27.8.09

Parque dos Poetas, Oeiras
Parque dos Poetas, Oeiras
Parque florestal de Monsanto, Lisboa

Ensino: um circo de erros e equívocos com dezenas de anos


As escolas fecharam em Julho e estão, neste momento, a poucos dias de reabrirem. Lá pelo meio de Setembro, a rotina volta às nossas escolas e às famílias, jornais, que irão fazer balanços e encontrar novidades neste ano lectivo, boas ou mais, onde elas não existem. E, claro, essa rotina, também voltará ao nosso triste e incompetente, arrogante Governo e Ministério.


Desde há decénios que se ensinam calamidades, conhecimentos inúteis ou fúteis, exageros de cargas horárias, desperdícios de recursos, financeiros e humanos, e todo um circo de vaidades sem mérito e merecimento, entre professores, pais e ministério.


Há dezenas de anos que se ensinam coisas que de nada servem e ninguém quer aprender. Pior, ninguém aprende coisa nenhuma: em educação musical, em educação visual e, agora também, em áreas, ditas modernas e úteis, mas nas quais, nenhum aluno aprende mais do que assistindo a um programa de compras na TV, a misteriosa ‘educação tecnológica’ e ainda a informática, onde se aprende tudo...desde definições sobre ‘memórias RAM e ROM, discos rígdos, etc, mas não se ensina, nem ninguém aprende a utilizar um computador ( e não apenas PC, porque há outros sistemas, Apple, Linux, etc).


Na educação visual, desde a primária que se ensinam vazios...coisas nenhumas... e com técnicas como...usar ‘lápis’ (ou crayons) de cera, a seco, com um material produzido especificamente para se usar com solvente orgânico, alguns deles tóxicos e, como tal, impossíveis de usar numa escola. Isto em lugar de se ensinar a usar um simples e eficiente ‘lápis de cor’, ou uma aguarela (uma técnica muito difícil, pela extrema dificuldade em se controlar a água, num papel e as cores de corantes, perdão pigmentos, naturais, em suspensão aquosa, coisa bem mais difícil do que eventualmente se possa pensar. Ou uma espécie de aguarela, mas já, neste caso, uma material em solução e não suspensão, aquosa também, a conhecida ‘ecoline’. Ou um guache, etc.


Mas, pior, com a desculpa de se incentivar a criatividade, de quem não a tem ainda, as crianças, não se ensina a desenhar. Mas nesta disciplina, ou matéria as coisas até estão bem piores do que há quarenta anos atrás, pois por essas alturas usava-se mais alguns dos materiais acima exemplificados e ensinava-se a desenhar, pois há mesmo técnicas para tal e nem tudo depende de talentos inatos. Desenhar e pintar, tal como aprender música, pode ser assimilado e desenvolvido ou não, por quase todas as pessoas e, obviamente, tal pode iniciar-se em idades muito precoces. Depois, o talento e a eventual genialidade definirão o caminho futuro e um possível sucesso.


Na educação musical continua-se a ensinar provincianismos portugueses, ou infantis cançonetas, e tratam-se, assim, todas as crianças e jovens como evidentes anormais...

Mas nunca se enveredou pela implementação autêntica de ensinos de instrumentos vários, com a ridícula excepção da flauta, um instrumento nada fácil...e, por isso quando as criancinhas nos tocam as maravilhosas e ingénuas melodias provincianas e infantis, todos nos sentimos desconsolados e um tanto ou nada mais estúpidos. Uma espécie de ‘morgadinha dos canaviais’ na ponta de uma estupenda flauta de plástico adquirida numa qualquer lojinha de brinquedos e apetrechos infantis...


A Educação físíca...agora sim, isto é sério! Nada de criticar ou fazer chacota da educação do físico das nossas crianças...que cada dia estão mais obesas e menos hábeis para desportos. Não tenho nada a opor a educações do físico dos jovens, bem pelo contrário. Mas impingir-lhes testes teóricos sobre regras de desportos colectivos, mesmo que os jovens em causa sejam completamente anti- desporto e tão destros ou aptos como um rato para aprender matemática ou história de arte? E porque não, simplesmente, criar-lhes o prazer do ar livre, do desporto mais habitual nas necessárias manutenções da boa forma física e da saúde em geral? A corrida, a ginástica, com aparelhos mas também sem eles, a natação? Porque nunca se investiu consideravel e decisivamente nas estruturas fundamentais para estas práticas? E porque se obriga e insiste em por jovens de dezasseis e mais anos a estudar matérias teóricas e a praticarem desportos que odeiam? Esta, como a música e as artes visuais, não matérias de algum pendor pessoal e motivação, e aptidão? Ou, até, vocação?


