27.2.10

Público: DIAP investiga Associação Nacional de Farmácias

Como eu dizia há uns tempos...aqui.

Levaram tempo...dois anos, a perceber. Incrível! Este é apenas mais um caso. Ou mais uma faceta do mesmo caso. O Caso Sócrates. Um caso que nos compete a nós resolver. Não esperemos que este homem, esta criatura, se vá demitir e nos deixe chorar a vergonha de um dia o termos eleito (não eu, enfim...).

Não esperemos que os amigos, como o Procurador Geral da República, que alguns pretendem agora também intocável e inatingível, 'um homem acima que qualquer suspeita' (ou da Lei? Não queriam mais nada...), vá resolver o caso Sócrates. Ou que o PS vá alguma vez admitir que algum dia errou no líder e que dê o dito por não dito. Nada disso. O 'Caso Sócrates' terá de ser resolvido por nós, os 'outros'. Com o que isso acarreta de imagem, pois nós, povo português, que querem que nos sujeitemos às pessoas, seremos acusados de muita coisa, e não coisa boa. Mas o que tem de ser, tem de ser.

Não esperemos que o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, mais um amigo, eleito por amigos escolhidos no PS (os membros do Supremo são de escolha partidária e depois elegem o seu Presidente), vá também ele resolver o Caso Sócrates. Nada disso também. Os amigos estão nos cargos para isso mesmo. Ajudar amigos e amiguinhos, foram anos e anos pô-los lá.

E esta imagem d inocentes? E de íntegros profissionais? Ainda acreditam nisso? Pois se o mais elevado membro do mais elevado ógrão executivo da nossa Administração é claramente mentiroso, corrupto e outras coisas piores, quem se espanta com juízes ou ministros, ou Administradores de Empresas ou de Bancos? Alguém duvida que o BCP é um Banco do Estado, ou melhor, privado mas controlado pelo poder político? Alguém duvidou da colocação como Presidente, de Santos Ferreira, por ser membro do PS, ao serviço do PS e, em particular do seu 'chefe'? E que assim, e através do controlo efectuado pela Caixa Geral de Depósitos, banco do Estado, concorrente do BCP, mas accionista de referência do mesmo BCP, o Governo controla mais um Banco e a Banca no geral? (através de outras participações amigas e interessadas no Estado como principal cliente, caso do BES, por exemplo).

Afinal, há 'Polvo' ou não?

Esperemos por mais notícias e logo se confirmarão estas e outras minhas palavras.

26.2.10

A Comissão de Ética (indesejável, claro)

AR: José António Saraiva diz ter recebido ameaças de morte e revela pressões sobre o SOL

Fizeram eco, as frases de José António Saraiva, director do Semanário SOL, hoje no Parlamento. Segundo disse na comissão de Ética, o BCP de Santos Ferreira e Armando Vara foi, desde o início, hostil com a direcção do SOL. Além disso, José António Saraiva diz que o poder judicial está a encobrir o poder político. José António Saraiva insistiu na ideia de que há pressões sobre o SOL, e relata o caso de alguém próximo do Primeiro-ministro que pressionou a direcção do Jornal, por causa das notícia do caso Freeport. Daqui, terão resultado mesmo algumas ameaças de morte, revelou o director do jornal

in RTP, 26.02.2010


São todos mentirosos, só um fala verdade: Sócrates. (e apaniguados, 'La Cosa Nostra')

O nervosismo de alguns deputados, ao serviço do 'Polvo' é sintomático. E é, de facto, uma triste figura. Quando Henrique Monteiro e José António Saraiva, dois dos jornalistas mais reputados e informados em Portugal, dizem o que sabem, são logos atacados. Servirão eles um poder oculto, ou...o poder (o que existe, efectivamente) não os tolera? Novamente me lembro de George Orwell e da sua obra "1984"

A ler, e reflectir...

Hoje deu-me para referir e referenciar artigos de outros, mas quando escrevem melhor, mais esclarecidos e mais objectivamente do que eu...

Leia-se este excelente texto do Espudamente, aqui.

E leia-se o artigo do público, claro que é mais um jornal que inventa e mente. Ou não fosse o caso de ter opinião diversa da do 'Polvo'-Sócrates. O Público, mas podia ser outro qualquer. Eu sempre disse que a 'criatura' não se licenciou, mas até houve quem inventasse um MBA, e com 16 valores, para o 'dito'. Não é grave? Que interessa que seja licenciado (até interessa, num país europeu que se diz moderno e com bons quadros, etc, etc. Mas enfim.) Interessa é a mentira e a fabricação de provas (aliás nunca as houve e tudo se arquivou, pela mão do amigo Procurador Geral). Interessa a integridade e a dignidade de uma criatura que ocupa um lugar de destaque no Poder Executivo, o lugar máximo, porque interessou em tempos ao seu esfarrapado Partido.

Mais um mentiroso. Quem se espanta, já?


Rui Pedro Soares, desmentido, como aliás já Todos sabíamos, por Carlos Barbosa. Aqui.

Um 'puto' como Administrador da maior empresa portuguesa. Porque os Boys socialistas são gente superior, e não precisam de dar provas de coisa nenhuma. Mas que o 'puto', armado em educadinho e elegante, se queira armar em engraçadinho, porque se trata de uma empresa onde o Estado tem uma (estúpida e anacrónica, asfixiante e estranguladora) 'golden-share', isso é outra coisa.

