30.10.11

Europa





Nos últimos tempos só se escreve e só se lê sobre a Europa. Mas, na realidade, para quem vive num país europeu, seja um como o nosso, que depende das decisões de outros, eufemismo para se dizer, do dinheiro de quem o tem, seja um dos países com boa saúde económica, financeira e social, o 'Tema', o fulcro do nosso futuro próximo, de médio prazo e mesmo longo, passa pelas decisões actuais e próximas, sobre a Europa. 


Sobre a Economia e as Finanças europeias, mas também sobre as políticas sociais, e de outras que pouco têm sido aludidas, ultimamente: política agrícola, educativa e de saúde. Umas políticas por estarem no centro da Crise actual, outras por sofrerem consequências das de 'charneira', ou centrais. Sobre a capacidade dos actuais políticos dos diversos países do Eurogrupo, e sobre a liderança da Europa, também se tem escrito e falado, em privado e em público. Os problemas nacionais, as crises financeiras e económicas de cada país, parecem perder importância no contexto global europeu, ainda que os políticos da União Europeia não façam mais, até ao momento do que se comportar como políticos de um Estado Membro, em reunião e contexto europeu, ao invés de serem políticos europeus, a tentar resolver o problema da União e, concomitantemente, de cada Estado.


Mas a verdade é que faltam neste 'xadrez' outros dados e mais competências. Fez-se uma União monetária, ainda nem suficientemente alargada, sem se ter feito a União Económica, mesmo que esse fosse, desde sempre, o mote da criação da União. Irónico, ridículo ou apenas estúpido, que um conjunto de países que se congregaram para criar um Mercado Comum, ou vários mercados, sectoriais, mas comuns não tenha ainda logrado criar uma União económica efectiva e, mais, eficiente. 


Uma Europa que se ufana dos seus pergaminhos, da sua superioridade cultural, que se motiva a criticar os modelos sociais e económicos dos outros 'blocos' mundiais, como os EUA, a América no seu conjunto, os países asiáticos e o Japão de per si, ainda não conseguiu e, receio, ou melhor, tenho a certeza e assusta-me que assim seja, não sabe mesmo como fazer, e, pior ainda mais um pouco, pensa poder fazer tudo isto apenas com combinações e planos, acordos e tratados congeminados entre dois, ou três dos seus Membros. 


Para além do problema da efectivação da União Económica, para a qual alguns consideram essencial a União política, uma Federação ou algo próximo disso, ou mais ou menos isso, mas talvez não o seja, ainda temos o problema da substituição dos actuais agentes políticos por gente que seja de facto inteligente (isso mesmo, inteligente), políticos com mais vontade de o serem do que de o 'usarem'. Políticos com capacidade de pensar 'de novo', pouco agarrados a preconceitos, sociais, nacionais, culturais, excepto o de acreditarem numa Cultura Europeia e, já agora, entre outras coisas menores, de se deixarem de imitações de culturas e economias, americanas ou asiáticas. Políticos que acreditem que o equilíbrio das várias economias é tão importante, ou bem mais do que o imenso desenvolvimento de umas poucas, comparado com o desenvolvimento incipiente de outras, como a de Portugal. Desenvolvimentos a duas, a três velocidades, como é jargão dizer-se, nunca conduzirão a uma União Europeia sólida, saudável e preparada para futuras crises.


Imaginemos então, que um dia, talvez ainda distante, mais distante do que seria conveniente, a União Económica será uma realidade. Como pensam estes actuais políticos que a podem fazer? Com uma liderança Germano-francesa? Com uma liderança dos mais ricos, que implique uma subserviência, incondicional dos mais pobres? Parece lógico. Mas digo-vos que nunca funcionará. E já nem me interrogo sobre o ser positivo, ou mais positivo do que negativo que no futuro próximo sejamos todos mais germânicos, mesmo continuando a comer o 'cozido' e as 'tripas à moda do Porto', e os doces conventuais, a desprezar as ruas e a suja-las, a termos o mesmo comportamento selvagens nos cruzamentos e rotundas. Numa época em que já não sabemos se é mais possível perder-se uma boa parte da 'identidade nacional', como julgam alguns, e de que não estou certo se já não perdemos, todos os dias, desde há mais de oitocentos anos, ao mesmo tempo que a construímos, talvez abdicar de 'soberania', para vivermos melhor, ou apenas sobrevivermos...seja a melhor, se não a única, solução. E não falo de nós portugueses apenas, porque estou certo de espanhóis imaginam nunca irem abdicar da sua forma de ser...e italianos, franceses e mesmo os intrépidos ingleses, também. 


