Viajar hoje no Futuro

Estava a ver uma breve reportagem na Sic, hoje mesmo, há minutos apenas. Um pai, Engenheiro reformado, partiu em viagem com o seu filho. Foram a Madrid? Pensaram que mereciam mais e foram a São Petersburgo? Nada disso. Meteram-se num Renault 4L e percorreram África. Mais de quarenta mil quilómetros de companhia e convívio entre um pai e um filho. Terão muito para contar, por certo. Para escrever, claro. E podem até publicar um livro da sua longa e arriscada aventura. Mas, muito mais do que isso, terão muito para pensar, cada um e para partilhar ainda os dois, apenas os dois. Todas as viagens que fazemos têm alguma história. Algumas, ou muitas, têm um ambiente de paixão, de amor vivido em lugares fantástico, com a pessoa por quem estamos apaixonados. Há viagens, houve e podem haver ainda muitas, que nos marcam por alguma bem especial. Essa pessoa querida que está connosco, ou que não está mas não nos abandona o pensamento, e absorve muito do tempo e das coisas que vemos e experimentamos. Algum acontecimento marcante. Positivo, surpreendente, ou negativo.



Mas uma viagem destas, de facto... reveste-se de um carácter muito especial. De um romantismo único. Qual de nós não daria muito para no fim da vida, talvez já depois de termos ficado sozinhos, por morte prematura da nossa/nosso companheiro (marido, mulher, companheiro/a, etc.) poder fazer uma viagem destas com um filho, ou uma filha?

Quando hoje sentimos o amor especial pelos filhos e uma proximidade especial com algum deles, por eles, ou por nós... esta Imagem, de uma imensa e esgotante viagem com a companhia diária dessa filha/o, não é um dos melhores prémios de fim de vida?

Nem todos teremos esta sorte, deste pai e deste filho...

Mas a sorte, também se pode preparar, algumas vezes.

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