30.9.05

Arrogância ou incompetência?

O que leva o minstro da justiça a não (saber) falar com os magistrados?

O que leva o ministro da agricultura a não querer falar com os agricultores?

Arrogância ou incompetência? Incapacidade?

A incapacidade leva, numa empresa privada, um gestor a fugir ao diálogo com os seus colaboradores. Mas isso tem, mais cedo ou mais tarde, a consequência ou da decadência da empresa ou da susbtsituição do gestor.

Na política, neste caso concreto, deste Governo, se tal não acontece, é por haver a cobertura total de um Primeiro-ministro que, já nos tempos do governo de Guterres fez cátedra da sua arrogânica e autismo. Também por insegurança. Que ainda hoje é evidente.

Mas aqui, no caso deste dois ministros, também se trata de incompetência...e arrogância. A arrogância dos incompetentes, que o povo designa, simplesmente de... burros.

Não questiono as razões dos ministros, de quererem, no caso da justiça, imprimir mais eficiência- rara no caso do PS, partido dos homens estado-dependentes, que se move por projectos, estudos, comissões, ideias...e mais-nadinha- ou mesmo justiça (dentro do regime de injustiça que grassa no meio judicial), ou no caso da agricultura, por uma manifesta falta de fundos para apoiar agricultores, eles sim mutio descalpitalizados e vítimas de um ano (anos seguidos) de adversidade climática. Os mesmos agricultores que insistem em produzis parte dos consumimos, mesmo que parte de nós seja indiferente (e, por isso, arrogante) quanto a tudo o que se passa no meio agrícola.

Qual o caso destes ministros? E ainda de outros mais, que têm manifestado autismo, por sofrerem da maiorite-absoluta?

Para mim são as duas coisas: arrogância e incompetência.




25.9.05

Os sombristas e Cavaco Silva

Andamos há mais de trinta anos a ouvir o discurso do perigo da Direita, do fantasma do Fascismo ou, mais recentemente, do liberalismo.

O perigo da Direita! (como se houvesse uma Direita, verdadeira e ameaçadora, em Portugal. Com valores identificáveis, com os de personagens sinistras- curiosamente o termo sinistro, em italiano, língua com a mesma raiz da nossa, significa esquerda...)

Neste momento, em que se rapidamente se aproxima a data em que Cavaco Silva pode vir a anunciar a sua candidatura a Belém, cresce o frenesim das gentes que se sentem ou julgam de esquerda, na mesma medida em que se conjectura sobre uma vitória esmagadora (e muito provável) do candidato, ainda virtual, que poderá efectuar o bloqueio da tomada de poder total da esquerda-polvo, que pouco a pouco estende os seus tentáculos para tudo o que seja posição ou função dependente do Estado (já que a nível privado não se conseguem afirmar suficientemente?!).

E tenta-se, uma vez mais, depois de tantas em trinta anos de quasi-democracia (esta espécie de democracia-letárgica em que vivemos...), assustar os eleitores portugueses com o perigo da Direita: "...é preciso é derrotar o candidato da Direita", dizia o triste poeta (quasie-poeta) Manual Alegre. E como eles outros sombristas (fica-lhes melhor este termo do que o de socialistas, ou bloquistas, já que a sombra que tentam projectar sobre perigos inexistentes é-lhes a todos comum).

Há de facto uma ameaça real ao nosso país, uma sombra projectada pelos profissionais da política -aqueles que dependem sempre do poder para perpetuarem as suas elevadas condições económicas, as suas mordomias e as suas arrogâncias - homens como Guterres, Soares, Sócrates, Alegre, Almeida Santos, Coelho, etc. Homens que sem a vida política ficam sem lugares, se funções e sem emprego: os sombristas.

A ameaça, a sombra, que tais interesses corporativistas estatizados projectam, sobre a nossa vida politica e, pior económica, mas também cultural, deturpando tudo e a tudo influenciando (desde o polvo que têm vindo a instalar a nível da comunicação social à sua instalação sistemática e progressiva em todas as funções que dependam de nomeação do Governo), é real e vai estrangular, asfixiar e impedir o futuro ao nosso Portugal.

A ameaça dos homens sombra, dos demagogos sombra da esquerda triste, anacrónica e degradante que temos, é uma ameaça real.

De vez em quando aparece um projecto, e mais outro projecto e nada de concreto.
Todos os dias temos a propaganda política do governo triste e medíocre que temos, através de órgãos como a TSF e outros, sobre uma pseudo-actividade que nunca chega a existir, ou concretizar-se, de um Governo de maioria, mais apostado em servir-se e servir amigos, e afinal, o que se nota é uma degradação contínua e progressiva da nossa vida real, comprometendo o futuro e, ainda pior, uma crescente contestação social que não apazigua a nossa vida social, nem contribui para um clima de confiança e produtividade, económica e cultural.

Só um homem pode travar este estender de tentáculos do polvo, do polvo dos homens estado-dependentes. Os homens sombra da nossa política. Os sombristas.

