12.6.12

Quem não se sente...

Quem não se sente...

Ontem, a propósito do que escrevi no Facebook, e aqui, neste blogue onde ninguém vem ler coisa alguma, sobre Portugal, sobre os professores, generalizando, não por minha escolha, mas pela de uma classe que assim se quer ver a si mesma, ou não se defendia tão corporativamente, e, lamentavelmente, de forma tão ridícula, mas bem útil, já que a defesa colectiva dos nossos próprios interesses ganha em dimensão e eficácia, chamaram-me, ainda que em privado, de egoísta, mas mais ofensiva e subtilmente, de 'usar o Facebook como o palco de que tanto preciso para alimentar o meu enorme ego’, coisa que me surgiu assim perto já da meia-noite, entrando pelo mail, por via de uma pessoa de família.

O caso não é uma novidade. Afinal, os membros das nossas famílias só o são porque as relações sociais assim o ditam, porque, simplesmente o serão sempre, sem escolha possível, ao contrário dos amigos. Há muitos anos, uma pessoa já falecida da minha família, dizia em tom provocatório e por graça, que marido e mulher não são família, o que, na altura eu achava estranho e disparatado. Quando hoje se vê a facilidade com que nos casamos e separamos, alguns fazendo-o várias vezes ao longo da vida, e por vezes mantendo melhores relações de amizade e de convívio alimentado por anos, com irmãos do ou da ex-cônjuge, ao mesmo tempo que se alimenta o ‘ódio’ por quem foi companheiro ou companheira, percebo uma parte do que queria dizer essa pessoa. E percebo ainda mais que alguns pretendam que assim seja. Hoje, quando tudo corre bem, as maiores alegrias nos assolam e as alimentamos, tudo se elogia e tudo está bem. Amanhã, na separação e nas discussões frequentes, o materialismo e o orgulho pessoal falam mais alto e do amor se passa ao ódio mais carinhosamente alimentado.

Com irmãos e cunhados, as coisas serão, muitas vezes bem mais difíceis. Algumas vezes tudo corre bem, por anos e anos, especialmente se, em tempos de crise, alguém está melhor e materialmente mais capacitado, e nesse caso é alvo dos respeitos e elogios, que outros, os que estão profundamente enterrados na sua decadência profissional e financeira, por perda de emprego, sentem na pele o abandono da maioria dos amigos e familiares.

A sociedade não gosta de convulsões. No geral, as pessoas torcem o nariz a quem assume as cisões, se separa ou divorcia, é então o alvo das recriminações dos moralistas de serviço. Nem tudo é sempre tão claro, como se alguém não devesse ouvir essas tais críticas, obviamente. Mas também não o é, para quem não as merece, apenas por ter sido capaz de por termo a situações e relações que não mais queria, ou com elas não fosse capaz de continuar. Mas os moralistas e conservadores de serviço abundam mais do que imaginamos e surgem, com frequência, dos lados de menos suspeitaríamos.

Junta-se a isto a falta de capacidade de encaixe de criíticas, ou meras opiniões, e a identificação consigo próprios de uma opinião, que deveria ser lida como se escreveu, genérica e não particularizada, sobre um grupo social. Um grupo pode, generalizando, para dar forma e cor a esta ideia, fundamento deste meu texto e desabafo, um Partido, um Clube, uma Religião, uma Associação, uma Classe ou Grupo Profissional. Escrito em maiúsculas, devia ler-se em minúsculas, fossemos todos suficientemente democratas e deixássemos os ‘você’ e ‘V.Exa’ na gaveta, para aceitarmos a democratização que a terra e o jazigo nos confere, na hora definitiva.