Mas essa União económica efectiva, com ou sem Governo Económico, ou mesmo Federação, não será saudável, sólida e estável, sem o real desenvolvimento e enriquecimento, por moldes distintos do processo novo-riquista que temos vivido, de forma sustentada e realista, dos países mais pobres, os do Sul. Impossível. Caso contrário as crises sobrevirão, os desequilíbrios e as 'lições' e arrogâncias dos mais ricos sobre os mais pobres, que são o menos, se comparado com o problema da crise real em si. Não resolvido este problema, de alemães nos considerarem 'chineses da europa', se continuarem neste 'equilíbrio instável' de termos de ser mais pobres, para eles serem mais ricos, nunca o espaço europeu será uma União, pelo menos com saúde económico-financeira. 


E os políticos dos 'mais ricos' não têm mostrado superioridade alguma. Mas comparar diferenças como a de uma empresa portuguesa que para se financiar, quando ainda podia, contrair crédito a seis ou sete por cento, e uma alemã a dois por cento...explica boa parte da 'superioridade' alemã. Tal como explicam os juros que actualmente pagam alemães e portugueses, porque, para os 'mercados', que funcionam na lógica clássica do sistema financeiro, mas que agora deviam repensar, pelo incumprimento da Grécia, quem mostra mais garantia de poder pagar deve pagar menos pelo dinheiro. E esta lógica está em tudo. Até em termos caseiros, quando há incumprimento de pagamento de prestações, os bancos cobram, de forma legal e europeia, mais de 24%, asfixiando mais os devedores e diminuindo as possibilidades de pagarem. Porque analisam o incumprimento, como a má vontade em o fazer e não a dificuldade ou impossibilidade. E assim, também, funcionam os mercados das dívidas soberanas. Má lógica, que vai fazer recuar blocos económicos (EUA incluídos, claro!) e a economia mundial no seu todo. Garantir o pagamento dos que têm dificuldade, independentemente da razão por que a têm, devia ser a tónica dos 'mercados', mas são demasiado 'germânicos' para o entenderem...


Veremos o que nos dão ainda estes políticos menores que nos lideram na Europa, e os que os pretendem substituir, que em nada são melhores. Mas para já, acredito muito pouco nas boas soluções.







20.10.11

Chega!


