28.9.09

Millennium de Stieg Larson: Os homens que odeiam as mulheres


Li os livros de Stieg Larson de uma assentada. Foram três livros entre as quinhentas e as mais de setecentas páginas de leitura compulsiva. Pela narrativa contagiante e contaminante que o autor imprimiu às três histórias. Quando terminei, a primeira sensação foi de alguma desolação por ... não haver mais para ler.

Não são, em minha opinião, livros de uma literatura de elevado grau, de uma escrita marcante e profunda, ou que possam constituir um padrão e um marco na literatura europeia e sueca. Mas são histórias que têm muitas qualidade. Antes de mais a febre de ler. O prazer regressado de boas histórias, bem contadas e que nos fazem esquecer algumas incongruências do autor, para nos deliciarmos com a vertiginosa sucessão de acontecimentos, não sem que sejam marcantes do ponto de vista da visão e ideias do escritor: a injustiça para com as mulheres, injustiça social em geral, corrupção e manipulação de órgãos de poder e instituições, racismos, etc.

Larson construiu duas personagens fascinantes, uma mais do que outra: Lisbeth Salander (fascinante, após se estranhar...entranha-se e, mais leitura, mais empatia, até ao 'quase culto' da Froeken pró-gótica-salander) e Mikael Blomqvist, o jornalista inspirado, corajoso e lutador, que todos temos no imaginário.

Os livros (Os homens que odeiam as mulheres, A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo e A rainha do Palácio das correntes de ar) são, pois altamente recomendáveis, quer a doentes dos livros e da leitura (como eu...), quer a apaixonados por literatura de levada qualidade (também o sou...), que nestes livros podem 'descansar' um pouco da por vezes esforçada, mesmo que gratificante e deleitante, leitura de grandes romances de autores de referência (por estes dias foi lançado um imenso romance do grande e único Roberto Bolaño: 2666, pela Quetzal), como um Roth, um Rushdie, Naipaul, Yates, Oz, Phamuk, Malouf, etc.

Hoje vi o filme, baseado no primeiro da trilogia literária de Stieg Larson: Os homens que odeiam as mulheres. Um filme super interessante, sem pretensões de perfeição pseudo-intelectual, bem superior a muitos thrillers americanos, com uma qualidade de imagem bem elevada e um desempenho dos protagonistas de deixar muito 'made in the usa' envergonhado.

Aconselho a ver o filme e a ler os três livros e chegar ao trabalho cheio(a) de sono pelo prazer de ler e de se deixar entusiasmar, por uma boa história, mais do que por grande, superior, literatura. Aconselho a ler antes, mas também funciona vendo antes o filme...

Mas não percam estas histórias. Antes se deixem 'perder' no enredo que este malogrado autor, falecido subitamente aos cinquenta anos, sem chegar a assistir sequer à publicação do primeiro livro. Um autor que já é um culto e que planeava escrever dez volumes, de belas histórias contemporâneas.

O primeiro volume desta obra conduz-nos pela crescente vertigem da procura da sobrinha neta de um industrial, Harriet Vanger e choca-nos com a violência revelada sobre as mulheres. No início de cada capítulo Larson divulga estatística também chocantes, e reais, dessa violência sobre as mulheres, num país onde imaginávamos a tranquilidade social próxima da imagem que construímos de um paraíso duvidoso. A psicologia dos personagens é explorada cuidadosa e gradualmente, aspecto que no filme não se conseguiu levar a bom termo, excepto no caso de Lisbeth. Mikael Blomqvist é o herói que sonhamos que irá derrotar a corrupção e a injustiça com as armas que o quarto poder lhe conferem. Este será um tributo aos meios e pessoas onde Larson se movimentava. Os homens do poder, 'do capital', são os maus, ou quanto muito os menos bons, pois o contrário não seria nem de esperar, nem verosímil. O filme, que tenta um 'compacto' sobre as mais de quinhentas páginas do livro primeiro, 'millennium 1', é muito fiel em muitas descrições, de personagens e de locais e paisagens. Lisbeth Salander que nos choca com a sua frieza e violência, em momentos cruciais, acaba por se justificar a si mesma, num contexto de revolta que nos é imprimida pela revelação de crimes gratuitos e odiosos contra mulheres. Num bom policial o autor deve reconciliar-se, após as passagens violentas e chocantes, com o seu leitor, através da justiça que no final se cumpre. Há várias formas de narrativa, em livros desta natureza, mas Larson optou pela narrativa na terceira pessoa, fazendo de 'deus surdo e mudo' que conhece o pensamento dos seus personagens. Assim a vantagem é nossa, e a acção ganha outra dinâmica. Se a narração fosse na primeira pessoa, o impacte podia ser maior, mas acção e principalmente o poder conferido ao leitor, que vai conhecendo o que pensa e como pensa cada personagem e a sua íntima psicologia, não se evidenciariam. Numa obra mais literária, menos policial, outro tipo de narração faria mais sentido e adequar-se-ia mais. Mas aqui, não. Aqui quem domina é o leitor e, claro, o autor. E não há o domínio do personagem sobre o autor. Mas há um nível de conhecimento crescente, do leitor, que o prende e agarra, definitivamente, à leitura.

