrates, qual 'menino de rua mal educado, irascível e arrogante, pretendeu, de quem neste momento ainda nos (des)governa.

Por mim, mantenho que só se muda alguma coisa com Sócrates arredado do poder. E veremos se me engano...

Futuro próximo: mais despesa e mais dívida, mais juros da dívida a subir e impossibilidade de pagar, já no próximo anos, os 40 mil milhões de tranche da dívida que nos compete pagar, mais arrogância e atentados aos nossos direitos e à Democracia, mais perseguições políticas, mais casos em investigação judicial, mais corrupção, mais desemprego, mais mentiras, mais ...risinhos estúpidos por membros do PS, como que a gozar connosco, que lhes teremos de pagar a má gestão e administração, que teremos de levar com eles por mais uns meses...

O Futuro: um ano e seguintes novamente perdidos nas nossas vidas, na nossa vida comum e no nosso país!

15.10.10

O Grande Dilema

O grande Dilema não pertence aos polítcos, embora alguns o tenham neste momento, particularmente o PSD e o CDS-PP, para além do Presidente da República. Mas o Dilema sério e difícil é o que os Portugueses eleitores e preocupados com o seu país, têm e terão até ao próximo ano.

O Dilema é viver com um Orçamento claramente recessivo e asfixiante, e com um Governo dirigido por mentirosos falsos sem nível algum O Dilema está entre o que é melhor, se viver com a desgraça garantida ou com a gestão das mentiras e burlas estatísticas que aí vêm, pela mão de Sócrates, uma vez mais.

Porque o Orçamento para 2011 passará, poque tem de ser, e não por ser bom ou útil, mas porque o PS encenou toda a estratégia de modo a não se poderem realizar as eleições antes de Maio de 2011. Essa a razão porque há quatro meses as medidas do PEC eram suficiente agora já não o serem. Porque esta situação apresentada sem saída há meses podia ter conduzido a eleições e o PS as perderia. Assim, Sócrates passará agora a gerir o tempo eleitoral e assim, a gerir as novas e também as mesmas mentiras: que as medidas do OE 2011 estão a resultar, que já se vê crescimento da economia e corte de despesa (desviadas para outros lados), que o Governo conseguiu controlar o défice, que afinal já se podem (re) lançar as grandes Obras Públicas (faraónicas) do TGV, Aeroporto de Lisboa e outras asneiras, que o emprego está a recuperar (nem que ele descubra dois segundos num dia em que tal aconteça)...

E a verdade só será descoberta, como agora, já em 2012. Esperançadamente com um Governo que não do PS e nunca com Sócrates!

Mas até lá...temos todos o Dilema: gerado um péssimo e ineficiente Orçamento de Estado e a preparação das próximas eleições legislativas com a máquina teatral do PS a gerar falsos números e a falar do fundamental 'optimismo' (pois que com optimismo isto vai lá...)

Nestes dias, pois, deixar-se-á passar um Orçamento que é uma espécie de carta branca para tudo o que de pior Sócrates ainda nos pode dar, de mentiras, de propaganda, de falsidades, de teatro, e política de baixo nível...

O Dilema nunca terá, como se imagina, um bom desfecho...a não ser, que de uma vez, o PSD e a Oposição em geral, ponham termo a esta farsa da nossa vida política e corram com este Sócrates, mesmo que apenas em 2011. Mas aliás eu já dizia há muito que Sócrates não passaria de 2011...veremos, então até onde vai a inteligência e habilidade do PSD.  Do PS já nada de bom vem ou depende!

Estranha forma de ver a política...

Leio e ouço um pouco, por todo o lado e em geral, esmagadoramente, as opiniões são favoráveis a um PSD de Pedro Passos Coelho e à sua posição quanto aos últimos acontecimentos politicos: a discussão e aprovação do Orçamento de Estado para 2011. Muito favoráveis, as opiniões que leio e ouço, sobre a atitude de Passos Coelho de não adiantar nada sobre a sua posição quanto à aprovação do OE, antes de o mesmo ser entregue e discutido, como deve. Independentemente de este OE ser um tanto independente, passe o pleonasmo, de quem estivesse no Governo. Mas há muito que Sócrates nos habituou às suas mentiras e omissões, pelo que é fundamental esperar pela apresentação do documento, como é aliás normal. Ou aprova-se um contrato e assina-se, sem o ler? E este OE não é um contrato qualquer.