Mesmo que se tratasse de uma empresa cem por cento privada, há regras para operar nos mercados, há procedimentos adequados e outros que não o são. E o respeito pelos consumidores não fica em feito em tábua rasa', ainda que a PT seja mais controlada por privados do que pelo Estado.

Ir à Assembleia da República e mentir com os dentes todos e também omitir...

Alguma forma e alguma solução tem de haver para terminar com este ibero-americanismo da nossa política. Uma votação num Partido não lhe dá o direito de nos administrar mal, de se usar de meios corruptos, de abusar de jogos de poder e de influência e usar e abusar dos parcos meios financeiros e económicos do país. Tem de haver um fim para esta gente.

Um dia acordaremos com uma notícia de algo drástico e mais grave que virá da revolta de da vergonha do nosso povo...

Um grande profissional com trinta e seis anitos...um génio como todos os que o PS descobre. PS, a escola dos génios e intelectuais ...

Tristes de nós, pobre e podre Democracia. Entregue a tanta corrupção e mediocridade.

A Verdade e o Amor de Sócrates-1984


Um excelente artigo de Paulo Pinto de Mascarenhas, aqui. Mais uma pessoa que pensa, obsessivamente, pela sua cabeça. Mais um jornalista cujos artigos vão parar às Catacumbas de Sócrates, Jorge Lacão, Santos Silva e o ministro-para-todo-o-serviço, qual mordomo especial e leal, Pedro Silva Pereira.

Apenas negar que se fez ou pensou e já está...nada mais é preciso, porque na sua Magnânima Pessoa, os Socialistas (este e não os verdadeiramente democratas de outros tempos) são Detentores da Verdade e do Amor Social. Pensam...somos tãoooo bons que nos basta negar e todos confiarão e nos seguirão.

Não sabem eles que serão todos, sem excepção, substituídos pela mesma máquina partidária que lá os colocou? Coitados...


Eduardo Prado Coelho


Este texto não é meu. Nem tenho gabarito para o escrever assim. Nem tenho o reconhecimento público para poder ser ouvido, tal como um Homem desta Estatura Intelectual e Humana, como Prado Coelho. Não concordei sempre com as suas opiniões. O que é saudável e, aliás, substancialmente normal. Não colocaria todos os governantes que temos ou tivemos no mesmo grupo, no mesmo 'cabaz'. Por mim, acho que alguns são primeiros responsáveis pelo muito que nós somos colectivamente. Mas isso não iliba as nossas responsabilidades pessoais. Mas basta assistirmos ao miserável espectáculo da mentira e falsidade, e da farsa, actual dos nossos governantes, para quem basta um desmentido sobre um facto para ele passar a ser irrelevante, ou mentira em si mesmo, para que as diferenças se possam evidenciar. Mas, na realidade...Prado Coelho tem razão, em Substância.

Nem sempre foi ouvido, ou lido, com a atenção que merecia. Mesmo quando se podia discordar dele. Pode ser que após a sua morte se dê relevo ao que pensava e dizia. Porque o merece. Porque toda a vida fez o que muitos de nós não fazemos: aperfeiçoar-se, aprender, cultivar-se, ser melhor. Como muitos hoje, ainda vivos, que também não são ouvidos, porque incómodos. Como António Barreto, Pacheco Pereira, Pulido Valente, Sousa Tavares e muitos mais. Hoje a moda é eliminar, ostracizar, quem se nos opõe. Quem pensa por si mesmo. 'Quem não adere ao pensamento único'. Prado Coelho lutou, intelectualmente, por aquilo em que acreditou e pela essência da liberdade: cultura e conhecimento. Sem isso ninguém é livre, mesmo que tenha os meios económicos bastantes. E sendo livres, somos melhores, mais criativos, mais sólidos no nosso humanismo, mais úteis e solidários, conscientemente, também.

Este texto é de um grande pensador. De um grande Homem. De Eduardo Prado Coelho.

Precisa-se de matéria prima para construir um País”


Eduardo Prado Coelho - in Público



A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, 
bem como Cavaco, Durão e Guterres.

 Agora dizemos que Sócrates não serve.

 E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. 

Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão
que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
 O problema está em nós. Nós como povo. 
Nós como matéria prima de um país.


Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda
 sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
 Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude
mais apreciada do que formar uma família
baseada em valores e respeito aos demais.
 Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país:

-Onde a falta de pontualidade é um hábito;

-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

-Onde há pouco interesse pela ecologia,

-Onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois,
reclamam do governo por não limpar os esgotos.



-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.


-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que
é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.



-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis
que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média
e beneficiar alguns.



Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas
podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.



-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços,
ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada
finge que dorme para não lhe dar o lugar.



-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro
e não para o peão.



-Um país onde fazemos muitas coisas erradas,
mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.



Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,
melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem
corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.



Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português,
apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim,
o que me ajudou a pagar algumas dívidas.



Não. Não. Não. Já basta.



Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas,
 mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. 



Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTICE PORTUGUESA' congénita,
essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui
até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana,
 mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, 
é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, 
ELEITOS POR NÓS . Nascidos aqui, não noutra parte...



Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje,
o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima
 defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

 E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, 
mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a
 erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.



Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,
nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.



Qual é a alternativa ?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei
com a força e por meio do terror ?



Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece 
a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados,
 ou como queiram, seguiremos igualmente condenados,
 igualmente estancados... igualmente abusados!



É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa 
a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
 como Nação, então tudo muda...



Não esperemos acender uma vela a todos os santos, 
a ver se nos mandam um messias.

 Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses
nada poderá fazer. 



Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. 

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
 francamente, somos tolerantes com o fracasso.



É a indústria da desculpa e da estupidez.

 Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, 
não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) 
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, 
de desentendido.



Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
 QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. 

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa ?... MEDITE !”


22.2.10

Temporal devastador na Madeira


A Madeira foi fustigada este Sábado por um temporal talvez nunca antes verificado. Ou de que não há memória. As causas, do ponto de vista natural e do clima, podem nunca ser esclarecidas. E, se o forem (como atribuir as causas destes graves acidentes naturais a alterações climáticas), nada nos diz que se poderão evitar ou mesmo minimizar.

Um radar meteorológico que falta na Madeira (por responsabilidade nacional, visto que o Instituto de Meteorologia depende directamente da sede em Lisboa), dizem-nos, podia ajudar a prever com cerca de três a quatro horas de antecipação, mas pouco ajudaria na prevenção das consequências verificadas. Eventualmente um alerta lançado a tempo poderia evitar minimizar o número de mortes e acidentados, mas poderia ainda ser ser marginal o seu efeito, ou mesmo ser mais grave.

A força das águas, que ganharam energia cinética pela construção efectuada no sentido de corrigir os cursos de água, as ribeiras, foi a maior responsável pela imensa destruição e devastação quase generalizada, numa bela cidade de cerca de cem mil habitantes. Mas ainda assim os aluimentos de terras destruiriam e matariam, como destruíram e mataram. Nada poderia ter feito parar esta imensa e, felizmente absolutamente excepcional, força destruidora da natureza. Talvez um sistema de redução da energia e fluxo da água nas ribeiras pudesse ter minimizado e de forma significativa os estragos verificados, em habitações (essas sim em locais de alto risco e que terão de ser repensadas, assim como todo o ordenamento urbano), em viaturas e a morte por arrastamento de tantas pessoas.

A Madeira é uma ilha belíssima pela agressividade fascinante das suas montanhas, cabos, escarpas e pela profusa vegetação. O clima é bastante ameno e convidativo. As tradições turísticas são das mais antigas de toda a Europa e as mais antigas com continuidade, em Portugal. A Madeira é a região com turismo de mais elevada qualidade em Portugal. É uma terra difícil, de grandes declives e recortadas encostas, onde fazer agricultura é quase uma aventura.

O seu povo, ainda pouco evoluído socialmente, para os padrões europeus, fruto possivelmente de políticas erradas de muitos séculos e que a Democracia não conseguiu ainda corrigir, é um povo extremamente lutador, dentro e fora da ilha. Um povo que ama incondicionalmente a sua terra.

Há muitos anos que a Madeira é dirigida por um homem que comete excessos de linguagem e dá pouca importância a um rigor financeiro e económico, tanto quanto denota algum desprezo por algumas regras essenciais da Democracia. Mas este homem também foi responsável pelo actual desenvolvimento notório da Ilha. E pelo melhor rácio de aplicação de verbas, quer do Governo central, quer da União Europeia, em todo o Portugal e toda a Europa.

Na Madeira todos os Bombeiros são profissionais. A ilha tem a melhor distribuição de centros de saúde de todo o país. É uma das regiões com melhores equipamentos socais em Portugal. As obras públicas, as mais difíceis em Portugal dada a orografia da Região e natureza rochosa, exigem elevados conhecimentos técnicos e, não por acaso, algumas das obras de engenharia mais difíceis e arrojadas se situam na Madeira. Esta ilha tem lutado para avançar no tempo e melhorar as suas condições de vida, ainda assim tão duras para tanta gente. Há imensas diferenças sociais ainda por resolver. Imensas feridas e sofrimentos, numa terra de clima habitualmente ameno, mas que ciclicamente é atingida por estes fenómenos naturais.

O que aconteceu neste Sábado foi uma autêntica calamidade, com consequências gravíssimas, do ponto de vista humano, social e económico. O Turismo, principal actividade económica sofrerá profundas e alargadas consequências, no tempo e na substância.

Todo o país demonstrou uma solidariedade fantástica que o povo madeirense agradece e nunca esquecerá. Nestes momentos podem verificar-se como se diluem ou apagam as diferenças políticas, mas ainda há quem use de algum veneno ou de um sarcasmo imperdoável, mencionando personalidades, num tom irónico ou jocoso, e destacando-se, assim, pela negativa, da elevação altruísta que estes momentos exigem.

Aos habitantes desta ilha linda e lutadora, que sofrem com tudo isto, a minha palavra de solidariedade, como madeirense e como português.