Uma opinião sobre um Grupo, profissional, numa hora de crise, já que não o é de maior convulsão social, e talvez o devesse, é tão-só isso mesmo. Opinião. Mas quem ‘se sente’ é precisamente quem mais a jeito se põe para ser alvo da opinião ou crítica. As defesas de classes, ou grupos profissionais, são coisa perversa e perigos, a meu ver. Perversa, por eliminarem os ‘pontos negros’, nunca totalmente conhecidos, mas com assiduidade escamoteados. E é deles que se fala, quando se opina, criticando. Nem de outra forma, ou coisa, podia ser. Perverso porque as classes e grupos sempre tomaram mais força e fizeram questão de usar o poder que o número, mais do que a qualidade intrínseca, lhes confere. Em termos claros, uma grande parte dos problemas que temos em termos profissionais e sociais em Portugal será o do acúmulo de greves de transportes, profissionais de transportes, da saúde e da educação, que com as força do número conseguiram obter privilégios que deviam ser mais universais, de todos mesmo, e não o são. Durante estas quase quatro dezenas de anos, em Portugal, mas também pela Europa, os profissionais de transportes terrestres, de transportes aéreos, da saúde, da justiça, da educação, foram conquistando metas, quase sempre muito acima da média miserável da nossa sociedade, economia e país. Foram acumulando privilégios, algumas, ou muitas vezes imerecidos. Nem tudo foi ou é excessivo, mas se atentarmos a que, oficialmente, os profissionais da educação, os professores em concreto auferem em Portugal, 23% acima da média da sua ‘classe’ na Europa, num país com uma piores e menos eficientes sistema educativo, pode-se, pelo menos, reflectir nos ‘porquês’ e não entrar de imediato do coro de vozes de vitimização e de ‘damas-ofendidas’ da classe.

Ontem perguntei e reincidirei exaustivamente, por ser uma causa maior, a meu ver (e o ‘ver’ dos outros, de igual valor ao meu, mas nunca mais do que o meu, se somos democratas, entenda-se, será respeitado, mas ganhei ao longo do tempo esta mania, mais uma, de pensar por mim e a minha opinião emitir, embora ela se forme da dos outros, também), porque razão não se insurgiam os professores contra o Acordo Ortigráfico. Porque razão o aceitaram de forma tão ligeira? Não escreviam antes sem ele? Não estavam bem sem ele? O que melhorou com ele? Porque não se recusam a usar e fazer usar, esta enormidade? Aceitam as Leis assim, sendo que neste caso nem de Lei se trata, mas de mera Resolução, do mesmo valor e força legal das que, na Assembleia, podem impor uma regra para os restaurantes do edifício da mesma, ou do uso razoável do papel higiénico nas instalações do poder legislativo. Não obtive nem uma resposta, nem um só comentário. Excepto já tarde, pela noite, um email de familiar, mostrando a indignação pelas minhas opiniões ‘contra a sua classe, ou grupo profissional’, passando assim por cima de uma relação de família, que não visei em algum momento, na defesa do grupo, acima do familiar. E, diversamente do que eu fiz, personalizando, com o uso ofensivo da frase que no início mencionei.

Se de cada vez que omitirmos uma opinião, em conversa ou por escrito, privada ou publicamente, nos inibirmos de o fazer, porque há um médico na família, ou amigos, um advogado, um professor, um comercial, um gestor, um político, um juiz, um arquitecto, um engenheiro, um parvo de um agrónomo (a quem ninguém obrigou a escolher tamanha enormidade de curso), nunca teremos opinião sobre quase nada na sociedade. Ora eu, para quem me ler com rigor (deve-o  haver tanto na escrita como na leitura) e imparcialidade, não ataco nenhum grupo. Mas não me inibirei de emitir a minha opinião, num país supostamente livre e num mundo que desejo cada vez mais libertado.

Se não podemos falar de políticos, porque, como na Rússia ao dia d hoje se intimidam os líderes da Oposição e se mandam prender, na véspera de uma manifestação contra o Presidente, ou como há uns quarenta anos, por cá. Se não podemos dizer o que pensamos, e condenarmos, bem alto, a pedofilia numa igreja católica decrépita (que outra coisa nunca o foi, diz a história e não fui eu a escreve-la, mas os que a mancharam com repressão e violências várias), ou um grupo e classe profissional, responsável directo pela assimilação da ofensa cultural que é o Acordo Ortigráfico, ofensa tecnicamente comprovável, mas igualmente pelos salários elevados e imerecidos, mais os empregos vitalícios para os ‘efectivos’, e a desgraça total que são as nossas escolas, onde estão eles e não eu (!), e o resultado triste e catastrófico que é o ensino dos filhos que confiamos a esta gente... e que não vemos evoluir em relação ao tempo em que nós andamos por lá (passa-se para o 5º ano sem saber tabuada? Sem conseguir ler fluentemente, mas aos saltos e sobressaltos? Sem nenhum conhecimento sobre o que à volta deles, crianças e alunos, se passa?). Entra-se nas Universidades, onde se exige a Matemática, com negativa na...matemática?).