Pois é. Verdade! Nos EUA um comentador deixou o cérebro derramar tudo o que lhe tem incomodado, deixou-se de meias e peias e falou bem alto! Foi um momento que pode vir a ser recordado dentro de algum tempo...
Indignado com Democratas e Republicanos, com o Congresso que apelidou de 'vendido', com o sistema financeiro, não se calou enquanto não deitou para fora toda uma raiva que lhe parecia contida, por anos e anos de desilusões.
Mas mesmo assim não chega. Pois só será suficiente quando toda a gente ouvir. Ouvir a Verdade, já que ela existe. E a Verdade não está em 'camisolas' políticas, escolhas partidárias, e A, B, ou C, nem de AB, BC ou AC...Nem está em Esquerdas ou Direitas, que nem existiram um só segundo na História da Humanidade. Sim, é preciso, por todo o lado, nos países onde já se pensa, ou se começa a pensar, Repensar! Pensar de novo. Como é possível que se mude de um Partido a outro, nos USA, em Portugal, no reino Unido, em França, Alemanha ou Espanha e tudo fique na mesma, para a generalidade de todos nós? Porque...o sistema 'is not working anymore!!!'. Não é uma questão de por em causa Capitalismos, socialismos, ou comunismos, se alguma vez existiram num único país. Em estado 'puro' ao menos e não adulterado por interresses financeiros, bancários, para explicitar melhor, empresariais, monopólios, etc. É uma questão de pensar de Novo a Democracia. E a Economia associadas a estas Democracias. Certo é que assim não funciona. Em Espanha o PSOE será derrotado, com grande probabilidade, mas ninguém acredita, fora de Espanha que alguma coisa mude e melhor, que se veja. Em França, a troca pode ser inversa, saindo a 'direita' (para quem gosta destas merdas estúpidas de classificações de 1789) e entrando uma suposta 'esquerda'. Na Alemanha, processo idèntico pode seguir-se. Depois, pode vir Itália e mais adiante, Reino Unido. Nos países de leste, parece que as coisas andam mais calmas, que é o mesmo que dizer que...ainda nem estão a 'pensar' muito ou que nem sentem muito ainda a Democracia, tal como necessitamos dela cada dia mais. E que irá mudar com todas estas alterações de espectro político pela Europa fora? Provavelmente NADA! Serve, este sistema? Sabemos que não nos serve qualquer regime de tarados extremistas, comunistas ou fascistas e outros quejandos, que nos retiram o direito de pensar, expressar, exprimir, opiniar, viver a nossa vida comum, participando (coisa, aliás, que por cá ainda muito pouco se faz). E não admitiremos regressos a ditaduras com falsas promessas de futuro e organização, que nos soneguem a Liberdade! Mas a Democracia precisa, por todo o lado, e as organizações dos estados, os sistemas financeiros, económicos, judiciais e educativos, de ser Repensada e Reformulada! Urgente! Isto sim, é 'Emergência (ele quereria dizer Urgência?) Nacional. Já não servem as greves e protestos vazios se sem mais nada que não seja por em causa tudo e todos os sistemas, de saúde, educativos etc. E também não parece chegar esta receita de Austeridade que nos vai matar silenciosamente. Muitos de nós nunca mais teremos emprego, primeiro pelo que fez um certo Governo anterior (no caso, o de Sócrates que nos lixou o país todinho!), depois por esta mania das 'troikas' e dos 'investidores', que pouco a pouco já não terão mais nada onde ir buscar nem investimento nem juros. Eles ainda não viram este filme...parece...


Não vamos lá com manifestações e indignações, nem com austeridades ou com investimentos dos Estados (pseudo Keynes). Não estamos a ir a lado algum! Temos pois de 'pegar este assunto' como o mais urgente e decisivo das nossas vidas, pois ele é mesmo isso. Temos nós, os que vivemos e sofremos com o que todos fizeram, nós, mas talvez outros mais do que nós, os que nos têm governado, de pensar, Repensar e actuar. E o tempo escapasse-nos pelos dedos...

Como o comentador na Tv americana, que hoje está a ser divulgado por todo o lado, muitos de nós, se não a generalidade há muito que perdeu as crenças, fés, e outras 'magias intelectuais' que nos têm tornado carneirinhos de um sistema que serve a alguém, mas não serve quase a ninguém, mas nada fazemos, ordeiramente. 

Uns falam em partir tudo, em 'esqueiqueirar' tudo. Outros, que nada se pode fazer, se não entrar e seguir o sistema. Mas ninguém sabe ao certo se alguma coisa irá funcionar, e todos temos alguém conhecido, com pouco mais de 40 anos, ou pouco acima dos 50 que sabe, e se sabe, nunca mais ir ter emprego. Quando se preconizava trabalhar-se mais anos, um quinto da população pode ter que ficar inactivo até...herdar de alguém, ou esperar que um banco lhe dê um empurrão para criar o seu próprio emprego.