O homem indicado, no momento, é Cavaco Silva.

23.9.05

A sensação de asco

Chegar uma vez mais a Portugal, vindo de outro país, e ler nos nossos jornais as últimas noviades dos nossos candidatos autarcas-indiciados...

Um em Amarante, que até se gaba das suas patifarias. Goza com o diheiro público...e o público promete votar nele...

Outra que veio do Brasil, preparou tudo com o isteme judicial e (obviamente tinha de lhe agradecer e mostrar reconhecimento público, terá sido a única coisa que lhe pedirram, como parte do pacto?) e com o chefe do seu (ex) partido...

Que delícia!

Nessas localidades onde tudo se prepara para votar e eleger tais candidatos, as mesmas que votuperam "Lisboa", jurando a pés juntos que "lisboa fica com tudo" (mama tudo), mesmo que, depois, as estatísticas comprovem o contrário (que o tal Norte, hoje abaixao uns 13-15 % da média do PIB nacional e baixo da oficial "pobreza", esse Norte afinal leve bem mais do que Lisboa, no aos fundos europeus diz respeito)

A isto assiste um Presidente inapto- sempre o foi desde o início do primeiro mandato- e uma oposição amorfa, que ainda assiste a bem pior coisa: o polvo socialista que se vai instalando e "mamando"

Choro ou vou-me embora?

7.9.05

Argumentos infantis

Os argumentos e as bases da extemporânea, desenquadrada e retrógada candidatura de Soares, partem de um errado presuposto, que se quer a todo o custo fazer passar como mensagem nacionalista, ao povo português:

O de que sendo ele uma referência na vida política nacional se sente obrigado, melhor, compelido, a se candidatar porque é urgente dar uma nota de positivismo, de ânimo e de optimismo a todo o país.

Será ele a pesssoa indicada? Se, ao apresentar a candidatura, uma das ideias que ventilou foi a de uma certa urgência na vida nacional, ou de uma certa fatalidade, principalmente se se confirmar a candidatura de Cavaco Silva.

Estamos outra vez, como Soares tanto aprecia, numa daquelas ocasiões em que se dramatiza a situação, que pode advir da vitória do candidato que não é da esquerda (neste caso não é indiferente que possa ser Cavaco Silva...)

Dois erros pois, melhor três, em todo este processo:

  • Soares foi uma referência na nossa política, mas as referência não sendo eternas, ele não a é mais;
  • Dramatizando a situação, põe-se, em primeiro lugar, em causa, o desempenho de um Presidente cessante socialista, também ele e o de um Governo maioritário;
  • O de apenas os políticos da áera socialista serem patriotas e democratas e os restantes ameças à Democracia
Os dois primeiros erros de concepção desta candidatura-em-desespero por parte da esquerda voltar-se-á contra a própria esquerda. O terceiro é muito mais lesivo da Democracia do que uma qualquer eventual e remota ameaça de direita ou liberal- como se aidna hoje fosse possível uma regulação nacioanl da vida económica, que não se faça depender das orientações da União Europeia!

Muito grave é esta nuvem socialista, feita de gente que nuonca fez mais nada que não fosse depender da política e do Estado. E se a nuvem se estendesse a Belém, numa perigosa- essa sim- hegemonia, coisa que o nosso povo não permitirá, então já nem vale a pena...sentirmo-nos portugueses...

...o que a Espanha- posso afiançar- agradece ( e nem quer saber de nos retirar a independência como nação, sair-lhes-ía muito mais caro!)

Pois, Mário Soares nem parece ter a noção daquilo a que nos quer conduzir!

2.9.05

To New Orleans

Conheci New Orleans em 2000. Gostei imenso da cidade, por ser diferente, por ter um bairro francês bonito e animado. Pelo Jazz, pelas luzes ao fim do dia, pela "loucura" dessa cidade pouco americana. Pelo Preservation Hall e todos os demais locais de música genuína, dessa cidade única, agora ferida.

Hoje sinto uma tristeza pela cidade e esforço-me por recordá-la tal como a conheci. Arrepia-me pensar na inundação da cidade e ainda mais, no desalojamento de tanta gente, na desolação e nas horas difíceis porque estão a passar.

Outra vez o Soares? Tá tudo doido!

Ia eu pela Autovia del Mediterraneo... "el anterior Presidente de Portugal Mario Soares ha comunicado que se canditará al presidencia de Portugal diez años despues del término de su anterior mandato"...

Saber eu eu (quase) sabia, mas a coisa é tão estúpida que nem se quer acreditar. O homem tem 80 anos ( se fosse eleito, coisa que nem me passa pela cabeça, terminaria o mandato com 85!!!)

Náo há mais ninguém no meu país, lá pela (dita) esquerda que reuna o consenso para ser candidato dessa ala política?
A esquerda "tá" assim tão mal? Mas não tiveram eles a maioria nas últimas eleições legislativas???
Não se entende. E o Soares continua a julgar-se uma referência? E uma referência insubstituível?
Não há paciência!