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Elogiar ou comentar o que está correcto

1.Ontem o Governo anunciou o novo pacote que vai alterar profundamente as reformas dos portugueses.
Uma medida impopular e muito desagradável, para todos, mas infelizmente será muito improvável poder fazer-se de outra forma.

O que isto significa é, uma vez mais, a medida da nossa injustiça social, provocada não por este Governo ou por outro, mas talvez acentuada por vários, mas seguramente devido aos tais nossos geniais gestores, administradores e patrões que andam há dezenas de anos a sugar o Estado (que somos todos nós).

2. Sócrates anunciou que tem intenção de lançar a discussão nacional sobre a nergia nuclear. Depois das precipitadas afirmações do Ministro da Economia, não etnho dúvidas de que acertar de agulhas será bem mais vantajoso para o futuro energético e económico de Portugal. Lançar a discussão não e assumir nada. Mas calar seria discussão é um erro crasso.
As energias alternativas, no bom caminho e graças a este Governo, não contribuirão em mais do que 20 a 25% para a reduçã…

O Fosso português

Em Portugal aumenta o fosso entre ricos e pobres.
Em Portugal aumenta o fosso entre homens e mulheres, no que aos vencimentos diz respeito
Em Portugal tem vindo a aumentar o fosso entre gestores e os seus colaboradores, ou trabalhadores.

Portugal cria mais injustiça social.

Sócrates revê-se no modelo sueco e nos modelos nórdicos de desenvolvimento. Precisamente os países onde o fosso, as diferenças entre ricos e pobres, dirigentes e dirigidos, homens e mulheres é menor, em todo o mundo!

Portugal é o país do Fosso, o campeão do fosso das desigualdades.

Ando pessoalmente a dizer isto mesmo a todos os que conheço, a familiares, amigos e conhecidos. Este é um problema estrutural gravíssimo que, a acentuar-se, nos vai tornar mais pobres, mais incultos mais escravizados (nomeadamente de espanhóis e de multinacionais em geral). Cunhal falou disto milhares de vezes e, mesmo querendo distanciar-se das ideias de Cunhal, é preciso ter a clarividência para perceber que ele tinha razão.
Estas diferenças …

25 de Abril

Este ano regressei ao 25 de Abril de forma um tanto inesperada. Estava em casa com os meus filhos a ler um pouco e a dada altura, na tradição de zapping de cá de casa (menos minha e mais dos filhotes, que vejo muito pouca televisão, em dias de semana) passámos pela RTP 1 e demos com o filme da Maria de Medeiros, já visto em tempo, sobre o 25 de Abril.

A minha filha mais crescida tem treze anos e o pai dela, com as suas habituais prelecções pedagógicas (e chatas!) lembrou-se de 'educar' um pouco as miúdas (a de treze e a de dez... porque não?) sobre o antigo regime, a revolução de 1974, o que vivi com os meus catorze anos nessa data...

Não resultou em muito e, rapidamente, as miúdas logo se maçaram de ver o filme.
Resultou em que, nostalgicamente me lembrei desses catorze anos, dessa data, dos acontecimentos subsequentes... de estar junto à rádio, com o meu pai e os meus irmãos a ouvir tudo, tudo o que desse sobre a Revolução...

Nesse dia nasci para a política, sentindo e querendo …

Chaconne da Partita nº2 BWV 1004 de J.S. Bach

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Hoje, na Festa da Música no CCB, assisti a um recital fantástico:

Régis Pasquier, violonista francês já frequente na Festa da Música, presenteou o público com uma actuação genial da Sonata para violino solo nº 1 em Sol menor BWV 1001 e com a Partita para violino solo nº2 em Ré menor BWV 1004 de Johann Sebastian Bach.