Hoje, soube-se de um prémio literário, do grupo Leya, no valor de cem mil euros, atribuido a um engenheiro de 38 anos, há dois anos desempregado. Dois anos que as empresas e sociedade dispensaram um homem e mais uns tantos milhares como ele, que podia ser uma mais valia, num país em que se sabe e preconiza a formação e a Universidade. Dois anos de frustração, agora interrompidos para este homem, que se pode tornar escritor, num país onde não se lê, e agora nem dinheiro há para livros e leituras. Dois anos que podem ser o resto da vida para muita gente. Porque nada disto funciona e se, um dia a Troika e austeridade resultar, já será tarde demais para muita gente válida, considerada desprezível por empresas (tantas delas sem qualquer valor que se veja mas com ordenados de dezenas de milhares para administradores sem nível ou valor).

Ainda que todo o nosso esforço dê resultados ao país, pelas reformas a que obriga, não chegará a ser alguma coisa para tanta e tanta gente de imenso valor, que este sistema e tantos Governos desprezaram e jogaram fora.

Chega! Chega, pois!

11.10.11

Quem somos, já? E que seremos, no futuro?

E se... tudo o que o Programa da Troika BCE+FMI+CE pretendem para Portugal e o actual Governo pretende cumprir, não resultar? Se os cortes na Despesa do Estado não forem já suficientes, por tardios? Se as receitas adicionais, a nosso custo doloroso e sangria, à custa da nossa asfixia e de perda de futuro para muitos de nós, não for suficiente? Mas se nos afundarmos mais e ...se António Barreto tiver razão? Que podemos já não ter condições para sermos um País, uma Nação Independente? Viveremos das directrizes e governação europeias? Viveremos do dinheiro de uma China sub-humana e criminosa, com um PIB per capita muito inferior ao nosso, mas um PIB total esmagador? Viveremos de uma Espanha tão ou mais falida do que nós, mas que nos absorve com a sua dimensão? E amanhã onde e para quem iremos trabalhar, para ter que rendimentos?

E se...toda esta austeridade imposta nos matar mais depressa? (sabemos da necessidade da austeridade no Estado, nos seus organismos e dos abusos e exageros e desvarios de privados, que à sombra desse Estado falido têm vivido).

Que futuro temos, nós que até já a Língua nos querem usurpar e destruir, envergonhando-nos com essa estúpida e inculta forma de português do Brasil?

Quem somos, já? E quem seremos, amanhã?

7.10.11

Comissão de Economia e Transportes e a chicana do PS


Parlamento de Vergonha. Na Comissão de Economia e Transportes, o PS decidiu brincar, gozar com or portugueses e fazer chicana de todos os presentes na mesma e de todos nós: O Ministro da Economia, por sua iniciativa, solicitou a presença da Comissão referida, para Apresentar o novo Plano Estratégico dos Transportes. O mesmo plano foi apreciado mas não votado em Conselho de Ministros. Como não foi ainda votado em sede de Governo, o mesmo plano não foi previamente enviado à AR. Mas o Ministros Santos Pereira tem com ele o Plano e pretende apresentá-lo e distribui-lo na AR, através da referida Comissão. Basílio Horta, o fascita que o PS colocou nas suas fileiras, é o chefe da chicana vergonhosa, e demagógica, que justificam apenas com a alteração de procedimentos que o Governo e o Ministro acharam por bem encetar. O PS, como sempre, vazio de tudo, de ideias, de princípios democráticos...no boicote e na demagogia, não se consegue adaptar a procedimentos democráticos, demonstrados pela atitude de apresentar e discutir um Plano, ainda antes de o votar em Conselho de Ministros. Continua o PS na senda da garotice sem nível que Sócrates estreou na vida política? Há mais de meia hora que estão a tentar iniciar os trabalhos da Comissão...mas que o PS pretende boicotar (por saber que se trata de um plano com valor para a reforma do nosso sistema de transportes!)
PS: tenham vergonha...e juízo!

6.10.11





Faleceu Steve Jobs! Um génio empresarial um ser humano único, pelo exemplo de lutador e vencedor em todos os planos e vertentes, na sua vida e empresa. Só a doença o venceu...
Perdemos todos um Homem que nos merece toda a admiração, consideração e respeito. Ainda que a esta distância do seu país e do seu meio, sinto-me chocado pela notícia. Nunca esquecerei Steve Jobs!