Depois as matérias e disciplinas total e completamente inúteis e tantas vezes sem conteúdo? Geografia, Francês, a eufemística ‘área de projecto’. Que se aprende de substancial e útil nestas ‘disciplinas’?


Francês em vez de Espanhol?


Geografia sem conteúdo? Porque parte da matéria até já é do foro da história e é, precisamente, e bem, versada na História?


Porquê estes desperdícios de recursos financeiros, humanos e de tempo de pais e alunos?


E ainda há as teatrais, também eufemísticas e desnecessárias, porque nunca ouvidas ou respeitadas, associações de pais. as esplêndidas reuniões de entrega de um papelinho, com a avaliação do educando... as reuniões com Directores de Turma, que apenas cumprem calendários e se esforçam tanto para inventar problemas, nos educandos, onde eles não existem?


Hoje o Ensino é mais um campo político do que uma Política do Estado, com a finalidade de educar as crianças e jovens e constituir no futuro uma sociedade mais informada e formada.


Hoje o objectivo primeiro do Ensino que seria ensinar, e criar prazer na Aprendizagem, e na Informação e, ‘exagere-se’ e ‘pasme-se’ ...na Cultura (uma coisa ‘do outro mundo’, ‘uma grande seca’, algo ‘bué da seca’)


Sem prazer de Aprender, não se aprende com bases sólidas e duradouras e, nada importa que se estabeleça a base educativa mais adiante ou mais atrás, num 9º ou num 12º, um ano mais ou um menos. Se a vontade é sempre procurar o ‘desvio do ensino’ e do conhecimento, e do desenvolvimento e aperfeiçoamento pessoais, e, ao que ao Estado se lhe confere, desenvolvimento social e colectivo, então, ano atrás, ano à frente, desistir-se-á de ser melhor, mais informado e mais culto. E, menos preparado ou menos crítico e interveniente...será a consequência.


Por isto tudo, Senhora Ministra e Senhor Primeiro-ministro (que mistificou todo o seu trajecto escolar, educativo e informativo, com base na mentira e na invenção de habilitações que nunca teve e não tem o direito de usar), de nada serve trabalhar em pseudo-reformas ou ...trabalhar as estatísticas, fabricando-as. O nosso povo é quem sempre pagará a sua própria preguiça e desmotivação, com a ignorância e impreparação para tudo.


Para trabalhar, para ser mais culto, mais critico e mais interveniente, mas com base e mérito para o ser.

Um circo com dezenas e anos e alguns, muitos, milhares de culpados.

14.8.09

A pressa de cantar por vitória...


0,3 % é o crescimento do último trimestre.

mas...

"O crescimento real foi de 0,3% no segundo trimestre mas, em termos nominais (retirando os cerca de -1% que terá sido a inflação média nesse período), apontam para uma perda de valor da economia entre 0,7% a 1%. Em euros, dá uma queda nominal que rondará os 400 milhões de euros. O crescimento real é igual à variação nominal do produto interno bruto (PIB) menos a variação de preços. Como esta última é negativa, a taxa real acabou por ser empurrada automaticamente para terreno positivo. Este efeito beneficiou também as outras economias.

A queda da inflação está directamente relacionada com o baixo nível de taxas de juro e a grave crise da procura. Esta última tem obrigado os produtores (a oferta) a reduzirem preços de modo a reter a desmobilização de consumidores (famílias) e empresas. Quando os preços caem, os agentes económicos ganham poder de compra.

Os observadores consideram que é cedo para cantar vitória e recordam que o potencial de crescimento da economia é tão baixo que o mais provável é haver uma retoma sem criação de emprego" (in jornal i, 14.08.2009).

Como adepto fervoroso da propaganda, da mistificação e da mentira, Sócrates veio logo vangloriar-se, afirmando que "o Governo está no bom caminho".

Mas....

Em primeiro lugar, a explicação acima demonstra bem que este 'crescimento do PIB' é um efeito colateral e um processo matemático simples. Em segundo lugar, nada se deve a acções do Governo. Nada, nada. Os apoios anunciados, as 'injecções' de capital por parte do Estado, ainda nem tiveram lugar! E alguns desses apoios, nunca se verificarão. São apenas anunciados. Depois, como habitualmente, há que empatar muita coisa, burocratizar, complicar e, muito importante, esclarecer se por trás de uma dada empresa não estará um 'inimigo de direita' do actual Governo...

Vitória?