No geral, e de forma esmagadora os portugueses são favoráveis a Passos Coelho e ...favoráveis à demissão e desvanecimento de Sócrates, o pior político de sempre na história da Democracia portuguesa.

Mas há quem aproveite para tentar fazer política 'menor', ao pretender 'descobrir' incongruências no discurso político de Passos Coelho, como as de já ter dito coisas distintas do que agora diz...

Lembro que a Crise é nacional e nada ou pouco tem a ver com a internacional (a banca e o imobiliário não foram nem a causa, nem foram afectadas em Portugal, como noutros países, mas apenas fomos afectados por via indirecta, obviamente, dependentes que são hoje todas as economias ocidentais).

Lembro que esta crise foi provocada pelo PS e, em particular, pelas políticas de Sócrates e de Teixeira dos Santos (com as suas visões Salazaristas e anacrónicas, de tudo resolver com aumento de impostos, tal como Salazar o fez no passado).

Lembro que este OE é da responsabilidade do Governo e do PS que o suporta. E que a crise, bem mais forte do próximo ano, é também responsabilidade do Governo. Nunca do PSD ou de qualquer Partido da Oposição.

O PSD nada tem a ver com esta crise ou com a que aí vem. Nada tem a ver com  as mentiras de Sócrates em momento de eleições legislativas no passado, nem com as omissões e enganos, por incompetência, que levam a que há poucos meses antes do Verão tudo fosse suficiente e agora já não o serem... e por a Despesa ter disparado (pois...porque ainda escondem que foram obrigados à verdade, a alguma apenas, pela Alemanha e pelo Banco Central Europeu e União Europeia...).

Tentar fazer jogos sobre as falsas incoerências de Passos Coelho, que tem sido exemplar, na totalidade, na gestão deste 'caso do OE 2011' é muito triste e baixo, num país em que o importante é grave demais: a miséria e empobrecimento generalizados, o aumento do fosso entre ricos e pobres, a asfixia económica e financeira, a estagnação económica e social. E isto, esta situação recessiva que perdurará por vários anos, mínimo de três anos e, provavelmente de cinco ou mais, porque impostos elevados, costumam vir para ficar é da exclusiva responsabilidade da dupla Sócrates-Teixeira dos Santos.

Nada de enganos, que, aliás, não conduzirão a nada. E basta de desculpar Sócrates. O PS devia ser o primeiro interessado em ver-se livre deste medíocre líder que o levará a muitos e longos anos de culpabilidade e, talvez...de oposição.

O Governo da nossa Miséria

O (des)Governo deverá entregar hoje o mais aguardado texto de Orçamento de Estado dos últimos anos (ou muito me engano ou toda a vergonhosa propaganda governamental, suja...diria, porque chantagista e verdadeiramente imprópria de um Governo de um país Democrático, tem andado a preparar o país e os políticos para um Orçamento ainda pior do que aquele que em intenções apenas foi, em mais uma acção de propaganda barata (e Mal intencionada!) anunciado.

Desde o (pseudo) anúncio do que será (poderá ser...) o Orçamento para 2011, que o Governo, e Sócrates em especial, dentro do seu espírito de feirante muito apreciado, tem feito tudo para tentar responsabilizar o PSD por uma possível (mas não provável) votação contra e consequente chumbo. O PCP e o BE têm ajudado nesta hipocrisia inútil e genuinamente idiota, de colocar o peso da aprovação do OE no PSD, como se estes dois partidos tivessem alguma vez votado favoravelmente, alguma vez, algum Orçamento de Estado. E como se o fossem fazer, também desta vez.

