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Maurits Cornelis Escher

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Já tiveram a sensação de, ao visitar um lugar pela primeira vez, lhes parecer que já o conheciam, muito familiarmente?

Ou de estarem dentro e fora do mesmo sítio em simultâneo? Como se estando dentro, o estivessem a ver por fora? E isso em relação a uma pessoa, normalmente com quem temos afinidade ou empatia muito forte?

E a nós mesmos? Estarmos a observar-nos por fora de nós?

Há explicações para tais sensações, impressões, fenómenos, adiantados por estudiosos, ou pseudo-estudiosos. De fenómenos. Normais ou paranormais.

Mas Maurits Cornelis Escher, um genial artista, nem sempre muito conhecido, ilustrava isto como ninguém. Uma capacidade de abstracção absolutamente genial. A figura aqui ilustrada, uma fascinante, intrigante e vertiginosa pintura de Escher, dá-nos bem a dimensão da sua genialidade. É uma galeria dentro de um quadro, ou um quadro dentro de uma galeria? Ou um cidade que se contém a si mesma? Ou um homem que se contém a si mesmo?

Mas... tal como nos explica a ciência, ou melho…

As finanças salazaristas e o governo Sócrates: a demagogia eterna dos ministros da finanças.

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Quando Salazar tomou posse da pasta das Finanças, a primeira coisa que constatou e à qual se dedicou foi precisamente o défice do Estado. Para muitas pessoas esta é uma ideia moderna, uma preocupação recente dos nossos 'ilustres' ministros das finanças, e da União Europeia.

Nem assim é, nem nos tempos actuais se trata de uma ideia da União Europeia. Esta tem sido uma batalha dos dirigentes do Banco Mundial. Precisamente porque é um dos maiores problemas com que o Banco Mundial tem de lidar. Ao ter de lidar com bons equilíbrios económicos e financeiros, ao ter de se preocupar com o andamento e a saúde da economia mundial, para poder gerir fundos e actividades de apoio geradas entre países ricos e países em desenvolvimento, tem de encontrar, com cada um dos grandes blocos económicos e com cada país que os constituem, com a boas contas dos respectivos Estados.

Mas esta ideia já existia no tempo de Salazar, em 1928...e foi a sua grande luta nos anos subsequentes. Com o prestígio que…

Violências

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Assistimos todos, envergonhados, como portugueses, às imagens da violência perpetrada por uma aluna contra a sua professora, em plena aula.

Analisemos as imagens, visto não conhecermos os antecedentes que conduziram à situação.

A professora pretendia que a aluna lhe entregasse o telefone móvel. Presume-se que a referida aluna estivesse a usar o telemóvel durante a aula. Neste pressuposta, a razão só pode assistir à professora.

Como a professora insistia e a aluna resistia, assistiu-se a um “braço de ferro”, um preliminar de uma luta que até poderia ter tido mais gravidade. Assistiu-se, também ao incitamento à resistência, ou à violência, por parte dos outros alunos.

E, pela minha muito falível análise, não se assistiu objectivamente, a nada mais. Mas não será difícil inferir do restante. Do que pode ter conduzido à situação visualizada. Mas perguntemo-nos, em vez de tecermos considerações ou afirmarmos sem conhecimento de causa.

Terá aquela professora ascendente suficiente sobre os seus al…

O homem que queria ser Sarkozy

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Luis Filipe Menezes insiste no mesmo estilo, avulso, desgarrado de qualquer estratégia- não se conhece qualquer estratégia ou ideia, linha de pensamento, ideologia até do actual PSD. Luis Filipe Menezes insiste em permanecer na liderança do seu partido, autistica e teimosamente, contra tudo e todos os avisos à própria sobrevivência do PSD.

Esta atitude, sendo mais um sinal de cegueira e uma demonstração cabal da sua incompetência, vai trazer ao PSD, com graves consequências para o país. Porque o problema de falta de liderança, ou seja de uma liderança com conteúdo, com ideias novas e um projecto, é o problema dde não existir alternativa elegível. A integridade da pessoa não está em causa. Mas a do político via passar por saber reconhecer que será mais benéfico sair, do que permanecer, estrangulando um projecto, já de si com problemas de credibilidade, devido aos desastres de Durão Barroso e Santana Lopes.