Portugal tem tecido económico sustentável? Portugal pode basear-se em Sonae's, Cimpor's, BES's, Amorin's? Que ou já têm sede no estrangeiro, holanda por exemplo, ou estão a investir mais lá fora do que cá.
Os anúncios são para apoio à exportação. Não é para rir, não...
Mas ainda na passada semana anunciaram-se quebras de mais de 25% nas exportações. Bem sei que Nicolau Santos, fazendo um favor ao seu partido do coração, dizia o contrário. Mas os dados são oficiais.

Com tais dados, vários economistas diziam, e instituições internacionais, que o crescimento e inflexão da tendência negativa, dependerá mais do consumo interno, que tem estado praticamente estagnado. E o Governo nunca anuncia uma redução de impostos para os privados e famílias.

Vamos depender mais do Estado para recuperar a economia? OU seja, de mais empenhamento do futuro, via dívida externa? E por quanto tempo mais aguenta o Estado? Acho...pelo que tenho lido e ouvido, que só aguenta até final do ano...

Mas se não é demagogia, este Sócrates populista, vejamos: há pouco mais de um ano não havia folga para nada, por causa do 'défice'. E, assim, não se podia aliviar o esforço dos portugueses, que na realidade têm pago e bem esta crise, com este esforço através de impostos. Ou seja, o Governo decide e...nós pagamos. Agora, em véspera de eleições, já Sócrates anuncia nova distribuição de fundos...(que, porém nunca acontecerá, tal como nunca aconteceu no passado. Exemplo: sector leiteiro e projectos agrícolas no geral já aprovados há DOIS anos ou mais: não receberam nem um cêntimo! Mas há mais e mais significativos exemplos me áreas mais significativas, na indústria por exemplo)

O problema destas acções de pura propaganda socialista é, novamente, não falar verdade. E em economia isso é fatal. O passado recente bem o tem demonstrado. Mas pelos vistos, há quem não aprenda. Nem se esperava, já que o que interessa ao senhor Sócrates é a própria pele e a incomensurável vaidade pessoal.

Pequeninas mentes...

10.8.09

Farmácias, um Negócio


As farmácias. O melhor negócio de loja que se conhece. O único negócio que não se reconhece a sim mesmo como tal, mas como um 'serviço', qual 'misericórdia' ao nosso serviço...

O Presidente da Associação de Farmácias, João Cordeiro. Um homem pouco consensual, aparentemente, apenas? Um homem pouco cordato? Um homem que apenas defende, implacavelmente, os seus associados? Ou um Presidente de uma verdadeira Corporação que não tem razão de o ser, num Estado de Direito?

Sócrates, o 'Robin dos Bosques' dos 'utentes' (detesto este termo que pretensiosamente nos afasta do conceito, e direitos, como clientes, nos cola a uma coisa qualquer de direitos embotados e reduzidos, nos manipula e amputa de razões de direitos), ou melhor, dos clientes das farmácias? Ou alguém que ainda detém o supremo poder de, com um simples telefonema, uma negociação secreta e algumas concessões pouco claras, fazer acalmar os ânimos ao 'feroz' João Cordeiro?

Da primeira vez, há uns anos, era a fúria incontida do Presidente dos negociantes, comerciantes, das farmácias, contra o Governo, quando da perda de exclusividade na propriedade das ditas. Rapidamente, porém, a fúria desvaneceu-se e...nunca mais se ouviu nada sobre o assunto. Que aconteceu? Que recebeu em troca o Presidente das Farmácias, e os seus associados? Aliás o que o Governo fez, de inteira justiça, foi ainda assim de grande acanhamento e diminuta coragem: em Espanha numa mesma rua é frequente verem-se duas ou três farmácias. Rua, sim e não... localidade. Já que em Portugal, se pretende manter o corporativismo saloio e desleal para os clientes, não permitindo mais do que um certo número de farmácias por habitante e, mesmo assim este rácio nunca foi cumprido. O resultado: preços bem mais elevados do que em Espanha (30 a 50% mais) em média e muitas pessoas, com problemas e incapacidades reais, quase sem possibilidade de se deslocarem a uma farmácia, por serem sempre muito poucas e sempre demasiado longe. Protege-se a corporação e desrespeitam-se os clientes.

Não tenhamos dúvidas: ter uma farmácia não é ter um serviço. É ter o melhor negócio, de TODOS, os que a 'lojas' ou estabelecimentos comerciais respeitam.

E agora o assunto do Hospital de Santa Maria. Num dia, João Cordeiro insulta Sócrates e diz ir apresentar um dossier denunciador da situação do 'negócio' das farmácias hospitalares. No dia seguinte... pede desculpa. E agora...o assunto está, mais uma vez...a agonizar, até à sua morte total.