Boa leitura! Bom prazer!

PSD


Analisadas as causas da triste vitória do PS nas Legislativas, fica-me sempre o sabor de uma derrota mal aceite, do PSD e, mais importante, a ideia de que o maior, se não o único responsável foi o PSD. Foi e tem sido o PSD.

Desde o trabalho que tem feito na oposição, aos escândalos que têm ferido e manchado o PSD, nada é inconsequente e tudo tem sido, e deve, ter uma factura. Se é certo que o PS tem uma história igual ou pior, de escândalos e sombras negras que pairam sobre a sua honestidade e honorabilidade, é também certo que tal não isenta o PSD das suas próprias responsabilidades. E responsabilidades e justificações devidas ao povo português. Agora prevê-se que o PSD venha a ganhar as Autárquicas. Mais responsabilidade tem um partido com esta importância, junto dos seus potenciais eleitores, para que, de uma vez, efectue uma varridela interna dos quadros que se têm mostrado, ora arrogantes, ora desinteressados, ora interessados na sua causa própria e pessoal, ora se têm aproveito da sua influência e conhecimentos na política, ou ainda que se têm imiscuído a participar, dando a cara, às 'batalhas' que respeitam à vida política do seu partido.

Onde andou António Borges por estes dias de campanha? Será mais importante para um vice-presidente de um partido como o PSD, com potencial de governo, que se empenhe e embrenhe na sua actividade académica, do que participe activamente no confronto com as políticas de um partido que tanto tem criticado? Para que serve um vice-presidente assim? Onde estiveram as análises, críticas e confrontos sobre o endividamento do Estado? E sobre os impostos tão elevados? Tanto para os particulares como para as empresas, mas mais para as pessoas, indivíduos - que asfixiadas por estes impostos não podem participar na reanimação de uma economia, quer seja através do seu estimulante consumo, racional e moderado mas presente, quer seja pelas ideias e iniciativa na criação de empresas e negócios que nunca surgem pelas mãos dos gigantes da economia?

Onde andam outros nomes do passado do PSD, como Balsemão, sempre tão activos na crítica ao Governo, mas ausentes da vida do seu partido? E porque não se permite uma abertura dentro do partido que leve a que novos valores e ideias possam surgir? Porque continuam a dominar dentro do PSD os interesses de meia dúzia de indivíduos que controlam a vida a face pública do partido?

Por mim, acho que enquanto não se permitir uma mudança de gente dentro do PSD não haverá uma alternativa e uma esperança, para que no futuro próximo seja a força que vai substituir com legitimidade este PS clientelista e agarrado ao poder- de gente que nunca trabalhou e da vida política depende inteiramente...- e uma alternativa para o futuro do país.

Este PS de gente que inventa estatísticas e mente todos os dias aos portugueses, mas que fabrica muito bem a sua imagem e a vende ainda melhor, como o PSD não o sabe fazer, tem de ser substituído mas por um partido que seja verosímil aos olhos da maioria dos eleitores e seja, de facto um partido com vida, com garra, com energia e deixe os pergaminhos e gravatinhas doutorais, para se meter à luta, com pujança e vontade de avançar.

De avançar, como o PS diz ir fazer e não sabe e nunca faz.