Monsaraz




Monsaraz (Direitos Reservados por Alexandre Bazenga Fernandes)

18.2.10

Controlar Órgãos de Comunicação não é Crime

"Controlar Órgãos de Comunicação não é Crime", diz o Procurador Geral da República. E já o sabíamos. Em inúmeras situções nó portugueses colocamos as questões sob o prima da legalidade, ou da falta dela.

Parece-nos fazer sentido que assim seja. Mas legal e justo serão a mesma coisa? E Justo e correcto? Ou adequado às circunstâncias do momento? Ou lícito e não legal? E legítimo? Moralmente correcto? E politicamente correcto, lícito ou justo sensato?

Tudo são formas, ou perspectivas de analisar um assunto, tão gravoso, e que urge analisar, e resolver, como este designado 'Caso das Escutas' ou da 'Face Oculta' ou ainda outras situações e 'casos' que ligados ou não a estes mencionados, também envolvem a falta de honestidade e lisura do Primeiro-ministro.

É já óbvio que no ponto em que estamos, este ou estes casos não se podem ver, e resolver, de um só ponto de vista e, muito menos, do da legalidade, ou da legalidade 'tout court'. E também não podemos apenas ficar-nos pela questão da 'Liberdade de expressão' ou de Imprensa. São tantas as situações, que têm surgido ligadas a Sócrates que dificilmente se poderia dizer que se tratam sempre, ou quase, ou pelo menos alguma vez, de conspiração ou campanha contra a sua pessoa. Impossível.

Mas bater nesta tecla, da perseguição ao PS, tem várias consequências, sendo que uma delas, a não menos relevante, é a da perda da verosimilhança dos argumentos (dos socialistas), ficando-se com a impressão de que o exagero de protecção ao homem acontece mais pelo desespero, do que ainda se venha a descobrir, ou da perda do que até agora era visto como o único líder possível e credível para os socialistas.

Insistir, por exemplo, na ilegalidade dos processos e procedimentos, que levaram à divulgação destes casos, insistir em que as escutas não foram válidas, insistir em que a liberdade de imprensa e de express-ao não foi posta em causa, insistir em que não pode haver investigação, porque há erros processuais, é por leis, regras, formalidades acima e antes das pessoas, e do país e do que é lícito, moral, justo e correcto. E digno.

Assim, o PS pode correr o risco, como Partido de um dia ser visto como o partido que protege os seus lideres, e muito bem em circunstâncias normais e menos gravosas, contra tudo e contra todos, esquecendo-se do respeito e explicações que deve sempre ao país e aos seus eleitores, também eles, muitos, socialistas.

Não me espanta ou surpreende que grandes personalidade do (antigo) PS defendam a todo o custo o seu actual líder partidário. Custa-me mais ver que esse líder também o possa ser em termos intelectuais, ou morais e políticos, quando já só duvidam das suas ilicitudes e atitudes mafiosas, alguns, poucos, defensores mais clubistas, que por norma nunca se interrogam sobre o líder, ou o chefe, e nunca o põem em causa.

A história está cheia de casos destes. E semrpe foram casos tristes que conduziram a situações muito más, para os visados e para os que os defendem. Mais inteligente seria questionarem-se e iniciarem um processo de autêntica protecção à sua instituição, ao seu Partido, que conduzirá à sbustituição desse (mau) chefe (de cariz mafioso).

12.2.10

António Costa...(não era necessário)

Não há qualquer matéria criminal, segundo o Supremo Tribunal de Justiça, disse António Costa. Pois, então é caso para se dizer, sem qualquer sombra de dúvidas, qualquer, que o Presidente do Supremo não nos inspira qualquer, qualquer, confiança sobre a sua dignidade e homem de bem e de verdade, o que é o mesmo que dizer que deve ser demitido, se não se demitir. Tal como O Procurador Geral da República.

Mais dois, apenas. Que não contam nada, também. Num país decente só contam os que não entram em conspirações como esta, que é evidente, berrante, demais. E se não fossem PS eu diria precisamente o mesmo! Como tenho dito, tantas e repetidas vezes, de alguns PSD, que ainda por lá andam...

Ou a política se torna mais séria e ganha credibilidade, ou terei de concordar com o que diz o meu amigo deste excelente Blogue.

Acho que, se não mudamos isto, ele tem razão, ou seja, teve-a já o velho Ditador quando afirmou que "cada povo tem o Governo que merece" (António de Oliveira Salazar). Pois se votaram nele e já havia tão fortes suspeitas...e se ainda agora se fabricam sondagens a dar-lhe vantagem...

A quem pedir, então, respeito pelas Instituições?

E, já agora, onde anda Cavaco Silva?

Mas António Costa, um dos pouco notáveis de recurso do PS, que ainda se pode demarcar desta vergonhosa direcção socialistas, apostada na destruição do seu Partido, porque se envolve tanto na defesa de tal criatura? Já António Vitorino tem andando tão perto de se sujar com estes assuntos...

Não era necessário...

Porquê? Não façam a isso, a vós mesmos e ao Vosso Partido, e ao país!

Escutas, crime e desmentidos


Pedro Silva Pereira. O mago das mentiras do Governo. Acha ele, eles, que lhe basta desmentir? E quem acredita? Só por cegueira clubista...e absolutamente facciosa, ou com interesses idênticos...