Estou chocado!

I'm Chocked!
Yesterday I've seen in Apple site the last Keynote, without Steve Jobs, but still within Steve's time in Apple. For a long time I admired a Man who's a unique example of personal fight against adversities, and a winner in all achievements a man would like to gain in a lifetime.
I'm from Portugal and at this distance I've always admired this Great Human Being, this business and market...

4.10.11

5 de Outubro

A 5 de Outubro de 1143, Portugal assinou o Tratado de Zamora, sendo reconhecido como Rei de um novo Reino: Portugal.

A de de Outubro de 1910 foi proclamada a República, em Lisboa, nos Paços do Concelho.

Qual das duas datas a mais relevante, para hoje sermos um povo, com estas fronteiras, estáveis há 868 anos, as mais antigas na Europa. Para sermos um povo com uma única Língua, unido e coeso, com território estável, em tempos bons ou de depressão social e convulsão.

Esta mesma Língua que um punhado de políticos, porventura com as mesmas 'luzes' dos que apagaram a história e a refizeram, ao ponto de nos esquecermos do dia da Independência de Portugal como Reino, que a tudo deu origem, agora pretende ofender e Vender a um país outrora nossa colónia e onde sempre se falou um português deficiente e nem sequer homogéneo.

Porque fazemos tábua rasa da nossa História?

Acordo Ortográfico. Uma Lei e Imposição para desobedecermos


Andam as escolas a 'impingir' o vergonhoso Acordo Ortográfico, fruto de uma provinciana cedência a ignorantes e prepotentes, supostos proprietários de um bem básica e fundacionalmente valioso demais para ser deixado, assim, ao desbarato e ao sabor de outras culturas, povos e países que mais não têm feito do que deteriorar a língua maior que lhes foi transmitida: Brasil à cabeça, com todos os defeitos de quem fala e escreve o pior português do mundo, e tem o direito de o fazer, se quiser, mas não o de impor essa falta de qualidade e essa mancha vergonhosa à nossa cultura.


Pois os professores das nossas crianças e jovens andam numa azáfama a pretender que os seus educandos usem uma nova, e péssima, e saloia e arrevesada, forma de português, nem homogéneo, nem consensual, antes mesmo do prazo que a estúpida Lei, prepotente e ridícula, que terei todo o prazer do mundo em desobedecer, diz ser de 2014, para ser oficial e ter força de Lei, nas escolas e no Estado. Mas nunca pelos portugueses, como gente normal.

A Resolução do Conselho de Ministros de 8 de Janeiro de 2011, determina a aplicação do Acordo Ortográfico no Ensino, a partir do ano lectivo, já iniciado, de 2011/2012, e nos organismos do Estado, a partir de Janeiro de 2012. Mas a adopção será gradual, tendo em vista a adaptação de manuais escolares e o seu período normal de seis anos, para renovação dos mesmos. 

Ora, tão ridícula é esta Lei (aprovada pela Assembleia da República em 1990) como esta Resolução de um Conselho de Ministros presidido por um ignorante da Língua, como o é o ciclo de seis anos de renovação de Manuais escolares, que devia ser de...Nunca! Os Manuais escolares, que aliás, abusam do epíteto de Manuais, pela denotada má qualidade e falta de condições e conteúdos, sérios e imparciais, que apresentam, não deviam ser renovados, repostos ou substituídos, nunca. Excepto quando uma alteração de conteúdo, por consequência de novas descobertas, históricas, científicas ou culturais o impusessem. Nem deviam ser, sequer, adquiridos pelas famílias. Mas antes, fornecidos pelas Escolas, e avaliados no final do ano lectivo, quando, então deviam ser substituídos os exemplares que não se apresentassem nas melhores condições de conservação. Como acontece na Suíça por exemplo.