27.9.09

A Democracia e 'O Problema'


Saber perder é uma atitude positiva, por quanto é elegante, talvez responsável e talvez louvável. Mas saber perder, não é gostar de perder. E porque não se 'gosta' de perder, em Democracia, quando se devia, talvez, antes aceitar a decisão de outros, neste caso da maioria? Porque a vitória de 'outros', neste caso, não só não desvanece a preocupação que antes havia, de um futuro negro, bem duro e totalmente comprometido para o país. Porque este PS comprometeu economicamente o país, ao estourar com as contas públicas, ao contrário da propaganda oficial do anterior governo. Uma economia sem dinâmica, a morrer, asfixiada pelos impostos e endividada por muitas e muitas gerações. Uma Democracia empenhada, com as manobras e manipulações da Justiça, da Comunicação Social, da Educação, da Agricultura, da Saúde, da Indústria, e até, como se verá proximamente, da nossa política energética (comprometida com negociozinhos entre amigalhaços socialistas e afins).

Mas, hoje, uma circunstância muito grave surgiu na nossa Democracia: o PSD não soube ser um partido do sistema eleitoral democrático. Pretendeu ter uma atitude nova e distinta, mas agora se viu que erradamente, não fazendo a 'festa' que outros fizeram: nos comícios e na repescagem de 'personalidades' (vergonha nacional, mas enfim...) como Mário Soares e outros quejandos.

No PSD os antigos líderes e 'personalidades' afastam-se e não voltam e, se voltam, falam e dizem-se contra. O PSD mantém este estigma de criar inimigos internos, alguns deploráveis e revestidos de uma certa imbecilidade, como Júdice, Mira Amaral, Balsemão...

O PS, partido clubista de bairro, pseudo-intelectual, cheio de gente indigna pela baixeza de atitudes e palavras (Santos Silva, Alberto Martins, Jorge Lacão, Jaime Gama, João Soares...uma miríade de 'personalidades' sem currículo... e sem dignidade, sem provas de coisa nenhuma e com provas de muita raiva pelos adversários políticos e pelo próprio país. Sem respeito por ninguém, pois a delapidação de recursos, crescente e irresponsável, com obras totalmente inúteis e criações imbecis, como o TGV e auto-estradas prescindíveis, entidades reguladoras que duplicam as funções e responsabilidades de ministérios, como na Saúde, nas Telecomunicações, agora também pretendem nas Finanças...uma multiplicação de amiguismos e compadrios com a complacência de um povo que se recusa a intervir com a sua informação, que despreza, ou cultura, que desdenha, e, finalmente, com a crítica, que não pode saber administrar, dada a ileteracia grassante num país que se gaba de ser o mais antigo da Europa.

O Problema, é um PSD que não tem tido ciência e responsabilidade, para com todos nós, para efectuar uma genuína 'limpeza' de quadros, oportunistas e incompetentes, alguns alvo de suspeitas de corrupção, ou de actos ilícitos, ou moralmente condenáveis.

Manuela Ferreira Leite é vítima de si mesma e da sua gigantesca ilusão: de que ser economistas é abranger o mundo nas suas mão.

Ferreira Leite não só não apresentou um programa rico de ideias que nos catalisasse e contagiasse toda a gente e fosse obreiro da verdadeira mudança, como não foi capaz de nos transmitir o que tantos de nós, afinal sabemos: que Sócrates foi o mais incompetente de todos os Primeiros ministros até hoje, nesta nossa Democracia. Empenhou o país e efectivou as suas tendências anti-democráticas e tentações totalitárias, de profundo desrespeito por todos os que não pensem como ele e não subscrevem o clubismo perigoso que o seu PS encerra.

O problema...tem sido este povo continuar na senda da ignorância. Atroz...

E, por isso nada temos a festejar, mas temos muito luto que fazer.

Por não termos quem nos governe com competência, democracia e respeito por nós e pelos nossos escassos recursos, e por não termos oposição que se lhes oponha. Nem povo que entenda este drama e esta urgência.

De Luto


Um país de luto!

Eu sinto-me de luto e sinto, pela primeira vez, a vergonha de ter nascido neste país...

Sem o saber ainda, o povo votou no suicídio colectivo. Já tínhamos o exemplo de Espanha, que agora agonia com o desemprego, o insucesso económico, a degradação social e a estagnação do desenvolvimento: a segunda mais elevada dívida externa, a taxa de desemprego mais elevada da Europa, a maior corrupção europeia, o 'dinheiro negro' o leite negro, as falsas estatítsicas...