E a culpa é sempre e exclusiva do Ministério? Que entretanto mudou vezes sem conta, mas nas escolas permaneceram os mesmos professores, e até os alunos mudaram?

Sim, mantenho tudo o que disse da nobre classe dos professores. Tudo. E nunca ofendi, em particular um só. Mas só existe a ofensa de uma classe, porque financeira e egoisticamente (isso sim é um enorme Ego) lhes dá muito jeito.

Acho, humildemente, que devemos ‘saber sair de dentro de nós’, pormo-nos ‘out of the box’. Assumirmos uma opinião sobre um grupo (Partido, clube, grupo profissional, etc.) como se de um ataque ou ofensa pessoal se tratasse é assumir uma falta de visão, uma quase iliteracia confessa. Que me entristece. E, neste caso, me ofendeu.

'Quem não se sente. não é filho de boa gente', foi uma das frase que me foi transmitida. Os ditados, provérbios, aforismos e outras coisas que tal, são isso mesmo. Redutores, limitados, não abrangentes, e retrógrados. São primos das superstições e eu repudio. 

Senti-me. Mas a minha gente não é tocada por isso.

11.6.12

Eloquente discurso de Sampaio da Nóvoa



Um dos melhores, ou mesmo o Melhor discurso que ouvi em trinta e oito anos de Democracia (pelo menos desde os meus 14 anos, quando se deu o 25 de Abril movimento essencial, ao qual, apesar, faltou uma eloquência que hoje é notória. Mas não culpo o 25 de Abril que me trouxe à Liberdade. Culpo sim, e não me esquecerei nunca dos que ao meu país, que muito amo, tanto mal fizeram, e da sua condição de irresponsáveis, de criminosos, de indolentes, ou apenas de indiferentes, nunca foram imputados. Tantos homens e mulheres de valor, por séculos e séculos do país mais antigo da Europa, disseram muito do que neste 10 de Junho nos lembrou este Homem inteligente e culto, o Reitor lúcido. Um país com um povo hoje em melhores condições de luta e de participação pelo seu próprio futuro, que se escusa a activamente dizer o que quer e deixa que outro pensem e actuem por si. Adoro o meu país. Nunca o substituiria na minha preferência e orgulho por nenhum outro, o daqui do lado, por exemplo, que tanto mal fez e continua a fazer a Portugal. Tenho consciência bem lúcida dessa influência altamente perniciosa e intencional, com as tomadas de posição em muitas e importantes empresas, a partir de Espanha. Tenho perfeita noção da qualidade, também, de tantos homens e mulheres que a Portugal deram a sua clarividência, inteligência e eloquência na palavra e na acção, e tal como este eloquente Reitor da Universidade de Lisboa, não foram tidos em conta, mas antes preteridos por gente, nem sempre menor na pessoa, mas sempre muito inferior na acção e na herança que deixaram. Temos nas empresas grandes homens, mas que hoje, embora indispensáveis, nada contarão para o nosso futuro. É isso que diz, também, o Professor Nóvoa. E antes dele, tantos grandes homens o disseram, aos quais o poder político e económico fizeram ouvidos de mercador.