Esta Partita é um das mais famosas de Bach e deve parte da sua fama, não apenas à genialidade da obra em si mesma, mas também às transcrições para piano, que no meu anterior texto referi também ter assistido, ontem em Belém, sendo a mais conhecida a de Busoni, depois a de Brahms, para mão esquerda, e quase desconhecida a de Lutz - que foi professor da intérprete de ontem, Edna Stern, uma pianista que não terá muito mais de vinte anos, mas já de uma virtuosidade e inspiração notáveis.

Uma Chaconne, ou ciaconna no seu original, é um estilo de música inspirado num dança, de origem espanhola e que remonta à Idade Média. A dança original é, tal como o 'andamento' frequent…

Bach para Piano e Tosse

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A Festa da Música é sempre um acontecimento que me mobiliza sempre, anualmente, percorrendo várias salas do CCB, durante dois dias, de manhã à noite.

Este ano dedicada ao Barroco através da Europa, dedicada a J.S. Bach, na sua maioria, mas também a Telemann, Vivaldi, Rameau, Soler, Seixas e outros, numa espécie de corrente de união artística através da Europa, perfeitamente caracterizada pelo lema atribuído pelo seu mentor e organizador, René Martin: "Harmonia das Nações".

O público acorre a este acontecimento cultural numa afluência que não tem comparação a este nível e género. Apenas para festivais rock se podem estabelecer comparações de semelhante ou ainda maior dimensão.

Mas o público que ali se desloca, como em tantas outras ocasiões, nem sempre sabe a que vai assistir, nem, por isso mesmo, como deve estar.

Assim, em recitais de piano, violino ou violoncelo, ou generalizando a recitais solistas ou mesmo concertos, há um fenómeno que se repete insistentemente: este público …

O eternos campeões da lama

Temos a electricidade mais cara da Europa.
O gás mais caro da Europa.
Os telefones mais caros da Europa.
As taxas de cartões de crédito mais caros da Europa.
As casas mais caras da Europa.
Os carros mais caros da Europa.
As escolas mais caras da Europa.
Os transportes de mercadorias mais caros da Europa.
Os impostos mais elevados da Europa.
Os supermercados mais caros da Europa.

Só escapam, que me lembre, as bebidas simples, como café, água, cerveja...

..ah! e os vencimentos, de gente normal, claro. Não dos grandes gestores de merda (os mais bem pagos da Europa!) que temos e que nem conseguem ter estratégia para crescer fora do país, consistentemente, mas julgam-se muito bons.

E temos os piores governantes, nos governos de merda que temos tido, sendo este o piro de todos. Todos, mas todos os indicadores deste governito de segunda categoria são negativos, excepto numa coisa: se conseguirem, de facto, sem maquilhagens quem socialistas são tão pródigos, reduzir a estrutura e o peso do Estado, serei …

Sad song without words

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Nem todos se podem dar ao luxo...

Nem todos se podem dar ao luxo de ter uma estadia num dos melhores hotéis portugueses, pertencentes a uma das cadeias mais selectas do mundo. Mas a nosso Selecção de Futebol pode.

E, assim, está a ser contruído um novo centro de estágio, em Évora, e não se utiliza nenhum dos já existentes (do Sporting- não sou sportinguista, e outros que nem conheço, pois de futebol percebo pouco mais do que népias).

E, assim, para além do custo do novo centro de estágios, Portugal vai pagar mais de duzentos e e vinte mil euros, só pela estadia no hotel- quinze dias...isso mesmo (mais de 45 mil contos! à antiga).

Não é para todos...a crise é só para alguns (a maioria de nós, por sinal).

(Eu de futebol nem entendo! quem me conhece sabe bem que é verdade...e talvez, também por isso, sou tido como um grande chato, pois as pessoas normais têm semrpe umjouinho qualquer para comentar)

Nuclear não! Pasta de papel, sim!

Grandes decisões, grande capacidade de decisão...

O Governo continua a iludir e a dividir os portugueses. Iludir com medidas a vulso, como esta do investimento na fábrica nova da Portucel, empresa privada onde o Estado já não detém uma 'golden share' bem à moda de países de economia centralizada, estatizada, mas em que através de corporativismos quer continuar a 'ter uma palavra'... projecto de anteriores governos e de uma administração demitida por socialistas...

