Um país de Ilusão e Desilusão - 1



António Borges. Em tempos apontado como um dos 'salvadores' da Economia e das Finanças de Portugal, promessa sempre adiada do PSD, umas vezes para líder, outras para Ministro. Defendeu o abaixamento de salários. Pergunto: como é possível, com os salários mais baixos da Europa, pensar-se ainda que esse é o caminho para alguma melhoria das nossas contas, algum relançamento económico. E já agora, esperava ouvi-lo dizer alguma coisa sobre os exagerados vencimentos de gestores...como ele e mais os das maiores empresas portuguesas (as menores no seu sector respectivo a nível europeu!), da Banca. E mais umas quantas palavras sobre o abuso de poder de mercado dessas mesmas empresas e dos negócios, conluiados, com os diversos governos, razão básica do endividamento português. Disse alguma coisa a respeito? Espero para ouvir...e ver. Pois, António Borges (ia a dizer 'meu caro' mas quem sou eu para me dirigir assim a um Prof Doutor, antigo tudo: Quadro maior do Banco de Portugal, Presidente do Insead, Goldman Sachs- o tal 'Banco' agora em livro e sempre o maior suspeito pela crise financeira e económica mundial...coisa pouca?!-, do FMI. Quem sou eu, um mero licenciado num curso marginal da nossa Universidade e pós-graduado na FCCE, onde o Sr. Prof. Dr é Prof e dirigente. Se estivesse numa democracia normal, onde as pessoas nutrem o prazer pela transversalidade, pelo tratamento intimista de 'tu' e recusam os títulos académicos, por si só vazios de muita treta, se fosse esse o caso, eu diria, enfaticamente...Oh Caro António Borges! Mas não, não tenho essa prerrogativa), não acha que o caminho oposto, que leve um dia a que este Mercado seja atraente é o dos salários altos, bem altos, 'à Suíça'??? Somos dez milhões e meio. A Suíça é menos, eu sei. Mas somos quatro vezes mais pequeninos do que a Espanha. Mercados pequenos, para quem afortunadamente lidou, com empresas internacionais, multinacionais, só se sustentam e têm poder negocial se forem mercados CAROS, e não Baratinhos, à espanhola. Mercados pequenos, só se fazem respeitar com gente bem remunerada, que possa, também por essa via, ter uma classe média com poder e criatividade, capaz de gerar novas e saudáveis empresas. A base uma economia saudável (olha a Alemanha, Oh...Sr Prof. Dr!) é a classe média com poder económico e nunca, mas nunca, uma economia baseada em empresas grandes, ou pseudo-grandes, estilo prepotentes e de gestores inapropriada e desequilibradamente excessivamente remunerados, porque em monopólio ou oligopólio, como ao Estado clientelista e à classe política interessa. Veja também os EUA. A força da economia americana reside em multinacionais? Errado. Mas foi o senhor quem estudou economia. Ah! E já agora, este texto, sobre esta enorme desilusão de se ser português, não lhe é destinado em particular, mas o Sr, pôs-se a jeito, com as declarações muito pouco inteligentes, e profundamente injustas e erradas, como o tempo me há-de dar razão, e não a si. Dirijo-me, sim, a todos os Prof. Dr, alguns que me deram aulas e mais uns quantos, Mexias, Oliveiras...dirigentes dessas enormemente miseráveis e criminosas empresas 'charneira' deste país da Ilusão!

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