Chega-se sempre a um ponto. A um momento... em que o retorno é inevitável, impossível, ou apenas improvável. Ou esse é o nosso momento de glória, o apogeu de uma vida, ou o nosso nadir. Estudámos as funções de segundo grau, onde há mínimos, minimizantes, máximos e maximizantes. Onde há monotonias decrescentes e crescentes.
E somos um dia, o raio de uma dessas funções. No seu máximo, restando saber qual o maximizante, quem ou o quê. Ou no nosso mínino, e não há vidas como nas funções periódicas. E temos ou a sensação de já nada nos poder abalar, transtonar o que temos, e levar-nos de volta ao pior dos nossos dias, ao dia do mínimo, ou estamos num ponto em que o máximo já 'era' e agora é só a descer.
É só metermo-nos a adivinhar (sabemos...sabemos cada um de nós, mas pomo-nos a pensar e ludibriar o que sabemos) o ponto em que cada está.
Eu metia-me a adivinhar o meu, mas deixo isso para os minimizantes, ou para os seus antípodas.
E não é que somos mesmo uma Função das Funções dos outros, de alguém? Adivinhasse eu isto há uns tempos... e outro Domínio 'cantaria'.
nada de novo na frente ocidental
O mundo visto com parcialidade.
27.1.13
1.1.13
A cada Novo Ano
Somos feitos de pouca coisa, ou coisa alguma. Mas de qualquer matéria e imatéria ínfima seremos constituídos. A uma escala, já fomos o centro de todas as coisas, quando esse centro se decidia com bases imediatistas a soldo de interesses religiosos e políticos. Muito mudou e, no entanto, numa outra escala, quase nada se alterou. De centro de tudo, passámos a migalhas ou resíduos intergalácticos. De nós, para nós, somos o que de mais importante existe, porque tão-só se pode medir, verdadeira, ou significativamente, o que sabemos existir e não o que adivinhamos, ou supomos, ou queríamos mesmo que tivesse existência, mas esse querer apenas se basta a si mesmo, e não chega para nada mais.
Nestes anos que passaram, nestes anos por que vamos passando, as nossas convicções se abalam, os sonhos se relativizam, ou deixam de o ser, restando apenas a imagem fátua ou ténue que nos fica de mera recordação, dos nossos anseios de antes.
Foram amigos que se ...foram. Foram familiares, foi tanta gente e tanta coisa, e esse sonho pueril com que em tempos julgáramos ser a alavanca que mudaria o mundo e o levaria a nova e melhor existência.
Quando se chega a mais um novo amanhecer, como este do Dia em que a contagem do tempo é refrescada e retorna a um dos zeros do calendário, à mente vem-nos esse tempo. O tempo de grandes esperanças e firmes convicções. Não sabemos como andas estas de saúde. Não nos agarramos a elas, como antes o fazíamos, nem talvez nos sobre a vontade de lutar por elas, mas nem por isso as matámos, ou as mataram outros por nós. Adiámo-las? Talvez. Talvez para sempre.
Usamos estes dias 'da Festa' para nos redimirmos com as nossas recordações? Entre a vontade, mais ou menos enérgica, ou firme de continuarmos a nossa lutazinha pessoal, por aquilo que ainda nos move, somos atingidos por múltiplas recordações, tantas delas pouco felizes, muitas mesmo de nostalgia e tristeza. Quanto mais o tempo passar, mais disso nos ficará? Até que nada mais nos sobre? É o que os mais idosos nos transmitem em tempos destes. Mas não temos de nos resignar e deixar que assim seja.
Os flashes que nos invadem pelo meio dos dias 'de Festa' (assumidos passivamente, interesseiramente, por tradição e por comodidade, mas por prazer, talvez, também), lembramo-nos dos nossos Pais que se foram, dos irmãos de que estamos desavindos, dos amigos de quem nada sabemos, mas que teimamos em querer como tal. Lembramo-nos do que queríamos ser. Do que podíamos ter feito, e do que não devíamos ter.
E, por uma estrada de sol fora, com a paisagem calma e paciente a rodear-nos, a consciência da nossa imensa insignificância deixa-nos, porém, mais tranquilos. De uma tranquilidade indesejada, talvez. Mas como grão infinitamente pequeno, nos biliões de areias universais, esta nossa pequenez, traz-nos não a irresponsabilidade junto e por tudo o que faz parte de nós e dos nossos, mas o descanso de que não faremos história que se veja. E, no entanto, cada um de nós faz parte da história dos nossos outros.
Um BOM ANO de 2013, que seja o mais importante de todos, para cada um de vós!
Nestes anos que passaram, nestes anos por que vamos passando, as nossas convicções se abalam, os sonhos se relativizam, ou deixam de o ser, restando apenas a imagem fátua ou ténue que nos fica de mera recordação, dos nossos anseios de antes.
Foram amigos que se ...foram. Foram familiares, foi tanta gente e tanta coisa, e esse sonho pueril com que em tempos julgáramos ser a alavanca que mudaria o mundo e o levaria a nova e melhor existência.
Quando se chega a mais um novo amanhecer, como este do Dia em que a contagem do tempo é refrescada e retorna a um dos zeros do calendário, à mente vem-nos esse tempo. O tempo de grandes esperanças e firmes convicções. Não sabemos como andas estas de saúde. Não nos agarramos a elas, como antes o fazíamos, nem talvez nos sobre a vontade de lutar por elas, mas nem por isso as matámos, ou as mataram outros por nós. Adiámo-las? Talvez. Talvez para sempre.
Usamos estes dias 'da Festa' para nos redimirmos com as nossas recordações? Entre a vontade, mais ou menos enérgica, ou firme de continuarmos a nossa lutazinha pessoal, por aquilo que ainda nos move, somos atingidos por múltiplas recordações, tantas delas pouco felizes, muitas mesmo de nostalgia e tristeza. Quanto mais o tempo passar, mais disso nos ficará? Até que nada mais nos sobre? É o que os mais idosos nos transmitem em tempos destes. Mas não temos de nos resignar e deixar que assim seja.
Os flashes que nos invadem pelo meio dos dias 'de Festa' (assumidos passivamente, interesseiramente, por tradição e por comodidade, mas por prazer, talvez, também), lembramo-nos dos nossos Pais que se foram, dos irmãos de que estamos desavindos, dos amigos de quem nada sabemos, mas que teimamos em querer como tal. Lembramo-nos do que queríamos ser. Do que podíamos ter feito, e do que não devíamos ter.
E, por uma estrada de sol fora, com a paisagem calma e paciente a rodear-nos, a consciência da nossa imensa insignificância deixa-nos, porém, mais tranquilos. De uma tranquilidade indesejada, talvez. Mas como grão infinitamente pequeno, nos biliões de areias universais, esta nossa pequenez, traz-nos não a irresponsabilidade junto e por tudo o que faz parte de nós e dos nossos, mas o descanso de que não faremos história que se veja. E, no entanto, cada um de nós faz parte da história dos nossos outros.
Um BOM ANO de 2013, que seja o mais importante de todos, para cada um de vós!
31.10.12
Votos contra, votos a favor. Todos mal.