Um fábrica de papel de deimenões nunca vistas em Portugal, não é logicamente poluente e perigosa...nem terá de ser desmantelada, pois no nosso país nunca se desmantelam fábricas, deixando-as definhar, morrer, obsoletas e improdutivas.

Perigosa é uma central nuclear, mas todos os países europeus as mantêm, e ainda investem em mais.

Eu diria que perigoso é um ministro da economia que se vende a amigos e interesses, portugeses e espanhóis, e um Primeiro-ministro que o patrocina...

E repito, a energia nuclear permitir…

Energias

Portugal é, na Europa, o país com maior dependência energética do exterior.

Portugal tem também baixa eficiência energética. Quer isto dizer que a diversos níveis consumimos demasiado e mal. Consumimos demasiado quando a incúria nos leva a não controlarmos melhor o consumo em energia eléctrica, quando há excessos nesse consumo, começando por organismos públicos onde há consumos durante toda uma noite em iluminação, quando há deficientes isolamentos de edifícios de escritórios ou de habitação que, para além disso nem deviam utilizar esta forma de energia para processar aquecimento.Para além de tais consumos descontrolados de energia, Portugal tem presentemente reduzidas formas de energia às quais pode recorrer (praticamente apenas energias fósseis como as que provêm do petróleo e de gás natural). Outros países recorrem cada vez mais a energias ditas renováveis, tais como a eólica, a solar e o biogás. Mas em quase todos os países europeus há também um recurso energético de enorme valor e…

Passou um ano

Um ano de governo socialista e ...muito pouco ou nada mudou, pelo menos para melhor.
Não sou eu, apenas, que faço esta análise e também sei que nem tudo tem que ver com o Governo, nem tudo depende, sequer, da política.

Os nossos (maus a muito maus) empresários continuam a ser os mesmos. Alguns, que se julgam muito bons e importantes, limitam-se a fazer importações, sendo representantes de empresas de outros países. Esta mania das representações ("conseguir uma boa representação") é uma das bases mais asfixiantes do nosso tecido empresarial. Mas eles, só eles, não vêm. Mas os empresários de Espanha há muito que entenderam isso. Outros empresários nem as representações que conseguiram as conseguem manter. Mas continuam a ser bons, muito bons. Basta ver como se vestem, como se deslocam, que restaurantes e hotéis frequentam, etc.

As importações são uma absoluta necessidade para a nossa economia, pouco original, pouco criativa, pouco produtiva. As empresas multinacionais que cá quer…

Um longo, longo voo

Em Espanha, país muito especial, nunca acontece nada de mal. Pelo menos do mesmo mal que aos outros frequentemente sucede.

Na agricultura sempre houve fenómenos interessantes, diria calamidades, que nunca surgiram em Espanha, mas que aos outros países da Europa- coitados, não são tão bons como 'eles'- foram trazendo problemas. Problemas sanitários, sociais, técnicos e económicos.

O não-surgimento de problemas em Espanha fez-se e faz-se na exacta medida em que os interesses económicos diziam não (lhes) ser nada conveniente, por causa de exportações em curso, (...) que surgissem...

Quem sabe um pouco de agricultura deve ter ouvido fala de uma doença dos citrinos (Espanha é o primeiro produtor e exportador mundial, de citrinos em fresco - de sumo é o Brasil) que era arrasadora... a Tristeza dos citrinos (provocada por um vírus). Como era prejudicial à exportação, por poder contaminar outras plantações...nunca apareceu em Espanha (mesmo tendo sido o país que mais a teve).

Mais recente…

Colecção Berardo

Confesso não ser um apreciador incondicional de tudo o que é arte contemporânea.

Talvez por não saber interpretar tudo o que dela vou vendo em exposições, ou talvez porque, como todas as formas de arte, de que necessitam de se conhecer os contextos, de ter sobre elas alguma formação mínima, ou ainda, de alguma forma termos sido criados ou vivermos num ambiente propício ao seu melhor entendimento.