Ana Drago do Bloco de Esquerda tem sido, com frequência, a mais eficiente oposição…

A Lição da Chuva

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Umas gotas transpostavam-no para o passado, com tudo ou que de bom e mau isso lhe trazia, outras empurravam-no para o futuro.

A cada gota que escorria, escolhia se era passado ou futuro, que trajecto isso fazia a sua mente percorrer.

Do passado...

Aquelas férias cheias e reparadoras em Marrocos, ou as de carro até Praga, onde se desvendara uma das cidades mais lindas que alguma vez vira. Ou de Veneza, a bela. Tantas e tantas recordações. Nem todas boas.

Futuro...

A gota ao lado, escorria rápido e levava-o a um futuro desejado, que terminaria com a solidão dos seus últimos tempos. Que o preencheria com projectos de ajuda e apoio a outros. Que lhe traria um sucesso profissional...

Mas outra logo se interpunha, ligando-se à anterior e dava-lhe o calafrio forte da sua maior desilusão, mas também, numa mistura de restringir o ar no peito, dos mais belos momentos de que se conseguia lembrar.

As gotas da chuva faziam-lhe a vontade ao pensamento confuso. Dividido. Entre extremos de sensações. Entre …

Tibete: O sofrimento de um povo sereno

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Se há povos serenos e pacíficos, que nos merecem respeito ou até veneração, um deles é, sem dúvida, o tibetano. Ao longo de milhares de anos este povo desenvolveu uma forma de vida positiva, serena, conseguindo aquilo que muitos outros, nós ocidentais e europeus em especial, procuramos, ou pelo menos, andamos a enganar-nos, dizendo que o procuramos. A vida sem sentir as necessidades de que nós europeus, tão obsessivamente, dependemos, encontra-se ali nos vales altos desse país belo e mágico, que até na geografia parece aproximar-se dos deuses, mesmo sem se discutir se estes existem. No Tibete acredita-se na vida serena. Na vida com respeito pelos outros. Por todos os outros. Sem excepção. E, essencialmente, na vida como bem único e insubstituível, mesmo tratando-se de um povo cuja religião acredita na vida além morte. O respeito pelos outros e pela vida é superior a todos os outros bens humanos e reais. A morte dos outros é aceite, como passagem, para uma outra vida, mas a morte provo…

Memórias

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Todos os dias passavam por mim, pessoas de todas as idades e distintas situações sociais. Tristes ou felizes. Velhos e novos. Apaixonados ou zangados. Uns falando muito, outros em silêncio pesado. Há anos que eu era o ouvido mais passivo deste passeio marítimo. Assisti a confissões de amor. A traições amorosas. A discussões e separações. Não sei se definitivas. O meu papel era, e é, o de levar com tudo, ouvir de tudo e nada fazer. As minhas memórias misturavam amores e desamores, políticas, raivas incontidas. Até me haviam batido imensas vezes, no quente de discussões insuportáveis. A minha companhia, sem o ser de verdade, foram estas palmeiras, algumas bem mais novas do que, e este rio, esse sim muito mais antigo. Se eu tinha tantos e tão difíceis segredos comigo, tanto como aturar ébrios, sexo pela noite dentro, conspirações políticas, parecera-me., imagino este rio imenso.A diferença é que eu não podia escolher o local onde ficar e o rio, esse, levava tudo com ele, todos os minutos…

Ridículos

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Luis Filipe Menezes e o seu incompetente e arrogante Secretário-Geral, gostam de seguir as passadas de Sócrates, na atitude, e nos resultados. Na atitude, são arrogantes, narcisistas, antidemocráticos e profundamente incompetentes. E agarrados ao poder, custe o que custar. E, assim, ir-lhes-á acontecer o mesmo que a Sócrates, um destes dias… serão despedidos pelo Partido e envergonhados em público, pela desgraça em que insistem em deixar tudo à sua volta, tudo em que tocam e pelo ridículo do que dizem.