Temos assistido, nos últimos tempos, que farão memória triste desta época, a um desfile da maior vergonha a que um país se pode deixar sujeitar. Na política e nas empresas. É verdade o que diz Nóvoa, que na ciência demos saltos de gigante, fruto de condições entretanto libertadas, fruto da ânsia enorme dos nossos universitários e investigadores, mas também dos homens de cultura em geral. Mas já não me sinto capaz de dizer o mesmo dos nossos gestores, em primeiro lugar, e dos políticos em segundo. Por esta ordem e não ao contrário. Porque para mim, por piores políticos que tenhamos, o futuro far-se-ia na mesma, o progresso e a justiça social surgiriam, tivessemos nós gente decente e respeitável, e inteligente e bem formada, nas rédeas das nossas empresas. Nem os melhores exemplos de sucesso, alguns deles, pelo menos, me servem para mudar esta ideia, que a cada dia se torna mais clara, na mesma medida em que vejo o negrume cobrir o céu do meu país. Cada dia um pouco mais e não menos. Por mais que pergunte a amigos e conhecidos, por mais que tenha conhecimento de gente de muito valor, bem necessária a Portugal, o que lhes sucede quando procuram emprego, a resposta é sempre a mesma: desprezo e ausência, até, de uma simples e cordial carta de resposta. É deste calibre ínfame e ínfimo que se fazem os homens de negócios e os nossos gestores. Quando perguntados, recebem, por norma, carta-resposta das empresas internacionais. Diferenças pequenas, que fazem toda a diferença e explicam muito da nossa postura na vida, na vida com os outros, em Portugal. Desprezo pelos outros, a somar à inveja. E a somar a uma profundamente enraizada incompetência. Se me perguntassem...assim, em geral, de súbito, diria logo, que os nossos gestores são os maiores burros e incultos, abrutalhados que conheci em toda a minha vida profissional. Somam a uma completa falta de visão sobre os negócios, uma ganância sem título. Um profundo desrespeito pelos seus colaboradores. Hoje estive numa loja de assistência técnica 'extra' da TMN. Parecia um pardieiro sujo e impoluto, apenas disfarçado por um grande cartaz na fachada. Uma vergonha. Sem estacionamento para clientes, porque o único disponível era para 'as viaturas da TMN'. Coisa impensável no Norte da Europa e nos EUA. No serviço de atendimento a net não funcionava e para deixar lá o meu telemóvel teria de ter a factura e aquisição- de há um ano- como se a empresa não tivesse todos os meus dados, mais os do telemóvel, registado na Samsung e na TMN, e a minha identificação, caso fosse. Em resumo, meia hora para estacionar em transgressão, para que nada se pudesse resolver e dali saí sem nenhuma explicação mais da TMN. Para mim é um pequeno exemplo apenas dos muitos, milhares e milhares da nossa improdutividade e falta de interesse e incapacidade em resolvermos os problemas aos clientes das nossas empresas. Não sabemos ser profissionais responsáveis e nem disso queremos sequer ouvir falar. Queremos, e volta o exemplo de uma classe, não a única, mas uma apenas (faltaria falar de médicos, funcionários dos transportes, serviços públicos em geral...) que mais se preocupa com a sua carreira de pés de barro, do que com as pessoas a quem deve servir: os alunos de Portugal, no caso. Não lhes perdoo, nem esqueço! Por nada! Porque os meus filhos têm estado nas mãos desses iletrados e ignorantes irresponsáveis. Sei muito bem do que falo, podem estar certos. Admito sempre opiniões distintas, exemplos que me contrariem, mas não vi, nem vejo nenhuma razão para mudar o que penso. E gostaria de ver. Gostaria de ver o meu país ser diferente. Oito séculos e meio de história que se deixa afundar por qualquer coisa? Não podemos permitir tal coisa. Há meios. Temos todos de nos interessarmos. De uma vez por todas. E sem 'camisolas' de (desculpem mas tem de ser) dessas Merdas de Partidos! Essa mania da defesa da camisola do Partido, contra tudo e todos, tem sido a pior atitude de todos em Democracia. Quem quer ser de um Partido e bem o servir, tem de começar por querer e saber pensar pela sua própria cabeça. E não seguir o líder, apenas porque sim. Tivémos tantos medíocres em 38 anos...Acordem portugueses! Isto ainda vai a tempo. Mas só acordados, com espírito responsável mas crítico, sem que seja tão-só destrutivo, façamos ouvir o que queremos, façamos ouvir a nossa voz. Chega de Merkel-austeridade. Chega de mentirosos do PS e do PSD, de anti-democratas do BE e PCP! Chega de profissionais egoístas que apenas se defendem a si mesmos. Chega de maçonaria e opus-dei. E chega de Patriarcas e Bispos a meterem-se na nossa vida, de que nada, nada sabem. Ouçamos homens com esta lucidez, do Professor Nóvoa. Ouçamos os nossos eloquentes e honestos!