Orçamento votado e aprovado na generalidade. Já sabíamos o resultado. E também que este OE2013 não nos ajudará a resolver os problemas actuais, de falta de liquidez, de escassas possibilidade de pagamento da Dívida, de redução do Défice, de melhoria da economia, de recuperação da vida dos portugueses na linha de aproximação da Europa mais rica (uma miragem...actualmente, quando antes era um object
ivo e, talvez, uma ilusão, mas não era uma utopia. Não era...).
Os votos, no final, dão um só resultado. As intenções, deixando de contar assim tanto. Mas, para futuras opções de todos nós, em futuras escolhas políticas, as intenções, no momento do voto, contam sobremaneira. O voto do deputado do CDS-Madeira, por exemplo. Pareceu-me bem justificado. Porque este OE não facilitará à Região o cumprimento do acordo feito com o Governo Central. O voto do PS, pode estar de acordo com o que têm vindo a dizer, com as atitudes concertadas em grupelhos da Maçonaria e impostos ao seu Secretário Geral. Também eu não acho que este OE nos vá ajudar e, pelo contrário, ir-nos-á piorar a vida e, consequentemente (este o aspecto da Teimosia da Troika e de Gaspar) do país e do Estado. Mas o tom, na mesma linha de mentira e de fuga às responsabilidades do anterior Governo PS, pelo a mim, retira-lhes a credibilidade como, segundo andam muito atarefados a dizer, empurrados pelos ventos das sondagens, alternativa. Alternativa? Os votos disciplinados da maioria, são-no igualmente tristes e, para mim, retiram-lhes da mesma forma a possibilidade de serem alternativa a si mesmos. Detesto 'carneiros', e bem mais na política. Não me parece que votar este OE, apenas porque precisamos de um Orçamento, seja uma solução. Mas sei que sem ele, também não as tínhamos. Teria esperado que dentro dos próprios Partidos, para já os únicos, quase, actores da nossa política, se tivesse levantado um movimento contra esta monumental catástrofe. Votaram contra uns, por amuo, por raiva e por clubismo burro e cego, mas muito, muito irresponsável. No que eu desejo, mas não confio, que um dia os portugueses entendam as razões que os movem (a mais baixa das vilanezas...). Votaram a favor outros, por não terem mais solução, e pelo mesmo clubismo cego. Não havia caminho nenhum...nem há. Só mesmo o terem impedido a apresentação DESTE Orçamento.
As consequências disto, viveremos nós, mas espero que as Sofram 'eles'! Uns e outros. Todos!
Os votos, no final, dão um só resultado. As intenções, deixando de contar assim tanto. Mas, para futuras opções de todos nós, em futuras escolhas políticas, as intenções, no momento do voto, contam sobremaneira. O voto do deputado do CDS-Madeira, por exemplo. Pareceu-me bem justificado. Porque este OE não facilitará à Região o cumprimento do acordo feito com o Governo Central. O voto do PS, pode estar de acordo com o que têm vindo a dizer, com as atitudes concertadas em grupelhos da Maçonaria e impostos ao seu Secretário Geral. Também eu não acho que este OE nos vá ajudar e, pelo contrário, ir-nos-á piorar a vida e, consequentemente (este o aspecto da Teimosia da Troika e de Gaspar) do país e do Estado. Mas o tom, na mesma linha de mentira e de fuga às responsabilidades do anterior Governo PS, pelo a mim, retira-lhes a credibilidade como, segundo andam muito atarefados a dizer, empurrados pelos ventos das sondagens, alternativa. Alternativa? Os votos disciplinados da maioria, são-no igualmente tristes e, para mim, retiram-lhes da mesma forma a possibilidade de serem alternativa a si mesmos. Detesto 'carneiros', e bem mais na política. Não me parece que votar este OE, apenas porque precisamos de um Orçamento, seja uma solução. Mas sei que sem ele, também não as tínhamos. Teria esperado que dentro dos próprios Partidos, para já os únicos, quase, actores da nossa política, se tivesse levantado um movimento contra esta monumental catástrofe. Votaram contra uns, por amuo, por raiva e por clubismo burro e cego, mas muito, muito irresponsável. No que eu desejo, mas não confio, que um dia os portugueses entendam as razões que os movem (a mais baixa das vilanezas...). Votaram a favor outros, por não terem mais solução, e pelo mesmo clubismo cego. Não havia caminho nenhum...nem há. Só mesmo o terem impedido a apresentação DESTE Orçamento.
As consequências disto, viveremos nós, mas espero que as Sofram 'eles'! Uns e outros. Todos!
Votos contra, votos a favor. Todos mal. Porque o objecto do voto está errado.
9.10.12
A culpa é desta janela
Uma manhã acorda seca, ou mais seca, e quente, mas muito luminosa. Logo na seguinte, um tempo que promete chuva, e talvez se fique pela promessa. Ali, ao lado da janela, a minha janela preferida, rodeado de uma paz sonora que devia corresponder a essa outra de pensamentos, estava a lembrar-me de tempos e gentes já percorridos. Como o tempo, as vidas mudam, sem aviso, num amanhecer, ou num findar de um dia qualquer. Por vezes gostava mesmo que existisse esse deus, que leva a tanto coro de disparates e a tanto engano e mentira. Gostava que esse tal superior, por o ser, se o fosse, se tornasse um recurso de respostas que não tenho. E, como eu, milhões de pensamentos, mais crentes nessas coisas, devem por estes dias esperar o mesmo. Quando cá por baixo, no real e visível, ou no real invisível, já não se obtêm respostas, para nós e para outros, costuma-se procurar num tal de sobrenatural, de superior, dito supremo por muita gente. Deve ser um conforto, penso que enganador e ilusório, imaginar que por obra superior a vida pode mudar como as duas últimas manhãs tão distintas.
Mas não. Ali, do lado de fora da minha janela, a vida está como cá dentro, talvez mais activa, mais prática e menos ridícula. Os silêncios trazem uma magia. Levam-nos a dar saltos de tempo fantásticos, como inúteis, de dezenas de anos. Gentes que nos passaram, vidas que vivemos, tudo o que não regressa e tantas vezes nem era bom que voltasse. O que fizemos e o que queríamos ter feito, sem certezas do que melhor seria. O que nos fizeram, e o que nem sabemos se nos queriam ter feito.
Foram anos que matámos, por querer e não querer. Iriam morrer em todo o caso. Mas podiam ter tido outro fim.
Este mesmo mundo que dispõe do sortilégio de ter um Gardner, um Damásio, um Dawkins, um Sloterdijk, Scruton, Kahneman, Roth, David Grossman, Rushdie e tantos outros que nos enchem de vontade de os aprender, de ter mais tempo para o prazer que os seus saberes nos permitem, está enfermo e refém de um grupo restrito de perversa gente. As rádios dizem-nos das famílias que agora partilham a mesma casa, num país em que o sonho de ter ser proprietário era o maior de todos. Dizem-nos dos mais de trezentos mil sem emprego e sem um único euro de rendimento. Dizem-nos de todas as desgraças que irão piorar as vidas desses muitos e ainda fazê-los duplicar, engordar o número dos sem futuro.
Um mundo em que se assiste ao conhecimento mais profundo e avançado de sempre, ao fascínio que nos é oferecido o saber nunca existido, tem gente tão anacrónica e malfeitora, como o sabemos ter existido numa Idade Média, numa Antiguidade, ou mesmo há cem anos atrás. Há cinquenta ainda tínhamos ditaduras na Europa, e há cerca de setenta uma Guerra que se alastrou pelo Mundo.
