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Sad song without words

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Nem todos se podem dar ao luxo...

Nem todos se podem dar ao luxo de ter uma estadia num dos melhores hotéis portugueses, pertencentes a uma das cadeias mais selectas do mundo. Mas a nosso Selecção de Futebol pode.

E, assim, está a ser contruído um novo centro de estágio, em Évora, e não se utiliza nenhum dos já existentes (do Sporting- não sou sportinguista, e outros que nem conheço, pois de futebol percebo pouco mais do que népias).

E, assim, para além do custo do novo centro de estágios, Portugal vai pagar mais de duzentos e e vinte mil euros, só pela estadia no hotel- quinze dias...isso mesmo (mais de 45 mil contos! à antiga).

Não é para todos...a crise é só para alguns (a maioria de nós, por sinal).

(Eu de futebol nem entendo! quem me conhece sabe bem que é verdade...e talvez, também por isso, sou tido como um grande chato, pois as pessoas normais têm semrpe umjouinho qualquer para comentar)

Nuclear não! Pasta de papel, sim!

Grandes decisões, grande capacidade de decisão...

O Governo continua a iludir e a dividir os portugueses. Iludir com medidas a vulso, como esta do investimento na fábrica nova da Portucel, empresa privada onde o Estado já não detém uma 'golden share' bem à moda de países de economia centralizada, estatizada, mas em que através de corporativismos quer continuar a 'ter uma palavra'... projecto de anteriores governos e de uma administração demitida por socialistas...

Um fábrica de papel de deimenões nunca vistas em Portugal, não é logicamente poluente e perigosa...nem terá de ser desmantelada, pois no nosso país nunca se desmantelam fábricas, deixando-as definhar, morrer, obsoletas e improdutivas.

Perigosa é uma central nuclear, mas todos os países europeus as mantêm, e ainda investem em mais.

Eu diria que perigoso é um ministro da economia que se vende a amigos e interesses, portugeses e espanhóis, e um Primeiro-ministro que o patrocina...

E repito, a energia nuclear permitir…

Energias

Portugal é, na Europa, o país com maior dependência energética do exterior.

Portugal tem também baixa eficiência energética. Quer isto dizer que a diversos níveis consumimos demasiado e mal. Consumimos demasiado quando a incúria nos leva a não controlarmos melhor o consumo em energia eléctrica, quando há excessos nesse consumo, começando por organismos públicos onde há consumos durante toda uma noite em iluminação, quando há deficientes isolamentos de edifícios de escritórios ou de habitação que, para além disso nem deviam utilizar esta forma de energia para processar aquecimento.Para além de tais consumos descontrolados de energia, Portugal tem presentemente reduzidas formas de energia às quais pode recorrer (praticamente apenas energias fósseis como as que provêm do petróleo e de gás natural). Outros países recorrem cada vez mais a energias ditas renováveis, tais como a eólica, a solar e o biogás. Mas em quase todos os países europeus há também um recurso energético de enorme valor e…

Passou um ano

Um ano de governo socialista e ...muito pouco ou nada mudou, pelo menos para melhor.
Não sou eu, apenas, que faço esta análise e também sei que nem tudo tem que ver com o Governo, nem tudo depende, sequer, da política.

Os nossos (maus a muito maus) empresários continuam a ser os mesmos. Alguns, que se julgam muito bons e importantes, limitam-se a fazer importações, sendo representantes de empresas de outros países. Esta mania das representações ("conseguir uma boa representação") é uma das bases mais asfixiantes do nosso tecido empresarial. Mas eles, só eles, não vêm. Mas os empresários de Espanha há muito que entenderam isso. Outros empresários nem as representações que conseguiram as conseguem manter. Mas continuam a ser bons, muito bons. Basta ver como se vestem, como se deslocam, que restaurantes e hotéis frequentam, etc.

As importações são uma absoluta necessidade para a nossa economia, pouco original, pouco criativa, pouco produtiva. As empresas multinacionais que cá quer…

Um longo, longo voo

Em Espanha, país muito especial, nunca acontece nada de mal. Pelo menos do mesmo mal que aos outros frequentemente sucede.

Na agricultura sempre houve fenómenos interessantes, diria calamidades, que nunca surgiram em Espanha, mas que aos outros países da Europa- coitados, não são tão bons como 'eles'- foram trazendo problemas. Problemas sanitários, sociais, técnicos e económicos.

O não-surgimento de problemas em Espanha fez-se e faz-se na exacta medida em que os interesses económicos diziam não (lhes) ser nada conveniente, por causa de exportações em curso, (...) que surgissem...