Mas, voltando ao Acordo Ortográfico, cada dia se impõem a urgência de impedir a aplicação do mesmo, da Lei que o enquadra e da Resolução de ignorantes que o regulamenta. Cada dia se torna mais capital a desobediência generalizada a este absurdo criado por meia-dúzia de indivíduos, contra a vontade da esmagadora maioria dos portugueses. Todos os inquéritos e estudos realizados dão conta da oposição esmagadora dos portugueses, contra a vontade de uma minoria, com complexos políticos notórios e injustificáveis razões. 

Veja-se esta pérola do ridículo e Ofensivo Acordo:

‎" A secretaria está hoje doente, disse o chefe da secretaria. Eu ultimo a agenda, e você...secretaria? Seria uma solução. Seria e pratica. Pois, você quanto mais pratica melhor. Pratica e eficiente, ajuntou, pousando a pasta aos pés da secretaria. Incomodo? Nenhum, disse ela. Duvidas? Muitas, disse ele, e continuas. Ainda assim publicas...Sim, sem estimulo publico. E, claro, estimulo o publico. Mas sobre isto silencio." 
(extracto de texto publicado por Fernando Venâncio no Jornal de Letras)

Portugal precisa do AO? Para que a Língua Portuguesa se torne mais Universal? Como o afirmam os ridículos auto-idiotizados Carlos Reis e Malaca Casteleiro, arautos desta enormidade e ofensivo atentado à nossa Língua. Portugal não precisa deste Acordo para nada. Não foi com Acordo ou sem ele que a nossa Língua ganhou a importância e o lugar que hoje tem no mundo e na Cultura Universal. Nem com ele se tornará mais importante ou mais falada, escrita, ou melhor entendida. Regresse-se ao pequeno excerto acima e logo se entende a desnecessidade para além da evidente inconveniência.

Mas ainda que fosse possível justificar um tal Acordo, à luz da técnica da língua, da sua linguística mais progressiva e 'avançada', nunca o seria pela forma prepotente, e arrogante, como alguns (mal) pseudo-especialistas julgam poder impor um conjunto de normas e um novo código da língua, pelo lado Legislativo, sem saber o que pensa o povo que usa a Língua que ama, sem o ouvir e sem o respeitar (vide texto citado acima).

A maioria, ou todos os portugueses que conheço afirmam que nunca irão querer usar esta forma absurd de escrever a sua Língua. Ou que nunca a desejaram, ou que desobedecerão a qualquer Lei que imponha este Absurdo.

Atente-se noutras maravilhas desta estupidez:

Portugal Muda, com o AO: aceção, confecionar, dececionante, excecional, impercetível, indefetível, intercetar, invetiva, perceção, perentório, precetor, receção, rececionista, recetáculo, recetador, recetividade, recetivo, rutura.

No Brasil... mantêm-se as consoantes mudas de todas as palavras acima

Portugal quer mudar, com o AO: 
aspeto, afetuoso, cético, coletivo, conjetura, desafeto, detetável, dialeto, fação, fator, fraturar, infletir, inseto, objetivar, otimismo, perspetiva, respetivo, retângulo, retificar, sintático, suscetível, transato.

No Brasil, admitem-se todas as consoantes mudas, nas palavras acima.


Não acredito que os mesmos professors que tanto têm defendido a nossa Cultura e Língua, aceitem de ânimo leve e boa vontade adopter esta Ofensa à Cultura que nos tem mantido como o que somos, para bem ou para mal, mas com uma inquestionável riqueza lexica, que muitos nunca poderiam ter. A nossa Língua é o fruto de tudo o que nós fomos e somos, com a misceginzação cultural que vivemos e cultivámos. É única e bem mais rica, versatil e viva do que todas a outras no mundo mais faladas do que a nossa.

Não pode ser usurpada e ofendida por uma meia-dúzia de arrogantes, sem autoridade cultural ou política para o fazerem. Este assunto devia ter sido objecto de um Referendo, à séria, tão ou mais do que os outros que por cá se realizaram.

Pretende-se que este processo passé despercebido, no clima depressive em que nos encontramos. Mas não podemos permitir que este processo não regrida e a Lei seja revogada!