Ou seja: A responsabilidade do OE 2011 é inteiramente, por inerência, do Governo. A responsabilidade das medidas nele inseridas (ainda a confirmar a sua extensão e gravidade, o que é o mesmo que dizer, a extensão da já certa e prometida recessão económica profunda) é também do Governo. Como o é o facto de este OE se ter tornado necessário, segundo o Governo. Com o que eu não concordo. O OE podia ter sido bem diferente, e pode ser, se o Governo não persistisse na continuidade de estruturas tão inúteis como despesistas criadas por Sócrates (Fundações, Entidades Reguladoras, Institutos e Fundações, Assessorias, Gabinetes de estudo, etc).

Mas apesar de tudo ser responsabilidade deste Primeiro-ministro, visto ter sido ele a Governar em maioria absoluta e, mais, ter sido o criador de todas as instituições estatais inúteis, supérfluas, que contribuíram decisivamente para o aumento das despesas que se verificou. E não se deve este endividamento do Estado ao sector privado, como tentou insinuar Jorge Sampaio, com a sua típica e abstrusa mentalidade clubista, facciosa e cega, irresponsavelmente anti-nacional e, pior, contra as pessoas. O endividamento dos privados deve-se, e facilmente se demonstra, ao sector Estado e às dificuldades criadas à economia, por...Sócrates. Porque o Estado não tem pago e cumprido. Porque o Governo já havia começado a recessão ao fazer pressão sobre o consumo privado. Grande parte do endividamento dos privados deve-se, pois, ao esforço de manutenção de estruturas nas empresas ou de modos de vida, na esperança de uma melhoria que não chega e não irá chegar...nem em 2012!

Impossível fugir à realidade: a culpa da situação económica é inteira deste Governo. E não da crise internacional, que apenas veio dificultar a situação, por via das dificuldades do sector bancário internacional. Mas a crise já ca estava antes de 2008. E já se anunciava, desde o primeiro dia do primeiro Governo de Sócrates, que já mostrava esta incapacidade e incompetência, como eu avisei neste mesmo blogue logo desde início desta época negra da Democracia: a era Sócrates que nos irá afundar.

Este OE 2011 vai conduzir, garantidamente, a uma recessão e ...a uma redução da colecta. Este aumento de impostos terá uma consequência certa: redução da colecta. Por via das dificuldades gerais, de pessoas e empresas e do próprio Estado, que ao ser forçado, ainda que marginalmente (pois, vergonhosamente um país à beira da Bancarrota insiste em construir um TGV e um novo Aeroporto na capital, entre outras inúteis obras). Este OE vai levar a mais desemprego, a retracção económica, a uma crise profunda que...nos conduzirá à Bancarrota, salvo se a UE intervier e não permitir o bloqueio da Banca internacional aos nossos Bancos e ao Estado.

Muitas individualidades defendem a aprovação do OE, afirmando que é sempre melhor um mau Orçamento do que viver de duodécimos. Mas ainda não estou absolutamente seguro, pois sei que este Sócrates nunca, mas nunca, poupará um cêntimo ao Estado e que, assim sendo, a despesa do sector público (que consome 50% do Produto Interno Bruto! Metade da riqueza nacional gerada anualmente, por um sector que tem ao seu serviço directo menos de 20% da população activa: o Estado é complemanente inoperante e excessivamente gastador e não merece, por isso, o epíteto de Pessoa de Bem, mas bem ao contrário...).

Certo, certo é o afundamento da nossa Economia, a agravar já em 2011, não tendo estado bem em nenhum momento de nenhum Governo PS (nenhum!). E o agravamento das nossas Finanças, do Estado e dos privados.

Cada dia em que Sócrates permanece no poder não é um dia perdido para nós e o nosso futuro, é uma dia a Descontar no nosso Futuro. Um dia, efectivamente negativo, em que andamos, todos, uns directa, outros indirectamente, mas todos...para trás!

Por isso...talvez seja muito mau e negativo um chumbo do Orçamento de Estado...talvez. Mas isso é 'talvez'...porque certo e garantido é que este orçamento (por não efectuar os cortes mencionados acima, e por tanta, tanta gente, de todos os partidos, inclusive do PS- Daniel Bessa, Auguto Mateus, Abel Mateus, Silva Lopes...por não ser transparente e, uma vez mais mascarar despesas e gastos, sempre preocupado com eleições e perpetuação no poder, por não ser Eficiente- conduzirá a uma redução da Receita do Estado!) será o Contrato da nossa Desgraça, com a complacência do Presidente da República, da União Europeia, do FMI, da OCDE...(nunca se enganaram estas instutuições??? vide...crise mundial...)