Corremos com os ditadores, pelo menos com os que o eram de forma assumida, mas talvez tivéssemos ficado com os mais subtis, hoje tendo nós a dúvida sobre algumas formas que nos surgem em supostas democracias.
A memória que me entra com esta luz na janela, leva-me ao meu pai e ao que ele pensava, ao que ele pensaria em tempos destes. Como se iludiria, se deixaria enganar, como tantos de nós e como agora se angustiaria com estes homens que nem já esse epíteto nos merecem, que nos enganaram colectivamente. Mas sempre os povos se deixaram enganar pelas minorias. Uma das razões por que alerto com insistência saturante, contra os que as representam, representando também ideais e regimes que sempre deram em totalitarismo e estrangulamento das liberdades.
Quando o Mundo se prepara para saber que o cancro pode ter solução, como funciona, um pouco mais pelo menos, o nosso cérebro, assiste-se ao mesmo desfile de crápulas que não têm já terreno suficiente, e que se espraiam por tudo quanto é mundo, onde exista um povo que precisa de Dívida, que precisa de construir uma ponte, ou uma rotunda, ou um gigantesco aeroporto, ou paulatinamente vão colocando os seus em lugares decisores e decisivos da política mundial, apenas para continuar a fazer imperar a lei do dinheiro.
E o silencio que me traz a estes escritos, e me envolve diariamente é o mais indesejado, onde seria bem vindo o rebuliço da nossa colectiva revolta.
A nostalgia boa leva-me a momentos da minha casa de infância, hoje tornada estacionamento para empresas, numa cidade a mil quilómetros. À casa onde fiz crescer os sonhos grande que tive, de saber e de prazer, de um dia ser mais útil, de sentir ter feito alguma coisa de valor. Uma casa rodeada de árvores, de muitas árvores de fruta, desse espaço que foi a felicidade de três irmãos hoje afastados e desavindos. Sonhos que foram embalados em Beethoven, em Chopin, em Rachmaninov, envolvidos em papel de Eça, de Steinbeck, Hemingway, ou Camus, com um laço de Einstein e Churchill e Sá Carneiro, mas onde todos os outros também estavam. Sonhos de uma vida normal, que não levasse com a incerteza e insegurança aos cinquenta. Esses foram sonhos de luxo! Nada que se compare com os simples e saudáveis sonhos de milhões de humanos, hoje com a incerteza da vida que terão amanhã de manhã.
Vi alguma miséria próximo de quem me rodeava, tornada dura e real pelas vidas de empregadas domésticas dos meus avós, vivendo num ambiente de uma família de doze filhos, uma casa de pedra, onde não se podia andar erecto, sem pintura qualquer nas paredes, qual imagem assassina de uma descrição de Steinbeck. Mas era real. Vi alguma conturbação social nas ruas da minha cidade, em tempos de euforia e afirmação de formas de pensar e viver, e sonhar, nos momentos seguintes aos da nossa 'revolução de veludo'.
Hoje vejo um povo que se deixa levar, que não confia nem na verdade e nem desconfia das mentiras. Foram as mentiras de um anterior governo, de um pro-ditador que enriqueceu, bem à frente dos olhos de todos nós. São as mentiras dos actuais, servindo uma máquina ao que serve, por seu lado, um grupo de sanguessugas a soldo de uma organização poderosa e perigosa.
E é este silêncio assustador, de quem prefere fazer de conta que tudo um dia se resolverá.
Dizem-me os programas que para isso servem, que amanhã pode ser dia de sol.
Diz-me o meu sonho ainda resistente, que amanhã devia ser dia de sol. E de sangue.
Mas não. Ali, do lado de fora da minha janela, a vida está como cá dentro, talvez mais activa, mais prática e menos ridícula. Os silêncios trazem uma magia. Levam-nos a dar saltos de tempo fantásticos, como inúteis, de dezenas de anos. Gentes que nos passaram, vidas que vivemos, tudo o que não regressa e tantas vezes nem era bom que voltasse. O que fizemos e o que queríamos ter feito, sem certezas do que melhor seria. O que nos fizeram, e o que nem sabemos se nos queriam ter feito.
Foram anos que matámos, por querer e não querer. Iriam morrer em todo o caso. Mas podiam ter tido outro fim.
Este mesmo mundo que dispõe do sortilégio de ter um Gardner, um Damásio, um Dawkins, um Sloterdijk, Scruton, Kahneman, Roth, David Grossman, Rushdie e tantos outros que nos enchem de vontade de os aprender, de ter mais tempo para o prazer que os seus saberes nos permitem, está enfermo e refém de um grupo restrito de perversa gente. As rádios dizem-nos das famílias que agora partilham a mesma casa, num país em que o sonho de ter ser proprietário era o maior de todos. Dizem-nos dos mais de trezentos mil sem emprego e sem um único euro de rendimento. Dizem-nos de todas as desgraças que irão piorar as vidas desses muitos e ainda fazê-los duplicar, engordar o número dos sem futuro.
Um mundo em que se assiste ao conhecimento mais profundo e avançado de sempre, ao fascínio que nos é oferecido o saber nunca existido, tem gente tão anacrónica e malfeitora, como o sabemos ter existido numa Idade Média, numa Antiguidade, ou mesmo há cem anos atrás. Há cinquenta ainda tínhamos ditaduras na Europa, e há cerca de setenta uma Guerra que se alastrou pelo Mundo.
Corremos com os ditadores, pelo menos com os que o eram de forma assumida, mas talvez tivéssemos ficado com os mais subtis, hoje tendo nós a dúvida sobre algumas formas que nos surgem em supostas democracias.
A memória que me entra com esta luz na janela, leva-me ao meu pai e ao que ele pensava, ao que ele pensaria em tempos destes. Como se iludiria, se deixaria enganar, como tantos de nós e como agora se angustiaria com estes homens que nem já esse epíteto nos merecem, que nos enganaram colectivamente. Mas sempre os povos se deixaram enganar pelas minorias. Uma das razões por que alerto com insistência saturante, contra os que as representam, representando também ideais e regimes que sempre deram em totalitarismo e estrangulamento das liberdades.
Quando o Mundo se prepara para saber que o cancro pode ter solução, como funciona, um pouco mais pelo menos, o nosso cérebro, assiste-se ao mesmo desfile de crápulas que não têm já terreno suficiente, e que se espraiam por tudo quanto é mundo, onde exista um povo que precisa de Dívida, que precisa de construir uma ponte, ou uma rotunda, ou um gigantesco aeroporto, ou paulatinamente vão colocando os seus em lugares decisores e decisivos da política mundial, apenas para continuar a fazer imperar a lei do dinheiro.
E o silencio que me traz a estes escritos, e me envolve diariamente é o mais indesejado, onde seria bem vindo o rebuliço da nossa colectiva revolta.