Sócrates só os bate numa coisa: a falta de educação e consideração para com adversários, a quem tem por inimigos. E, sendo inimigos há que se usar das mesmas medidas de Átila, perseguindo e tentando aniquilar todos os que divergirem do que ele diz ou pensa. Ou seja, todos os que mostrarem ser minimamente inteligentes e democratas. Assim usa todos os meios, e se não estão ao seu dispor, procura que estejam. Os tribunais, que, assim, caíram em descrença, o Banco de Portugal, que torneia o…

A importância de ser verdadeiro

A 22 de Janeiro escrevi neste blogue sobre a crise financeira e sobre o optimismo mal disfarçado do Governo. Eu previa que a crise iria atingir Portugal, financeira e economicamente. E tal afectaria, como vai afectar, pessoas individuais, famílias e empresas. E o próprio Estado, no que concerne à dívida externa, que aliás só tem crescido, todos os anos com este Governo. Como tem crescido aparte do défice afectada pela despesa pública. Apenas se tem controlado o famigerado défice pelo lado da receita. A despesa da Administração tem aumentado, anualmente, mais do que o crescimento do PIB! Ou seja, enquanto o Estado não se poupa a exageros, pagamentos exorbitantes a gestores públicos, hospitalares, bancários e outros, em valores mensais de mais de quarenta mil euros (o mesmo de que se queixava o poder socialista em relação ao anterior e eficiente Director Geral dos Impostos, hoje administrador do BCP), fazendo, também dessa forma, crescer a despesa corrente, impõe-nos a todos o flagelo asf…

Irmãos na desgraça

Lá, como cá, o povo não sabe escolher. Mas é, obviamente soberano. Mas, lá, como cá o povo não tinha escolha, pois é tão pouco prometedor, ou de confiança numa liderança alternativa e competente, o líder do PP de Espanha, como o triste líder do PSD em Portugal. Entre mau e mau, o povo espanhol, fez como o português: A escolha da ilusão. Lá em Espanha, como em Portugal, a escolha do PS leva a atraso, queda acentuada do desenvolvimento económico e empobrecimento da população. E a parte da população mais responsável pela escolha, em Espanha, como em Portugal, é a que mais sofre e sofrerá com a sua escolha. Perante o vazio, que fazer? Também se prevê que nos acontecça a mesma desgraça em 2009. O PS é profundamente incompetente e o PSD anda a escolher líderes errados há demasiado tempo. E tem um líder ridículo. Alvo da chacota de todos. A mudança urge. Tanto no PSD, como no PS. Mas não irá acontecer com facilidade. Ninguém quer saber. Se, ao menos, não se dependesse tanto da política, tudo seri…

Procuram-se Políticos competentes!

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A grande manifestação dos professores em Lisboa, contra a proposta da Ministra da Educação, mas sem ser claro que tivesse sido contra a avaliação da sua classe, em si mesma, torna claro que não se tratou apenas de um movimento de uma profissão, que sempre teve atitudes um tanto corporativas, sem que esse posicionamento classista acarrete algo de menos positivo, entenda-se. Este movimento e a sua manifestação máxima ontem em Lisboa, pela marcha imensa, congregando, de forma inédita, todos os movimentos políticos e sindicais, foi, também, uma expressão culminante do descontentamento, ou mais claramente, de oposição popular assumida a várias políticas deste governo.

Tenho aqui dito, há muito, desde a eleição de Sócrates, passando pelas manipuladas sondagens e opinião jornalística, em que o PS sempre foi mestre, com Soares e vindo em crescendo com Guterres e agora muito mais com Sócrates (afinal não tendo a perspicácia de que goza a fama mas não a merece, pois tornou-se o mais evidente ma…

Sócrates, a Ministra e os Professores

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Li um texto, respeitável obviamente, de José Manuel Silva (http://www.campolavrado.blogspot.com/), ex-Director Regional de Educação do Centro, sobre a polémica reunião de José S. Carvalho Pinto de Sousa com os professores e sobre a as novas medidas que o ministério quer aplicar, no que se refere à avaliação profissional da classe dos docentes. Medidas absurdas, diga-se, pela forma. Mas não pela ideia que as justifica.

Interessante a preocupação com a base eleitoral do PS. Pergunta-se: Mas se é o PS que governa, em maioria, e faz o que faz, não merecerá a redução dessa 'base eleitoral' (fala-se de bases eleitorais, como se de coisas naturais e ternas se tratasse. Já começo a pensar que responsabilidades teria o Sr. José Manuel Silva no ME, para estarmos neste ponto e desgraça em que estamos. O Sr. José Manuel Silva fez questão de referir que desempenhou Altas Funções no ME. 'Altas'? Porquê? Por terem sido num Ministério? Não estou a ver que tem isso de 'alto' ou …

Estado-vergonha

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Não vivemos uma época de Estados Providência. Já sabemos. Mas os Estados de Direito europeus, onde a cultura social sempre tem conduzido a níveis de protecção elevados, baseados em princípios de equidade, solidariedade, ética e responsabilidade, têm, por tradição, bases intelectuais, políticas e económicas que nos distanciam de outros continentes, culturas, e blocos económicos, tais como os EUA ou mesmo o Japão.

