19.6.07

O PIOR Governo da Europa

Temos o pior Governo da Europa. Já não me restam dúvidas.

Há dez anos que a má fé dos vários governos tem levado a fazer previsões erradas, agora entende-se que levianamente, para, assim, negociar por baixo os aumentos salariais, com os Sindicatos e com a Concertação Social.

Mas mais sintomático é que todo este estado de coisas, esta pioria da nossa economia e do nosso poder de compra, aumento do desemprego- hoje confirmadas pelas previsões da OCDE- tem sido gerido por governos socialistas, pois, em dez anos, apenas houveram dois anos de governos PSD.

Se não vejamos (tudo indicadores confirmáveis pela UE, OCDE, Banco Mundial, etc):



  • temos o pior poder de compra da União Europeia e agora ao nível do que há vinte e dois anos tínhamos;
  • temos o maior crescimento de desemprego da UE, ainda não a maior taxa, mas o maior crescimento de desemprego de longo prazo;
  • somos o único país da UE a descer no Índice de Competitividade Internacional (em 27º lugar no tempo de Cavaco Silva e agora em 47º!;
  • estavámos com um crescimento económico de mais de 3% no tempo de Cavaco (um dos mais elevado da Europa ainda nem atingido pela média europeia, hoje em dia) e agora estamos com 1,2% e o desemprego...cerca de 4% em 1995 ( o mais baixo da Europa), quando Cavaco saiu do Governo e agora + 7% acima da média europeia (6,6%)
  • temos a despesa pública mais pesada e sem solução de toda a Europa ( a dívida do Esatdo, para pagar o défice público já cresceu mais de seis vezes (6!!!) desde o tempo do Governo de Cavaco Silva estando agora em mais de 60.000 milhões de Euros e continua a crescer, a uma taxa que é mais do dobro do nosso crescimento económico. (3%!!!)- isto para dizer que estamos a regredir e que tudo que no passado recente de há pouco mais de dez anos foi feito, está a ser desmantelado, em favor de interesses minoritários e delapidadores dos parcos recursos nacionais. Mas também para dizer que se se conseguiu uma vez, pode-se conseguir de novo, mas comprovadamente com 'outra gente' e 'dessa'....já não lá ninguém, em nenhum partido político!
  • mas há mais: electricidade e telecomunicações das mais caras da europa- essencial para a competitivade das empresas e para o poder de compra das famílias- internet mais cara, impostos mais elevados, bens essenciais (pão, leite...) cerca de 20% mais caros do que em Espanha, combustíveis mais caros, automóveis a preços de luxo- também os mais caros.

Só a comparação destes indicadores chegava para nos dizer que, de nada servem as medidas ditas de contenção e restritivas e que, como já se sabia, este é o pior Governo da Europa e o pior dos últimos anos em Portugal. Porque...

... se o nosso poder de compra, o desemprego, a dificuldade crescente de um português poder mudar de vida- e assim seguir a tese do próprio governo sobre empreendedorismo cai totalmente por terra!- não fossem suficientes para rotular tão mal o nosso Governo (esse mesmo que continua com sondagens favoráveis?!), de dar uma educação de qualidade aos seus filhos e, não se virem confrotadas muitas famílias com o drama de os filhos terem de ir trabalhar porque os pais não cosneguem sustentar a casa, enm têm emprego , nem formação para o recuperar em tempo razoável...então as declaradas prepotências e atentados à liberdade de expressão já talvez justificassem...

A DEMISSÃO DO GOVERNO!

E...ainda falta dizer que não há perspectivas de isto mudar, pois nem vão melhorar:

  • a educação;
  • a competitividade económica;
  • o crescimento económico;
  • o nosso bem estar comum;
  • o futuro optimista dos nossos filhos;
  • a investigação em ciência;
  • a literacia dos portugueses;
  • a maturação da nossa Democracia:
  • a nossa capacidade crítica como cidadãos responsáveis e participativos;
  • a inversão da nossa tendência depressiva, como economia e como sociedade.

...e também porque não nos livraremos de tão incompetente e arrogante Governo, nem o Presidente da República os irá demitir!

Aliás, só vai piorar. Já o disse aqui há dois anos, há três anos, há quatro...mas as pessoas simplesmente não querem saber. Não querem saber de desgraças e fazem como a avestruz. Apenas. Preferem as trivialidades da blogosfera. É natural. Não causam preocupação ou sofrimento.

Se não mudamos nada, ou não acreditamos ser possível, mais vale...só nos resta...emigrar e esquecer este Portugal que nos viu nascer!

PORQUE ISTO NÃO SE SUPORTA MUITO MAIS.

17.6.07

A Educação em Portugal, uma visão verdadeiramente ...pouco optimista


Se há assuntos em que não acredito no sucesso da maioria das medidas políticas tomadas agora, por este Governo, ou no passado recente por outros, são a Educação e a Cultura.

