Erros clamorosos. Líderes que nunca o foram

Portugal adora idolatrar. Há pelo menos três personalidades que foram tidas como líderes, um deles foi-o de facto, mas pelas razões mais pérfidas, outros nem bons chefes. E todos com a maior das malacias intrujadas em cérebros doentios.

Salazar. Cunhal. Soares.

Salazar ainda hoje é adorado. Muita gente o tem como um génio da Finança. O homem que inventou a solução austeridade que hoje repudiamos. Para resolver a crise que Portugal vivia, e por isso o foram buscar, aumentou impostos, extraiu dinheiro a quem não tinha e protegeu os mais ricos, com o mesmo argumento de hoje. O argumento de que tinha de poupar os grandes investidores para assim tornar possível o crescimento económico através deles. Resultado: uma profunda desigualdade ainda hoje enraizada na nossa sociedade e uma divisão social que, por exemplo no Norte da Europa, e mesmo em Espanha, não se verifica. Salazar nada tinha de génio, nem sequer de inteligente. Era uma mente doente, obsessiva, um rato de sacristia admirável e retrógrado. Mas há quem o continue a considerar um grande vulto da história. É assim...diferentes visões. Mas interessante é notar esta enraizada mania portuguesa pelo Estado, pelos seus serviços e pela fiscalização. Somos um povo a contraponto de toda a Europa, anacrónico e cego, e devem-lo muito a Salazar. Preferimos entregar a nossa vida a um livro invisível chamado destino, ou fado. Obrigado Salazar, por nos deixares obscuros e ignorantes.

Cunhal sim era um líder. Mas com todas as piores intenções enraizadas nessa mente não doentia, mas doente. Quem diz defender um povo para depois o trair com uma ditadura, que era o seu objectivo só pode ser doente. Ora, para recordar os esquecidos e, mais ainda, aos cegos por opção, nunca um comunista esteve no poder, em qualquer país do mundo, sem implantar a pior ditadura de todas. Os comunistas são especialistas em organização, mas criminosa. Não me interessa quem se choque com isto. A verdade existe para além do que vejamos ou pensemos. Isto comprova-o a história. Cunhal era um líder e inteligente. Dos três mencionados, era mesmo uma mente brilhante. Mas era o pior de todos em maldade. Não prestava mesmo como político, queria o nosso mal. O pior.

Soares nem foi líder e foi o pior dos chefes. Sem ideias, sem visão. Mas com uma. A defessa de uma rede de influências criada durante anos, nomeadamente colocando amigos na comunicação social que ainda hoje por lá andam. Criou a imagem distorcida de que a cultura é monopólio de uma "esquerda" (não há esquerda nem direita, insisto, insistirei...). A maior falsidade. E pior, nunca teve qualquer visão. Usou do termo Democracia para a sua vaidade pessoal e os seus interesse, que ainda continua a passear para ouvidos tontos. Portugal não lhe deve absolutamente nada. Excepto mais de obscurantismo, mais de ignorância e uma miséria generalizada que depois cresceu com Cavaco e todos os que lhe sucederam.

Três supostos líderes sem valor. Pelo menos valor que nos diga alguma coisa. Por causa deles, e outros ainda menores, que se lhes seguiram, estamos assim. Ignorantes, sem sabermos discernir quem nos pode defender e ajudar, e sabermos escolher (quando há escolha, que nem sempre houve, e agora não mesmo alguma!), e sem querermos sequer saber defender o nosso emprego e o nosso futuro.

Preferimos idolatrar quem não merece, viver de passado sem história de que nos possamos orgulhar, excepto se recuarmos quinhentos anos. um exercício cansativo e frustrante.

Três líderes. Trés mentiras.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Parece normal

Leituras recomendadas

Nenhum dia é suficiente para conter toda a luz