24.2.05

Apanhado!!! Paga, malandro!

Muito bem. Sou um marginal. Um bloqueado. A Polícia Municipal de Lisboa bloqueou-me ontem o carro, pois estava estacionado com duas rodas em cima do passeio. Junto à Basílica da Estrela.

Naquele local de Lisboa, todos os dias é uma verdadeira "caça". E há razões para tal, de facto. E também não as há. De facto.

O meu carro, após quarenta minutos de gincana, nas ruas à volta da Basílica da Estrela, conseguiu encontrar um local, em princípio sem problemas, mas obviamente com duas rodad no passeio. Ele gostou do local. Um cantinho entre duas árvores, onde não impedia o trânsito circulante e onde até os peões- que normalmente insistem em circular na rua, e não nos passeios e, ali, há-os poucos, apenas os que se dirigem para as consultas do Hospital Militar- conseguiam circular, no passeio, sem nenhuma incomodidade.

Como o meu, outros automóveis haviam sido bloqueados. Um prémio de trinta, mais trinta, Euros, para cada um. Ao lado esquerdo da mesma rua- um pequeno arruamento em volta do jardim ("Jardim da Burra", por causa de uma escultura que lá está) encontra-se um sinal de estacionamento proibido e, por isso, o meu cauteloso carrinho, não quiz lá ficar. Esses sortudos não sofreram qualquer multa, ou se a sofreram foi apenas a multa e não o bloqueio/desbloqueio, de trinta Eurozitos. É assimesmo! Um sinal daqueles deve, afinal, querer indicar que ali é reservado aos membros do clube. Desse clube dos que diariamente levam com multas de estacioanamento e, como têm uma espécie de conta aberta, conta-corrente, na Polícia, têm, obviamente, direito a desconto. Uma espécie de pagamento domicíliado.

Porque nos próximos tempos, pelo menos, o meu carro terá de se contentar com essa demanda do abençoado lugarzito d estacionamento, tem agora é de decidir se quer tornar-se membro do selecto clube das multas, ou se continuará a arriscar. Ele ainda não entende é como, não estando a perturbar nehuma circulação, dos da mesma espécie dele, ou da espécie humana, lhe aconteceu sofrer aquele castigo para o qual, ainda por cima, não tendo meios de subsistência próprios, teve de pedir ao seu dono que o pagasse.

Hoje, logo de manhã, lá estavam os "cowboys" da Polícia Municipal na senda da contribuiçãozita para o erário público- a ver se um dia lá conseguem contruir mais uns parques de estacionamento- a mesno de três Euros à hora- que possa albergar, enfim, umas duas dezenas de espécimes tão indesejados como meu carrito.

Esta demanda do Municipal Graal, levará, inexoralmente à saída cada vez mais progressiva de escrit´rios e de habiatçºoes- também sem estacionamentos- para fora da cidade, contribuindo, assim, para a (não?) desertificação da cidade. Opções? Ou uns burrinhos a fazer das suas na gestão camarária?

Hoje não há quem consiga apanhar o meu carrito! Ele deixou-se ficar por um lugar belíssimo, com as quatro pernas fora de qualquer passeio e onde nem sinal de proibição existe. Foi hoje um sortudo! Os seus vizinhos têm, todinhos, duas rodas no passeio, mas como a rua é estreita, eles que estão em situação irregular, segundo o código, até estão a impedir menos o trânsito, de viaturas ou peões, menos do que o meu...Veremos quem, se alguém, ali é multado...(não me parece). Mas se eu fosse da dita Polícia Municipal, poria um papelinho no pára-brisas do meu carro a sugerir: "Noutra ocasião deixe as duas rodas no passeio. Assim, o seu carro não fica tão em cima da faixa de rodagem. Fica alinhado como os outros e os peões pasam sem problemas! Obrigado"- Esta é minha, que é coisa que eles não usam...

Hoje ele, o meu carrito, foi um sortudo. Pior é amanhã...e depois, e depois...

21.2.05

Sócrates...e a (ainda pouca) esperança dos póximos tempos

O que me faz rir e sorrir...o mesmo que diz a Hipatia no seu blogue. Rio, de sofrer da mesma síndroma da moeda, que refere o Espumante. Não por ser financeiro, monetarista ou agiota...mas por ser, como mais uns dez milhões (descontando os contemplados e seus friends –ia para acrescentar um prefixo a “friends”mas seria mal entendido...) vítimas de uma má moeda ter sido trocada por outra igualmente má. E isso...

...é o que me faz chorar!

