O Mundial de Futebol de 2018 na Rússia

"É uma vergonha(...) a Rússia, um Estado mafioso corroído até à medula pela corrupção (e anti-democrático, sendo que os russos não conhecem até ao dia de hoje um só segundo de Democracia, num país que manipula as eleições e goza com o seu povo e com os de outros países) ; o Qatar, um reino medieval sem liberdade de expressão, ambos nadam no dinheiro que o petróleo oferece". Dizem os jornais ingleses. E dizem muito bem.

Mas não dizem tudo, porque esquecem a China. E os interesses ingleses no petróleo. E a atitude do Reino Unido, logo após a independência de Israel, em que apoiaram os Árabes, com armas e recursos, porque o petróleo destes falava mais alto.

A hipocrisia e o mau perder é sempre evidente nos povos e países que se consideram a si mesmos superiores. E com uma hegemonia para todo o sempre.

Junte-se-lhe a arrogância e podemos ter um vasto conjunto de países, que remam a favor de uma muito evidente 'Realpolitik': Reino Unido, USA, Alemanha, Espanha, França, Holanda, Suécia, Suíça, China, Rússia, Índia. Japão...E a que se tenta juntar Portugal (quando tenta acordos com Líbia, Venezuela, China, Angola, e outros países onde os atentados aos direitos humanos mais elementares nos deviam impedir de qualquer aproximação), mas com ridículas posições, infelizmente.

A hipocrisia, ou cinismo são sempre maus princípios e formas de actuar condenáveis.

Felizmente, para Portugal, que não conseguimos ser escolhidos para o Mundial de 2018. Mesmo já com infraestruturas (que não devíamos nunca ter construído) já nos chega de desvarios e estúpidas, dispendiosas, decisões. Porque a última vez que nos metemos numa igual, em 2004, nos custou o que custou, e de nada serviu tentar-se esconder, ou mentir, sobre ter sido benéfico, pois ainda hoje e no futuro, teremos de continuar a pagar uma realização altamente deficitária e prejudicial.

Mas pactuar com hipocrisias e arrogâncias de mau perder, isso não.


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