O melhor mesmo, já, seria a demissão imediata do Governo. Sampaio demitiu Santana sem uma ínfima parte das razões agora existentes, geradas por Sócrates e de que só e apenas ele é responsável.

Mas o OE 2011 será aprovado...e assim se assinará o nosso afundamento colectivo. Depois, cá estaremos alguns de nós, para tristemente confirmarmos, como em tantos outros aspectos infelizmente confirmo o que eu já havia dito: confirmarmos que talvez fosse preferível uma grande crise política (embora não política, mas governamental, pois há oposição à altura das nossas necessidades) e orçamental ...

Veremos...e espero não ter mesmo razão!

14.10.10

Oeiras: do melhor ao pior


Oeiras é uma Vila como tantas outras. Mas é também um tanto especial. Modernizou-se, em vários aspectos, em diversas áreas, urbanas e de actividades. Oeiras é hoje dado como o Concelho onde se auferem os mais elevados vencimentos, a nível nacional. Onde existem os maiores e mais importantes e, se calhar, mais organizados, parques empresariais. A grande maioria das multinacionais tecnológicas estão sediadas em Oeiras. E duas das nossas melhores Escolas Superiores. Mas Oeiras é também um Concelho de enormes contrastes e de profundas diferenças. Onde se encontra uma força de trabalho moderna e actuante, bem remunerada, também se podem ver no próprio Centro da Vila, onde outrora pugnava o Primeiro Marquês de Pombal e Conde de Oeiras, o homem forte do Reinado de D. José I, onde existia e existe o belo Palácio que a ele pertenceu e a poucos metros do mesmo, podem ver-se notas de descuido urbano, de incúria municipal. Não é Oeiras o único Município onde os edifícios devolutos pululam (neste Concelho até são bem menos do que noutros, bem mais ricos...) a par com modernos edifícios, ou com outros recuperados e de boa cara. Os contrastes em Oeiras, porém, persistem aos dias de hoje, mesmo apesar de nesta Vila e Concelho muito se ter feito, e muito pela mão do actual responsável camarário. Oeiras é também um município de belos jardins e parques públicos (onde, infelizmente se detestam cães e não se lhes permite a entrada e ...onde não se encontram tantas pessoas a passear como seria de esperar...) de alguma organização urbana, por vezes conseguida à custa de limitções exageradas, de regras despropositadas, quer para o trânsito, quer para os peões ( e para os cães) e onde, por essas razões, não há assim tantas condições de aproveitamento do espaço urbano, como seria de esperar. Onde o comércio está sempre nas vésperas de mais uma falência, de mais um negócio não aproveitado, porque o Centro desta Vila não é um espaço vivo e vivido pela população, residente ou visitante, mas antes um conjunto de ruas, com prédios decadentes, com fachadas sujas e sem comércio ou restauração, sem equipamentos de apoio às pessoas...um espaço fantasma, mesmo a horas de sol. Uma pena, num belo local, numa bela Vila.


Nem tudo é belo na Vila que se gaba de ser a mais rica do país. A que mais evoluiu em muitos contextos. Muito há para cuidar do espaço urbano, bem perto do Centro histórico e dos Palácios do Marquês de Pombal e Conde de Oeiras. Um Centro de Vila morto ao final de cada dia, com um comércio tradicional em grande parte decadente, sem equipamentos urbanos que sirvam residentes ou visitantes. Um conjunto de ruas que bem podiam ser mais vividas e que espelhasse o que o resto do Concelho se gaba de ser.