Ora é crime a divulgação de escutas...
Também era crime fazer o 25 de Abril... Não era legar fazer um golpe de Estado, como o 25 de Abril.
Será que interessa sequer, por segundos que sejam, discutir a legalidade de tão importante, marcante e absolutamente necessária divulgação de escutas ou outros indícios, ou provas do âmbito investigatório de um processo como este?

Não será mais importante, ou aliás, a única coisa que importa mesmo, saber-se a verdade?

Que insistência e que argumentação infantil...'vamos desmentir e já está'. Fica tudo na mesma...
Ridículo!

Pedro Silva Pereira e apaniguados


Ele é apenas um. E nem é importante. Podia ser, se não fosse mentiroso e sem vergonha como Sócrates, o 'chefe', como é citado pelos amigos que são mencionados nas escutas. As famosas escutas, que tanto assustam os socialistas. Afinal com razão.

Mas Silva Pereira é cada vez mais sem vergonha. Quanto mais fala mais se enterra. Para nosso bem. Finalmente.

O problema não tem a ver apenas com controlo de órgãos de comunicação social, por si só justificativo de uma demissão imediata, sem apelo nem agravo. Apenas pela desconfiança que gerou, e não é só disso que se trata, já devia ter sido interpelado, na AR e pelo Presidente. E não há outro caminho que a sua demissão e, para bem do PS, um Partido de que a Democracia precisa, que seja total e definitivamente afastado de todo e qualquer cargo ou função política, mas em conjunto com outros apaniguados, igualmente mentirosos, como este triste Silva Pereira e o amigo Lacão, Santos Silva, etc.

Triste, bem triste e preocupante é termos, ao fim de quatro anos de governo Sócrates, um BCP de nomeação política, uma PT, uma Controlinveste, Cofina, Ongoing, RTP, TVI, JN, DN, TSF, e outras empresas mais...

Como se pode ter paz num país assim, vítima da vaidade pessoal, desprovida de QUALQUER competência profissional de um homem, ajudado por aqueles que o acompanham (Santos Ferreira do BCP, Armando Vara, Penedos pai e filho, Joaquim Oliveira, Granadeiro, Zeinal Bava, António Mota da Mota-Engil, Vasconcelos, Soares Carneiro, Rui Pedro Soares, etc.

Se este país não está doente, com um cenário destes...

Um Watergate, no tempo de Nixon, é quase um caso infantil comparado com este controlo de empresas e poder económico!

Claro que agora já se começa a ver alguma solução, com as movimentações que dentro do PS vão, mais tarde ou mais cedo, conduzir ao afastamento deste mentiroso incompetente que é este Sócrates. Este homem mente sobre quase tudo: sobre o seu currículo académico, um sinal muito forte de quem não se podia confiar nele, como eu tantas vezes disse (Pois não se pode inventar uma licenciatura numa Universidade não reconhecida pelo Ministério e um curso numa aceite quer pela Associação dos Engenheiros Técnicos, quer pela Ordem dos Engenheiros); mentiu sobre o choque tecnológico que nunca existiu, mas sim toda esta construção de compras e vendas de empresas, grandes empresas de imenso impacte económico, apenas para servir um interesse e Manipulação política e pessoal. Mentiu sobre tudo o resto, que nunca aconteceu: reforma da administração pública, da saúde (que agora tem mais custo e hospitais antes de parceria público-privada, agora com custos mais elevados nas mãos do Estado. É do dinheiro público que se trata! Há que prestar contas!); mentiu sobre a crise, que é bem maior em Portugal do que no resto da Europa, como eu vezes sem conta o disse; mentiu sobre o impacte dos computadores nas escolas, um autêntico ploff e, veremos, se não mais um 'negócio' de Sócrates.

Sócrates foi o maior e mais perigoso bluff da política portuguesa em mais de cem anos! E não apenas por mentir todos os dias. E sobre tantas e tantas coisas. Mas por além disso não ser democrata, mas, ao invés, anti-democrata e déspota. Um homem à imagem dos que em Itália são designados como mafiosos. Criou uma teia, um grupo de interesses e amigos, correlegionários, com os mesmos interesses. Muitos deles são administradores em grandes empresas, não tendo qualquer qualificação académica, menosprezando assim o que diz defender ( a formação e qualificação pessoais de todos nós), mas apenas sendo amigos, ou melhor, espiões do Governo, onde o executivo tem interesses (Vara no BCP, Rui Soares na PT, etc). Como ele mesmo.

Isto é um escândalo nacional e internacional sem precedentes! E o que mais me espanta é o PS (ao contrário do PSD de Cavaco e Marques Mendes, ou de Marcelo, que afastaram os suspeitos de crimes de corrupção ou de rede de influências, e ainda lá estão alguns, ainda assim...tarefa para o próximo líder do PSD...) não ser ele mesmo, enquanto Partido democrata e fundamental à nossa Democracia e vida política e social, não tomar a iniciativa de afastar e atirar ao esquecimento tal criatura, sem escrúpulos e sem princípios, que usa de todos os meios para se servir e à sua desmedida ganância de poder.

O PS já deu mostras de não precisar de um indivíduo assim, tão baixo na escala da dignidade humana, um indivíduo que trata de nomeações e compra e venda de empresas como quem assina um simples despacho ministerial.