Mas os portugueses não se informam, não querem saber. Não se informam sobre a verdadeira expressão da desgraça em que o PS nos deixou...e deixará ainda mais. Não se informam, nem entendem, e não os informaram adequadamente. O PSD pode agora ficar ainda pior do que no tempo de Santana Lopes.

Somos uma vergonha internacional: a justiça manipulada por um homem que nem tem formação, e mente sobre a mesma. Mente sobre tudo e todas as coisas, com a mesma facilidade com que impunemente o deixam fazer. Enganam-se as pessoas com palavrinhas mansas, mas tal não é novidade portuguesa. Já Hitler o havia feito...pois também havia ganho eleições...

Quando o povo é ignorante acontecem destas coisas.

Viveremos uma decadência e uma vergonha social e internacional.

Viveremos de LUTO. Veremos por quanto tempo.

25.9.09

Em resposta a comentários simpáticos: O PS ganha e desgraça-nos mais um pouco ainda...?




Obrigado pelos vários comentários. Desculpem não ter respondido logo, e a cada um.
Na realidade...concordo em que o PSD não se esforçou para ganhar ao PS e, se acontecer o que as previsões indicam, embora algumas vezes se enganem, e possa surgir uma surpresa, o PS irá, de novo, para o poder, continuar a sua senda de endividamento do país. A despesa pública nunca diminuiu, e a pequena parte que decresceu, no início da legislatura com maioria do PS, foi a que, nessa altura e hoje já não, não devia ter.se perdido: despesa de investimento. Hoje, a despesa corrente é maior do que nunca, e só foi camuflada, estatisticamente, com algum crescimento do PIB, acanhado, no início desta triste maioria PS, porque a base de cálculo era maior.

Hoje, temos uma dívida externa imensa e com perspectivas de crescer, dada a insistência em obras que, mesmo que se justifiquem, pela necessidade e uso que delas se venha a fazer (TGV, novas auto-estradas, nova travessia do Tejo, novo aeroporto de Lisboa, etc), não há condições para que Portugal possa pagar sem endividar ainda mais e sem garantias de futuro.

Enfim, o PSD não se empenhou em demonstrar o caos em que o PS deixou Portugal:

  • contas públicas NÃO ESTÃO EM ORDEM;
  • contas públicas irão ficar ainda em pior estado;
  • educação num caos, porque o alvo das políticas foi errado: é dos programas cheios de disciplinas supérfluas e consumidoras de recursos do Estado e tempo dos alunos e pais que se trata, entre outras coisas mais;
  • SNS também numa desorientação geral, com a continuidade da 'guerra' aos profissionais de saúde e com a falta de cobertura em termos geográficos, e com as falsas estatísticas de cirurgias, 'oferta de interesses na área farmacêuticas (mas medida positiva a da exclusividade da propriedade de estabelecimentos comerciais) etc.;
  • apoio a empresas e a sectores agrícolas distorcidos, atrasados e sem rumo certo;
  • apoios a empresas industriais com base numa política de 'pagar favores' a grandes grupos, sem uma visão de reanimação da produção, e crescimento do PIB, baseada na única classe com capacidade empresarial criativa e inspiradora: classe média, estigmatizada pelos impostos do Teixeira dos Santos (com política financeira salazarista, com mais de oitenta anos de atraso...);
  • política internacional baseada numa lógica 'real-politikesca' que não se justifica nem irá dar frutos, sem princípios e sem humanismo;
  • política social de total desprezo pelas pessoas, começando por não as ouvir, numa lógica de 'nós sabemos tudo', não precisamos de ajuda nem de opiniões, mesmo quando se pretende reafirmar o espírito democrático;
  • política de investigação científica falsa e sem resultados, apenas se destinando a um consumo desajustado de recursos;
  • política de segurança de duvidosa democraticidade, com a concentração de poderes no Primeiro ministro;
  • comunicação social descaradamente manipulada;
  • justiça vergonhosamente manipulada (caso Casa Pia, Freeport, Portucale, etc)
  • ...
Com este 'caos' institucionalizado, seria muito fácil o PSD vencer e com margem, ao PS. Talvez a Ferreira Leite não seja quem precisamos, mas de certeza que de Sócrates já temos que chegue. E dele só precisamos que váa tribunal e responda pelas mentiras e manipulações e, acima de tudo, que deixe de envergonhar o seu próprio partido, necessário a esta desgraçada Democracia...