Lado a lado com edifícios recentes, encontram-se em Oeiras prédios devolutos que mancham a fama de que o Concelho se gaba. Podem ser interessantes para um fotógrafo, mas adequar-se-iam mais a uma cidade do Norte de África do que ao Município onde mais riqueza se produz por área, e por habitante. Podia, enfim, ser um exemplo, também a este nível, do cuidado urbano, dos espaços agradáveis e vivos, e não fantasmas, ao fim do dia, ou mesmo a horas laborais. Oeiras é mais um exemplo apenas, de muitos que por todo o país se encontram, onde se trabalhou bem e muito se fez, a muitos níveis, e que se modernizaram, mas que, também, nos últimos anos principalmente, se serviram muitas vontades, de interesses nem sempre coincidentes com os de espaços urbanos organizados, limpos, vivos e habitados, onde se estaria com prazer, para quem vive e para quem visita. Agora, com os tempos difíceis, nem quero imaginar o que pode vir a acontecer a espaços urbanos como este, do centro de Oeiras, ou de qualquer outro de qualquer município, por todo o país, numa altura em que os recursos serão muito, muito escassos.


Hoje, sente-se como muito positivo, todo o trabalho realizado neste belo Município, privilegiado, abraçando o rio Tejo, onde um magnífico 'paredão' é o lazer e o deleite de muita gente, residentes e não só. Onde se passeiam famílias, em grandes grupos, pessoas mais solitárias, entregues aos seus pensamentos, ou infortúnios, mas que ali, com a água e as praias, esquecem um nadinha das suas mágoas ou desilusões, ou, com mais energia, castigam o corpo, para lhe acrescentar em saúde, muitos  , com espírito mais ou menos desportivo. É o espaço de lazer de eleição das gentes de Oeiras, graças à oportuna visão do seu gestor municipal. 


Mas o Concelho carece de muito mais trabalho, talvez agora voltado para os pormenores, os detalhes que o consolidarão com a sua imagem de 'vanguarda' tão defendida pelos seus líderes políticos e gestores camarários.

O cuidado no arranjo do centro urbano, a sua limpeza, das ruas e das fachadas, a revitalização dos espaços públicos, com mais actividades e mais abertura e oportunidades a investidores no sector de restauração e de hotelaria, uma outra e mais eficiente, mais voltada para os utilizadores (não aprecio o termo utente, tão gasto por mentalidades sempre prontas a defender um inoperante e desequilibrado Estado-polvo...): um sistema de depósito e recolha de detritos mais consentâneo com uma Vila que se diz Europeia e moderna, onde cada um de nós não tenha de levar para casa manchas e cheirinhos desagradáveis dos respectivos contentores, ou mãos sujas por uma operação, em princípio, de 'limpeza'. Este sistema, com aberturas mínimas e ridículas nos contentores e com muito insuficiente número por todo o espaço urbano, não é compatível com 'uma preocupação para com os cidadãos, para com os habitantes' do Concelho dito mais moderno e rico do país...





Porque em Oeiras também há sítios e espaços tão belos como isto...



De uma janela assim se devia, a cada momento, abrir para um sol limpo, para uma Vila viva e bela, cheia de vida e de futuro, contemplar o nosso dia o nosso tempo, dito de modernidade e defendido como de qualidade...





13.10.10

Um exercício de vacuidades



O último programa de Fátima Campos Ferreira, prestigiada jornalista (mais pela oportunidade dos temos, pela qualidade na moderação ou pelo ritmo que serenamente impõe aos debates, do que pela inteligência nas perguntas e, mais importante, pela sua relevância ou quase-exigência da parte dos portugueses sobre perguntas nunca colocadas...enfim, um programa demasiadas vezes politicamente correcto para que se sinta como útil, ou contribuinte efectivo como opinion-maker), escolheu um interessante debate com os ex-Presidentes da Republica, nesse dia intitulados Doutores Honoris Causa pela Universidade de Lisboa.

Interessante, por curioso e ...porque podia ter sido oportuno. Mas bastamente inútil, pois que o único ex-PR que alguma coisa disse que roçou a utilidade, foi o menos preparado dele, o menos culto, o menos político e de quem menos se esperava, até pela sua mediania intelectual: Ramalho Eanes.