O PS devia estar envergonhado de o ter Ainda, como líder e representante máximo no poder executivo. E devia ter sentido de Estado e orgulho patriótico. Mas quanto mais defendem Sócrates, mais se mancham e mais se denigrem...

Que espera o PS para regressar à sua dignidade democrática e servir, como sabe, o povo português?

9.2.10

Crise para todos mas...pouco universal


Já havia dito tantas vezes, a amigos e familiares. Esta crise nada mudará nos meios económicos ou financeiros. Nada mudará, que seja para melhor, no mundo do trabalho, ou na atitude sobre as designadas 'forças de trabalho'. Mudará sim, para os que ela mais atingiu. Que terão de trabalhar mais, sujeitar-se a novas e mais duras 'regras' e atitudes, por parte dos gestores e dirigentes. Quanto a quem a provocou, que foram precisamente gestores, financeiros e outros, e políticos, ficarão na mesma, actuarão da mesma forma, nada perderão em regalias...

Querem um exemplo, a começar por Clientes? ( e eu entendo muito bem que os custos de uma empresa, por definição, deverão ser suportados pelos seus clientes, se o mercado, a concorrência, quando a há e é autêntica (nada tipo PT versus Zon...) assim o permitir.

Ora, os bancos que nunca deixaram de ter lucros fantásticos, e é normal que o tenham, mas talvez com mais 'decoro' (comercial e financeiro), já se começam a voltar para...a a razão da sua própria existência (voltar 'para', ou voltar 'contra'?). Agradeçamos pois, em primeiro lugar aos que, por tradição e mau feitio, por má formação e por lhes permitirem (nós, clientes), por deformação e por exagero de vaidade pessoal e profissional, e, uns por umas, outros por outras razões, já nos habituaram aos seus abusos (ahhh! saudades dos 'esconderijos dos colchões para guardar as poucas notas...): Banco Espirito Santo (com aquele insuportável Ricardo Salgado, sempre pronto a vender-se a vários poderes políticos, seus clientes 'prime') e Santos Ferreira do BCP (agora na sua melhor atitude socialista, de passar os custos sempre a outros e melhorar, se possível o seu status e regalias, como o fez assim que assumiu o lugar que ocupa, oferta do amigo Sócrates).

É só mais um passo nesta degradação gradual da nossa vida comum.
Um dia, tudo pode dar uma enorme, imensa e violenta reviravolta, a nível político, primeiro, a nível social e económico, depois, quando se começar a despertar, por aqui, e principalmente por essa Europa, e então assistirmos, ou participarmos mesmo, a mais umas violentas manifestações, a convulsões sociais, a autênticas revoluções. Uma coisa é, porém, certa: esta 'ordem' social e económica não irá ficar assim e piorar-nos a vida todos os dias.

O destino dos 'inimigos' de Sócrates


Não foram apenas Manuela Moura Guedes e Mário Crespo...

Mais alguns dos 'eleitos' (alvos) de Sócrates são: Pedro Lomba, Paulo Tunhas, Helena Matos, José Manuel Fernandes, Vasco Graça MOyra, Eduardo Cintra Torres, Marcelo Rebelo de Sousa.

A Lista conhecida, é apenas dos mais conhecidos, dos que eram mais lidos e respeitados na Comunicação Social. Mas há muito mais que, embora não tendo acesso tão directo aos mais divulgados órgãos de Comunicação, também foram escolhidos, eleitos, silenciados e 'esfrangalhados' por Sócrates.

E não fica o tal que se diz Primeiro-ministro pela informação ou pelos jornalistas. Atacou e ataca órgãos e personalidades em posições de destaque e decisão em empresas privadas. Totalmente privadas. Usando da 'grande arma' do Estado: sendo o Estado o principal cliente de muitas empresas, e sempre o primeiro, em volume de negócios, nas maiores empresas portuguesas, usa desse estranho poder negocial, para chantagear...

É o caso de órgãos de comunicação privados, onde o Estado tem uma importante conta.corrente, com anúncios e outros, ou com participação em empresas do mesmo grupo, em negócios que nada têm a ver com Comunicação ou Jornalismo, mas que postas em causa as eventuais futuras 'encomendas' do Estado... 'pede-se a gentileza de afastar' um determinado senhor ou senhora...(como um José Manuel Fernandes, por exemplo...).

Esta atitude, forma de actuar, esta teia do mais baixo nível a que um responsável máximo de um país poderia chegar, põe-no em cheque, mas não em causa, pois a vergonha será sempre do País. Um país que se queira fazer respeitar e, assim, ouvir, não pode pactuar com este tipo de jogos baixos de interesses e política de sarjeta.

Um país respeitável, só pela mera suspeita já devia interpelar um tal 'sujeito', e considerar, bem a sério, demiti-lo!

Ao não suceder assim a sua demissão, e desaparecimento da cena política, ficaremos a constituir o maior campo de prisioneiros políticos do mundo...nós cá fora, como se estivéssemos lá dentro, uma vez que sempre que falarmos contra a criatura, seremos, mais tarde ou mais cedo, fruto de uma perseguição, de difamação, de um 'apagamento', alvos de ofensas públicas e retratados como 'idiotas e loucos', tal como até já se disse, em algum lado (a internet é uma arma hoje essencial da transfiguração, manipulação e perseguição psicológica e política, como o comprova o oficioso blogue da defesa da criatura "Câmara Corporativa"), do próprio Cavaco Silva que estava a ficar 'xexé''...).