A nostalgia boa leva-me a momentos da minha casa de infância, hoje tornada estacionamento para empresas, numa cidade a mil quilómetros. À casa onde fiz crescer os sonhos grande que tive, de saber e de prazer, de um dia ser mais útil, de sentir ter feito alguma coisa de valor. Uma casa rodeada de árvores, de muitas árvores de fruta, desse espaço que foi a felicidade de três irmãos hoje afastados e desavindos. Sonhos que foram embalados em Beethoven, em Chopin, em Rachmaninov, envolvidos em papel de Eça, de Steinbeck, Hemingway, ou Camus, com um laço de Einstein e Churchill e Sá Carneiro, mas onde todos os outros também estavam. Sonhos de uma vida normal, que não levasse com a incerteza e insegurança aos cinquenta. Esses foram sonhos de luxo! Nada que se compare com os simples e saudáveis sonhos de milhões de humanos, hoje com a incerteza da vida que terão amanhã de manhã.
Vi alguma miséria próximo de quem me rodeava, tornada dura e real pelas vidas de empregadas domésticas dos meus avós, vivendo num ambiente de uma família de doze filhos, uma casa de pedra, onde não se podia andar erecto, sem pintura qualquer nas paredes, qual imagem assassina de uma descrição de Steinbeck. Mas era real. Vi alguma conturbação social nas ruas da minha cidade, em tempos de euforia e afirmação de formas de pensar e viver, e sonhar, nos momentos seguintes aos da nossa 'revolução de veludo'.
Hoje vejo um povo que se deixa levar, que não confia nem na verdade e nem desconfia das mentiras. Foram as mentiras de um anterior governo, de um pro-ditador que enriqueceu, bem à frente dos olhos de todos nós. São as mentiras dos actuais, servindo uma máquina ao que serve, por seu lado, um grupo de sanguessugas a soldo de uma organização poderosa e perigosa.
E é este silêncio assustador, de quem prefere fazer de conta que tudo um dia se resolverá.
Dizem-me os programas que para isso servem, que amanhã pode ser dia de sol.
Diz-me o meu sonho ainda resistente, que amanhã devia ser dia de sol. E de sangue.
2.10.12
Um Grito em uníssono que urge!
Parece que, por termos de usar de pragmatismo e realismo, do mais duro que todos os dias sentimos, e do ainda não real, por vir a caminho ainda, que temos ainda de viver com este Regime, estes Partidos, nos quais e dos quais já não confiamos (excepto os cegos que ainda defendem a todo o custo o seu Partido, como um clube de futebol ou uma tribo, tristes esses... pois rapidamente verão o engano em
que se metem, ou deixam ficar) em nenhum, pelas razões tantas vezes apresentadas, por mim e por milhares de tantos outros portugueses.
Parece que temos, então, de conseguir exigir-lhes uma renovação. Temos de exigir que PS e PSD se limpem! Se limpem, mesmo! Estão cheios de lixo, de gente sem nível, sem mérito, sem qualidade, sem inteligência e capacidade criativa. Temos de exigir aos Partidos em quem votámos que arredem das suas funções de destaque e decisão, os medíocres que por lá pululam, que os substituam por gente que consiga ver a essência da Democracia, onde o povo eleitor e não eleitos é a Autoridade (e não o 'pessoal' das 'autoridades' e órgãos institucionais, sejam eles quais forem: Assembleia da República, Governo, Presidência da República, Tribunais, Polícias...).
Por isso, em minha opinião, é fundamental darmos este grito gigantesco, como primeiro e essencial passo numa mudança que urge: QUEM MANDA NO NOSSO PAÍS SOMOS NÓS, ELEITORES E NÃO ELEITORES. Nós, o povo que paga sempre tudo. E quem paga, manda. Por mais dinheiro que nos enviem para cá, do FMI, do BCE ou de onde for, somos nós todos, contribuintes sem escape possível que teremos de o pagar e a juros bem altos. Somos pois, NÓS, que mandamos nisto. Pagamos, por falta de alternativa, também, os governantes e políticos eleitos para Administrar (não para Mandar, fique bem claro), as nossas pretensões e o tal dinheiro que nós pagamos, para que se pague, depois a instituições externas, agiotas ou não.
Assim sendo, dado o grito, que se tem de fazer sentir dentro e fora do país, e melhor que o seja em uníssono e pacificamente (mas se não puder ser... cá estaremos para fazer cumprir a NOSSA VONTADE, sem qualquer arrepio da mesma!), temos de obrigar os tais Partidos a que mudem. A forma, não é o mais relevante. Mas Relvas, Zorrinhos, Soares, Gaspar, Borges, Jerónimos, Louçãs (embora estes dois não contem por serem anti-democratas confessos, a meu ver, mas são-me irrelevantes, diga-se), Coelhos, Seguros, e muitos, muitos mais, não têm futuro entre nós, e têm um presente com horizonte próximo à vista. Que continue o Governo a governar, mas que se corrija, que se remodele, que emende mão das asneiras e experiências. Não sei se podemos aceitar um pouco mais que seja de austeridade, duvido. Mas sei que o caminho NÂO PODE continuar a ser esse. E temos de o dizer de dentro para fora. A Merkel não manda cá! E nós não queremos ser gregos, a gritar pelo incumprimento. Queremos pagar o que nos emprestaram. Queremos, porém escolher a forma de o conseguir. Com cortes substanciais no Estado e talvez muitos mais no Privado. Com uma colecta de impostos eficiente, que talvez nos resolvesse quase todos os problemas. Queremos saber que todos os sacrifícios são temporários e tentar perceber qual o seu horizonte temporal.
O nosso gigantesco e ensurdecedor grito colectivo tem de ser firme e único! Mas tem de ser por coisas concretas. Que os Partidos mudem e se renovem, façam congressos ou o que entenderem. Mas não podemos tolerar mais este circo de palhaços que nos ofendem. Se temos de aguentar com Coelho por algum tempo, por nos ser útil a estabilidade governativa e a credibilidade externa, faremos esse sacrifício. Mas que isso lhes seja tornado bem claro! É um sacrifício e não um desejo!
O nosso grito deve exigir pois, a mudança que tantos nos prometeram e logo perverteram. Por conveniência nossa, povo soberano, talvez deixemos o Governo em funções. Isto tem de ficar claro. Mas somos nós, eleitores ou mesmo os não eleitores (por razões diversas), mas igualmente portugueses com os seus direitos intocáveis como cidadãos, que iremos dizer a todos os políticos, de Portugal e de fora, o que queremos.
Governem como o deviam ter já feito. Administrem bem o que pagamos, ou pagaremos. Acabem com as excepções e com os privilégios insustentáveis.
O nosso grito tem de ser a Revolução, sem líder ou com líder, mas a Revolução pacífica e decisiva. A Revolução que 1974 deveria ter sido...
E esse grito urge...!
Parece que temos, então, de conseguir exigir-lhes uma renovação. Temos de exigir que PS e PSD se limpem! Se limpem, mesmo! Estão cheios de lixo, de gente sem nível, sem mérito, sem qualidade, sem inteligência e capacidade criativa. Temos de exigir aos Partidos em quem votámos que arredem das suas funções de destaque e decisão, os medíocres que por lá pululam, que os substituam por gente que consiga ver a essência da Democracia, onde o povo eleitor e não eleitos é a Autoridade (e não o 'pessoal' das 'autoridades' e órgãos institucionais, sejam eles quais forem: Assembleia da República, Governo, Presidência da República, Tribunais, Polícias...).