Eu mesmo sou, nas horas livres, de necessidade ou de maior tranquilidade, uma espécie de pintor amador, que se aventura em novas experiências, mas tal não me habilita mais do que a outros, a melhor compreensão ou, na fase seguinte, admiração e prazer ou deslumbramento.Não sendo avesso à “arte contemporânea” e, por outro lado, considerando a arte a forma suprema do conhecimento (nas suas vertentes e expressões mais diversas, sejam artes gráficas, cénicas ou outras), tenho de confessar que algumas obras de arte actual ou contemporânea me chocam pela explícita (mas nem sempre evidente) reduzida ca…

Um dia apenas, sem nada criar

Hoje foi um dia estranho. De viagem para o Norte do país, pouco ou nada de notícias ouvi durante o trajecto. Estranho...

Não sei que aconteceu, mas não senti falta delas.Vim com os meus pensamentos, a música no carro, pensando que a única coisa que faz sentido na vida de uma pessoas é a criação. Tudo o que não for criação, tem o valor limitado que pode ter e que é o que o valor que os que criaram, os livros que lemos, os filmes que vemos, a música que ouvimos, as obras de engenharia que admiramos, as descobertas científicas (sempre atendendo à sua limitação, própria da ciência, tão efémera quanto uma nova descoberta que se lhe oponha ou ponha em causa, lhe permite) os projectos económicos... dos outros.

E o valor... é dos outros, ou seja o mérito sobre esse valor que queiramos atribuir, ou que lhe seja reconhecido universalmente.

Mas para cada um de nós o valor acrescentado da nossa pessoa no mundo em que nos inserimos, só é real, quando criamos.

E criamos, quase todos nós, qualquer coisa…

Os saloios da Europa

Como sempre, desde há algumas centenas de anos que vimos vendo a fazer e (re) confirmar esta nossa vocação nacional de saloios da Europa (com respeito pelos autênticos saloios).

Agora, Freitas do Amaral vem novamente dar mais um reforço nesse nosso papel de súbditos da intelectualidade e da cultura.

Em vez de condenar veementemente as manifestações violentas que dia após dia se sucedem em grande número de países árabes, vem insurgir-se contra os caricaturistas que publicaram o que já se sabe sobre o profeta do Islamismo. Mas porque será ofensivo publicar tais caricaturas? Ofensivo é atentar contra as pessoas e não contra religiões e profetas (todas e todas criações humanas e não ao contrário). E isso fazem-no os árabes quando, diariamente, se manifestam como o têm feito. E isso fazem-no os árabes, e não só o poder político e religioso em muitos desses países - felizmente não em todos - quando mutilam pessoas, como mulheres e presumíveis meliantes, apedrejando umas até à morte e a outros…

(Euro) Sondagem para os amiguinhos

Vem a caminho mais uma (Euro) sondagem. Das que, nos últimos anos, têm sido muito amiguinhas do PS- desde o tempo de Guterres...e que mesmo quando o próprio Guterres não acreditava em si mesmo, no seu Governo e nas suas capacidades, lá foi dando sempre vantagem ao partido-amigo.

Uma sondagem do amiguinho ROC (não é a marca de cosmética, não, é Rui Oliveira Costa, o amiguinho do PS antes da UGT e agora ao serviço da nacional-mentira que tem sido aquele malfadado partido).

Vai tentar dar vantagem a Soares, tentar trazer preocupação a Cavaco e passar Alegre para terceiro lugar, invertendo tudo o que tem sido feito (também não sei...hmmm) por outras sondagens. A ver se um dia antes das eleições se conseguem inverter um pouco as coisas e por Sua Senhoria Dom Mário, herdeiro legítimo desta (da dele) Democracia...mais contente.

Não vai resultar...ohh ROC! Já não resultou nas autárquicas.

