Mensagens

O novo Blogger e as minhas queixas do costume

O novo blogger parece-me interessante. Mais capaz, mais interactivo. Mas ainda ando em experiências de estética, de estilos e, um pouco, de conteúdos. Normalmente não sou lido e não me comentam, atribuo eu a duas ordens de razão: sou chato, quase só escrevo sobre ideias - minhas, já se vê...ou para falar das de outros(as), talvez também - e nunca sobre experiências ou impressões pessoais, tipo "hoje estive em" ..."ou acordei assim"...ou amanhã vou a ..." Isto, o não querer escrever sobre tais coisas, faz de mim um grande chato. Eu sei. Mas não me acho assim muito interessante para o fazer. Já sobre o que penso, ou pensam outros... ...é esse o mundo que me interessa: das ideias e das suas realizações! Não escrevendo sobre acontecimentos... nem me querem ler nem me deixam nada da caixinha de comments , paciência! Porque para escrever sobre inocuidades não contem comigo. E assim...também não posso contar com ninguém. Ou então devo escrever mal, o que implica pensa...

Cansado do meu país...aos trambolhões

Imagem
Estou cansado do meu país! Aliás, estou revoltado com o meu país. Ou mesmo... enojado! Quantos mega-processos judiciais foram, nos últimos tempos (leia-se anos) levantados em Portugal? Pedofilia, "apito dourado", etc...(muitas vezes com essas designações a roçar o 'pimba, mas enfim). Algum resultado? Algum avanço? Nada...Nada?! Ninguém é responsável por coisa nenhuma e nunca nada avança! Então porque se avançaram com tais processos? E com a sua propaganda? Nada avança no meu país. Para bem ou para mal. Nem avança a economia... mas mantém-se tudo como está: ministro da economia idiota, presidentes de câmara (e que por incompetente arrogância, não reconhecem as falhas, os erros até nem deles por vezes, e protegem quem não merece?!) suspeitos de corrupção alguns candidataram-se e quando já eram suspeitos e o povo (que povo este!) votou neles!!! E responsáveis políticos que, mesmo nos dias de hoje, insistem em proteger amigos e correlegionários, para não darem sinal de fraque...

Fogos... propaganda e desinformação

Continuamos em Portugal com esta estupidez de fazer campeonatos partidários de quem teve, ou tem, mais fogos (perdão... menos) anualmente. E para tal serve tudo, inclusive escamotear informação. E isto nada tem que ver com notícias nas TV's ou imagens, ou pressões (ou pseudo-pressões) do Governo sobre a RTP. É conhecer o país, andar um tanto por aí, Norte e Sul e saber que muitos dos fogos que se vêm, se sabem existir, não são divulgados. Como se houvesse menos fogos só por não os noticiar. Como se o Estado ficasse menos lesado, apenas por o Governo sair melhor na fotografia (leia-se propaganda por omissão). Como se todas estas jogadas (politiquices, como gosta de lhe chama o Ministro do Ambiente, precisamente o que mais se devia preocupar e menos aparece) fossem mais importantes do que o constante delapidar do nosso património mais básico e importante: a natureza e não apenas a floresta, pois os fogos afectam e muito toda a vida, vegetal e animal, nas zonas em que devastam. E o pr...

Maria João Pires e os socialistas

Imagem
Maria João Pires. Indiscutivelmente a nossa maior artista, na música clássica, desde há muitos anos, talvez mesmo a mais reputada desde Vianna da Motta. A ida de Pires para o Brasil sugere-me dois pensamentos: indignação e um sentimento de indisfarçável satisfação (embora me possam acusar de ser uma satisfação um pouco cínica). Indignação porque Maria João Pires é, de facto um enorme, um imenso nome da música clássica mundial. É uma das melhores pianistas internacionais, numa área cultural em que não abundam grandes nomes do nosso país. É uma das artistas que mais admiro e admirarei. E já por diversas vezes confessei a minha paixão pela música clássica. Que vive comigo todos os dias, em casa, no carro, num hotel (em formatos, hoje, mais modernos como mp3, iPOD, etc.). Maria João Pires tem uma forma muito inspirada de interpretar, magistral, própria apenas de génios. A sua partida para o Brasil, num óbvio divórcio com a política deste Governo- só não assumida pela sua declarada simpatia...

PSD e PS: qual o pior?

Com um PS tão mau, tão fraco de inteligentsia e de honestidade até devia parecer fácil ser oposição...mas com um PSD ausente, desmotivado... não há nada que 'nos acuda' (só o BE????). A pergunta não é: qual o melhor paar nos governar e tirar desta m... lama A pergunta é: quem ganha em mdeiocridade... Vão lá de férias a ver se Espanha, em Setembro já comprou mais uma 'golden share' de Portugal...

Rectificação sem grande importância

Enganei-me quando escrevi que "The Eight" não havia sido publicado em português. Fui dar om um exemplar único do segundo volume, da nossa estimada editora Europa-América. Que por ter vendido pouco, não se interrogou porquê... e não reeditou. Um exemplar sujo, amarelado, no El Corte Inglês, com uma capa que até dá orgulho às Edições Paulistas, pelas obras de arte que vendia... (as capas vendem livros!) Mas isto não tem relevância, pois ninguém deu por nada e o livro em português morreu mesmo. No Reino Unido continua nos primeiros lugares a vender e vender..( vender é negócio, senhores editores, que deixam esgotar livros, de autores portugueses consagrados e outros, internacionais, também: já tentaram procurar um Steinbeck ou um Dos Passos, por exemplo...com capa decente e sem cheiro a mofo?). Mas temos a "Livros do Brasil" que merecemos. Há uns anos, quando a Margaret Atwood ganhou o Booker Prize (com The Blid Assassin) a Livros do Brasil pedia (em escudos ainda) € 2...

The Eight

Imagem
The Eight. Katherine Neville. Em Portugal a actividade editorial rege-se por critérios muito estranhos e díspares, em compararão com outros tantos países, desde logo os mais fortes neste mercado "das letras", como a Alemanha na frente e também o Reino Unido e a França. Em todos estes países, e ainda em Espanha os critérios dos editores não são apenas os que pautaram os lançamentos de livros como os de Dan Brown- um escritor entre o fraco e o mediano, mas com bons ingredientes de sucesso - ou a série de Harry Potter- que teve o condão de por muita gente miúda a ler. Mas em todos os países mencionados é impressionante a actividade das editoras, que publicam tudo, de bom e de mau, ou seja, para todos os gostos (que os há bons e maus...). E, assim, perde-se, em Portugal, ou chega-se sempre mais tarde, por vezes muito tarde, a oportunidade de ler livros bons, ou interessantes, ou de escritores de grande mérito, ou mesmo excelentes, escritores ou livros. Há uns anos, por altura da ...