Por isso, em minha opinião, é fundamental darmos este grito gigantesco, como primeiro e essencial passo numa mudança que urge: QUEM MANDA NO NOSSO PAÍS SOMOS NÓS, ELEITORES E NÃO ELEITORES. Nós, o povo que paga sempre tudo. E quem paga, manda. Por mais dinheiro que nos enviem para cá, do FMI, do BCE ou de onde for, somos nós todos, contribuintes sem escape possível que teremos de o pagar e a juros bem altos. Somos pois, NÓS, que mandamos nisto. Pagamos, por falta de alternativa, também, os governantes e políticos eleitos para Administrar (não para Mandar, fique bem claro), as nossas pretensões e o tal dinheiro que nós pagamos, para que se pague, depois a instituições externas, agiotas ou não.
Assim sendo, dado o grito, que se tem de fazer sentir dentro e fora do país, e melhor que o seja em uníssono e pacificamente (mas se não puder ser... cá estaremos para fazer cumprir a NOSSA VONTADE, sem qualquer arrepio da mesma!), temos de obrigar os tais Partidos a que mudem. A forma, não é o mais relevante. Mas Relvas, Zorrinhos, Soares, Gaspar, Borges, Jerónimos, Louçãs (embora estes dois não contem por serem anti-democratas confessos, a meu ver, mas são-me irrelevantes, diga-se), Coelhos, Seguros, e muitos, muitos mais, não têm futuro entre nós, e têm um presente com horizonte próximo à vista. Que continue o Governo a governar, mas que se corrija, que se remodele, que emende mão das asneiras e experiências. Não sei se podemos aceitar um pouco mais que seja de austeridade, duvido. Mas sei que o caminho NÂO PODE continuar a ser esse. E temos de o dizer de dentro para fora. A Merkel não manda cá! E nós não queremos ser gregos, a gritar pelo incumprimento. Queremos pagar o que nos emprestaram. Queremos, porém escolher a forma de o conseguir. Com cortes substanciais no Estado e talvez muitos mais no Privado. Com uma colecta de impostos eficiente, que talvez nos resolvesse quase todos os problemas. Queremos saber que todos os sacrifícios são temporários e tentar perceber qual o seu horizonte temporal.
O nosso gigantesco e ensurdecedor grito colectivo tem de ser firme e único! Mas tem de ser por coisas concretas. Que os Partidos mudem e se renovem, façam congressos ou o que entenderem. Mas não podemos tolerar mais este circo de palhaços que nos ofendem. Se temos de aguentar com Coelho por algum tempo, por nos ser útil a estabilidade governativa e a credibilidade externa, faremos esse sacrifício. Mas que isso lhes seja tornado bem claro! É um sacrifício e não um desejo!
O nosso grito deve exigir pois, a mudança que tantos nos prometeram e logo perverteram. Por conveniência nossa, povo soberano, talvez deixemos o Governo em funções. Isto tem de ficar claro. Mas somos nós, eleitores ou mesmo os não eleitores (por razões diversas), mas igualmente portugueses com os seus direitos intocáveis como cidadãos, que iremos dizer a todos os políticos, de Portugal e de fora, o que queremos.
Governem como o deviam ter já feito. Administrem bem o que pagamos, ou pagaremos. Acabem com as excepções e com os privilégios insustentáveis.
O nosso grito tem de ser a Revolução, sem líder ou com líder, mas a Revolução pacífica e decisiva. A Revolução que 1974 deveria ter sido...
E esse grito urge...!
25.9.12
A Mudança não é para já
Com o anúncio, de cara fechada, como quem anuncia algo que sabe ir estragar a vida aos outros, Passos Coelho veio há cerca de duas semana fazer despertar a participação cívica que ele mesmo julgara adormecida de forma eterna. Gaspar, no início da semana seguinte, veio confirmar e piorar as coisas. Levantou-se o povo. O povo. Não o PS dos actuais imbecis e dos ladrões de há muito pouco tempo. Não o PCP que defende regimes ditatoriais, como a China, a Rússia, a Coreia do Norte e um tresloucado assassino na Síria. Não o Bloco de Esquerda, que alguns ainda querem que lhes seja a consciência política de reserva, o reduto final da sua revolta, desencanto profundo e grito de mudança, e ainda é pior do que o PCP, pela tremenda hipocrisia e muito disfarçada tendência totalitária. O mesmo BE que defende o regime da Coreia do Norte como coisa humana e desejável. Mantenho, como nota à margem, que PCP e BE deviam um dia ser impedidos de concorrer em eleições democráticas, a manterem estas posições (e outras como nunca terem votado a favor de um só Orçamento de Estado, de um único programa de Governo, de seja quem for, visto não ter sido deles). E que se devem retratar e destacar de todos os regimes totalitários e criminosos que por esse mundo pululam. Mas isto era uma nota de rodapé. O povo levantou-se, num movimento que, espero, nunca mais se retraia, nunca mais se deixe adormecer. Os políticos têm de aprender a humildade. A sua atitude tem de ser, de uma vez, a de serviço público, integral. São eleitos, logo são mandatados. Não propriamente para mandar, mas para executar, o que o povo sanciona das suas propostas. Isto já o era verdade com Sócrates, o totalitário maior do PS, que muitos cegos ainda não conseguiram perceber. Problema deles. E é-o, sem excepção, para todos os Partidos, como os dois que fazem esta actual coligação. Espero bem que os movimentos, na rua, na internet, nas casas de cada um de nós, nos círculos de amigos, em privado ou em público, que agora parecem ter querido tomar as rédeas da Democracia, não regressem mais 'aos seus quartéis'. A Democracia tem os seus representantes, é certo. Mas esses são apenas isso. Não mandantes, mas representantes. Do Povo. Passos Coelho parece ter pretendido um início de Liberalismo, rejeitado 'já no adro da Igreja' por uma maioria significativa dos portugueses. Ou muito me engano, ou se de facto era essa a sua agenda política, algumas coisas se notarão nos próximos tempos, e algumas consequências advirão. Se pretendia favorecer empresas grandes, como as EDP's e Galp's, deste país, de que estamos mais do que fartos, pelo poder que têm nas nossas vidas, no nosso alto custo de vida, espero bem que seja travada qualquer intenção actual ou futura de o fazer. Aos portugueses interessa muito pouco a internacionalização das EDP's, mas muito mais o que isso nos custa todos os dias, com as famosas 'rendas', com as PPP vergonhosas do PS, etc. Interessa-nos que o custo de vida melhore, que baixe, que o futuro possa existir, com trabalho e dinheiro para a família e filhos. Já estaremos, muitos, a desistir da ideia de um dia regressarmos às viagens ao estrangeiro...para já. Mas fome, não queremos. E favorecer as grandes empresas, é fome certa para todos nós. Estamos fartos de merdas como Mexias, e Bavas! E, evidentemente, não permitiremos que mais alguma eleição de ladrões mentirosos como Sócrates, ou Liberais selvagens mentirosos que se aproveitam (como Sócrates o fez também) de um Partido (já de si muito contaminado com estupidez estilo 'Relvas', ou Pedro 'Beicinho' do PS) para fazer um caminho que não queremos. Não tenho nada em especial contra Liberais, porque em princípio são democratas. Nem contra socialistas, pela mesma razão. E a escolha de cada um fica com cada um, em Democracia. Mas não me parece que num país onde a esmagadora maioria dos gestores se preocupam em ter os mais altos vencimentos do Mundo, desprezar os seus quadros de elevada qualidade, e descapitalizar as suas empresas, mais preocupados em mostrar o enorme poder de compra (que, a propósito, ainda o mantêm ao dia de hoje, ilicitamente) uma agenda liberal, ou uma outra estatizante, tipo PS de Soares, nos interesse. Qualquer uma delas tem demasiados custos, incomportáveis para um país pobre. Do que por aí há, de inspiração ideológica, económica e social, parece que ainda o que se mantiver próximo de Social-Democracia (que alguns também pretenderam ser a agenda de Sócrates, enganando-se, e ainda não conseguindo ver a agenda meramente pessoal do bandido) estará mais equilibrado, mais justo socialmente para um país como Portugal. Mas é preciso que o seja, e para tal ainda há muito caminho e muita confusão em muita cabeça. Confusões tipo: privatização da CGD, das águas...mais ou menos empresas no Estado...mais ou menos participação do Estado na Educação e na Saúde, ou na Cultura... Eu, por mim, não necessito de uma CGD no Estado, e isso não me dá absolutamente nada. Até pela promiscuidade que representa um Banco do Estado a concorrer no mercado financeiro, accionista de bancos seus concorrentes, poleiro de políticos em vagas sucessivas, não concorrente na Bolsa como os outros com que concorre comercialmente, e que em muito pouco contribui para a Economia. Muito menos do que os outros, privados. Já um canal de TV do Estado, a administração das águas e do saneamento, embora em serviços inseridos nas Câmaras (em número bem menor do que o actual), e não em empresas públicas, essas outras também uns belos poleiros para galos sem mérito, de vários Partidos... Há muito que deve ser repensado nesta sociedade em deriva. Estamos em deriva, em minha opinião, sim. Há que saber o que deve ser o papel do Estado, sem esquecer no que esse papel é importante para muitas pessoas de muito, muito fracos recursos. E sem esquecer que esse papel não deve ser cliente de políticos e Partidos, ou de empresários muito pouco escrupulosos. A promiscuidade empresas-estado tem de terminar. Por aí passam a retirada do poder das grandes empresas outrora do Estado, e dos conluios de empresas privadas com o mesmo (Banca, sector energético, sector de transportes, energias alternativas...).
