Sempre achei interessante que se defenda, muita gente o faz, que os clubes têm uma espécie de natureza própria e distinta uns dos outros. Que o Porto, e os seus adeptos são mais agressivos, os do Sporting 'mais selectos' e os do Benfica, mais 'populares e mais democráticos e respeitadores'. Não entendem as pessoas que ser-se de um clube é o mesmo, ipsis verbis, que pertencer a uma religião. Mesmo sendo pouco praticante. É-se, porque sim. Porque já eram os pais, etc. Mas os clubes mudam tudo. O seu presidente, o seu treinador, os jogadores, tudo. E do clube do ano anterior, só restam as cores e a simbologia. E, se num momento, um clube é mais complacente, apresenta mais 'fairplay', noutro, é exactamente tão sujo e pouco recomendável como outros já o foram. O árbitro não incluiu a agressão de Jorge Jesus no seu relatório, mas isso nada tem a ver com as influências do Benfica junto dos árbitros... O jornal 'A Bola' ignora ostensivamente a agressão. Mas is...