Mas nem o PSD se tem empenhado, numa muito grande incompetência, pela qual terá de responder também a todos nós, como o PS nem se dá conta da vergonha em que anda a incorrer, com este falso e mentiroso pseudo-engenheiro.

Apesar de tudo, VOTAR PSD é mais garantia de fuuro!



18.9.09

Escutas na Presidência da República

O 'caso das escutas' na Presidência da República voltou à baila.
Cavaco esquivou-se a comentar. Alegou que não pretende comentar casos de partidários. Mas será este um caso partidário? Ou um caso de UM Partido? O PS. Que é o único que está no Governo e, como tal, tem acesso ao SIS (Serviço de Informações e Segurança) e a outros serviços que podem ter condições para tais atitudes, claramente antidemocráticas.

Uma coisa mais, que mostra, para mim, que Cavaco se engana, quando diz que não vai agora investigar, por ser época de eleições: fazer escutas na Presidência não diz respeito ao Presidente. Mas a todos nós! Diz respeito aos portugueses, por se tratar de um atentado à Democracia, de novo. Um atentado e um golpe de Estado! O primeiro órgão institucional do país está sob escuta e vigilância e esse é um Órgão eleito.

Sócrates diz que o director do Público tem muita imaginação. E é sempre assim que ele resolve todos os casos e pessoas que o põem em causa, o 'Grande Democrata'.

Se Sócrates ganhar as eleições, merece governar. Porque o povo diz bem de si mesmo, o que é...e o que merece!

Por mim, voltar a Salazar, não obrigado!

11.9.09

Sondagem Legislativas 2009


Há uns dias saiu uma sondagem de uma empresa, Aximage, que dava a vitória ao PS com cerca de 41% !?!

Agora uma sondagem da Universidade Católica indica que o PS pode ter 37 %, com tendência para descer e o PSD 35 %, com tendência para subir. O BE poderá chegar a uns inimagináveis e muito pejudiciais 11 %, ficando o PCP (CDU) por 8 % e o CDS-PP por 6 %.

Ora, as sondagens da Católica costumam ser das mais rigorosas das que habitualmente se realizam em Portugal, tanto quanto as da Eurosondagem, do amigo de Sócrates, já denunciadas um dia por Manuel Alegre, as que mais tendenciosas temos por cá.

Veremos se estas sondagens batem certo e...faço aqui a minha aposta em como o PS nem assim terá mais pontos percentuais do que o PSD e, em termos do que interessa para a Democracia semi-parlamentar que, por definição, temos, em número de Deputados, ganhará claramente o PSD. E ...aposto numa diferença de alguns pontos mais do que esta sondagem da Católica. Algo como, exactamente o inverso destes números, entre os dois maiores partidos. Obtendo o PSD uns 37 % e o PS abaixo dos 35 ou 33 %.

Apenas uma aposta...e como tal, sempre falível...

Veremos...


8.9.09

PSD

O PSD actual, com a Direcção de Ferreira Leite e delfins com Paulo Rangel não apresenta ainda, em minha opinião, as características que os portugueses anseiam a todo o momento que surjam num partido de oposição a este PS incompetente que nos tem (des) governado.

No último Prós & Contras, Paulo Rangel não se apresentava como um político carismático, seguro e afirmativo. Antes se deixava levar na corrente de ironia e com falta de seriedade de um 'agarotado' Augusto Santos Silva.

Há uns dias, quando da apresentação da candidatura de Isabel Meirelles, por Oeiras, Paulo Rangel e a própria candidata que disputa a eleição com Isaltino Morais, também não desvendavam uma chama, um fogo que se necessita incendeie quem os ouve e faça alterar tendências de voto, dando-lhes a eleição, contra o que as sondagens possam vaticinar.

Pelo que tenho visto e ouvido, apostaria que o PSD bem podia chegar nas legislativas a uns claros 30 a 35 %, contra uns, no máximo, 25- 29% do PS. Mas nesta fase, que não parece a alguns vir a poder mudar tendências de voto, e inverter os resultados previsíveis, o PS pode ainda ganhar as Legislativas e os números acima se inverterem. E isso, não tenho dúvidas, será definitivamente desastroso para Portugal!