Não me parece que Passos Coelho possa ser futuro num PSD mais limpo e mais genuinamente social-democrata. Também não me parece que Seguro, com a sua inteligência de (ia a dizer formiga, mas essa fábula entomológica já ficou marcada recentemente) sei lá...qualquer coisa muito pequenina, seja também do interesse do País. E, quer um, quer outro, se não servem ao País, não podem servir aos respectivos Partidos. Mas esse processo fica com os respectivos, é claro. Certo de que o seu sancionamento nos cabe a todos, ou não. O tempo de um arrogante ditatorial como Sócrates já lá vai.
Por mim, salvo erro de leitura grosseiro da minha parte, julgo que este Governo tem agora de continuar, escassas ou inexistente que são as alternativas. Mas agora, espero eu, bem sob a nossa alçada e vigilância, como Povo mais interessado no seu próprio destino. E também me parece que, passada esta fase de irremediáveis soluções políticas e partidárias, os dois maiores Partidos têm de mudar. Serem mais democráticos e mais humildes. Saberem encontrar líderes com mais inteligência e sagacidade, mais cultura social, mais sensibilidade e sem algum interesse pessoal, ou reféns de uma carreira vazia na política que nos prejudique e os favoreça de forma ilícita ou mesmo ilegal.
Serão, talvez, os três anos com mais ansiedade por nós vivida, com mais insegurança como povo e como País, mas com mais relevância na nossa participação activa, na nossa fiscalização sucessiva directa das acções de todos os políticos ainda em desempenho de funções.
Depois, depois sim, tem de vir a Mudança!
14.9.12
A Raiva e a Esperança
Vim há muitos anos da Madeira. Há mais anos do
que muitos jovens quadros que agora se indignam e com razão, têm de vida. Mas
não sou, nem conto ser dos que defendem a idade com um privilégio de
conhecimento ou experiência (há imensa gente bem mais idosa que tem metade da
experiência de muitos com um terço da sua idade). Quando vim, para estudar, há
uns 32 anos, acreditava num futuro, que passaria pela minha formação, feita a
esforço meu e da minha família. Ou de parte dela. O meu avô era um comerciante
muito conhecido na minha terra, assim como a minha família, mas o meu pai,
funcionário do então Serviço Meteorológico era quem me pagava a Faculdade. Um
ano antes de ter vindo para Lisboa, para Agronomia, estive no Porto, a tentar
seguir o sonho de um dia ser cientista, na área da Física, a minha paixão da
altura. Tendo vivido o 25 de Abril de 1974, com 14 anos, e saído nas
manifestações do 1º de Maio desse ano e anos seguintes, ao lado de um professor
que foi o líder na minha região da UDP durante uns bons anos, mas nunca tendo
sido simpatizante do Comunismo, fui sempre acompanhando a vida política e
social de Portugal. Assim, ao sonho de eu próprio vir a ser melhor, melhor do
que aqueles que me queriam melhor do que eles porque em mim apostaram, os meus
queridos pais e avós, juntava o sonho de vir a viver num país onde à História
antiga se juntaria um dia a prosperidade e onde deixaria de ver miséria e
desilusão.
Durante todos estes anos, os 32 em que iniciei
a minha vida independente, fora da casa de família a aprender por mim mesmo a
organização dos meus dias e da minha vida, e os 38 desde 1974, tenho, como
todos, ou uma grande maioria dos portugueses, os que sempre souberam manter-se
independentes e livres como pessoas, não os que se deixaram levar pela
organizações partidárias e de tal modo se encarneiraram que ficaram incapazes
de ver a realidade, mesmo bem à sua frente, tenho, dizia, renovado a esperança
e enfraquecido a confiança. No futuro do meu país.
Vivi os anos de Cavaco Silva após o desgoverno
interesseiro de Soares, quando os interesses pessoais da família Soares se
sobrepunham a tudo o resto, e os dos amigos e apaniguados da tenebrosa
Maçonaria, também com essa mesma esperança. De vir a trabalhar num país como
via outros lá fora. Terminado o meu curso, tive a grande sorte de entrar numa
grande multinacional da química, alemã, que foi a minha imensa escola
profissional desde sempre. Quando por cá encerraram actividades, de que nada
transpirou para os jornais, ingressei numa empresa portuguesa, uma das maiores
no sector em que operava, hoje falida pelo que sei, e o meu vencimento subiu
ainda mais do que era, e já o era bem acima da média para quem tinha a minha
idade. O projecto não resultou e fui dar comigo numa empresa saída do grupo
Quimigal, que havia sido vendida pelo Governo de Cavaco, num dos exemplos de
grandes erros do que actualmente é Presidente da República. Mas erros todos
fazem...
Os anos de Guterres, os primeiros da forte
ilusão socialista foram os do início do fim do sonho português, para mim. Na
altura já eu o dizia a quem tinha paciência para me ouvir. A política, que eu
vinha acompanhando desde 74, era para mim uma segunda paixão, nunca totalmente
assumida, e nunca até hoje tornada carreira, e eu empolgava-me na defesa de
ideais e de estratégias. Durante os anos em que andei nessa grande empresa
alemã, vivi momentos de autêntico privilégio, conhecendo muitos países e
gentes, que me ensinaram quase tanto (ou mais?) do que os meus livros (esta sim
sempre a minha paixão e colecção de estimação). Com tudo o que via, ouvia e
vivia ia criando a imagem do que ansiava para mim, para os meus e para o meu
país. E o sonho assim continuava...
