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A Democracia muito doente?

A Democracia, a 'nossa filha' que se emancipou cedo demais? A Democracia está mal, talvez doente. Cedo se emancipou foi tomada posse, controlo, dela por entidades, gente e 'diabos' políticos sem a capacidade, cultura, formação pessoal e cívica com estatura à altura de tamanha responsabilidade. De há uns bons anos para cá, talvez uns vinte, ou mesmo trinta (no caso português, lamento ser a minha opinião, mas desde que ela existe por cá) fomos vendo umas medíocridades tomarem conta do poder, com a pouca informação e formação social e política de um povo que esteve demasiado tempo subjugado por uma ditadura pessoal retrógrada e anacrónica, a ver passar as carruagens de com cavalos à frente e cavalgaduras atrás. O poder democrático, em Portugal nunca esteve o tempo suficiente em boas e limpas mãos. Nunca, verdadeiramente. Teve momentos melhores e outros muito piores, a nossa infeliz Democracia. Mas, em minha opinião, nunca definitivamente nas mãos de gente capaz que não se ...

Da serenidade da minha sala, do sol que nos engana

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Quando Chopin entrou pelo silêncio da minha sala, estava-se num zero quase absoluto de tranquilidade e ambiente inspirador. A música do Mestre do piano não perturbava nada, mas acendia a vontade de escrever de contar, de descrever esta tarde de sol que me entrava pela janela. Não havia o zero absoluto dos sons, porque lá fora empoleirados nos pinheiros próximo da janela, alguns pássaros rejubilavam com esta Primavera temporã, um cão protestava seguramente por se encontrar preso numa varanda, e pela provocação que lhe faziam outros cães e pessoas passantes pela rua pricimpal, perto da minha. Esta sala, este ambiente de paz e serenidade, com a luz fantástica que me entra pela janela ao lado da secretária, de onde escrevo, faria as maravilhas de um bom escritor, um de verdade, trabalhador com afinco e inspirado de belas frases, desses que usam bem mais cérebro do que nós os normais mortais, que nos deliciam com a imaginação e criatividade e a quem parece nunca faltar assunto ou tema p...

Os Gregos e nós

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"Nós não somos a Grécia", ouviu-se dizer e leu-se, vezes demais. Que fizeram de mal os Gregos? Que fizeram de pior que os outros? Pretenderam ter uma vida melhor, europeia. Foram historicamente sendo deixados para trás e não conseguindo, como nós portugueses, encontrar, de novo, o rumo que os levasse à primeira linha dos países ricos do Norte. Porque tudo no mundo mudou, como está a mudar de novo, agora também a tornar-se o início da decadência europeia. Mas já prevista. Conheço quem diga que a história é coisa morta e sem relevo ou interesse para analisar os dias de hoje. Nada mais errado. A Ascensão e a Decadência dos povos, são lições da História. Mas claro que há que saber um pouco dessas coisas para o ter bem presente e relevar. A Grécia foi desde sempre a Civilização que nos ensinou a pensar. E a sermos democratas. A Grécia, como disse e bem, esse hipócrita milionário de nome Mário Soares (de quem ninguém diz nada sobre reformas e privilégios...facto estranho...ou...

A vesícula e a Apple

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Andava eu às voltas com a minha estreia nas cirurgias, com uma vesícula incompatível comigo, coisa breve, até ligeira, mas estranha ou avessa, de meter algum nervosismo a leigos e estreantes, e a Apple apresentava os seus resultados do último trimestre de 2011, e anuais, recordes na sua história e invejáveis, no contexto empresarial mundial, em crise ou fora dela. Mais. Apresentava algumas novas versões de dois programas e um totalmente novo e, não apenas isso, inovador. O iBooks 2, que permite mais conteúdos multimédia, de forma muito fácil e intuitiva, como é marca da empresa. O iTunes U, entrando pela porta grande nas edições escolares universitárias, com a maioria das grandes Universidades mundiais (Portugal: Instituto Politécnico de Leiria, pelo que vi até ao momento, apenas) a aderirem, com PodCasts, com vídeos e com muitos textos e manuais académicos. Antes, havia já apresentado o iTunes Match, que permitirá sincronizar e consolidar a música que se tem no iTunes, através do ...

Álvaro...Compromisso e um país que já não se aguenta!

Deixei passar uns dias, antes de comentar este Acordo, apelidado e único e exemplar, pelo Governo e de Retrocesso, ou outros adjectivos, todos desajustados, por parte da CGTP e alguns membros do PS, e toda a esquerda comunista em bloco. Para mim não foi nem uma, nem a outra. Quero dizer, nem foi um avanço, embora possa permitir alguns avanços em matéria laboral, dentro de anos (principalmente após o falecimento de gestores sem escrúpulos, mas ufanos de virtude alguma e...seus filhinhos-família, com as cabecinhas cheias de esterco de baixa qualidade, mas a proa cheia de manias e trejeitos, que botam em olhadas snobs e fúteis, sobre quem com eles se cruza, tantas vezes gente com muito mais valor pessoal e social, se não profissional, do que esses idiotazitos que mais destroem empresas e vidas de pessoas que alguma coisa chegam a construir: empresários portugueses. Nem que desapareça a maioria deles, ou sejam atirados às calendas gregas, este país não irá mudar. Muito menos com um Compr...

A procura de um Mundo Novo

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1789 foi um ano violento, sangrento. Um ano de Horror. Mas uma parte do Mundo mudou nesse ano. Nem tudo foi bom e foi à custa de muito sangue e injustiça. Mas passou. E, depois, nada mais foi o mesmo. Isso não acontece pela Europa e pelo Mundo desde...1789, precisamente. Nem duas Guerras Mundiais mudaram tanto, tanta coisa, no mundo 'ocidental'. Sente-se que o mundo actual precisava de uma mudança forte, tipo arrasar conceitos e instituições e começar de novo. Não se sente, porém, que em algum lado exista essa força anímica que conduza a uma 'refundação' de muita, muita coisa. Mais do que Obamas, Sarkozys, Merkels, Sócrates, Passos Coelhos, Rajoys, e outros tristes que por aí andam, era preciso fazer surgir essa alternativa, não a 3ª via de Blair, um fiasco e uma mentira grosseira, mas uma varridela nesta mediocridade e nestes interesses instalados. Houve quem, à sua maneira, tivesse feito coisas 'de novo', nas suas actividades específicas (Jobs, os fundador...

A China actual (I)

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Alain Peyrefitte: Quand la Chine s'éveillera... le monde tremblera, 1973. A obra de Peyrefitte, um político gaulista pouco consensual, tido como envolvido, no fim da carreira, num escândalo que envolveu a morte misteriosa de Robert Boulin, também político e ministro na mesma época (anos 60), parece hoje ser actual. Mas, como o seu autor, é tudo menos consensual. Hoje, logo pela manhã, recebi um dos habituais emails-newsletter do Banco Millenniumbcp, como sempre a misturar uma espécie de veia literária com análise económica. Na comunicação do BCP a China é um país em arrefecimento económico, e essa desacelaração é um dos problemas do actual regime ditatorial, disfarçado de regime aberto, mas não exageremos com os epítetos, pois o de 'Democrata' não lhes serve, não se encaixa. O regime, ou o governo, para continuar a resistir à pressão popular que quer a sua mudança e a ocidentalização do país, necessita de um crescimento económico sustentável ou rápido, mas continuad...