O nosso clima, o Instituto da água e a seca

I
A seca que nos atinge desde o Outono de 2004 é extremamente preocupante. Em termos económicos em termos sociais, familiares, industriais e, muito, em termos ambientais. Segundo estudos recentes, muito conclusivos e esclarecedores, estas alterações climáticas (neste caso esta seca não se verificava há 70 anos, mas que se desiludam os que pensam que por haver registo de já ter acontecido, é um fenómeno cíclico que deve ser entendido como normal!)

Estas alterações climáticas são, já existem provas científicas sólidas disso mesmo, serão, cada vez mais frequentes, cada vez mais graves e nem sempre terão a mesma expressão. Deixando-nos a todos atónitos e sem entender o que será o futuro. Neste nosso caso mediterrânico a tendência será uma desertificação e um arrefcimento anual progressivo...mas mais rápido, muito mais rápido do que desejaríamos.

Dentro de dez (10!) ou vinte (20!) anos o nosso clima, aqui, que nos julgamos privilegiados, será quase outro, dsitinto do de hoje, quase irreconhecível, com tendência para se constituir por apenas duas estações anuais.

Tudo isto pode ser em parte fruto de uma tendência natural do planeta que habitamos. Certo! Mas é também certo que a (mal programada, mal controlada e algo irresponsável) acção humana está a acelerar e a agravar a tendência...pela negativo, em termos das nossas condições de vida futuras e em termos do nosso meio ambiente (que nos sustenta).

II

O Instituto da Água (Inag) teve uma boa ideia. Penalizar quem exagerar, ou for pouco conciencioso no seu consume de água, doméstico ou profissonal. E pretende, com base na sua boa ideia, fazer uma má, uma péssima proposta, como se pode ler no Público.

Pretende o Inag "recomendar ao Governo o aumento dos preços da água em concelhos ou regiões onde a seca seja considerada grave, para evitar uma má utilização do recurso natural.

O presidente do Inag, Orlando Borges, defendeu a possibilidade de serem criados tarifários de penalização para os utilizadores que não respeitem limites de consumo de água em zonas do país em situação de seca extraordinária."

Segundo ouvi hoje na rádio a (má) ideia é penalizar no dobro os consumidores que excedam o que eles, com base em modelos (dizem que a média é de 2,5 pessoas por agregado familiar, que significa isto??) irão calcular, ou já o fizeram, como consumos-padrão (estatisticamente).

A minha dúvida (que pode vir a ser a minha indignação) é o valor da penalização, não o princípio em si: porquê o dobro??? Porque não +15 %, ou + 22,75% ou 67 % ou sei lá 225% (isto já era mais do que o dobro e no entanto era, talvez, talvez, um número com uma base técnica, não sei)

Espero que o novo Governo seja sensato- mas adivinho que não será...- concluindo por uma solução mais fundamentada.

É que se, por exemplo, um de nós consumir habitualmente um valor "x m3" num dterminado mês passar para "x+o,o2 m3", entrará no consumo excessivo e então - malandro anti-social!- deve pagar loogo o deobro?!?

Ai teóricos!!! Eu, por mim, só por isto, esta eterna sonbranceria do Estado, despedia-os. Aos gestores do Inag. E aos que viessem indicava que as penalizações, a haver, deveriam ter uma base de cálculo. Tecnicamente sustentada.

Ou já somos todos tão ricos como os senhores do Inag?????

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