O Palhaço

Já sabíamos. Sabíamos que temos no lugar de Primeiro-ministro não uma pessoa normal, sensata, razoável, com sentido de Estado, que se recusasse a entrar em jogos infantis, clubistas, narcisistas, de poder esvaziado. Sabíamos que como Primeiro-ministro temos, há mais de seis anos, um palhaço. Mas um palhaço perigoso. Manipulador. Despótico, totalitário, sem pudor e sem escrúpulos, que não se inibe de usar qualquer recurso, mentira o mínimo, mas ainda usar pessoas, com bem mais dignidade do que ele, aliás fácil tê-la, ao seu lado, um ser abjecto, como só os ditadores merecem o epíteto.

Sabíamos que esta critura, do pior que um homem pode ser e prestar-se a ser, se intromete em tudo e com todos, usando a sua Central de propaganda, profissional e experimentada, idealizada já antes dele, com Soares e Guterres, mas aperfeiçoada com ele, usando todos os instrumentos que a lei e o Estado Não lhe conferem, como ter na sua dependência directa o chefe dos serviços de informação e segurança, com designação distinta da do tempo de Salazar, mas as mesmas competências e muito mais instrumentos, mais modernos meios, do que uma PIDE, e concentrar em si, pessoalmente, a autoridade de conceder carta de jornalista, a que junta a de nomeação, ainda que em empresas privadas, de jornalistas com poder de influência e decisão.

Sabíamos que esta criatura, que se tem sujado com as suas mentiras e falácias, propagandas e actos de teatro, tem vindo a usar algumas pessoas que, elas mesmas tendo vindo a fazer figuras tristes e usar de mentiras e truques, ficam sempre reféns dos interesses pessoais de ser tão mínimo.

Mas não se esperava ver um Teixeira dos Santos marionete, fantoche político de alguém que não merece nada mais do que o Tribunal e a cadeia.

Esta criatura tem usado o país a seu bel-prazer, não sem avisos múltiplos de muita gente, mas com a aura de quem, como os ditadores, usa a mentira, que é bem mais fácil de se usar do que a Verdade, para por um país de quase novecentos anos, subjugado ao seu poder reptiliano. Tem usado os recursos deste país e as pessoas que cá vivem. E se deixam levar nesta onda falsa de 'optimismos' nunca confirmados, de esperanças todas deitadas por terra, de futuros que ele nos tem sonegado.

Teixeira dos Santos deu a cara, não tendo de o fazer, convicto de que conseguiria torcer pela força dos números e da verdade, primeiro internamente, nas discussões com a criatura falsa e facínora, depois convencendo o Partido que o apooia e, o país, de seguida, que é sempre o mais fácil com um povo anémico e desinformado, que se inibe e ausenta de se interessar e discutir a sua própria vida e o seu futuro. Teixeira dos Santos também deu cara ontem, dia da mentira mais vil de triste da vida deste governo de marionetes manipuladas sem carácter e vontade própria, quando a criatura mais uma vez fez o seu teatro, falando do que não iria acontecer com o acordo com o FMI/BCE/FEEF. Mas não falando do que iria acontecer, a nós, não a ele, protegido na sua função e no que já conseguiu de estatuto imerecido, mas que um dia lhe será retirado quando se sentar no Tribunal da história.

Com cara lívida, sem a mais ínfima expressão, Teixeira dos Santos apareceu ao lado de Sócrates, criatura sem adjectivos que não pejorativos, mas justos, para mostrar não se sabe a quem, que já percebemos todos o jogo sujo deste ainda usurpador do título de chefe do governo, não por que não tenha ganho eleições (como Hitler as ganhou também, manipulando e criando factos inexistentes), mas por nos ter roubado os recursos financeiros e o futuro, o ministro das finanças que ainda lutou pelo saneamento das Contas do Estado, passou pela vergonha derradeira de aparecer em público ao lado deste infame Sócrates. Para apenas ali estar, sem fazer a mínima expressão, como a dizer-nos a todos que ele nada tem a ver com esta negociação (provavelmente mal conduzida, como já saberemos proximamente...), que nada tem a ver com estes momentos fúnebres a que Sócrates sujeitou o país, por ter desbaratado tudo o que podia, presente e futuro, em recursos humanos e financeiros.

E assim se viu, uma vez mais esta vergonha nacional, que muitos, os que não sabendo ainda, ficarão bem mal na fotografia, mais tarde, de um indivíduo a mentir ao país, e a omitir o mais importante.

Não sei o que acontecerá a Portugal se os Partidos da Oposição não retirarem o Poder a esta criatura sem nível, mas sei que se assim não acontecer este povo fica na história da Europa por conseguir aquilo que já desde o tempo de Hitler ninguém conseguia: dar poder a um facínora perigoso que adoraria, e pode vir a conseguir, retirar-nos ou amordaçar-nos a Democracia.

Mas sei, acima de tudo, uma coisa: que é preciso ter uma única fé, não religiosa, mas secular e democrática de que um povo com nove séculos de independência no último momento irá fazer a justiça que os Tribunais manipulados não lograram e por, de uma vez, fora do poder este indivíduo sem carácter (para não me alargar em mais adjectivos daqueles que usamos para nós em silêncio e no foro privado...). Em Junho, no dia 5, espero que o nosso povo, saiba finalmente correr com este Palhaço que julga poder enganar-nos a todos.

"Pode-se enganar alguns por muito tempo, pode-se enganar todos por algum tempo, mas não se pode enganar todos por muito tempo" (para sempre). Já o disse Lincoln e eu subscrevo, por que o momento parece ter sido feito para esta sentença sábia do popular Presidente dos EUA.

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