O que preocupa mesmo é a apatia nacional e a inépcia de alguém mais poderoso.

8.2.10

Há muito que se avisava...


Começa a ser difícil entender um país como o nosso. Uma democracia, já nem de letra minúscula. Uma sociedade que não consegue gerar verdade, honestidade, e coragem.

Este nosso Portugal está muito enfermo. A enfermidade foi-lhe infligida por um Partido que, em si mesmo, não é inteira e unicamente responsável, se bem que o é no que ao suporte que presta à sinistra e suspeita figura diz respeito. E essa enfermidade foi propagada pela inépcia da nossa estagnada Oposição!

Há muito que se vinha avisando sobre a figura, a personagem Sócrates. Portugal não tinha necessidade de ter um homem assim, à cabeça das suas reformas, leis, gestão e...misérias. Não se necessitava de uma criatura como este sinistro e desgraçado indivíduo.

Qual a importância de que se reveste uma personagem assim, para que a ele se apeguem tantos homens e mulheres válidos, seus partidários ou não? Como pode representar tanto para tanta gente, ainda, um homem que inventou o seu currículo, que manipulou empresas públicas e privadas, que colocou tantos correligionários em tão diversos lugares, que criou e recriou órgãos, instituições, fundações, comissões, sistemas de admissão de jornalistas, e outros quejandos, só para se tentar perpetuar no poder, e aos seus, e para encher a sua vaidade desmedida e imerecida, como este, José Sócrates C. de Sousa?

Avisei e muitos (muitas e repetidas vezes!), bem mais visíveis do que eu, contra este homem déspota e irritável, que outro irritável, que foi nosso Presidente, manobrou para levar até onde ele hoje está. E onde uma Oposição amorfa e cinzenta, de um país cinzento e amorfo, adormecido, mas também amordaçado, não teve convicção suficiente para o fazer substituir.

Muito antes de ser Ministro do Ambiente, ainda tão só Secretário de Estado, já se ouviam comentários, nos meios empresariais, sobre o seu carácter 'volúvel'...

Agora, as suspeitas de ser um intimidante e anti-democrático narcisista, um indivíduo que se auto convenceu sobre as suas irreais capacidades (um desastre económico, um bluf tecnológico, um fracasso cultural, um país sem futuro...a regredir mais de 20 anos... uma sociedade onde a Democracia se torna insuficiente e, pior, obsoleta e triste. Uma Democracia que sofre e agonia, em asfixia crescente...), ficam dia-a-dia mais e mais confirmadas, como reais. As suspeitas já não são mais suspeitas.

Mas porque levam as pessoas tanto tempo assim a reagir? Porque se perdem anos e energias com gente tão medíocre quanto perigosas?

Tardaremos ainda muito mais neste sufoco de miséria, amorfismo, apatia, aceitação tácita de alguém que não só não merecemos, como devíamos rejeitar e renegar ao eterno esquecimento?

Ouvi hoje muitos portuguesas a manifestarem a sua vergonha de serem deste país...

Não sinto essa vergonha, por causa deste homem, porque ele não vale isso, não merece essa vergonha colectiva e ...Nada vale!

2.2.10

O Poder das Ideias

É frequente ouvirmos dizer, a amigos, a familiares, que o que pensamos, e mesmo o que dizemos não pode vir a alterar nada, se há que alterar, se for, parcial ou totalmente positivo, benéfico, para outros, para toda uma sociedade. Que fazer se 'não se vai mudar o mundo'?

Pois eu defendo muito veementemente a atitude oposta. A de que as nossas ideias, se válidas e bem argumentadas, e defendidas com base em pouco equívocos ou até inequívocos pressupostos, têm sempre o seu peso, a sua importância e o seu lugar no caldo de tantas outras, seguramente tão ou mais válidas.

O mundo muda-se todos os dias, e, devido a cada um de nós, um pouco mais, pouco a pouco.

Todos somos importantes e chamados a essa mudança. Todos, mesmo os que não são responsáveis por uma ideia nova. Seja ela sobre uma reforma política, mais, até, sobre um novo regime, político e social (como tantas vezes sucedeu na História, na Europa e no Mundo), ou sobre uma pequena reforma, que apenas interessa a uma minoria. Seja de índole cultural, social, Político, educativo, etc.

Assim aconteceu, pela negativa, no Século XX, sobre o qual hoje queremos, ou nem queremos, premeditada e programadamente, mas mesmo de forma involuntária o fazemos, esquecer, ou deixar na sombra o valor das palavras e ideias de tantos e tão importantes intelectuais e homens do pensamento.

Este foi o caso de homens como Levi Strauss, Hannah Arendt, Arthur Koestler, Humberto Eco, e tantos outros.

A este propósito leia-se Tony Judt ("Reappraisals"). E reflicta-se um pouco sobre o Século passado e os anteriores, tal como sobre este e o nosso papel nele.