O Aborto Ortográfico

Mais uma que não entendo. E, lamento...da parte dos queridos professores, tão solícitos a defenderem direitos laborais, e tão 'nas tintas' para os seus alunos. OU alguém que me explique: porque razão os professores de Língua portuguesa, mas não em exclusivo, visto o uso da Língua respeitar a todos e a todos ser fundamental, não se insurgiram contra o Acordo Ortigráfico, e o recusaram adoptar? E, ao contrário, o adoptaram e obrigam ao seu uso? É Totalmente Ilegal, oh gente surda e iletrada!!! O AO é completamente ilegal! Além de ser a coisa mais estúpida e BURRA que vi fazer-se à cultura de um país. No Brasil, continuam a usar-se as consoantes mudas, por exemplo, que já antes se usavam, e essas mesmas foram por cá eliminadas, com a agravante da diferença de 'acentuação, de palatização! Mas além de tudo, o AO não podia ter sido posto em prática por uma Resolução da Assembleia da República, revogando um anterior Acordo, de 1945, aprovado esse por Lei! E também não o pode, porque parte de um Acordo Internacional nunca aprovado, excepto por dois países, contra a vontade de todos os outros, com quem se pretendeu acordar esta 'pseudo-reforma' da Língua. É, pois, ilegal, na ordem jurídica interna e na internacional. Ora..sendo os nossos queridos professores tão cultos, tão informados e tão competentes, que esperam para se recusarem a usar esta m... de acordo e para rejeitarem todo e qualquer manual ou livro que o tenha adoptado? Continuo à espera dessa simbólica mas fundamental dádiva dos nossos preocupados, interessados, empenhados Professores... E estou à sua disposição, para qualquer esclarecimento sobre o assunto maior da actualidade! Isso mesmo, assunto MAIOR!

6.6.12

Um país de Ilusão e Desilusão - 1



António Borges. Em tempos apontado como um dos 'salvadores' da Economia e das Finanças de Portugal, promessa sempre adiada do PSD, umas vezes para líder, outras para Ministro. Defendeu o abaixamento de salários. Pergunto: como é possível, com os salários mais baixos da Europa, pensar-se ainda que esse é o caminho para alguma melhoria das nossas contas, algum relançamento económico. E já agora, esperava ouvi-lo dizer alguma coisa sobre os exagerados vencimentos de gestores...como ele e mais os das maiores empresas portuguesas (as menores no seu sector respectivo a nível europeu!), da Banca. E mais umas quantas palavras sobre o abuso de poder de mercado dessas mesmas empresas e dos negócios, conluiados, com os diversos governos, razão básica do endividamento português. Disse alguma coisa a respeito? Espero para ouvir...e ver. Pois, António Borges (ia a dizer 'meu caro' mas quem sou eu para me dirigir assim a um Prof Doutor, antigo tudo: Quadro maior do Banco de Portugal, Presidente do Insead, Goldman Sachs- o tal 'Banco' agora em livro e sempre o maior suspeito pela crise financeira e económica mundial...coisa pouca?!-, do FMI. Quem sou eu, um mero licenciado num curso marginal da nossa Universidade e pós-graduado na FCCE, onde o Sr. Prof. Dr é Prof e dirigente. Se estivesse numa democracia normal, onde as pessoas nutrem o prazer pela transversalidade, pelo tratamento intimista de 'tu' e recusam os títulos académicos, por si só vazios de muita treta, se fosse esse o caso, eu diria, enfaticamente...Oh Caro António Borges! Mas não, não tenho essa prerrogativa), não acha que o caminho oposto, que leve um dia a que este Mercado seja atraente é o dos salários altos, bem altos, 'à Suíça'??? Somos dez milhões e meio. A Suíça é menos, eu sei. Mas somos quatro vezes mais pequeninos do que a Espanha. Mercados pequenos, para quem afortunadamente lidou, com empresas internacionais, multinacionais, só se sustentam e têm poder negocial se forem mercados CAROS, e não Baratinhos, à espanhola. Mercados pequenos, só se fazem respeitar com gente bem remunerada, que possa, também por essa via, ter uma classe média com poder e criatividade, capaz de gerar novas e saudáveis empresas. A base uma economia saudável (olha a Alemanha, Oh...Sr Prof. Dr!) é a classe média com poder económico e nunca, mas nunca, uma economia baseada em empresas grandes, ou pseudo-grandes, estilo prepotentes e de gestores inapropriada e desequilibradamente excessivamente remunerados, porque em monopólio ou oligopólio, como ao Estado clientelista e à classe política interessa. Veja também os EUA. A força da economia americana reside em multinacionais? Errado. Mas foi o senhor quem estudou economia. Ah! E já agora, este texto, sobre esta enorme desilusão de se ser português, não lhe é destinado em particular, mas o Sr, pôs-se a jeito, com as declarações muito pouco inteligentes, e profundamente injustas e erradas, como o tempo me há-de dar razão, e não a si. Dirijo-me, sim, a todos os Prof. Dr, alguns que me deram aulas e mais uns quantos, Mexias, Oliveiras...dirigentes dessas enormemente miseráveis e criminosas empresas 'charneira' deste país da Ilusão!