O que me faz chorar, logo assim, ao primeiro dia, do “day after Lopes” é ter ouvido um líder vencedor, com expressiva maioria, ter usado como primeiríssima expressão: “Conseguimos, conseguimos!”. Isto dito na arrepiante entoação de quem estava muito mais preocupado pela sua vitória pessoal, que para já o destaca claramente de anteriores chefes do seu partido, sem dúvidas- e isso não me interessa rigorosamente nada!- mais vaidoso com o facto de ter afastado o adversário político, do que com reais e responsáveis preocupações com o nosso futuro comum.

O que me fez chorar, foi ter assistido ao eterno desfile de consagradas incompetências, que se acotovelavam nos últimos dias, junto ao líder, para surgir nas imagens o mais possível a junto a ele, personalidades que nos presentearam diversas vezes com a sua larga experiência de incompetentes, estado-dependentes, sem profissão própria e grandes protagonistas nesse movimento social de “ajuda-me-a-mim-que-também-te ajudo”...um verdadeiro polvo sugador das nossas contribuições para o Estado. Um corporativismo instalado há largos anos no nosso país...(a isto terei imensas oportunidades de voltar nos próximos tempos)

Chorar é o que me apetece ao ver todos os nomes que nos fizeram retirar Guteres do poder. Ver que todos eles serão a partir de agora os responsáveis por uma anunciada renovação, mudança de rumo, etc...

É o mesmo que esperar ensinar línguas a burros velhos! Renovar com gente antiga e viciada.

Fez-me ficar novamente preocupado por termos substituído mau por pior.

Ainda me resta um fôlego de esperança, muito ténue: o de ver Sócrates constituir Governo com base em novas caras. O de o ouvir falar do país e das suas ideias para o mesmo, o de não o ouvir dizer “Conseguimos, conseguimos”, com aquela malícia de quem mais se preocupa em esmagar adversários- dizendo-se ao mesmo tempo democrata- e o de não o ouvir dizer que conseguiram contra todos os que pensavam que eles não eram capazes...de ter maioria absoluta.

Maioria absoluta só por si não faz política, não traz reformas, não acarreta melhorias.

Gostaria de o ter ouvido como ouvi Cavaco quando ganhou a maioria: que era preciso trabalhar, trabalhar, apertar cintos, ter austeridade, não ser popular apenas para ganhar votos.

Gostaria de ter ouvido o futuro Primeiro-ministro do meu país falar, não de medidas e personalidades governamentáveis, obviamente, mas da ideia da resistência a clientelismos. Nunca ouvi...nem ontem, a primeira grande oportunidade para tal.

Sei muito bem que ser popular dá votos. Que os grandes grupos económicos sempre preferiram o PS no Governos, porque isso faz do Estado gastador o seu cliente privilegiado. Ma estou-me nas tintas para tais atitudes de empresários – tão maus como sabemos, tão preocupados em terem os seus elevados proveitos e salários (os mais elevados da Europa)...se, por essas razões, o país empobrece, e se degrada, social, cultural e economicamente.

Quero que o próximo Primeiro-ministro de Portugal me dê esperanças de não ver (vou resistir à tentação de dizer os sues nomes, mas todos os vimos) incluídos, sem excepção, no Governo que se irá constituir. Que esse Governo não despesista, que não vai ser mais popular do que eficiente (ao contrário de todos os outros governos PS que já tivemos). Que não andar todo o tempo a usar de demagogias tipo 1000 jovens licenciados para serem colocados em empresas- que não controla. Porquê mil? E não 322, ou 4625?? Em que se baseou?

O próximos Governos quer inaugurar um novo rumo e uma nova postura. Que comece por dar justificações a todos nós, dos seus cálculos superficiais, das suas ideias vagas e imprecisas, do seu desapego ao poder-pelo-poder, da sua independência pessoal de um Estado providencia (até agora só tenho visto os mesmos políticos que só foram isso mesmo na sua vida: políticos...estado-dependentes).

Não quero assistir mais a estúpidas manifestações de regozijo desajustado como as que ontem assisti no primeiro discurso de Sócrates. Não o vamos pagar para isso. Já tivemos disso o bastante. Quero que trabalhem para todos nós. Para isso foram eleitos, para isso serão pagos.

Se tirámos do poder a incompetência comprovada de Santana, só faz sentido que se melhore com este Sócrates.

Mas o seu primeiro discurso de vencedor, foi preocupante...e confrangedor.

Mas até Outubro (altura de leições auta´rquicas) podemos bem esperar por políticas populares. Tentem fazê-las coincidir com medidas eficazes e de melhoria, por favor.