Portugal devia pautar-se pelo respeito de tão sedimentadas tradições, princípios e comportamentos.

Portugal, inserido neste imenso espaço democrático e apologista de um moderno multiculturalismos, devia começar, na pessoa da Administração do Estado, do Governo eleito, para bem ou para mal, devia dar o exemplo, a agentes económicos e à sociedade em si mesma.


A prática da nossa Administração política, eleita para nos melhorar as condições de vida, defender os acima apostos princípios éticos e democráticos, é bem diversa de tais tradições europeias. O nosso Governo continua a patroc…

Pelo bosque ou junto ao rio?

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Estar a passear sozinho num bosque, numa manhã fresca de Primavera, num desses fins-de-semana em não que apetece ficar em casa a ler, ouvir música, ver televisão ou fazer arrumações e limpezas, o sol penetrando pelas altas árvores e o vento fresco, agradável. Sozinho com os pensamentos frescos, livres a fluírem, reflectindo sobre mim mesmo e sobre os outros. Sobre e vida, o que nos deu ou há-de ainda trazer. O aroma das ervas novas a florescerem, transmite a tranquilidade e inspiração adequadas. Nada fazendo, excepto uma fotos, pensadas com tempo. Sente-se alguma música que nos sai da mente e se enquadra naquele ambiente bucólico e renovador. Uma Sinfonia pastoral de Beethoven, ou uma obra de Dvorák, ou ainda a Fantástica de Berlioz. Tudo parece perfeito e terapêutico.

Ou estar numa cidade como Lisboa junto ao rio, numa manhã fresca de Primavera, num desses fins-de-semana em que não apetece ficar em casa a ler, ouvir música, ver televisão ou fazer arrumações e limpezas, o sol penetrand…

Ensino Artístico

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A propósito da ‘reforma’ (esta moda de chamar reforma a tudo, é mais uma das manias socialistas, de a tudo tentar dar uma ideia da profundidade de medidas, verdadeiramente, avulsas, as quais se mudam várias vezes, para não correr riscos a tempo de ir a votos e sondagens) sobre o ensino da música, especializados versus ensino integrado, lembrei-me da miséria que graça no ensino do desenho e pintura, designado de educação visual (impropriamente, pois nesse caso deveria abranger ensino de outras artes visuais, como escultura, fotografia, vídeo, etc.
Quando as nossas crianças são pequeninas, antes de irem para o pré-escolar, ou infantil, um dos seus maiores prazeres é desenhar e pintar. Assim que chegam ao ensino básico - outra designação com que não concordo, visto que básico num país que se quer mais preparado, bem formado e culto até, esse ‘básico’ deveria chegar até ao 10º ano de escolaridade – desaprendem quase na totalidade o pouco e rudimentar que antes haviam aprendido: não se lhes…

Educação Musical democrática?

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A Ministra da Educação é um dos membros do Governo que, ao início da sua actividade, foi tida como eficiente, pragmática e competente. Rapidamente, através de um série ainda interminável de disparates (retirada do exame de Filosofia para entrar na Universidade em... Filosofia, e noutros curros afins, as famosas aulas de substituição que, ainda hoje, ninguém vê como úteis …)

Nos últimos tempos a Ministra tem dado crédito a estudos, perfeitamente irresponsáveis, apressados e até mesmo idiotas, como a Reforma, que nunca é aplicada como anunciada, tal como TODAS as reformas do infeliz e incompetente Governo do Eng.º Técnico José de Sousa (para não insultar a memória do ilustre filósofo grego)e, mais recentemente, as anunciadas, ainda não legisladas, medidas sobre o ensino especializado da música.