Aliás, para a Cultura, quase que se poderia desactivar a intervenção do Estado pois com a excepção- e nesses casos, enfim, justificar-se-á- de apoios a companhias de teatro, que ninguém vê, enfim ou escolas ligadas à cultura e arte, a acção da nossa gestão pública mal se faz sentir.

Mas a Educação...

Leia-se este texto de José Carreira, oportuno e incisivo, sobre um dos aspectos mais relevantes, pela negativa, da educação dos nosso filhos, a começar em casa, com a utilização mais correcta das horas de todos, pais e filhos.

Ver Tv é um hábito que pode ser útil e até saudável. Mas consumir todo o tempo de uma família à frente da TV, sem mais uso a dar ao nosso tempo, pode até ser bem pior do que nem ligar a famosa 'caixinha'. E há tanto para fazer, dependendo das horas e dias:


  • ler- o mais importante de todos os nossos hábitos de cultura e lazer, porque além de ser lúdico nos ensina sempre mais alguma coisa nova, nem que seja o processo de escrita do autor, ou o seu universo intelectual. Mas há dois aspectos fundamentais, ligados à escrita: o processo em si, que nos tranquiliza, compensa outras emoções menos controladas, e nos apresenta um mundo de novas e fantáticas emoções, faz reflectir, concentrar e...descobrir mundos novos num espaço reduzido feito de papel e palavras escritas. Permite-nos em muito pouco espaço e de forma económica- nada equivalente a uma viagem, na qual podemos aprender ou não, muita coisa também, aprender imenso e transformarmo-nos como pessoas.

  • Ouvir música, apenas ouvindo e tentando compreender o que ouvimos. E nem com a música clássica ou jazz, proventura os géneros mais trabalhados, contruídos e por isso eruditos do universo musical. Com todos os géneros de música, dependendo dos nossos gostos ou apatências do momento

  • Fazer, construir algo, como 'bricolage'- desculpem não me lembrei de um termo português equivalente, neste momento em que escrevo- pequenas esculturas, construções com os filhos, puzzles, etc.

  • Conversar, apenas.

  • Desporto. E há tantos que ainda os portugueses não exploraram

  • Pintar. Quadros, objectos, tecidos.

  • Aprender e praticar música. Tocar um instrumento musical.

  • Escrever. Pequenas descrições do nosso dia e do dos outros, do que observamos. Do que pensamos. Do que sentimos.
O nosso tempo, dos portugueses em geral, é triste e pobremente aproveitado.

E o tempo é mesmo o "nosso recurso" mais escasso.

E pior, muito pior do que o nosso tempo, de adultos é o do nossos filhos. E com o uso que fazemos do nosso tempo, nosso e dos nossos educandos, condicionamos o seu interesse pelas coisas do mundo e pelas PESSOAS e, em consequência, o seu desempenho escolar.

Uma última nota, para mim de importância capital: não há reforma de ensino, não há sucesso de política educativa alguma, enquanto a escola não for vista como sede de conhecimento e saber. A educação dos filhos deve ser feita pelo apelo à sua vonatde de saber, mais, muito mais do que terem boas classificações ou competirem e se compararem com os outros. A vontade de saber é uma qualidade intelectual que nos marca pela vida fora. A competição escolar não. E uma coisa conduz sempre à outra. Se se estuda com esse prazer e gozo especial em saber sempre mais, o sucesso na escola virá de forma natural. Aprender com prazer e com uma vontade e ânsia de saber mais, é o que faz a diferença entre apenas bem sucedidos - na escola e mais tarde na vida profissional, e os verdadeiramente geniais.

E por fim...os professores também não comungam deste espírito, de vontade inabalável de transmitir conhecimento, com emoção, empenho e prazer. Nem me digam o contrário. É apenas um emprego para eles. Não para todos, obviamente. Mas neste aspecto os professores não saõ diferentes de outras classes profissionais. Uns sentem-se motivados outros, completamente desmotivados. Mas nesta classe profissional é bem a maioria esmagadora, os que não têm motivação, e bem assim, não demosntram empenho. E empenho pelo conjunto dos alunos, Não epans por um pequeno grupo. Ensinar é desgastante, mas não pelas razões normalmente apontadas. É-o para os empenhados, que se esforçam e preocupam por todos e por cada um dos seus alunos. E assim, esses, esse grupo reduzido de professores, em perfeito fluxo emocional quando do desempenho das suas funções, que sentem a recompensa pela muito gratificante actividade de fazer os outros saberem mais apresentam sempre um sorriso optimista e obtém ano a ano sucesso com os seus alunos. Os outros...apenas se queixam e ficam eternamente à espera que os 'outros', ministério, pais e até alunos, lhes facilitem a vida e resolvam os problemas. Não é, pois, o empregador o culpado.

A motivação tem de vir de cada um de nós, sempre. Tão só!

Criem emoção e sede de saber nas crianças e jovens e um dia este país muda. E só muda por isto. Tudo o mais será inútil se isto não for feito, a partir..deste momento.

Ser pessimista é não acreditar no poder da nossa capacidade de mudança. Ser positivo é lutar pela mudança e fuga deste marasmo educativo e cultural.

