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A Grande Mentira

Desde que, após Segunda Guerra Mundial, vários países ensaiaram modelos de suposta maior justiça social, aplicando ideais de uma democrática social-democracia, que muita coisa mudou, em todo o mundo e incluindo os referidos países nórdicos e centro da Europa, com destaque para a Alemanha, a Suécia, a Dinamarca, Noruega e Holanda.

O modelo da social-democracia, que suponha aplicar uma ainda desconhecida maior justiça social, foi sendo aplicado durante mais de quarenta anos no Norte e Centro da Europa, ficando todo o Sul com regimes ou ditatoriais ainda ou de muita desigualdade e, por consequência, justiça social.

O problema com a Social-democracia começou quando o espaço europeu, em particular onde as referidas experiências se foram dando, percebeu a necessidade de uma maior competitividade industrial e económica, liderada por empresas muito mais antigas do que a implantação (não a criação) dos ideais social-democratas: na química, no sector automóvel, na produção do aço, nas emergente…

Mudança

Por um momento, fiquei em suspenso sobre o título desta mensagem. A tentação era expressar no título a falta de optimismo sobre 2020, mais um ano "redondo", uma nova década, sem que o factor numérico possa ter qualquer influência sobre acontecimentos que queremos venham a mudar um pouco, um tanto, ou muito o rasto do que foi pior, mau ou mesmo catastrófico.

Não é muito relevante a uma escala grande, dissertar sobre o populismo político dos nossos governantes, com todos os indicadores e sinais a apontar para uma degradação gradual, não sei ainda se acelerada, mas segura da qualidade da Democracia e, em consequência de quase tudo o resto.

Mas à escala grande da Europa, ou do Mundo mesmo, nem tudo é política, felizmente, mas quase tudo passa ou pode passar por ela, infelizmente.

Nos últimos meses, o alerta geral sobre alterações profundas no nosso Ambiente e Clima, têm sido a tónica repetida em noticiários por todo o lado. Sem se saber muito de países como a China e a Rússia, …

Ambiente, alterações climáticas e ideologia

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A Cimeira de Madrid COP25 terminou, com um tímido e algo dúbio Acordo "Chile-Madrid, hora de agir".

Parece consensual que o ponto a que chegámos em termos ambientais e, em particular, em termos de Aquecimento Global e consequentes Alterações Climáticas é fundamentalmente o resultado da forma de viver que fomos criando, note-se, desde a Revolução Industrial.




Em concreto, há duzentos anos, quando se começou a utilizar o Vapor na produção industrial e, pouco a pouco, nas nossas vidas com a queima de Carvão, não se sabia nem seria possível prever as consequências em termos de emissões de GEE (Gases com Efeito de Estufa). Vieram depois todos os combustíveis fósseis que ainda são hoje de forma generalizada a base da produção de energia, e mais tarde todas a utilizações daí provenientes, na química, na produção alimentar, na nossa vida, global, em geral.

Mas se há algum tempo, por preocupações ambientais, e também económicas, para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e evita…

O Século XXI como carrasco do Século XX

Surpreendo-me com assustadora frequência pelo que vou descobrindo em leituras repetidamente adiadas. Sempre admirei um dos nomes de referência da ciência Histórica e do pensamento analítico dos nossos tempos, Tony Judt.

Judt foi um historiador de renome, um intelectual respeitado, nascido em Londres, tendo leccionado nos Estados Unidos da América e em França e aí vivido. Desapareceu de entre nós em 2010, vítima de uma doença terrível, Esclorose Lateral Amiotófica. Era um simpatizante do pensamento socialista, mas um crítico do mesmo e qualquer forma de totalitarismo e um denunciador de crimes contra a Humanidade.

Não foi o único a fazê-lo. Um outro historiador de renome, ainda bem activo, Timothy Snyder, que com ele colaborou, nomeadamente em "Pensar o Século XX", editado em Portugal pelas Edições 70, também tem sido um imparcial denunciador das manobras de manipuladores e perigosos ditadores, como Putin e alguns mais, que não tendo instaurado um regime totalitário, com ele …

Nunca se sabe o momento certo

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Estive muito tempo sem escrever no meu blogue. No sítio onde tenho a liberdade (até ver...) de expor o que penso, como penso e sinto, à minha maneira. Aprendi com o meus pais, em particular com o meu pai, a ser livre. Ao dizer isto, alguns dos que me lêem logo pensarão que sou condicionado, por fazer opções, de vida, ideológicas, de atitude. E é verdade. Não somos livre na totalidade, nunca, ficando reféns de um pensamento, de ideias e de comportamentos. Mas há um grau de liberdade, que considero essencial, e que não mo irão sonegar: a de me manter saudavelmente distante de organizações. Ainda que pouco ou muito do que penso possa coincidir com alguém, de alguma organização, aliás o mais normal e atá saudável, por me considerar inserido numa sociedade e numa cultura e ter herdado dos meus antecessores, progenitores e antepassados culturais, memes, para além de genes.





O tempo em que daqui, do meu espaço privado, que preciso sempre seja do conhecimento público (já explico), estive ausent…

Coletes de Libertação

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Em França, uma vez mais em França, onde não sei se haverá mais coragem, mas seguramente muito menos necessidade, necessidades, iniciou-se um processo de transformação do regime político, pelo movimento de Coletes Amarelos. Isto não é uma Revolução! Também só seria preocupante se o fosse, do lado de órgãos de poder actuais, ou de uma população preocupada ou assustada com o agigantamento de uma onda de violência, a que se perdesse o controlo. A sensatez lembra-nos que devemos aguardar, para ver os desenvolvimentos seguintes e, se os há ou não, os limites, dos meios usados, ou das exigências (não aprecio o termo reivindicações, demasiado colado a ideologias marxistas, as mesmas que um dia podem ter posto um travão noutro género de tirania e, depois, levaram o termo a extremos nunca conhecidos.
Mas interessa-nos Portugal. Porque o país independente mais antigo da Europa (se não dermos essa palma de honra a San Marino como país e independente de outros) nunca conseguiu, nos últimos cem anos…

"Iluminismo Agora"

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O título é de um livro de Steven Pinker (Enlightenemt now: The case for Reason, Science, Humanism, and Progress, Viking, 2018) de que iniciei leitura há pouco. Steven Pinker é Professor de Psicologia em Harvard, e um dos pensadores mais activos na actualidade na reflexão sobre o nosso mundo de hoje, como aqui chegámos e em que "status" estamos quanto a Qualidade de Vida, progresso, Liberdade, Igualdade, Democracia, Tolerância e Regimes políticos e Sociedades que praticam o Humanismo, inspirados e seguidores do Iluminismo de há mais de duzentos anos.



Numa sua anterior obra (The Better Angels of our nature, Viking, 2011), Pinker defendeu que a ideia de que hoje termos mais repressão ou nem tanto progresso social, no respeito humanista por todos, na inclusão de minorias, é falsa e, pelo contrário, vivemos agora um tempo em que há mais sociedades humanizadas do que há cinquenta anos, do que há cem anos e, claramente, do que há duzentos anos e antes.

Concordo integralmente com es…