A Liberdade nos tempos actuais

Atentados terroristas, ameaças de países dirigidos por loucos, crítica política e religiosa polémica, análises políticas e sociais excessivas.

O tempo actual é uma complexa rede de difícil compreensão. No Ocidente, por enquanto apenas neste Ocidente com sinais de decadência, muito evidentes na mediocridade política que nos tem governado, na Europa e na América, e nos sucessivos casos de corrupção que se desvendam todas as semanas, ainda se consegue por cá ter liberdade de pensar, de dizer e de ignorar o que se ouve ou lê.

Por princípio não concordo com limitações à Liberdade, de expressão e outras, como a de movimentos, hoje facilitada numa Europa de portas abertas a todos os povos dos Estados Membros.

Mas há caso... que, para não ter de defender uma forma de limitação ou proibição, prefiro usar a opção de ignorar. É o caso do PCP e do BE, Partidos que defenderam ditaduras e acusaram países livres. Não perfeitos, mas livres. Como os Estados Unidos da América.

O PCP aproveitou o terror vivido em Paris recentemente, para acusar os EUA de serem os culpados, numa lógica enviesada que só um comunista, um ser cego por opção própria, entenderá.

Pertencer a um grupo é uma característica humana, uns sentido mais essa necessidade do que outros. Pertencer e conseguir manter a sua margem de liberdade intelectual e de expressão, não é para todos. Nalgumas área políticas é muito difícil conseguirmos identificar quem sendo parte de um grupo consegue manter a sua independência intelectual e, menos ainda, fazer disso uma expressão pública. Diria que não conheço ninguém. Provavelmente é necessário passarmos do PCP, BE, PS ao PSD para começarmos a visualizar quem pense por si e não assimile e defenda o grupo, com unhas e dentes, sem preocupação mínima com a sua limitação intelectual.

Estranho é vermos pessoas que só se manifestam por via das opiniões aceites e permitidas do seu grupo, do seu Partido, ou da sua organização religiosa, que agora defendem uma Liberdade de expressão que não praticam. Estão limitados, por opção e consideram isso uma vantagem. Não vejo como.

Todos pertencemos a grupos, sociais (uma organização, uma instituição, um grupo de amigos, uma família) e nos identificamos com eles, um ou mais. É o nosso in-group. E também temos os nossos out-groups. Os grupos a que nos opomos. As razões porque escolhemos um ou outro tem muito pouco a ver com decisão racional, mas muito mais com tendência condicionada pelo nosso Inconsciente. Normal. Mas há assuntos, normalmente os que são decisivos de uma sociedade, na sua caracterização, na sua estruturação e, claro, os temos fracturantes, em que as vantagens de pensar por si, fora do grupo, sem sair dele, são imensas.

É o que não fazem os comunistas, sejam do PCP e do BE, e muitos religiosos, seja de que Religião forem. E não fazem muito, não a totalidade, dos socialistas, infelizmente. Perdem eles, e perde uma sociedade em geral. Pensar, falar, escrever e agir pelas regras do grupo é uma auto-limitação da Liberdade individual, que nunca como tal é reconhecida pelos mesmos. Só isto, já constitui uma limitação em si mesmo.

Por isso me parece que, quando o Mundo parece atingir níveis de Liberdade inéditos, há tantas pessoas que a pretendem limitar, mas estranhamente não o querem fazer apenas aos outros, mas a si mesmos. E não se mostram capazes de ver...!

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