Dessa empresa, a terceira, passei por opção
minha a uma outra multinacional, onde já não auferia o que noutros tempos me
dava uma qualidade de vida acima da média e o acesso à cultura e à minha
constante formação pessoal, que nunca deixei de ir estruturando. Sempre fiz o
meu próprio esforço pessoal de evolução, de conhecimentos, multiplicando-me por
diversas áreas e actividades, lendo, pintando, fazendo fotografia...e sempre
participando, como cidadão anónimo, escrevendo por todo o lado, e nas tertúlias
com amigos ou família, no que eu acreditava ser a forma de silenciosamente se
ir contribuindo para este Portugal. Para o meu país do Sol e do Mar!
Vieram os tempos desvairados e irresponsáveis
de Durão Barroso e de Santana Lopes, e de Jorge Sampaio, esse ‘dandy’
enganador. Quando Sampaio demitiu Santana, cometeu o primeiro grande crime da
Democracia, com intenção clara, que muitos não conseguiram ver, de levar o PS e
o inenarrável Sócrates ao Poder. Santana não nos levaria a lugar nenhum onde
quiséssemos estar, é certo. Mas substitui-lo por um homem que tudo inventou,
tudo falsificou e tudo fez para seu enriquecimento pessoal e da sua família,
usando o Estado a seu bel-prazer, usando os recursos que não tínhamos,
endividando o país como nunca desde a sua Fundação acontecera...e tentando
manipular toda uma sociedade, com o beneplácito de jornais amigos, ou jornais
onde Soares andara anos a colocar amigos, mais os Serviços Secretos e os Juízes
manipulados...foi demais! O PS usou durante esses anos o país a seu bel-prazer,
usou e abusou. Fez do país o seu quintal. E falou alto, como se dono da razão.
Hoje ainda os oiço por aí, convictos de uma razão que nunca tivera, cegos por
uma lógica de clube, que não são capazes de destrinçar da lógica política, dos
Partidos, onde por mais disciplina partidária que se pretenda e defenda, se
deve manter uma margem e uma réstia de liberdade e pensamento próprio e
independente, e nunca se entregar a um indivíduo que tudo inventou, incluindo
os cursos que nunca fez, nenhum, a formação que nunca teve e o título que
exigia que o tratassem, que nunca teve direito a usar. Já Portugal estava numa
crise profunda e bem evidente, com grande parte da actividade económica a
parar, com retenção de verbas da UE pelo Governo, para mascarar quanto podia um
défice enorme, de mais de 6%, mas sempre propagadeado como de 3 %...uma
retenção de subsídios, que me custou o emprego em 2008, por paralisação do
sector em que a minha empresa operava. Eu viajava por todo o país, conhecendo
os problemas que muitos hoje falam, e não apenas no meu sector. No sector das
energias renováveis, por exemplo, onde uma mentira descomunal dava créditos a
esse bandido do Sócrates, no sector dos combustíveis dito ‘limpos’, os
bio-qualquer coisa...
Esses foram anos de muita resistência, de
muita persistência, de muita paciência para aguentar com toda a mentira montada
pelo PS e por Sócrates e Pedro Silva Pereira...e mais uns quantos. Anos em que
se viveu, nesses sim, por culpa de um Governo de loucos irresponsáveis, a maior
ilusão da nossa história, e que ainda hoje iludem tanta gente, principalmente os
mais idosos, sedentos de uma lógica clubística, cegos ao interesse nacional,
privilegiando um Partido que não merece. Um Partido que enganou os mesmos que,
quando este maldito programa da Troika começou, em 2011, se revoltaram logo
contra tudo e todo e qualquer sacrifício, pessoal, pois só lhes interessa o
pessoal, mesmo que constantemente falem do colectivo. Ouvi e tenho ouvido de
tudo. Que os jovens são os mais desfavorecidos, que os reformados são os mais
miseráveis...(ainda ontem me cruzei com um, que foi meu professor na
Universidade, e que foi consultor da UE, e deve auferir uns largos milhares de
Reforma...comparados com os Zero que eu aufiro, desempregado aos 52 anos).
Tenho ouvido de tudo, com o mesmo espírito e
atitude. Acreditando que um dia as coisa mudam. Privadamente, tenho por vezes
umas explosões de desilusão de raiva. Pouco a pouco se foi formando, porém
outra ideia. A de que estou cansado de que me ofendam e a outros como eu,
muitos e muitos bem pior do que eu. Eu ainda sou um desempregado privilegiado.
Muitos, umas largas dezenas de milhar, são uns autênticos desprezados,
esquecidos por todos, de quem nunca se fala, por quem ninguém se interessa.
Esses, desempregados que contribuíram bem
mais, durante muitos anos, para o Estado e para as suas própria reformas, que
as terão miseráveis (porque a geração de Soares e Sampaio, Cavaco e Vitor
Ramalho e outros só pretenderam assegurar para si mesmos as reformas por
inteiro, sabendo bem da falência futura do sistema e encolhendo os ombros, olhando
para o lado, sentindo-se pais da nação, do alto da sua estupidez e
desonestidade) são muitos deles os quadros mais bem formados do País. Vivem do
que amigos e família lhes conseguem arranjar. E desses, ninguém fala, ainda
hoje.
Mas quando em 2011, Sócrates desapareceu da
vida pública, e se refugiou em França, com rendimentos milionários, que o PS e
a Maçonaria instalados no Poder Judicial nunca permitirão que se lhes toque, e,
como se esperava o Governo mudou de cores, esperava-se também que mudasse de atitude,
de forma de actuar, de postura e de honestidade. Aos poucos se foram sabendo
podres e vergonhas de todo o lado, e não apenas do anterior Governo, que já
sabemos de mentirosos e corruptos, mas também das ligações maçónicas, secretas,
com agendas ocultas e perversas, de muitos membros do PSD. E de muitos
negócios, igualmente mafiosos e criminosos de pessoas ligadas aos Partidos
deste Governo. Se isso não fora já o suficiente, e de sobra para desejarmos
leva-los a serem julgados, ainda nos vieram tirar o que já não podíamos dar. E
dar a quem? A um Estado que nada fez por nós, nada fez por merecer?
Revoltante, desilusão acrescida, outra ainda,
é continuar a ouvir falar de nacionalizações, da defesa de empresas do Estado,
do ‘sector empresarial do Estado’, quando nunca houve uma só onde os seus
administradores e directores não tivessem outro objectivo que o de se
‘amanharem’ com os recursos e dinheiros públicos, que não fosse usarem de uma
arrogância imerecida, para mostrarem uma superioridade que não têm, e
determinarem nas nossas vidas mais uns quantos buracos negros nas finanças de
cada família e do país em geral. Defenderem mais empresas para o Estado, quando
foram essas que contribuíram mais para nos trazer até onde estamos? Defenderem
mais formas de promiscuidade entre o Estado e os privados, mais corrupção e
mais compadrio?
