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Tenham vergonha!

Confesso um amor especial, coisa intima e nutrida com todo o meu empenho. Coisa que me faz ser o que sou, intransigente com princípios humanitários e de muito profundo respeito pelo povo que justifica toda a acção política e social, que sustenta uma Democracia, ainda que doente, ferida por gente que me faz trazer a público este amor confesso. O amor a uma aversão profunda: à Maçonaria e aos seus interesses, nunca confessados, panela onde são cozinhados interesses pessoais e de grupos. Uma aversão que me anima, ao ponto de quando um maçon se manifesta eu sentir logo um assomo de urticária. E quando se manifesta contra os princípios mais elementares que eles mesmo dizem (hipocritamente) defender, e nem quero saber o que defendem, tal a desconsideração que me merecem pessoas que conspiram e elaboram o seu plano de vida, no seio de um grupo que me dá asco...quando o que dizem é contra todo o interesse de uma sociedade onde se inserem...nem vos digo a reacção que me inspira. Fico-me por aqu...

Processo Sócrates: Veremos o poder da Maçonaria?

Confesso a minha surpresa pela detenção de Sócrates. Confesso que também me surpreendeu a mediatização da sua chegada a Lisboa, de terem avisado um órgão de comunicação para ser filmada o automóvel onde seguiu para a esquadra. Tratado como um criminoso qualquer, indignaram-se os seus simpatizantes... mas um dia saberemos se ele foi, alguma vez, mais do que isso. Um criminoso qualquer. Pois para mim foi isso e mais nada, sempre. Depois de muito ter lido e, sem necessidade de muita reflexão, que a criatura me mereça, reconheço, acho que é muito fácil entender-se as razões para alguém, no perímetro jurídico desta investigação, ter intencionalmente pretendido mediatizar. Só alguém muito ingénuo acredita que as tradicionais personagens obscuras e subversivas do PS não tentarão, como no passado o fizeram, com as escutas destruídas e outros movimentos tipicamente maçónicos, influenciar, manipular e impedir mesmo a continuação desta investigação e um eventual julgamento. Já o estarão a fazer...

O que a vida não nos dá

Nós humanos parecemos andar pela vida à procura de um segredo qualquer, que um dia nos traga uma felicidade incontável e maior do que somos. Construímos ideias e ideologias, religiões e crenças,  teorias pessoais na demanda de uma verdade universal, não tanto universal quanto isso, para alguns, mas que lhes sirva como uma carapuça à medida para o seu fim pessoal. Um fim louvável, claro, e ainda mais, legítimo, de encontro com uma felicidade toda a vida procurada. Os budistas, tidos como superiores, pelas suas práticas contemplativas e de sereno isolamento, têm como base da sua filosofia de vida e de procura de algo superior, que só atingimos esse patamar elevado, o Nirvana, quando nos libertamos totalmente do Ego. E julgam consegui-lo. Não usam, no entanto de um modo de vida que lhes permita testar isso mesmo, nem sequer se expõem à prova dessa convicção, antes fugindo à contemporaneidade, e ao quotidiano, uma forma de anti-depressivo que mascara a sua protegida realidade. Também...

Estereótipos?

Todos estereotipamos. Mas nem todos, tudo valorizamos. Entre amigos, conhecidos, familiares e desconhecidos, vamos criando estereótipos, mais ou menos reais, ou totalmente irreais. Para cada um de nós "há o que" qualquer coisa. Há os que sempre nos falam apenas deles. Os que nunca o fazem, e os que esperam que lhes perguntemos sobre eles. E os que nem assim querem deles falar. Há os que gostam de falar, os que se cansam com isso, mas que gostam que outros falem, e os que se maçam com as duas coisas. Há os sempre alegres, nem sempre o sendo efectivamente. Os sempre tristes, nem sempre o sendo, verdadeiramente. Os serenos, os dramáticos. Os próximos, os distantes e os alternantes. Há quem goste de carros pretos, sempre e apenas de carros pretos. Os que isso lhes é indiferente. Por acaso esta dos carros pretos parece uma epidemia que assolou o país. Pretos carros, mas apenas nos carros. Mas há os que tudo deve ser preto. Nunca percebi esta fobia da cor. Há até os que acham...

O Navegante

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Morris West foi um dos autores de que li mais livros, há muitos anos, pela adolescência. A obra que o tornou famoso foi "As sandálias do pescador". Escreveu ainda mais dois, ou três, livros sobre o Vaticano, a Cúria Romana, tradições que West conhecia bem por ter sido monge. Escreveu um livro que considero uma obra mediana, mas com alguns aspectos que me deixaram marcas na memória. O Navegante. A história de um homem que procura uma ilha lendária, onde diziam que os navegadores se dirigiam para os últimos dias da sua vida. A imagem que guardo, distante, era de um fim sereno, quase aprazível, quando se tinha a certeza da vida estar a terminar. Uma viagem calma, num mar imenso até uma ilha que servia de depósito de vidas longas e de segredos nunca contados.  Era uma escrita sem grande brilho, mas uma história com ingredientes, não totalmente explorados, onde se misturam mistérios ancestrais e a vida moderna, de homens e mulheres que redescobriam o amor e o desamor,...

Portugal país valente e imortal

A Oposição diz que continuamos em crise. Ou seja, assume, nem diz muito. O Governo diz que estamos a sair da mesma. Claro que instituições que definiram e apoiaram a austeridade que ainda sofremos (pelos vistos para o Governo já não), concordam com o novo "despertar" de Portugal. Mas, rigorosamente, num assunto onde dificilmente pode haver rigor, o que define estarmos em crise ou não? Pires de Lima, incansável, e inegavelmente inteligente, tem-se desdobrado em esforços para demonstrar que estamos melhor, não bem, mas muito melhor. Rui Rio, não parece concordar, pelo menos pelas mesmas razões. Fala em crise política, ou crise da classe política actual. Bem...pelo menos alguma crise deve haver, pois poucos serão os portugueses que sentem estar já livres do sufoco em que estavam...há seis meses, ou nove. O que define estarmos em crise??? Coço a cabeça e...não consigo perceber como podemos estar ainda em crise, apenas porque ainda temos mais de um milhão de desempregados, e entre...

Vem aí novo Caminho?

José Gomes Ferreira sugeriu uma possibilidade para Portugal. Uma alternativa para esta Democracia, neste momento, sem saída. Estamos encurralados entre os grupos que dominam os nossos Partidos todos e os habituais interesses económicos, que nos têm trazido reféns de decisões erradas e de interesses obscuros.  Porque razão nem um Governo se interessou por dois problemas nacionais prioritários: Corrupção e Desigualdade social? Porque nunca alguém de valor, com ideias distintas desta doentia praga que nos assola, destes grupos de gente menor que controla os aparelhos partidários, consegue sequer entrar em um grupo de discussão dentro dos Partidos (os principais, os outros nem da Democracia querem saber, muito menos de nós)? Porque se tornaram impermeáveis a simpatizantes e militantes com ideias válidas, mas independentes de grupos formados e fechados para sequestrar a nossa vida política? Todos sabemos boa parte das respostas, não interessa muito explorar este assunto por ess...