José Sócrates e a mania de mandar em tudo e todos

Muitos políticos na nossa história, portuguesa e europeia, tiveram esta sede de 'mandar', mais do que liderar, e de tudo fazer para à sua volta se ir alastrando um deserto. Um deserto de ideias, que fossem contrárias às suas. Por regra esses homens que ficaram na história por essa faceta, de totalitários, de impor o pensamento único e devastar e arrasar com os adversários, ganharam justamente o epíteto de Ditadores.

Mas entre nós grassa um que, ainda incólume, manipulando juízes e órgãos de comunicação, Tribunais de Alta instância, e, bem mais grave, opinião pública, continua a sua senda de buldozer sobre toda e qualquer oposição, como se só ele soubesse (e de ignorância poucos lhe baterão a palma...), como se só ele fosse iluminado e só ele pudesse ter razão.

Esse homem, é aqui mencionado, no Blogue do Insurgente.


Sr. Ministro: mentir não lhe fica bem


A Dívida da Madeira. A Dívida externa portuguesa. O PIB nacional. Os princípios. A disciplina financeira.

De tudo isto temos ouvido falar nos últimos dias. E de muita mentira. A começas pelas de Teixeira dos Santos. Que, sendo Ministro das Finanças, não lhe assentam bem as mentiras. Só por disciplina de Partido? Só por clubismo? Mas o mesmo faz o PSD. Porquê a insistência sobre a Lei das Finanças Regionais? Porquê a insistência em sobrecarregar o Orçamento do Estado com mais dívida para a Madeira?

Não seria um bom princípio, sim apenas isso ou quase só um princípio (João Cravinho colocou muito bem o problema ao dizer que não se trata de discutir valores de reduzido significado- de facto, falamos de 600 milhões de Euros e não de cerca de 200 biliões que são a Dívida Externa de Portugal a valores de 2009, ou dos sete mil milhões que são a avaliação inicial do custo do inútil TGV...mas Cravinho foi o principal responsável pelo excesso de Auto-estradas que Portugal agora tem, enfim...). Porquê insistir numa alteração à Lei das Finanças Regionais, numa altura em que Portugal está cada vez a aproximar-se mais da bancarrota? Não devia a Madeira ser solidária? Não devia, por uma vez, preocupar-se com uma autêntica disciplina financeira?

Claro que isso não invalida a verdade dos números, que acabam, de vez, com a teoria de a Madeira ser a Região do endividamento:

Portugal deve ao exterior mais de 199 biliões de Euros (199.520.000.000 Euros, na estimativa mais optimista, e mais cerca de 208.800.000.000 Euros na mais realista. Mas há quem diga que a Dívida real, caso de Abel Mateus, por exemplo, um ex-ministro socialista, ascende a mais de 100% do PIB, ou seja bem mais do que 232.000.000.000).

Bem, se fizermos a conta da dívida por cada português, excluindo a Madeira e os Açores, teremos um valor de mais de 21.225 Euros por português, na melhor estimativa. Já a Madeira, que deve no máximo 1.800 milhões de Euros, por cerca de 290 mil madeirenses, dá um valor de cerca de 6.200 Euros. Como se vê...é o Continente o grande responsável pela Dívida Portuguesa e a Região mais endividada do país e, como tal, bem menos contributiva.

Outra falácia é comparar a dívida de uma Região como os Açores, com a da Madeira. Comparar uma Região em morte lenta com uma em forte actividade... e mesmo assim ficam os açorianos a perder, pois naquela Região Autónoma os desperdícios com subsídios de deslocação das Secretarias Regionais, com pagamentos por deslocação a funcionários, que depois não estão deslocados do local de residência, mas que continuam a auferir os respectivos subsídios, a atribuição de verbas sem fim produtivo e consequências que não sejam mais do que as do seu impacte social, como a explorações agrícolas, sem o mínimo de qualidade e salubridade para funcionarem, e a engenharia financeira que é feita para mascarar o verdadeiro valor da dívida...

Outra conta aponta para uma dívida da Madeira de mais de 4.600 milhões de Euros (contra menos de 1000 milhões, por parte dos Açores, conta esta feita e divulgada...pelo Governo Regional dos Açores), ainda assim dá uma dívida per capita para a Madeira de pouco mais de 15 mil euros, contra os mais de 21 mil dos 'continentais'...

A verdade por vezes custa, mas é fundamental.

Diferentemente, a estratégia do PSD parece-me tudo menos uma coisa inteligente. No final desta contenda, vai novamente sair o PSD com má imagem. É assim tão importante bater-se por um egoísmo cego do Governo da Madeira, que bem pode esperar por melhores dia?

Será que vale a pena, no momento em que este Governo de um PS tão incompetente, e que tanto custa em Euros como em Futuro (e em Liberdade e verdade, honestidade, etc) ao nosso Portugal, está a estrebuchar, comprometer uma possibilidade de mudança e renovação na política, apenas por clubismo estúpido e provinciano? Por estas razões, o PSD não devia ter esperado tanto tempo para iniciar um caminho de mudança de liderança, que pode vir a ser bem útil ao país.

E depois...terá o PS de fazer o mesmo, enviando este Sócrates anti-democrático e autoritário, tanto quanto incompetente e cego, por outro clubismo e sede de poder desgastante, para 'casa!