Quem sabe um pouco de agricultura deve ter ouvido fala de uma doença dos citrinos (Espanha é o primeiro produtor e exportador mundial, de citrinos em fresco - de sumo é o Brasil) que era arrasadora... a Tristeza dos citrinos (provocada por um vírus). Como era prejudicial à exportação, por poder contaminar outras plantações...nunca apareceu em Espanha (mesmo tendo sido o país que mais a teve).

Mais recente…

Colecção Berardo

Confesso não ser um apreciador incondicional de tudo o que é arte contemporânea.

Talvez por não saber interpretar tudo o que dela vou vendo em exposições, ou talvez porque, como todas as formas de arte, de que necessitam de se conhecer os contextos, de ter sobre elas alguma formação mínima, ou ainda, de alguma forma termos sido criados ou vivermos num ambiente propício ao seu melhor entendimento.

Eu mesmo sou, nas horas livres, de necessidade ou de maior tranquilidade, uma espécie de pintor amador, que se aventura em novas experiências, mas tal não me habilita mais do que a outros, a melhor compreensão ou, na fase seguinte, admiração e prazer ou deslumbramento.Não sendo avesso à “arte contemporânea” e, por outro lado, considerando a arte a forma suprema do conhecimento (nas suas vertentes e expressões mais diversas, sejam artes gráficas, cénicas ou outras), tenho de confessar que algumas obras de arte actual ou contemporânea me chocam pela explícita (mas nem sempre evidente) reduzida ca…

Um dia apenas, sem nada criar

Hoje foi um dia estranho. De viagem para o Norte do país, pouco ou nada de notícias ouvi durante o trajecto. Estranho...

Não sei que aconteceu, mas não senti falta delas.Vim com os meus pensamentos, a música no carro, pensando que a única coisa que faz sentido na vida de uma pessoas é a criação. Tudo o que não for criação, tem o valor limitado que pode ter e que é o que o valor que os que criaram, os livros que lemos, os filmes que vemos, a música que ouvimos, as obras de engenharia que admiramos, as descobertas científicas (sempre atendendo à sua limitação, própria da ciência, tão efémera quanto uma nova descoberta que se lhe oponha ou ponha em causa, lhe permite) os projectos económicos... dos outros.

E o valor... é dos outros, ou seja o mérito sobre esse valor que queiramos atribuir, ou que lhe seja reconhecido universalmente.

Mas para cada um de nós o valor acrescentado da nossa pessoa no mundo em que nos inserimos, só é real, quando criamos.

E criamos, quase todos nós, qualquer coisa…

Os saloios da Europa

Como sempre, desde há algumas centenas de anos que vimos vendo a fazer e (re) confirmar esta nossa vocação nacional de saloios da Europa (com respeito pelos autênticos saloios).

Agora, Freitas do Amaral vem novamente dar mais um reforço nesse nosso papel de súbditos da intelectualidade e da cultura.

Em vez de condenar veementemente as manifestações violentas que dia após dia se sucedem em grande número de países árabes, vem insurgir-se contra os caricaturistas que publicaram o que já se sabe sobre o profeta do Islamismo. Mas porque será ofensivo publicar tais caricaturas? Ofensivo é atentar contra as pessoas e não contra religiões e profetas (todas e todas criações humanas e não ao contrário). E isso fazem-no os árabes quando, diariamente, se manifestam como o têm feito. E isso fazem-no os árabes, e não só o poder político e religioso em muitos desses países - felizmente não em todos - quando mutilam pessoas, como mulheres e presumíveis meliantes, apedrejando umas até à morte e a outros…

(Euro) Sondagem para os amiguinhos

Vem a caminho mais uma (Euro) sondagem. Das que, nos últimos anos, têm sido muito amiguinhas do PS- desde o tempo de Guterres...e que mesmo quando o próprio Guterres não acreditava em si mesmo, no seu Governo e nas suas capacidades, lá foi dando sempre vantagem ao partido-amigo.

Uma sondagem do amiguinho ROC (não é a marca de cosmética, não, é Rui Oliveira Costa, o amiguinho do PS antes da UGT e agora ao serviço da nacional-mentira que tem sido aquele malfadado partido).

Vai tentar dar vantagem a Soares, tentar trazer preocupação a Cavaco e passar Alegre para terceiro lugar, invertendo tudo o que tem sido feito (também não sei...hmmm) por outras sondagens. A ver se um dia antes das eleições se conseguem inverter um pouco as coisas e por Sua Senhoria Dom Mário, herdeiro legítimo desta (da dele) Democracia...mais contente.

Não vai resultar...ohh ROC! Já não resultou nas autárquicas.

Num país onde nem nos juízes se pode confiar, porque havíamos de acreditar em sondagens?

Amigos, amigos, amigo…

Mais uma do arrogante...