Para que deixemos de chorar pelo nosso querido Portugal!

19.2.05

"A Verdade Não Mora Aqui "

O artigo do Professor Medina Carreira, no Público do dia 1 de Fevereiro (de leitura obrigatória, em meu entender)...que, inicialmente, me havia passado ao lado...elucidou-me, agora, de forma cabal, sobre a TOTAL irrelevância (não digo inutilidade, que não significa bem a mesma coisa), nas actuais circunstâncias, dos resultados das eleições de Domingo, excepto numa lógica de defesa da camisola, o que é pouco, muito pouco. Mesmo assim, por uma questão de princípio, vou votar. Mas há momentos em que a defesa dos princípios, como este de dar cumprimento a um acto de eleitor responsável, me deixa com sabor a pouco, muito, muito pouco. E lá vem o desencanto...

Talvez procurar um outro país de abrigo?

17.2.05

O rugido da (verdadeira) Fera..ou um teste de Q.I.?


A política portuguesa precisa de "pessoas altamente preparadas e altamente formadas"

Em vista de tais declarações, que irão fazer "escola"...já que o senhor que as proferiu é com certeza melhor do que os outros (tem-se visto...), proponho um questionário simples especializado e direcionado para todos os para aspirantes à vida política e partidária, como parte integrante e fundamental dum exame de admissão eliminatório a um qualificado e restrito curso de ciências sócio-políticas - esta frase devia, pela sua simplicidade e evidente inteligência, ser aproveitada para um referendo, não acham?

Observe com muita atenção a foto acima e assinale a respota correcta:

1. Este homem quer engolir o microfone

2. Vai oferecer um dos seus jargões preferidos à classe jornalística

3. Diz, berrando bem alto, para que o ouçam bem (quando é o ouvem, bolas, quando?): Olhe se eles (os políticos) fossem como este senhor aqui atrás, tudo era bem diferente!

4. (Voci)Fera para os representates dos media: Quem me chamou Sem Paio? Quem???

5. Pergunta para quem o estiver a ouvir( ainda há quem?): Isto aqui são gelados de quê?

6. Pensa em voz (muito) alta ( que tem há quem faça ruído a pensar, não há?): Aquele gajo ali atrás ri-se de quem? De mim? Ou da actividade dele ter mais eleitores do que a minha?

Atenção Sr. Canditato:
Não se precipite. Reflicta. Pense, raciocine, faça uma introspecção, um estudo, nomeie uma comissão e crie um Instituto, se necessário for, mas responda em consciência.

As soluções serão publicadas após 20 de Fevereiro.

Um nada-sério aproveitamento de um post sério de um amigo em estado febril...com a devida vénia e um upsss! de última hora Posted by Hello

15.2.05


1965 Nat King Cole dies

Jazz singer and pianist Nat King Cole dies of lung cancer at age 46. (In The History Channel)

Nat King Cole faleceu há quarenta anos, de cancro pulmonar. Não sendo um admirador especial da sua música, reconheço, porém, ter tido o mérito de criar um estilo muito próprio, muito pessoal, o que, para mim tem sempre um valor acrescido quando se trata de uma actividade criativa.

Mas há um aspecto interessante- e polémico- associado à morte de Nat King Cole: a sua filha publicou, em 1991, um álbum em mistura de voz com a do pai (Unforgettable With Love)...montagem elaborada electronicamente, com uma perfeição técnica inexcedível. O álbum foi sucesso, nos tops como Nº1, durante cinco semanas e ganhou mesmo um Grammy for Best Album of the Year.

Se para mim, o caso concreto do album em causa, não me causa repulsa nem me surpreende, deixa-me ainda assim a interrogação sobre a autenticidade e valor de tal tipo de trabalhos de montagem- mistificação?- tal como, aliás, e bem pior, o hoje usado e abusado play-back, em espectáculos ao vivo e, principalmente televisivos. Não me conseidrano purista, nestas coisas, fico, em todomo caso, com a sensação de estar a assistir a uma espécie de "arte de plástico" que não me agrada.
Posted by Hello

4.2.05

Incompleto, mas clarificador.

Concordo com o Espumante. Santana demonstrou, talvez não, porventura, uma superioridade, em termos de projecto e isto, toca muito de perto a opinião de alguns (os jornalistas parecem ter uma estranha tendência para a esquerda, mas hoje uma sondagem televisiva contradisse-os quando 71% das chamadas telefónicas deram a vitória do debate a Santana, com 29% para o demagogo Sócrates), que respeito, mas da qual discordo, quando se diz que não os preocupa o programa (de Governo), mas sim a possível ( a capacidade de) reacção às dificuldades. Explico logo a seguir...- mas demonstrou-a na segurança, que é importante em política, ou seja a tal capacidade em saber reagir, em situação de dificuldade.