Soares, agastado e gasto, claramente desiludido com o seu Partido e com o seu líder, a dada altura voltou a gabar-se, coisa em que é Doutor de Cátedra reconhecida, referindo, falsamente, que um dia, em tempos idos, talvez há dois anos, no início da Crise internacional, avisou Sócrates de que a mesma, a crise, 'vinha aí' (o que só pode ser uma inverdade, dado que repetidamente o vimos na TV a repetir a cartilha do optimismo provinciano e irresponsável de Sócrates-Teixeira dos Santos). Ora...dito isto, nada mais disse a noite toda, que já não soubéssemos e o tivéssemos dito e repetido antes, muito antes dele, em teoria um homem com informação privilegiada.

Sampaio adora ouvir-se. Mas, como antes e como sempre, troca os pés pelas mãos e ...nada diz. Repetiu a ridícula doutrina gasta de mais de quarenta anos (ou sessenta) do marxismo e do anti-capitalismo, mesmo do alto da sua vida capitalista e super-privilegiada. De novo, de útil, nada lhe ouvimos.

Eanes, de quem menos se esperava, sintetizou numa frase o seu pensamento sobre uma das géneses da nossa crise, depois de afirmar, o que todos (os que não venderam a alma ao clubismo rídiculo, estúpido e cego do Partido do Governo) sabemos: que esta crise foi influenciada e vítima da internacional, mas que já cá estava antes de sequer se falar da outra (dos americanos maus e bandidos...os maus do capitalismo, contra os bons dos marxistas europeus que persistem em fórmulas, com provas dadas, de insucesso e desgraça miserável, por toda a Europa, por todo o mundo e, responsável primeira, após o Salazarismo e o Catalocismo anacrónicos e socialmente injustos, porque provincianos e obscurantistas, pelo nosso atraso, atroz, e imobilista, pela nossa miséria cultural, social e económica). Disse o mais esclarecedor, segundo a sua opinião e acertou, em parte, mas em cheio, na causa principal, aspecto fundamental para se procurar uma solução, sempre que há um problema (saber a causa, reconhecê-la, e depois ataca-la): o nosso Estado Social, construído nos anos da Democracia actual, e necessário e bem-vindo, não encontra base de suporte numa sociedade que não aumentou a sua riqueza ao mesmo ritmo. Esta, segundo Eanes, a causa fundamental para esta crise que não nos vai largar por muitos anos.

E o resto do debate foi um desfile de asneiras e anacronismos, um triste desfile de sombras do passado, imagem degradante de um país em depressão...

Quem não deve...

A serviço de uma transparência que nunca existiu, pois no seu lugar havia, e há, enquanto Sócrates se passear pelo Poder, com todos os seus defeitos e deformações (clientelismo, clubismo partidário, jogo de interesses, fomento e suporte de redes de influência, corrupção, défice democrático, autoritarismo, perseguição de adversários políticos, culto da imagem-narcisismo, centralismo...etc):

"Dados de contratos públicos apagados temporariamente do site oficial do Governo"


Um 'animal' político como em tempo se auto-denominou...que de 'político' tem 'demasiado' pouco... mas de incompetente arrogante e insuportável anti-democrático tem Tudo! Como se confirma a falta de transparência, como se confirma a chantagem constante sobre adversários, a coacção, e...outros epítetos mais 'feios' que só me sujariam o blogue.

1.10.10

A Vergonha

É uma vergonha. Este Primeiro-ministro, que andou a passear-se por Nova Iorque, no momento em que o seu (des)Governo preparava estas estúpidas e ineficientes medidas de combate à Crise (nacional, nada tendo a ver com a Internacional, ou muito pouco), vai à Assembleia da República recusar-se a responder às perguntas da Oposição. Como se o Governo não fosse, por Lei, obrigado a responder à Assembleia e dela dependesse.