Sócrates: "o Governo é que vai decidir (sobre o dossier do MIT) e não um funcionário público português"

Que queria ele dizer?
Que ficou sem nada para dizer, perante a SUA incompetência escarrapachada assim em público?
Que o Governo é um órgão competente? Competentemente decisor? (Veremos se o MIT não desiste...)
Que é arrogante...para quem ainda não sabia? Mas ser arrogante não é defeito, é característica, é carácter. Ser incompetente já é defeito e dos piores.
Que os funcionários públicos são gente baixa, mesquinha, que nada têm que interpelar os que "do alto" decidem...?
Que ainda lhe faltava esta desfeita sobre os funcionários públicos (eu não sou, note-se)?
Que faz o que quer, como quer e quando quer? Ora aqui está ele enganado, pois é NOSSO funcionário, não público talvez, mas funcionário de Estado, seguramente.

Mais um que não sabe o seu papel.
Aquele para o qual o elegeram e lhe pagam
Ofensivo, arrogante, boçal, convencido, teimoso... como todos os incompetentes

Um mês…

Portugal país ancestral, país por fazer

Vasco Pulido Valente disse, no Público de Domingo, que Portugal não tinha nem tem uma Dramaturgia.

Portugal não tem uma Dramaturgia. Mesmo tenho- num tempo já muito recuado- algguns dramaturgos de renome, mas poucos e sem fazer 'escola'.
Portugal nunca teve uma escola musical. Uma corrente. Prestígio como país de música. Mesmo tenho na sua hostória, compositores importantes, como Bomtempo, Carlos Seixas e outros.

Portugal tm um aboa literatura, dizem alguns, outros... que não. Mas não tem uma literatura reconhecida como tal. Tem escritores conhecidos internacionalmente. Mas falta-lhe fazer 'escola'.

E pintura? Mesmo tendo pintores como Souza Cardoso, Vieira da Silva, Graça Morais, Paula Rego. Internacionalmente, poucos os indentificam com Portugal. Também aqui 'escola', nunca se fez.

E noutras áreas?
Na gestão, nem uma única escola, faculdade ou instituto figura sequer numa lista de centenas (mais de quinhentas) de escola internacionais. Espanha tem duas.
E Engenharia…

Imbecilidade com os dentes todos

Alberto Costa disse que "se Cavaco Silva for eleito à primeira volta isso significa uma distorção do processo democrático"...

Pois...por não ser Soares a ter essa possibilidade...
Pois... então devia ser PROIBIDO eleger um candidato à primeira volta...
Pois... ele é que é um elemento enriquecedor da democracia...
Pois... porque se fosse Soares seria enriquecedor, para a democracia e para nós...

Pois... porque ser imbecil também é ser palerma!

Recordação dos tempos antigos

Uma imagem linda...pelo nostálgico que tem recordar esses tempos- de má memória- em que ainda pouco sabia de política, da vida, da sociedade e de tantas, tantas coisas, perpassou-me há dias pela frente, devia eu estar a dormitar, a delirar, naqueles momentos de fim de tarde, em que por vezes, de longas jornadas de trabalho, me deixo "passar pelas brasas". Devia ser isso. Só pode ter sido isso.

Marcello Caetano e Américo Tomaz, perdão, Sampaio e Sócrates trocavam "galhardetes" à laia de cumprimentos de Ano Novo, cada um se esforçando por tecer rasgados elogios sobre o outro, ou sobre a actividade ( o que já de si é cómico, pela inactividade mais do que óbvia de cada um deles) do outro.

A coragem de Marcello Caetano dizia Tomaz... perdão...a coragem de Sócrates, dizia Sampaio...

Nunca, depois do 25 de Abril se havia assistido a tão artificial, quanto despropositada e encenada troca de cumprimentos.

Democráticos? Não me parece...

A união segundo Soares

O homem que se diz factor de união dos portugueses agora não fala com os jornalistas, porque as sondagens não lhe são favoráveis e, assim, já excluíu alguns dos portgueses da sua lista de portugueses com quem quer efectuar a "união", ou quer quer unir em prol de uma grande causa nacional (a defesa cega e intransigente deste incomotente Governos, já se viu...): os jornalistas e todos os que dizem ir votar no seu adversário.

Que são bem mais de 60% de portugueses!

Faça-se um país só para ele, para o homem que "fez mais por todos nós, do que nós próprios, todos, juntos"...segundo Clara Ferreira Alves, claro!

Não me leiam!

Continuamos hoje, pelas notícias ouvidas logo pela manhã, na Grande Farsa socialista.

O tribunal de contas vem dizer que há agora prejuízo para o Estado, proveniente das transferências de fundos de pensões, medida adoptada por Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix. è interessante que o mesmo relatório do Tribunal de Contas - liderado agora, como eu na altura denunciara, por um dos socialistas mais fanáticos e pegajosos, Oliveira Martins, deputado PS feito à pressa Presidente do referido Tribunal para, exactamente forjar relatórios facciosos deste teor - não menciona a mesma medida tomada por um Governo socialista, no tempo do incompetente e mentiroso Guterres em relação ao então Banco Nacional Ultramarino...

