O ausente
Em 200 assinei o meu documento de apoio à candidatura de Cavaco Silva, à Presidência da República. Nessa altura, para mim, Cavaco Silva tinha sido o Primeiro-Ministro que mais tinha feito pelo crescimento económico do país, período em que Portugal teve a mais baixa taxa de desemprego, também. Não me deslumbrava com todos os aspectos da sua governação, período durante o qual considero que os governantes se afastaram demasiado dos seus eleitores, e durante o mesmo se dera muito pouco valor a alguns dos sectores, pelouros, que considero, desde sempre como essenciais para atingirmos um patamar de segurança na Democracia, com um povo mais esclarecido, mais culto (este termo que ainda me parece mirífico perante o que vejo do nosso povo...enfim) Fiz parte dos apoiantes, mais ou menos activos, de Cavaco, mas nunca participei em campanhas ou acções de rua, porque a minha actividade profissional não me deixava qualquer possibilidade e porque, confesso, que o ambiente de feira das campanhas ...