Se tal acontecer, a nossa crise poderá ser, agora, não só económica, que nunca o PS conseguiu crescimento económico efectivo, e o pouco que se registou, timidamente, foi conjuntural e devido ao crescimento pontual e excepcional de outros, agora também comprometido para os próximos anos (Alemanha, Espanha, Reino Unido, USA e França).

Nas autárquicas parece-me que o PSD vai efectivamente ganhar, mas não conseguira mudar em localidades como Lisboa, Oeiras, Vila do Conde, etc. Mesmo assim, se se mantiverem as actuais Câmaras com os partidos que as detêm, o PS sofrerá mais uma tremenda derrota nas Autárquicas. E parece-me que será o mais provável. Lisboa continuará, pois, nesta inércia que nada faz e nada muda, excepto os 'tachos' para os amiguinhos do PS.

Mas são as Legislativas que mais importam neste momento de estagnação ou até retrocesso do país, em relação à Europa e a outras regiões.

E nestas Eleições Legislativas de 2009, ou o PSD encontra outras fórmulas, e outras personalidades, que contagiem os eleitores e os entusiasmem, ou as mentiras de Sócrates e do PS, que jogam em todas as frentes e com todos os meios, irão permitir uma nova fase de sombra e desgraça a este nosso actualmente miserável Portugal.

O discurso cinzentão, mesmo que verdadeiro e honesto, pode não convencer ninguém. O tom tímido das entrevistas e discursos deste PSD não me parece suficiente para derrotar a poderosa máquina de mistificação e mentira de um PS apostado em manter o poder a todo o custo, já que se trata de pessoas que nunca, ou quase nunca tiveram outra actividade que não a política. E precisam da política para manter a forma e estilo de vida. Um Status que tem de acabar!

Se Paulo Rangel não chega para este PS que joga sujo numa Democracia ainda pouco madura e informada, então procurem-se novos intervenientes, que consigam levar multidões, quebrar com preconceitos e conservadorismos serôdios, que saibam 'partir a loiça' se tal for necessário. Mas que apresentem algo de novo e que incendeie este povo adormecido!

Prós & Contras


Um debate com representantes dos cinco partidos parlamentares, muito pouco esclarecedor.

Um ponto interessante, que pelos vistos passou despercebido dos intervenientes no debate, assim como a Fátima Campos Ferreira, a (pseudo) moderadora: Santos Silva provocava Paulo Rangel quanto à proposta eleitoral do PSD referente à descida da Taxa Social única, que aquele partido apresenta como uma das medidas para reanimar o emprego (por mim duvido, e acho de muito pouco alcance, enfim...). Santos Silva ia dizendo que o valor dessa proposta vale cerca de mil milhões de Euros, contrapondo Rangel com setecentos milhões. E, ironizava o socialista com 'então querem parar com o projecto do TGV porque é caro, mas depois querem que o Estado receba menos mil mihões de Euros' (não foram estas as exactas palavras de Santos Silva, mas foram próximas e com este sentido). E ninguém, mas ninguém, referia que:

  1. Uma coisa é despender doze mil milhões (12 mil milhões!) de Euros num TGV de muito duvidosa utilidade e esclarecida inviabilidade económica, outra é beneficiar as empresas com uma redução total nacional de cerca de setecentos milhões, com o objectivo de reanimar o emprego (repito que duvido que seja suficiente, mas enfim...se o for é para as grandes empresas e não para as pequenas e médias, as que Manuela Ferreira Leite, e muito bem, pretende que reanimem a economia e o crescimento do Produto Interno Bruto).
  2. Comparar benefícios para sectores com investimentos duvidosos, é uma ginástica mental própria para quem os números em economia nada dizem.
  3. Querer ridicularizar um partido político com base na sua séria proposta eleitoral, que considera de impacte social positivo e um incentivo na economia, e esquecer-se de que os mais ricos e desenvolvidos (Relatório do Desenvolvimento Humano das Nações Unidas: os nórdicos todos e mais alguns na Europa Central) não têm e nem querem TGV's...
  4. Fazer comparações entre os mais desenvolvidos não terem TGV com os países que nem têm Democracia efectiva (alguns de leste)...
Este Augusto Santos Silva faz pensar em como é possível termos Professores Universitários com esta cabeça e, principalmente, com esta atitude permanente de garoto traquinas, de moço de recados de um homem sem integridade e sem formação superior, sem currículo escolar quase (o Primeiro ministro que, não tendo qualquer licenciatura, se afirma engenheiro e, pior, sendo impossível sem se ter uma licenciatura, um Mestrado em gestão, um MBA, mas que submete a estes ridículos pessoas com currículo universitário, um Santos Silva que se comporta com 'cowboy' da política)... com o seu ar ridículo, de uma falsa e nervosa ironia, para com todos os seus adversários políticos.