Houve mais um telefonema do Sr. Primeiro ministro ao Sr. João Cordeiro?

Gostaríamos de saber...

De férias (sem as merecer...) ou escondido ...?


Sócrates por onde anda? De férias, em Espanha, nas Baleares, como propagandearam os 'seus' amigos (e da ERC) nos órgãos de comunicação afectos?

Ou escondido, a preparar mais uma das suas conspirações (comunicados da ERC em véspera de campanhas eleitorais...controlo de jornalistas, através da famosa, famigerada, atribuição de 'competência' jornalística, na senda do que já Soares e Guterres haviam feito, manipulando assim a Comunicação Social?) e manipulações (telefonemas a juízes, a órgãos de comunicação, a adminidtarções de empresas com participação do Estado, etc?

Ou nem já disso necessita, porque o trabalho já estava feito, há muito?

Ele (e eles, no PS) tem como certa a sua vitória... mas veremos. Veremos se o povo português tem andado tão ensonado que nem estes atentado contra a democracia, de que nem Salazar se podia gabar de conseguir fazer com tanta mestria, subtileza e, sobretudo eficiência, conseguiu discernir e registar?

Ou... mesmo com as trapalhadas do PSD ou de alguns dos seus 'barões' como lhe gostam de chamar alguns órgãos de comunicação (sim que no PS não os há... imagine-se...), aliás típicas de quem é mais genuíno e, consequentemente menos subtil e perigoso, a M. Ferreira Leite, já na sua provecta idade, ainda lhe chega e bem...

Por mim, deve ganhar quem o mais merece, entendido isto como 'quem tem a capacidade'. Ou seja, se as 'trapalhadas do PSD' (não digo dividido, já que algumas vezes 'está dividido', outras, por não estar 'dividido' é... pela unicidade e pouco democrático... entendam-se Oh jornalistas! e menos facciosismo socialatista...)

E se Sócrates ganhar, serão mais quatro anos em que não sentirei que temos Primeiro ministro, um direito meu, pois a lei, mesmo a Constituição não está acima das pessoas, ou de mim...

Há dias, num tele-jornal ouvi 'o Engº Sócrates', logo seguido de a Manuela Ferreira Leite...

Os títulos não nascem connosco, bem sabemos. E valem o que valem. E não é por ter um título académico que um governante é melhor, no seu desempenho, que o mesmo é dizer, ao Nosso Serviço e para Nos Prestar Contas. Mas entre dar um título académico a quem não tem nenhum (Sócrates) e o retirar a quem é Professora Catedrática...

Veremos...


7.8.09

Miguel Beleza, o próximo Governo e os Impostos


Miguel Beleza defendeu esta semana que uma das prioridades do Governo, do próximo, que tiver de apresentar e defender o Orçamento de Estado para 2010, deve ser a redução dos Impostos. E que não deve tal redução verificar-se no IVA, mas sim no IRC e IRS.


Há muito que venho, em grupos de amigos e família, defendendo que esta é a medida mais importante na actual conjuntura económico-financeira. Mas já antes desta crise o defendia.


Os impostos correspondem, à luz de uma dada interpretação, a uma transferência de recursos dos contribuintes, empresas e indivíduos, para o Estado. Porque o Estado e a sua Administração- Governo, organismos autárquicos, institutos e instituições estatais, necessitam de recursos para efectuarem um conjunto de acções que a sociedade lhes outorgou.


E também porque a sociedade, empresas e indivíduos, não têm meios, legais, ou vontade de efectuarem tais obras e acções. Escolas, estradas, centros de saúde e hospitais, obras sociais de solidariedade e outras, etc. São tudo competências, atribuídas ao Estado através de um conjunto de acções políticas (a primeira das quais a eleição de órgãos representativos dos cidadãos- e não de chefia ou liderança por iniciativa própria e uso de prepotência e arrogância, que tantas vezes vemos ser a atitude dos referidos órgãos, mas sim a de cumprimento das 'funções que lhes são confiadas', tal como refere o próprio texto da tomada de posse dos vários governantes...) que o povo, os eleitores e contribuintes, exercem e, numa democracia representativa, tenha que organização tiver, confere e outorga aos seus representantes e administradores do Seu Estado.


À administração do Estado, que somos todos, compete (vem de competência e competente...) precisamente e em primeiro lugar, antes de qualquer acção legislativa ou de planeamento, antes de qualquer estudo ou reforma, uma Boa Administração de fundos, recursos vários e dos quais os impostos cobrados aos contribuintes, também eleitores, são uma parte muito importante e significativa.


