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A Amizade - II

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Se num dia tive uma certa desilusão, com uma amizade, noutro, ontem, recebi uma prova mais de uma grande amizade, que eu já sabia ser genuína, sólida e de imenso valor. Alguém que me é muito querido deu-me mais num só dia, em amizade e demonstração de verdadeira preocupação por um amigo, do que se pode receber em muitos momentos e de muitas pessoas. Nem preciso de escrever muito, nem quero, mas apenas pretendo deixar um registo do meu imenso agradecimento por...existires, Amiga! E por seres tão importante para mim, como sempre o demonstraste, desde o primeiro momento em que nos conhecemos. Tens um coração imenso e és um ser humano super especial! Podia dizer muito mais, mas ia repetir-me vezes sem conta, quando afinal nem é necessário. Obrigado Amiga!

A Amizade

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Uma amizade é uma relação muito especial entre as pessoas. É uma relação que exige entrega e verdade. Não permite mentiras, pelo menos mentiras graves, que minem a confiança e mútuo prazer de um convívio saudável e liberto de quaisquer preconceitos, amarras sentimentais ou desrespeito pelo outro, tal como ele é. Uma amizade exige uma confiança e verdade, mas não exige, embora permita, intimidade. Não exige um convívio em espaços privados do outro. Mas fortalece-se, também, por aí. Não exige um constante convívio e permanente contacto, mas sim um respeito integral e são, pela vida de cada um. Mas é óbvio que a relação entre amigos ganha com alguma frequência na visita à sua amizade. Hoje terminei uma amizade. Por decisão e iniciativa minha. E nunca antes em toda a vida ao havia feito. Pergunte-se porquê. Porque me senti magoado, ou lesado pela pessoa em causa? Nada disso. Porque houve troca de palavras inadequadas entre amigos? Se houve até foram da minha responsabilidade. E eu nunca an...

Emoção, razão...amor, paixão...responsabilidades: as asneiras seculares nas nossas relações

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Volto a alguns temas preferidos para os envolver numa grande amálgama, numa ‘sopa de ideias’ que quero deixar à consideração de quem (ainda) me lê. Emoção, razão, sexualidade, sentimentos, enamoramento, paixão, amor, casal, sociedade, religião… É espantosa a confusão que ainda hoje ouço e sei haver entre tantos adultos sobre estes assuntos. Espantoso… …que se defenda uma relação a dois com base numa justa concentração de sentimentos mútuos, numa fusão de emoções, numa intersecção de ideais um sobre o outro, no fundo, que as relações, de namoro, de casamento se devam pautar pela paixão e amor genuínos, para…tempos depois, no quase sempre inevitável desenamoramento e assumir da perda da paixão ou do amor, se defenda a racionalidade e se considere a emocionalidade, antes defendida, uma coisa para ingénuos, imberbes, irresponsáveis e infantis. Nesse momento, ser ‘racional’ é ser adulto. Ditam assim as regras sociais, as regras religiosas e toda a nossa educação, activa ou passiva, assim no...

Desenvolvimentos sociais assimétricos

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O desenvolvimento, assumido como hoje o conhecemos e apelidamos, ou seja, numa base de avanço científico, tecnológico, social e (não consensualmente) humano, tem os seus maiores expoentes na chamada civilização ocidental. Este termo, de origem francesa, já de si tem sido alvo de intensa discussão ao longo do tempo. Tal como 'cultura'. Mas, de forma clássica e do senso comum, entenda-se como cultura e civilização as característica identificativas e diferenciadoras de um conjunto alargado de sociedades, com origens e pontos de 'encontro' múltiplos e persistentes no tempo. Ora, perguntemo-nos porque razão este tal 'avanço' técnico-científico e social (etc) tem o seu epicentro nos países europeus e americanos (alguns, pelo menos). Porque razão, ou o que terá levado a que, a dado momento do desenvolvimento humano, se impuseram pela força e pela cultura estes países em que nos encontramos, do 'ocidente' e não em sociedades como alguma da Ásia, ou do Pacífico, ...

O fim do Cristianismo e da Cultura Ocidental?

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Após dois mil anos de Cristianismo parece-me que se assiste à maior crise das igrejas cristãs de sempre. A católica passou por muitas convulsões e, apesar, das atrocidades cometidas há, no máximo cinco séculos (muito pouco em termos da história da humanidade, mas suficientemente distante para que hoje os praticantes e membros da igreja de Roma se sintam confortáveis com a mesma), continuou a ter fiéis e a manter por muitos séculos, com excepção do final do XX e início deste XXI, a sua hegemonia em muitos dos países de tradicional implantação, se não mesmo uma influência ou autoridade sobre os Estados. Nenhuma igreja cristã se lhe pode comparar em influência no mundo, nas pessoas e na política. A Anglicana, por força da reforma, ou antes, cisão, que lhe deu origem, não manteve a mesma influência ou poder, dependendo isso mais do monarca de cada época, até por ser ele ou ela, os chefes máximos dessa Igreja. As Igrejas ortodoxas, grega ou russa, com as suas tradições bem enraizadas mas co...

Bach e outros: case study do humano

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Ouvir Bach (J.S. Bach) hoje é, para quem aprecia o género musical, uma experiência transcendental. Uma música dos deuses, é uma das expressões mais frequentemente ouvidas. Bach é considerado por muitos, especialistas musicólogos ou apenas melómanos o maior compositor do Barroco ou mesmo o maior compositor de sempre (outros consideram Mozart, ou Beethoven, ou Wagner, ou Mahler). Mas Bach, no seu tempo não foi tão reconhecido, em vida, como hoje se poderá imaginar. Nem popular. Era um compositor metódico, que criava sempre de acordo com os cânones, nunca fugindo muito a tais princípios. Mas também dever reconhecer-se que inovou, e muito, mesmo usando as clássicas regras da composição. Criou pérolas de música bem evoluídas para a sua época, como as fugas, invenções, suites para instrumentos solistas, sinfonias e partitas. Obras sacras de grande vulto e fôlego, pequenas obras com base em temas simples por vezes sugeridos por outros como pelo seu admirado o Kaiser Friederich II da Prussia,...

Humanos: um 'case study'

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É para mim cada dia mais surpreendente a forma como as pessoas se agarram a crenças, convicções e conceitos que nunca poderão confirmar. Sempre, desde novo, mas mais agora, me espantou que a nossa mente usasse dois critérios de raciocínio, de conceptualização, de conduta, de atitude e, depois, procedimento. Pensemos na ideia de Deus. Tantos pensadores, filósofos da teologia, ou muitos outros, e tantos humanos que os seguiram, conscientemente ou não, assumiram, pouco a pouco a ideia de Deus, como certa, segura e inquestionável, leia-se, dogmática. Por detrás não da ideia em si mesma, não do conceito de Deus, ou da crença se quisermos, mas do raciocínio - ou da ausência dela, visto que o dogma uma vez universalmente aceite, dispensa e repudia o raciocínio, pelo menos o que o pode por em causa – há um formato que devia incomodar os pensadores, tanto que a dada altura o fez, mas tal já não passou para as pessoas comuns em geral, como também não se fez eco em relação a outros conceitos, dog...