Ontem notou-se e confirmou-se muito bem este estilo de estar na política e na vida, convencido da sua superioridade, afinal, uma evidente inferioridade. Este estilo e postura foi iniciado por Sócrates, mais como defesa para as suas imensas fragilidades.

Atacar e ocupar o tempo assim, com garotices baratas e inadmissíveis em política séria, para distrair adversários e jornalistas menos atentos e focados no importante. Atacar vilipendiando tudo e todos, os que se opõem a si mesmo e às suas estapafúrdias ideias. Sempre fazendo referências a um passado que já não interessa a ninguém e nem está a sufrágio, como se o responsável pela política actual e com uma maioria absoluta não fosse ele mesmo.

Mas o pior mesmo é o seu estilo de 'puto' irresponsável, que num tom de 'gozo' se dirige a qualquer adversário como se ele, e só ele, fosse suficiente e bastante à Democracia. Como se a própria Democracia o incomodasse. E assim persegue adversários, influenciando ou impondo a juízes e polícias inquérito inconsequentes, lançando boatos em órgãos de comunicação fiéis ou submissos, por razões pouco claras e interesses mútuos.

Na Assembleia insulta todo aquele que se lhe opõe, para logo de seguida se vitimizar. E volta a falar do passado (ai fala de nós...e quando esteve no Governo o que fez? Esquecendo que há momentos certos para tudo e... até para se ter de responder pelos nossos actos na altura própria, que é Agora, para ele, Sócrates o Mistificador!)

Um estilo em fim de vida, com apenas mais quinze dias de existência...?

6.9.09

Mor Karbasi na Fábrica da Pólvora, Oeiras. 4 de Setembro de 2009






(fotos do autor, direitos reservados)

Uma cantora de música tradicional Judaica, ladina ou sefardita (sefarditas eram os judeus oriundos da Península Ibérica, designada de Sefarad pelos judeus). Uma nova voz na música tradicional de Israel. Uma voz verdadeiramente ímpar, de tom mezzo-soprano, com versatilidade e modulação únicas. Uma carreira que vale a pena seguir.

4.9.09

TVI e Prisa: Nova prepotência de Espanha e de Sócrates


Hoje tivemos conhecimento de mais um escândalo da Democracia. A administração da TVi suspendeu o Jornal de Sexta. Em resposta a Direcção de informação e as Redacções demitiram-se em bloco.

Um Socialista pouco escrupuloso e menos ainda, democrático, mas profundamente clubista e seguidista, dirá que é normal. Trata-se de uma empresa privada, independente e o PS não tem obviamente nada a ver com a decisão, ilícita ainda para mais, visto que uma Administração de um órgão de comunicação nada tem a ver com orientações jornalísticas do mesmo. Apenas tem a ver com sucesso económico do respectivo órgão.

Podíamos dar esse benefício de dúvida, não fora já os casos do BCP, da Caixa Geral, da PT, do Banco de Portugal, da Mota & Companhia, da Autoridade da Concorrência, etc.

Mas mesmo que não houvessem esses casos, o da TVI seria gritante. Uma empresa controlada por um grupo económico espanhol simpatizante e parceiro do PSOE, pretende determinar a orientação num outro país, a dar a uma Direcção de Informação. Uma vergonha! E um imperialismo inaceitáveis. Eu sempre disse o que disse de espanhóis. Que eram prepotentes. Imperialistas. Que Portugal sempre foi, para eles, uma 'província' de segunda categoria. Agora veio a confirmação da atitude, num total desrespeito pela opinião pública de um país que não é o deles, de que nada lhes importa, nada conta, excepto os seus interesses mais directos. Julgam eles... Infelizmente, venho a ter razão, de novo. Mas veremos após a derrota esmagadora de Sócrates, o que pensarão os 'donos' espanhóis de uma TVI com tão pouca qualidade, como sempre teve. Sempre foi a 'estação' mais 'popularucha', mais 'rasca', em termos de padrões de qualidade e de 'elevada bitola cultural'. Mas apresentava uma independência e distanciamento único em relação a este poder tentacular do PS.