Agora, tal como em tempo de eleições autárquicas, interessa muito a este, também mentiroso Primeiro Ministro, que prometeu ganhos de poder de compra aos portugueses, melhoria das condições económicas do país e outras facilidades ditas em tempos de demagogia eleitoral, e que tem feito…

A teoria da conspiração segundo Mário Soares

Já não lhe basta ser um candidato tão vazio e pobre de ideias, que se limita a, por um lado, seguir ou perseguir diariamente os acontecimentos que vão surgindo (agora é a EDP, há tempos era a violência em França, num rodopio de assuntos da menor premência de que se pode revestir o projecto de um candidato presidencial), e apenas isso, sem chama, sem nada de novo a acrescentar, num país exangue, faminto de criatividade a todos os níveis, e também no político, para agora, hoje mais precisamente, o ouvirmos (re) definir a teoria da conspiração:

Os órgãos de comunicação social - alguns, segundo ele, de alguma forma procurando deixar de fora os amigos socialistas da comunicação social, por sinal em maioria, num estado de coisas dominadas pelo PS desde que Guterres e Jorge Coelho edificaram esse monumental polvo de interesses, e mediocridade além do mais, que grassa pela nossa imprensa, escrita, falada e televisiva, para melhor lograrem aquilo que se tem visto: um partido que vai ganhando el…

Há 25 anos... inflectiu-se o progresso do país

Há vinte e cinco anos morreram Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, num brutal atentado que fez interromper uma inflexão irreversível na vida política nacional, e num futuro mais auspicioso para todos nós.

Quem os matou, ou mandou matar sabia bem da ameaça pessoal que representavam, pela sua qualidade individual intrínseca, que tinha toda a sabedoria, inteligência e coragem necessárias à mudança que, evidentemente não interessava a quem lhes ceifou a vida.

Hoje cumpriu-se a homenagem às suas memórias e lembrei-me do dia 4 de Novembro desse ano de 1980, em que chorei a sua morte, de Sá Carneiro, como se de um parente próximo se tratasse.

Durante todos estes anos fui ouvindo diversas opiniões sobre o significado de Sá Carneiro, o significado da sua vida para todos nós e da sua morte também.

Algumas vezes me diziam que ele não nos deu experiência política suficiente para que lhe pudessemos reconhecer as qualidades. Foi isso precisamente o sentido de oportunidade que sentirm os seu…

O pior dos corporativismos

Sempre fui contra o Corporativismo, como forma de estar na vida profissional e pessoal e de se defenderem interesses, muitas vezes até justificados.

Hoje temos ainda em Portugal uma das mais fortes e duradouras expressões do Corporativismo: as farmácias, como actividade económica.

Não conheço nenhuma outra forma de expressão comercial tão lucrativa e saudável, que tantas alegrias tem dado aos seus proprietários e alguns colaboradores, pelo facto de terem conseguido impor a defesa de uma actividade profissional, como nenhuma outra o conseguiu.

É aberrantemente retrógrada a ideia de que uma Farmácia tenha de ser propriedade de um farmacêutico, pelo facto, aliás falsamente defendido pelos seus mentores - Associação Nacional de Farmácias e seu dirigente, farmacêuticos e alguns "iluminados", como o foi Ferro Rodrigues, que conseguiu descobrir uma função social no negócio mais rentável que em Portugal existe e, de forma muito estável, contra todas as crises ainda se mantém de assim p…

Um sonhador compulsivo

Tinha por hábito fazer o seu passeio a pé até um dos bancos junto à margem do rio. Manuel, Teodósio de segundo nome, que ninguém sabia, nem ele usava, era um ser solitário e, ali, naquele banco, sentindo o frio seco e o vento suave, mas cortante, que anunciava o Inverno, se sentava a pensar num mundo só seu. Num mundo que queria tivesse existido, mas que nunca na verdade conhecera.

Baixava ligeiramente a cabeça e, por baixo das suas grossas sobracelhas, herança familiar que lhe davam aquele ar antigo e sisudo, ia observano o raro e triste movimento, no rio e no passeio que o separava da água.

Os homens e as mulheres conheciam-se há uns milhões e milhões de anos e não se entendiam, não se conheciam. Continuavam a debater-se os mesmos temas de costume. Da igualadade, da liberdade, da distrubuição de riqueza, da justiça e das mesmas oportunidades para todos. Mesmo que tendo avançado muito, o mundo desde um Platão, um Lutero, um Robespierre, um Montaigne, Sartre e tantos outros continuava a…