Perguntou-se-lhe porque razão são agora necessárias estas medidas (que incidem sobre as pessoas, sobre funcionários do Estado e, por reflexo, sobre todos os trabalhadores por conta de outrem, mas que não resolvem estruturalmente nenhum problema do Estado e dos seus excessos: não são extintas instituições do Estado, como Entidades Reguladoras perfeitamente inúteis, Fundações obscuras e ainda por investigar, Institutos supérfluos, Direcções Gerais excedentárias, Freguesias a mais, Câmaras despesistas, etc...o problema estrutural continua quase todo por resolver. Não se tocou em nada. Mas as medidas propostas pelo Governo, ainda carentes de aprovação na Assembleia da República, são apenas, mais de 97% -só 3% dizem respeito a redução de estrutura!- conjunturais e incidem sobre rendimentos de trabalho ou das empresas, o que, mais cedo ou mais tarde terá de voltar aos níveis anteriores. Tal como o IVA, que irá suficar a economia, pelo lado do mercado. Quase um quarto dos preços dos produtos serão impostos! Quando poderemos voltar a ver crescimento económico? Dentro de...10 anos???!!)...a essa pergunta, colocada insistentemente diversas vezes durante o debate de ontem na AR, Sócrates simplesmente não respondeu. Ignorando e desrespeitando a AR, os Partidos e Deputados todos e...o povo português.

Insistiu ele no caso dos submarinos...que nada vale no contexto das (más) contas nacionais. Demagogo...e mal educado, como sempre. Já de Democrata, ninguém espera nada dele...

O 'timing' escolhido para anunciar as medidas, que já se sabia serem necessárias antes do Verão, e o Governo também o sabia, tem tão só a ver com os 'timings' dos nossos actos eleitorais: neste momento não se pode dissolver a Assembleia e demitir o Governo, pois que antes de oito meses não poderia haver eleições, e, consequentemente, o FMI poderia mesmo 'entrar' na nossa economia e finanças, impossibilitando qualquer crédito ao Estado português.

António Costa, um dos demagogos de serviço do PS, afirma que este PM e este Ministro das Finanças conseguiram o cumprimento do défice orçamental quando outros não o haviam conseguido. Nada mais falso. Meia verdade e o lado verdadeiro ainda torna esta afirmação mais irresponsável e omissora da Verdade (que o PS odeia): a forma utilizada para se atingir o cumprimento do défice orçamental foi a mesma que agora se utiliza para combater estas medidas (que nem irão ser todas cumpridas, como rapidamente veremos, nomeadamente no seguimento de Obras Públicas que deviam Todas ser congeladas, abrindo-se depois, num segundo momento, excepção para as que se tornassem mais caras por via de indemnizações a pagar, e já estivessem em andamento, e nomeadamente as reduções que têm a ver com aquisições de viaturas... veremos, já no início de 2011). Essa filosofia de combate a uma crise, inteiramente gerada pelos Governos PS, e significativamente mais por este Sócrates e por Teixeira dos Santos, por se tratarem de medidas que não incidem sobre a Estrutura do Estado, vai conduzir a uma forte recessão (falências em cadeia, por ausência de mercado, por ausência de crédito, por incumprimentos de clientes; queda do já muito baixo poder de compra,; crescimento do crédito mal parado; desemprego em crescimento exponencial; maior défice do Estado já em 2011, crescimento negativo do PIB; alargamento do fosso entre ricos e pobres; morte profissional prematura de desempregados de longa duração a idade maior, estagnação da economia, perca da já minada confiança no país...uma bola de neve, que se poderia se não evitar, minorar, com medidas fundamentalmente estruturais e não conjunturais e incidentes sobre Quem não provocou nem contribuiu para esta Crise..) e não vai resolver o problema.

Tenho vergonha de viver num país com uma criatura destas, mentirosa e incompetente, como Primeiro-ministro.

29.9.10

Consenso e entendimentos

Muitas são as opiniões sobre a actual crise, económica, financeira e governamental. Mas não política. Essa não existe, porque só um partido está em crise: o Partido Socialista.

Há quem defenda o entendimento entre PS e PSD. Há quem defenda esse entendimento alargado ao CDS. Há também quem defenda que é preferível não haver entendimento com o PS, mas que, antes, o Governo se demita e se caminhe para um novo ciclo eleitoral e político, visto o Partido do Governo e este, em particular, já de forma cabal demonstrado a sua incompetência e incapacidade.