Quer o ministério, impor, estilo quero-mando-e-posso, muito ao gosto de José de Sousa, que as escolas ensinem música em modelo integrado. E deixe de haver ensino gratuito, entenda-se subsidiado pel…

(Im)Previsões e outros "temas"

1. O Governo fez previsões económicas, para 2008, demasiado optimistas. Segundo a Comissão Europeia. Sobre isto já eu havia escrito aqui, da última vez em 20 de Janeiro. Parecem pouco graves estes erros, mas não nos esqueçamos que muitas previsões económicas, privadas e públicas, são elaboradas com base nas do Governo, Banco de Portugal e intituições internacionais. Um dos cálculos que mais nos afecta é o do Indíce de Produtos no Consumidor (inflação), outro será o crescimento do Produto Inerno Bruto (PIB, crescimento económico da riqueza gerada num país), e a estes dois índices estão ligados, de forma directa...os salários- já de sei os mais baixos e com maior perda de poder de compra, de toda a União Europeia. E pior do que o grau de confiança nos agentes económicos, nacionais e internacionais, é o que de facto significa e o que afecta um menos crescimento do PIB, um menor crescimento das exportações e, ainda mais importante, numa época de crise financeira, e já económica, internacional…

Marinho Pinto, Corrupção ou Tráfico de Influências

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Já tanto se escreveu sobre corrupção em Portugal.

Agora comenta-se sobre as declarações do Bastonário da Ordem dos Advogados. Para uns um escândalo, pela forma, para outros pelo conteúdo (atentatório da intocável dignidade dos políticos. Mas tal dignidade tem, efectivamente, se ser merecida, e não se a tem apenas pelo cargo que se ocupa!)

O Bastonário Marinho Pinto, foi de facto bastante bombástico, mas, para mim, mais no estilo do que no conteúdo. De qualquer forma, há que se provar acusações, para que não se tornem gratuitas, e não se comprometa, assim, o autor das mesmas. Ou então não é correcto e, pior, não são atingidos os objectivos, perfeitamente legítimos e nobres, de denúncia de situações e de pessoas, cuja gravidade de actos nos atingem a todos, por terem implicações profundas nos bens do Estado que, afinal, são propriedade colectiva de todos os portugueses contribuintes cumpridores.
Mas, primeiro erro, governos como este, e políticos como os da nossa triste actualidade, confun…

Crise Financeira e Optimismo desproporcionado do nosso governo

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Será de elogiar o aparente optimismo de Sócrates quanto à crise financeira mundial que se começa a alastrar?
Não me parece...
Portugal está inserido no espaço económico europeu e é uma das economias mais dependentes, nesse espaço, da situação económica e financeira tanto de países europeus, como dos Estados Unidos da América e de países orientais.
É que Portugal deve o seu parco, muito parco crescimento do PIB às exportações para países como os da União Europeia e os EUA. Mas também depende, no equilíbrio da sua balança comercial, das compras feitas a oriente, e também, principalmente a Espanha e Alemanha. Se Espanha tem neste momento um superavit, tem também uma crise crescente, pois o comportamento bolsista das empresas de construção - quase o único e verdadeiro motor económico espanhol devido à forte imigração do norte África- tem sido muito negativo e as maiores empresas do sector apresentam já fortes perdas, muito comprometedoras dos seus resultados. Mas em Espanha há outros prob…

Livros... mas não obras literárias

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A moda dos livros sobre enigmas, mistérios, segredos nunca antes desvendados pegou de tal forma por todo o mundo que, hoje, é difícil entrar numa qualquer livraria e não dar de caras com uma dessas 'pérolas' da literatura em destaque. Estão por todo o lado.

Os seus títulos são ‘muito interessantes e sugestivos’...de tal modo que é quase possível ‘cloná-los’ ou fazer um pequeno jogo, juntando-os, mais ou menos assim:

“O Legado dos templários” (Steve Berry), descoberto com o “Mapa dos ossos” (James Rollins), ou “ O segredo de Shakespeare” (Jennifer Lee Carrell), que nos desvenda “O sangue dos inocentes” (Júlia Navarro) já muito antes encriptado no “Mapa do Criador” (Emílio Calderón)...

Enfim, qualquer pessoa mais criativa do que eu faria melhor deste ‘jogo’, mas é só um exemplo de alguns títulos que, afinal, dizem o mesmo. Há um mistério universal, de muito alcance para a humanidade, desvendado no livro ‘tal e tal’.

Para mim são títulos hilariantes e todos soam ao mesmo. Mas não sig…