Um Grito em uníssono que urge!

Parece que, por termos de usar de pragmatismo e realismo, do mais duro que todos os dias sentimos, e do ainda não real, por vir a caminho ainda, que temos ainda de viver com este Regime, estes Partidos, nos quais e dos quais já não confiamos (excepto os cegos que ainda defendem a todo o custo o seu Partido, como um clube de futebol ou uma tribo, tristes esses... pois rapidamente verão o engano em
que se metem, ou deixam ficar) em nenhum, pelas razões tantas vezes apresentadas, por mim e por milhares de tantos outros portugueses.

Parece que temos, então, de conseguir exigir-lhes uma renovação. Temos de exigir que PS e PSD se limpem! Se limpem, mesmo! Estão cheios de lixo, de gente sem nível, sem mérito, sem qualidade, sem inteligência e capacidade criativa. Temos de exigir aos Partidos em quem votámos que arredem das suas funções de destaque e decisão, os medíocres que por lá pululam, que os substituam por gente que consiga ver a essência da Democracia, onde o povo eleitor e não eleitos é a Autoridade (e não o 'pessoal' das 'autoridades' e órgãos institucionais, sejam eles quais forem: Assembleia da República, Governo, Presidência da República, Tribunais, Polícias...).

Por isso, em minha opinião, é fundamental darmos este grito gigantesco, como primeiro e essencial passo numa mudança que urge: QUEM MANDA NO NOSSO PAÍS SOMOS NÓS, ELEITORES E NÃO ELEITORES. Nós, o povo que paga sempre tudo. E quem paga, manda. Por mais dinheiro que nos enviem para cá, do FMI, do BCE ou de onde for, somos nós todos, contribuintes sem escape possível que teremos de o pagar e a juros bem altos. Somos pois, NÓS, que mandamos nisto. Pagamos, por falta de alternativa, também, os governantes e políticos eleitos para Administrar (não para Mandar, fique bem claro), as nossas pretensões e o tal dinheiro que nós pagamos, para que se pague, depois a instituições externas, agiotas ou não.

Assim sendo, dado o grito, que se tem de fazer sentir dentro e fora do país, e melhor que o seja em uníssono e pacificamente (mas se não puder ser... cá estaremos para fazer cumprir a NOSSA VONTADE, sem qualquer arrepio da mesma!), temos de obrigar os tais Partidos a que mudem. A forma, não é o mais relevante. Mas Relvas, Zorrinhos, Soares, Gaspar, Borges, Jerónimos, Louçãs (embora estes dois não contem por serem anti-democratas confessos, a meu ver, mas são-me irrelevantes, diga-se), Coelhos, Seguros, e muitos, muitos mais, não têm futuro entre nós, e têm um presente com horizonte próximo à vista. Que continue o Governo a governar, mas que se corrija, que se remodele, que emende mão das asneiras e experiências. Não sei se podemos aceitar um pouco mais que seja de austeridade, duvido. Mas sei que o caminho NÂO PODE continuar a ser esse. E temos de o dizer de dentro para fora. A Merkel não manda cá! E nós não queremos ser gregos, a gritar pelo incumprimento. Queremos pagar o que nos emprestaram. Queremos, porém escolher a forma de o conseguir. Com cortes substanciais no Estado e talvez muitos mais no Privado. Com uma colecta de impostos eficiente, que talvez nos resolvesse quase todos os problemas. Queremos saber que todos os sacrifícios são temporários e tentar perceber qual o seu horizonte temporal.

O nosso gigantesco e ensurdecedor grito colectivo tem de ser firme e único! Mas tem de ser por coisas concretas. Que os Partidos mudem e se renovem, façam congressos ou o que entenderem. Mas não podemos tolerar mais este circo de palhaços que nos ofendem. Se temos de aguentar com Coelho por algum tempo, por nos ser útil a estabilidade governativa e a credibilidade externa, faremos esse sacrifício. Mas que isso lhes seja tornado bem claro! É um sacrifício e não um desejo!

O nosso grito deve exigir pois, a mudança que tantos nos prometeram e logo perverteram. Por conveniência nossa, povo soberano, talvez deixemos o Governo em funções. Isto tem de ficar claro. Mas somos nós, eleitores ou mesmo os não eleitores (por razões diversas), mas igualmente portugueses com os seus direitos intocáveis como cidadãos, que iremos dizer a todos os políticos, de Portugal e de fora, o que queremos.

Governem como o deviam ter já feito. Administrem bem o que pagamos, ou pagaremos. Acabem com as excepções e com os privilégios insustentáveis.

O nosso grito tem de ser a Revolução, sem líder ou com líder, mas a Revolução pacífica e decisiva. A Revolução que 1974 deveria ter sido...

E esse grito urge...!

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