A próxima Grande Ameaça?

Há uns tempos, escrevi sobre o potencial perigo de uma Terceira Guerra Mundial. Não pelo prazer, mórbido, ou pelo fútil passatempo de adivinhação. Nem pelo que me parecia ver nos sinais que ainda me surgem tão evidentes (e desejo enganar-me, espero que sim).

Putin é uma ameaça real. Parece pretender vingar o antigo regime dos sovietes, o tempo assassino e mortal de Estaline, o grande carrasco da História, que o PCP ainda venera. Putin é um ex-KGB que, num país de gente mais interessada nas dificuldades dos seus dias, ou na parca gestão do que conseguem entre mercados negros, corrupção sem igual e simples, legítima sobrevivência, nem olham para o que lhes fazem de uma Democracia inexistente, ou de uma Monarquia não assumida, mas deixam que se alastre, de novo, a terrível censura e perseguição política e o antigo imperialismo militar e violento, completamente desumano da URSS.

Putin não deixará de ser uma das maiores ameaças à Paz, ao desenvolvimento gradual e sereno do Mundo (que a Finança agiota também ameaça há anos, antes e depois de 2008), à estabilidade já precária entre Ocidente e Oriente.

Mas se Rui Ramos, no Observador, considera que o grande perigo e o maior problema vem da Ucrânia e dos confrontos com a Rússia, e da incapaz e frouxa União Europeia, a mim parece-me, cada dia mais, que o fogo pode ser ateado com o que o Estado Islâmico um dia pretender fazer com os Judeus, os Judeus de Israel. Não tenho muitas dúvidas sobre a espera que Israel deve fazer a cada dia, sobre um acto de loucura do fanatismo do Estado Islâmico, sobre cidadãos seus. Como se imagina que reagirá Israel se um genocídio feroz se perpetrar contra os seus, por estes loucos assassinos sem limites?

Nesse dia, que espero nunca surja, o rastilho pode começar, em qualquer lado onde crimes hediondos, como os que semanalmente temos vindo a presenciar, literalmente a ver, nas televisões de todo o mundo, tal como os fanáticos pretendem, nesse dia...não tenho a mínima noção do que podem estar a iniciar. O seu fim, mas talvez o fim de muitos mais, de muita coisa mais.

Putin aproveitará qualquer loucura extrema para se voltar contra o Ocidente que odeia, tanto ou menos do que anseia tentar derrotar, numa Guerra impossível de ganhar. Mas possível de ser ganha pela Morte e pela Desgraça, mesmo antes de começar.

Extremos endoidecidos temos hoje um pouco por todo o mundo, e outros mais se podem juntar, repetindo-se o que há setenta anos se julgara já banido de vez.

E, tal como após antes da Segunda Guerra, as democracias ocidentais se vão escalando em vagas de sucessivas e ineficazes "conversações" bilaterais, trilaterais, etc.

Só uma atitude ao estilo de Churchill poderá evitar o que loucos como Putin, o "rei" da Coreia do Sul e os do Estado Islâmico adorariam iniciar. E, o impossível, tal como em 1939, pode voltar a conjurar e nos arrastar para mais um conflito, desta vez demasiado fatal.

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