O Governo anterior ofendeu-me como português,
com os roubos e mentiras e com a imposição de um Acordo Ortográfico que é um
favor às editoras que dominam o nosso mercado de livros, escolares,
principalmente. Um Acordo que terá de retroceder e ser revogado, nem que para
tal corra sangue pelas ruas. Um Governo não tem o direito de nos dizer como
devemos escrever e se, para alguns isso é irrelevante, para mim que adoro o
conhecimento e a cultura, a evolução pessoal e a liberdade de cada um, é causa
maior!
Mas o Governo actual não ofende menos, nem
desilude menos. Há claramente uma agenda liberal por trás de gente que se
esconde num Partido outrora de inspiração social-democrata. E isso é
inaceitável, porque é um logro e uma mentira. Quem escolhe um PSD não escolhe
uma política liberal, pelo menos a generalidade das pessoas. António Borges,
antes considerado uma promessa para horas de maiores problemas e necessidades
extremas, é hoje uma enorme desilusão, e uma ofensa maior, quando defende
salários mais baixos no geral.
Oiço um pouco de Passos Coelho, na TV, apenas
um pouco porque já aguento com mais estupidez e incompetência, e agora mentira
também - já não me bastara o filho da ...do Sócrates! – e, como se ele
percebesse do que fala, as suas palavras, entre tanto disparate, são as de que
temos de ter preços mais baixos...tentando justificar, assim, salários mais
baixos. Se algum dia ele tivesse sido um homem do Marketing, dos Negócios e
tivesse tido o privilégio, como eu, de trabalhar num ambiente internacional,
perceberia que o nosso caminho é o inverso do que defende: de preços mais altos
do que a Espanha, de salários bem mais altos. Porque somos um mercado diminuto,
de dez milhões de desgraçados, e um país de serviços, e não industrial como
Espanha. A nosso comparação nunca podia ter sido, e tem-no, a Espanha, mas sim
a Suíça, com as diferenças devidas, não pela cultura e desenvolvimento pessoa e
social, que muito contam e determinam, mas pela periferia que somos na Europa.
Periferia que se resolve, com o Mar...! E com o facto de sermos de Serviços, há
muitos anos, e não de Indústria (talvez infelizmente).
Então, passados todos estes anos, e tudo o que
atrás descrevi e opinei, e mais, muito mais que não cabe aqui agora, por razões
práticas, cheguei finalmente, infelizmente não sozinho, a definitiva e viral
desilusão: não há ninguém, no Poder que se conhece, nas organizações que
sabemos, capaz, de momento, de tomar conta deste Portugal, de lhe dar uma
volta, de conseguir justificar o sacrifício já feito (e recordo que não é do
ano passado e deste ano apenas, mas de todos os 38 da Democracia, e muito mais,
dos 48 da Ditadura!), para que possamos voltar a acreditar Num Futuro!
Não sei se irei à Manifestação do próximo
Sábado dia 15, em Lisboa. A vontade era de ir, mas não me vejo aos 52 anos a
gritar, sei lá o quê, que não sei o que há para gritar. Não sei mesmo. Deixei
de saber. Ou talvez saiba: sei que o Regime já não interessa! Que nada do que
vejo me interessa e, estou convicto, do que o geral dos portugueses vêem, nos
interessa. A Assembleia da República não tem qualquer interesse. De um lado,
dois Partidos, comprometidos como todos os demais, com a corrupção, o interesse
partidário e pessoal, as redes de influências, as organizações pró-maçónicas or
pró-Opus Dei, ou pró-igreja católica, o que é o mesmo perigo e mesma m...*. O
lado dos Partidos do actual Governo. Incompetentes, igualmente mentirosos e
desonestos, como os do ‘outro lado’. Desse outro lado, os Partidos grandemente
responsáveis por esta trapalhada toda, por esta imensa calamidade, por esta
pré-bancarrota (que ainda a pode ser...): PS, PCP e BE. Um, porque o foi
responsável, primeiro, no Governo. Os outros, porque andam há anos demais a
minar a Democracia, a desprotegê-la, a invenená-la, a armadilha-la, sempre com
o fito secreto de um dia nos darem mais uma ditadura, como a da Coreia do
Norte, que dizem defender, ou da Síria que publicamente apoiaram, ou mesmo da
Rússia e da China, que sempre defenderam e adoram.
O Governo, tal como é, com esta gente idiota e
incompetente, desorientada, com um Relva à imagem e cópia de um Sócrates, com
um infantil Passos Coelho e um teórico insensível Gaspar...não interessa mais,
e não imagina sequer, como irá descalçar a bota que nos quis impingir, e como o
poderemos suportar sem...
O Presidente da República, também comprometido
com um passado nem sempre transparente e com erros acumulados, talvez não tão
perdoáveis, quanto poderíamos, que continua inactivo, silencioso, e impávido,
mas obviamente sem forma alguma de dar uma real volta a esta desgraça e
descrédito total.
Nenhum Partido nos merece o mínimo de
credibilidade, ou respeito. Por isso, nenhum crédito. E uma Democracia
alicerçada em Partidos, representativa, como pode continuar, num caos destes?
Percorri anos de grande euforia, profissional,
de grande esperança de sonhos enormes, mas não de sonhos de enriquecimento
pessoal, mas de viver bem e melhorar-me a cada ano, a cada dia, com os prazeres
e egoísmos atrás mencionados, nas minhas horas, lendo e escrevendo,
e...acreditando. Percorri anos a bater-me pelo interesse que todos tínhamos em
participar na vida do País e em confiarmos um pouco em alguém. Convicto das más
intenções e mentiras de um PS, sempre fui, por me saber democrata, respeitando
todos os que pensam e falam diferente de mim. E sempre lutei pela minha
independência e liberdade intelectual, nunca me vendendo a líderes ou
organizações.
Dou por mim, já sem saber se me é possível,
aos 52, com vontade de deixar tudo para trás, e continuando a lutar pelo
contrário, pela permanência por cá, com três filhos e uma uma mulher que amo.
Dou por mim, desiludido, com a própria Democracia, nunca tendo deixado alguma
margem a qualquer forma de totalitarismo ou autocracia.
Hoje, mais do que nunca, acredito que só uma
enorme convulsão e transfiguração social e política, uma Revolução mesmo,
dariam a Portugal, possivelmente, um novo rumo, desde que renegados e
investigados e eventualmente julgados todos os que nos deram esta calamidade.
Mesmo que hoje alguns já tenham oitenta anos...
Tenho apenas uma ténue esperança, no dia de
hoje. Que se esteja a iniciar um genuíno movimento social, talvez já no próximo
Sábado 15, que faça Portugal despertar. Que sejam rejeitados estes programas e
estas medidas da Troika, do Governo, e igualmente rejeitadas qualquer solução
ou proposta vinda de quem anteriormente nos governou e deixou assim falidos.
Como há muito perdi a ingenuidade, sei que haverá aproveitamentos, se não foi
deles a iniciativa, sobre as manifestações de dia 15, por parte do PCP, do BE e
do PS. Mas a nenhum deles deve ser permitida a orientação, seja para o que for,
ou a liderança, ou qualquer influência. Se qualquer manipulação houver, da
parte de algum Partido político, os movimentos sociais perdem interesse e
perdem credibilidade. Porque uns são do ‘arco da governação’, outros não são
democráticos e defendem ditaduras.
Hoje, por hoje, mantenho essa diminuta
esperança...
E guardo em mim uma imensa RAIVA, contida, de
momento.
Subscrever:
Mensagens (Atom)