Num país onde nem nos juízes se pode confiar, porque havíamos de acreditar em sondagens?

Amigos, amigos, amigo…

Mais uma do arrogante...

Sócrates: "o Governo é que vai decidir (sobre o dossier do MIT) e não um funcionário público português"

Que queria ele dizer?
Que ficou sem nada para dizer, perante a SUA incompetência escarrapachada assim em público?
Que o Governo é um órgão competente? Competentemente decisor? (Veremos se o MIT não desiste...)
Que é arrogante...para quem ainda não sabia? Mas ser arrogante não é defeito, é característica, é carácter. Ser incompetente já é defeito e dos piores.
Que os funcionários públicos são gente baixa, mesquinha, que nada têm que interpelar os que "do alto" decidem...?
Que ainda lhe faltava esta desfeita sobre os funcionários públicos (eu não sou, note-se)?
Que faz o que quer, como quer e quando quer? Ora aqui está ele enganado, pois é NOSSO funcionário, não público talvez, mas funcionário de Estado, seguramente.

Mais um que não sabe o seu papel.
Aquele para o qual o elegeram e lhe pagam
Ofensivo, arrogante, boçal, convencido, teimoso... como todos os incompetentes

Um mês…

Portugal país ancestral, país por fazer

Vasco Pulido Valente disse, no Público de Domingo, que Portugal não tinha nem tem uma Dramaturgia.

Portugal não tem uma Dramaturgia. Mesmo tenho- num tempo já muito recuado- algguns dramaturgos de renome, mas poucos e sem fazer 'escola'.
Portugal nunca teve uma escola musical. Uma corrente. Prestígio como país de música. Mesmo tenho na sua hostória, compositores importantes, como Bomtempo, Carlos Seixas e outros.

Portugal tm um aboa literatura, dizem alguns, outros... que não. Mas não tem uma literatura reconhecida como tal. Tem escritores conhecidos internacionalmente. Mas falta-lhe fazer 'escola'.

E pintura? Mesmo tendo pintores como Souza Cardoso, Vieira da Silva, Graça Morais, Paula Rego. Internacionalmente, poucos os indentificam com Portugal. Também aqui 'escola', nunca se fez.

E noutras áreas?
Na gestão, nem uma única escola, faculdade ou instituto figura sequer numa lista de centenas (mais de quinhentas) de escola internacionais. Espanha tem duas.
E Engenharia…

Imbecilidade com os dentes todos

Alberto Costa disse que "se Cavaco Silva for eleito à primeira volta isso significa uma distorção do processo democrático"...

Pois...por não ser Soares a ter essa possibilidade...
Pois... então devia ser PROIBIDO eleger um candidato à primeira volta...
Pois... ele é que é um elemento enriquecedor da democracia...
Pois... porque se fosse Soares seria enriquecedor, para a democracia e para nós...

Pois... porque ser imbecil também é ser palerma!

Recordação dos tempos antigos

Uma imagem linda...pelo nostálgico que tem recordar esses tempos- de má memória- em que ainda pouco sabia de política, da vida, da sociedade e de tantas, tantas coisas, perpassou-me há dias pela frente, devia eu estar a dormitar, a delirar, naqueles momentos de fim de tarde, em que por vezes, de longas jornadas de trabalho, me deixo "passar pelas brasas". Devia ser isso. Só pode ter sido isso.

Marcello Caetano e Américo Tomaz, perdão, Sampaio e Sócrates trocavam "galhardetes" à laia de cumprimentos de Ano Novo, cada um se esforçando por tecer rasgados elogios sobre o outro, ou sobre a actividade ( o que já de si é cómico, pela inactividade mais do que óbvia de cada um deles) do outro.

A coragem de Marcello Caetano dizia Tomaz... perdão...a coragem de Sócrates, dizia Sampaio...

Nunca, depois do 25 de Abril se havia assistido a tão artificial, quanto despropositada e encenada troca de cumprimentos.

Democráticos? Não me parece...