Mas uma má Administração, que no caso português vem de há muitos, muitos anos, e que apenas tem sido agravada e em muito, pelos actuais governantes (administradores do Estado) conduz a um consumo e dispêndio de verbas para as quais os impostos cobrados nunca são suficientes. Porque este país (mas também os EUA e a Espanha, primeiro e segundo Estados mais endividados do Mundo, e muitos outros países também) nunca produziu o suficiente para os seus gastos, correntes ou de investimento (estes, importantes nomeadamente para que a nossa sociedade acompanhe em modo de vida e modernidade, e bem estar, outras sociedades com as quais se relaciona).


Portugal tem vindo, assim, de forma contínua e crescente a endividar-se, a um nível que hoje já não se sabe bem quando se pode algum dia inverter a situação e saber, nomeadamente, quando a respectiva dívida- que, diga-se irá comprometer sempre o famoso défice do Estado, ou disciplina orçamental e, ao contrário das mentiras que nos têm vindo a dizer, não está resolvido nem nunca esteve. pela simples circunstância que só se 'maquilhou' o mesmo e nunca se resolveu, de forma estrutural e definitiva, pois as despesas correntes e também de investimento não se reduziram um só cêntimo com este Governo.


Em vez de se auto-disciplinar o Estado, ou melhor, os organismos do Estado, continuam a aumentar as suas despesas e a fazer crescer o endividamento geral do país. Hoje,por exemplo, o grau de confiança no próprio país é tal que quando a nossa Administração pretende algum crédito no exterior, em banca internacional institucional ou privada, o custo do dinheiro, ou juros e spreads, é muito superior.


Tal acontece para quase tudo neste preciso momento. Desde implementar uma medida de apoio às empresas, como recentemente anunciado, a ‘combater a crise’ como lhe chama o Governo ao que na realidade corresponde a que o Estado se endivide, com custos superiores aos de há dois ou cinco anos, por exemplo, para entrar no capital e gestão de muitas empresas e assim, de novo e de forma muito negativa, entrar na gestão das mesmas. Leia-se, das mesmas empresas a quem cobra impostos de forma mais ou menos forçada (pelas regras e leis que faz aprovar e pelo nível insustentável a que coloca os impostos e taxas) e a quem não paga atempadamente, quando contrata os seus serviços.


Ou seja, os impostos, ou transfrência de recursos fina ceiros, que deviam resolver a bem muitos problemas da sociedade, das empreas e das pessoas em geral, não têm servido para que este triste Estado português viva melhor. Não tem assim, arazão de ser afirmar-se que o Estado português administra melhor, e redistribui, os recursos gerados pelas empresas e indivíduos. Nem tão pouco se pode dizer, a meu ver, que menos impostos representem mais consumo por parte de privados (empresa e indivíduos), dado que tal consumo, de um certo ponto de vista, representaria sim um impulso à produção nacional. Contar com as exportações, num país onde os bens exportáveis, de qualidade e competitivos, são tão escassos, por enquanto. Incentivar exportações é sempre necessário e louvável, mas não nos esqueçamos que as nossas empresas são bem menos competitivas do que a generalidade das dos Estados Membros da União Europeia, em primeiro lugar, pelo nível mais elevado de impostos cobrados pelo Estado, mas também pelos custos energéticos mais elevados, transportes mais caros e, também, formas de trabalho e produção ainda mais obsoletas, formação da mão de obra mais deficiente e uma gestão mais egoísta e incompetente.


Não nos resta por isso, na minha opinião muito pouco técnica e competente, senão a redução de impostos, a par da insistência na melhoria da formação de mão de obra, da gestão e do cumprimento na entrega de recursos às autoridades fiscais (pagamento de impostos a tempo e horas).


Não nos resta senão inverter em 180º a estratégia seguida desde...António de Oliveira Salazar. Uma política financeira e económica com mais de OITENTA ANOS!


Já sabemos que tal não irá acontecer. Que não haverá tão cedo coragem suficiente para a redução significativa de IRS (mais importante, pelo nível de pobreza relativa crescente das famílias...e porque a esperança de renovação do tecido económico deveria residir na classe média e não em grandes empresas) e do IRC.

Mas a opinião mantém-e. Pelo menos até ver surgir uma Administração do Estado com autêntica disciplina e que saiba, efectivamente, repartir riqueza e investir em bens de evidente benefício para os contribuintes. E não em pontes, aeroportos, auto-estradas e TGV's de mais do que óbvio reduzido interesse e pouca utilização e benefício (excepto para, talvez, uns milhares de espanhóis que nos visitam...não se entende ainda porquê...).