Não é indiferente uma decisão destas num órgão de comunicação, e muito menos da importância e visibilidade de uma TVI. Não é equivalente a uma decisão que pudesse ter-se dado numa PT, ou num qualquer Banco. É um órgão de informação! Em época de eleições. E, num momento em que se preparava para apresentar mais uma peça sobre o caso Freeport.

Este simples facto deverá dar a derrota, retumbante e esclarecedora a um PS que só tem demonstrado saber viver de amiguismos e clientelismos, estendendo os seus braços de polvo, para a todos influenciar e fazer calar a verdade. Uma manipulação condenável em Democracia. Mas ainda bem que tal sucedeu. Como diz o povo, 'a verdade vem sempre ao de cima'.

A verdadeira face de Sócrates que, estrebuchando, tenta em vão mascarar a incompetência com estas manobras de manipulação comuno-fascista, vem a revelar-se. A tempo.

Em nome dos Democratas e amantes da Liberdade e da Verdade: Obrigado José Sócrates Pinto de Sousa. Obrigado espanhóis!

Adeus!

3.9.09

Sócrates Vs. Portas na TVi

(in jornal i, 3.09.09)

"Na recta final do debate, José Sócrates teve uma deriva cinéfila: "Há um filme que se chama 'Sei o que fizeste no Verão passado'. E os portugueses sabem o que você fez no governo passado". Paulo Portas contrapôs: "O que está em julgamento é a maioria absoluta que este governo teve. Para si, ou tudo é culpa do passado ou é culpa do mundo" (in i, 3.09.09).

Portas falou de absurdos xenófobos e securitaristas, e Sócrates só contrapunha com 'quando o senhor esteve no Governo', fórmula totalmente gasta, porque, de facto, o que está em 'julgamento eleitoral' em jogo é a maioria absoluta, incompetente, prepopente e anti-democrática deste PS. Mas já não há nada a fazer pois, como dizia o Princepezinho de Saint-Exupéry, é 'da natureza' de Sócrates. Escuda-se ele em números trabalhados.

Ontem Portas apontava as 'melhorias' e 'milagres' de Sócrates com gráficos e mais gráficos, mas são, realmente, verdadeiros. O défice foi reduzido à custa de todos nós, mas foi gerado por uma má administração do Estado, que nos últimos catorze (14) anos, esteve onze (11!) nas mãos do PS. UM PS que usou das mesmas estratégias, um copia fiel, de Salazar!
E, em matéria de liberdades também usou, e parte, a atitude e postura de Salazar, controlando a Comunicação Social. Dizia José Sócrates de Sousa que a primeira liberdade é a segurança das pessoas, mas na verdade a primeirissima liberdade individual é a liberdade de pensamento e expressão. Decepada em larga extensão por este Primeiro-ministro vaidoso e narcisista, incompetente em múltiplas matérias, principalmente naquelas de que mais se gaba: desenvolvimento económico (que Portugal só conheceu em décadas, com Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite como Ministra das Finanças!), desemprego, que sempre veio a aumentar, anualmente, sem excepção, educação que só tem levado a desastres e falsas estatísticas e, mesmo assim, continua a 'puxar' Portugal para trás em termos internacionais, Justiça, uma autêntica vergonha, desenvolvimento científico, uma urna funerária do erário público, Segurança Social, um criador de fossos entre os portugueses, com gente que não produz a eternizarem a sua subsidiação...

Nem me preocupa que Portas tivesse ganho o debate, co o indicam vários órgãos de comunicação hoje, porque isso de ganhar debates pouco me diz. Preocupa-me que, de uma vez por todas, se corra com este falso engenheiro do Poder. Para que, de uma vez também, se inverta este ciclo de atentados à liberdade e se regresse aos tempos de desenvolvimento económico, que com Cavaco já foi superior ao de Espanha e da Irlanda.