(obrigado José Carreira, pelo mote)

P.S...muito longo o texto, pois. Mas há assuntos que não nos permitem muita economia de palavras.




11.6.07

Atitudes negativas, pessimismos...





Uma jornalista (Teresa de Sousa, que até gosto de ler) escreve no Público, sobre Putin e as recentes evoluções das relações da Rússia com a União Europeia, dizendo a dada altura que "cá fora em Washington, Berlim, Londres ou Paris a imprensa tenta desesperadamente deslindar o passado deste homem seco e de baixa estatura..." Não estou a imaginar um jornalista espanhol, ou francês, ou mesmo brasileiro referir-se assim à imprensa internacional, sem mencionar a do seu próprio país, deixando implícita a sua capacidade de, também, veicular ou gerar opinião. Parece-me uma atitude, mais do que comportamento, claramente pessimista, ou mesmo que não se aceite como tal, com certeza, negativa. Optimista e Positivo seria fazer exactamente o contrário. Tal como positivo é ter esta opinião, precisamente. A de que Portugal, como país aberto e inserido num contexto internacional cooperante, sendo parte de importantes e diversas organizações internacionais, como representantes seus a participarem activamente em inúmeras reuniões, conferências, congressos em que são frequentemente tomadas decisões, também participadas por Portugal, tem óbviamente personalidades com opinião própria, sobre Putin, sobre a Rússia e sobre tantos outros temas que hoje percorrem o mundo e são noticia. Esta visão pobre e rudimentar da nossa presença e influência no mundo é, quanto a mim, claramente pessimista e, também negativa. Este era um exemplo pouco significativo e sobre um aspecto menor, que precisamente por isso reflecte o quanto o nosso negativismo está intrusado em muitos de nós.


Prémios literários. Pergunto-me muitas vezes porque razão os nosso prémios literários nunca são internacionais e observo, com frequência a atribuição de prémios, por aprte de Espanha, França Itália, Alemanha ou Reino Unido a autores de outros países, incluíndo Portugal. Ou mesmo de outro género de prémios, coo recentemente aconteceu com Al Gore a ser contemplado com o prémio Príncipe das Astúrias. Mais um aspecto que vem dando a Espanha uma dimensão internacional, ou universal, q que Portugal se tem escusado. Mais uma atitude negativa e pessimista, na sua visão do mundo e da portugalidade.


O Primeiro Ministro José Sócrates (Carvalho Pinto de Sousa de seu nome de família, aliás...) foi à Rússia dizer a Putin que, apesar de Portugal ser parte integrante do maior espaço democrático do mundo, onde se respeitam as liberdades individuais e de expressão (mesmo que em Portugal se discuta se isso têm sido assim tão respeitadas, nos últimos tempos, precisamente por ...Sócrates) que o Presidente russo não tem de se preocupar, pois a Europa não lhe irá dar lições de espécie alguma. Brilhante! Visão optimista (mas optimista irresponsável), sem dúvida, pensando talvez em proveitos futuros, para a economia nacional, ainda na fase de desmame, mas muito negativa por parte de quem vai agora presidir à União Europeia. Pessimista, será ver esta atitude e comportamento como não tendo qualquer futuro ou consequência positiva e, pelo contrário ser totalmente condenável. Positivo será corrigir a opinião de Sócrates, como não sendo, de todo, a do povo que fez e continuou o 25 de Abril de 1974 e se esforça or manter a liberdade no seu dia a dia. Mesmo contrariando Sócrates.
(Duas notas: Quando usar aqui o termo Positivista não será na acepção dos filósofos da ciência, mas numa perspectiva mais psico-sociológica. Há muitos dados, informações e comentários de carácter económico sobre os quais escrever, do ponto de vista do Optimismo, Pessimismo, sendo Positivo ou um pouco Negativo, mas...vou ali a Düsseldorf e já volto lá para o fim da semana. Até já!)

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7.6.07

Optimismo ou Positivismo

Como sabem nos meus últimos comentários de cariz político, tenho sido muito pessimista, quanto àminha interpretação do nosso futuro comum. Mas pessimista e negativista não têm o mesmo significado, nem estão carregados do mesmo peso.

Assim também, Optimismo e Positivismo não são, em diversas accepões, exatacemente a mesma visão de um caso, de um problema, tendência ou perspectiva.

Se continuo pessimista quanto ao nosso futuro próximo, quanto ao desenvolvimento- entenda-se mais riqueza distribuída e mais justiça na partilha de recursos- e quanto à esperança nesse objectivo perseguido há tantos anos por Portugal e pelo seu povo, já não posso dizer que serei negativista, na minha visão do que, futuramente, mais distante ou mais proximamente, poderemos conseguir, como povo, como país e como Estado independente.

Tudo isto pretendo vir a explicar, em vários pequenos textos, ou seja, explicar a minha forma pessoal, sempre muito pessoal, de ver as coisas.

Para dar uma dica... explicar como se pode ser pessimista, mas também positivista.

Bom Feriado!