Mas o PS não é um Partido incapaz. São-no sim os actuais elementos dirigentes do PS, Sócrates o mais incapaz e até ridículo de todos, mas de todos os líderes políticos surgidos após 1974, mas também Pedro Silva Pereira, arrogante e vazio de qualquer capacidade intelectual, Santos Silva, Jorge Lacão (lacão ou lacaio, sempre pronto a agradar ao 'chefe'), Teixeira dos Santos, um dos piores ministros das finanças do mundo e desde sempre, de Portugal, incapaz de governar as nossas finanças pela despesa decrescente, mas sim pela receita sempre crescente...enfim...já nem vale a pela falar de outros ministros medíocres, demasiado para merecerem qualquer menção.

O PS pode e deve fazer um entendimentos com outros partidos, mas um PS na oposição, e nunca, em caso algum com este Sócrates 'com a quarta-classe-de-adultos' que nem sabe do que fala, quando abre a boca. O PS deve sair do Governo, passar à oposição e sim, nesse caso, saber ter sentido de Estado entendendo-se com o Partido que ganhar eleições.

O oposto, que é o mais provável, num país de gente demasiado pacata, demasiado medrosa, pouco arrojada e muito, muito pouco empenhada no futuro do seu próprio país, será um caminho de estrangulamento económico por muitos e muitos anos. Nunca houve um ano de autêntico e forte crescimento do PIB com um Governo PS, em época nenhuma. E muito menos com este Governo de mediocridades evidentes. Nunca houve, bem pior e lamentável, bem mais deprimente, um ano só, um apenas, de redução da despesa pública.

O caminho: eleições. Novo Governo e Sócrates (e amigos abusadores da paciência do Estado e de todos nós) fora da política, sem contemplações!

Porque é melhor a demissão do Governo?

Esta crise não é, não foi, consequência da crise internacional. A crise financeira internacional iniciou-se com a 'bolha imobiliária'. Com o exagerado crescimento da construção imobiliária e associado crédito de elevado risco, que terminou com as falências de enormes empresas americanas e, depois, europeias. Em Portugal nada disso aconteceu. Mas já em Espanha aconteceu. Claro que, parcialmente, dada a fragilidade do sector financeiro internacional, o nossos bancos acabaram por sofrer algumas consequências, ainda assim com solidez (à custa dos elevados custos tradicionalmente passados aos seus clientes, como é hábito português...). Mas hoje, as dificuldades dos nossos bancos, em conseguirem crédito fora do país, tem a ver com o estado em que o Governo, este Governo PS e nenhum outro, com o seu despesismo e abusos de recursos, inexistente até, mas antes que se procuraram financiar exteriormente, deixou as nossas finanças e a nossa economia.

Este ano de 2010 devia ter sido um ano de fortes contenções e cortes nos custos do 'aparlho do Estado', nas suas inúmeras (e muitas inúteis) instituições. Mas não o foi. Em Espanha extiguiram-se cerca de vinte por cento das empresas do Estado. O mesmo que por cá Sócrates as fez crescer. Um quinto! Em resultado desta teimosia em fazer crescer o Estado e os seus custos, e depois nos fazer pagar com mais impostos, está à vista: o nosso endividamente já ultrapassa o que anualmente produzimos. E no início de 2010, estando já bastante mal, não se estava assim.

Então se este é o Governo responsável por esta situação em que estamos, é a ele que devemos dar a possibilidade de continuar por cá...a não executar as medidas por ele mesmo preconizadas, e, ao invés, a seguir caminho oposto, apenas para satisfazer a sede de poder de Sócrates?

Parece-me bem mais sensato (!) deixar acontecer uma crise governativa, que não chamo de crise política, pois há partidos à altura, competentes, para tomar a responsabilidade governativa. E não são os custos de um acto eleitoral que me preocupam. Custa-me mais saber que as medidas preconizadas pelo PS e pelo amigo FMI e OCDE levem à estagnação do país, por demasiados anos....mais de dez anos sem crescimento, não tenhamos ilusões.

Queremos IVA a 23%???