Assusta-me pensar que o Primeiro-ministro reagirá, perante adversidades, como esta das insinuações à intimidade de Sócrates "à Sampaio", " a quente", irracionalmente, desmesuradamente, com irritabilidade, amuo e infantilidade. Não pode ser.

A única coisa em que dou o benefício a quem pensa que Santana foi e pode ser uma má experiência para Portugal, é na demonstrada ineficácia governativa e cadeia de trapalhadas de Santana nos últimos meses. Mas, contrariamente ao que disse Sócrates, que puxava o seu adversário para explicações sobre o passado, mas que sempre se recusou a aceitar que o PSD fizesse o mesmo em ralação a Guterres (!), Santana deve falar do futuro! Tal como pretende que faz, o próprio Sócrates. é o mais importante agora, de facto. Pois o passado mancha-os a ambos, já que Sócrates foi do Governo, o pior de sempre em mais de 200 anos de história, do incompetente Guterres.

Muita gente tende a gostar do discurso belo ou encantatório, mas de facto, as coisas mudam-se começando por projecto, depois em programa e, seguidamente, com acções. E acções, significa, passe o pleonasmo, agir. Não é reagir. Principalmente não é reagir como fez Guterres, com o mesmo elenco governativo que agora apresenta Sócrates. Não é governar para agradar, apenas, embora também isso seja importante (quando possível).

Mas ainda há outro aspecto, subjacente ao discurso dos dois políticos, no debate de hoje: Sócrates pretende ganhar eleições e, para tal ele e o PS (no oportunismo a que nos têm habituado, e nas actuações dos últimos anos) aproxima a prática política da do PSD e até do PP. Isso nunca foi a prática do PSD...

Mas isso dá razão, no caminho certo a traçar e percorrer, a quem? A quem imita, ou a quem é imitado?

Um partido não é apenas o seu líder. E no caso do PS, o líder até é melhor do que o seu partido, No caso do PSD, nesta fase, acontece precisamente o contrário. Eu prefiro a segunda alternativa, ainda assim.

1.2.05

Paralaxe


Freitas do Amaral, fundador do CDS, com Amaro da Costa, decidiu em vésperas de campanha eleitoral, para as legislativas de 20 de Fevereiro, apelar ao voto no PS(!) e a uma votação que dê a este partido a maioria absoluta. Com justificação nas vantagens do programa de Governo do PS, em relação ao PSD.

Acrescentou que está no mesmo espaço político em que sempre esteve. Querendo com isto dizer que os partidos à direita do PS é que se voltaram, nos últimos anos, “mais à direita”.

Erro de paralaxe, Senhor Professor! Acontece...

Ainda teve o descaramento bastante, para afirmar que, se fosse vivo, Adelino Amaro da Costa, co-fundador do seu antigo partido, estaria hoje no mesmo espaço do que ele, Freitas- quanto a isto o CDS/PP já lhe deu a resposta, pela mão de Anacoreta Correia, afirmando que Amaro da Costa não era uma sombra de Freitas, muito pelo contrário...

Coincidentemente, surgem agora, cada vez mais, notícias e opiniões sobre a possibilidade de Freitas do Amaral ser candidato do PS à Presidência da República. Ainda espero que seja mais um erro, de paralaxe, ou de outra família de erros...
Onde antes estaria Guterres, como candidato “natural” do PS (bailhamedeus!, como diz uma pessoa amiga, ou “que venha do diabo e...”)

Este raro sentido de oportunismo, perdão, oportunidade, até se torna arrepiante. E ofensivo. Para as nossas inteligências.

Muito dificilmente comparáveis à do “delfim” de Marcello Caetano, em acutilância e argúcia, mas incomparavelmente mais sensatas...

Erro de paralaxe Senhor Professor? Ou arrogância fora de prazo?

Deixe lá...também vou envelhecer, todos vamos, é inexoravelmente verdade.

Mas quando tal nos acontecer, ao menos, não nos deixem fazer tais figuras tristes. Olhe, junte-se num lar, ao seu “amigo” Dr. Soares (aquele que tem “catarro” à frente das câmaras da TV) Posted by Hello

Geomorfismos Posted by Hello

Aquamorfismos Posted by Hello

Infloral Posted by Hello