29.4.11

Fundamental Ler: Artigo de Eduardo Cintra Torres, no Público

«A TVI lá fez mais uma entrevista a Sócrates, ajeitando-se à agenda do líder do PS. Como se comprovou no final, a entrevista foi, para o país, totalmente inútil. Zero de conteúdo. Quaisquer que sejam as perguntas, ele repete à exaustão as mesmas cinco frases memorizadas. Hábil a intimidar entrevistadores, ignora-lhes as perguntas, debitando o menu decorado e queimando tempo.
Judite Sousa não colocou diversas perguntas importantes e não obteve respostas às que colocou. Resultado: um festival de propaganda pessoal, mais um em poucas semanas. Sócrates só falou de si mesmo — o seu tema preferido — ou repetiu as cinco frases combinadas lá na Central de Propaganda. E, ajudado pela entrevistadora, alimentou a agora habitual confusão total entre primeiro-ministro e secretário-geral do PS.
A estranha última pergunta de Sousa sobre a vida privada de Sócrates foi colocada ao secretário-geral do PS na sede do governo de Portugal. Sousa apresentou Sócrates como “divorciado” e “com dois filhos” e perguntou-lhe se “tenciona fazer campanha eleitoral com a família”. Recorde-se que nas presidenciais apareceram familiares de todos os candidatos nas campanhas e nenhum jornalista, nem Sousa, os interrogou sobre isso.
A pergunta permitiu a Sócrates fazer exactamente o que disse que não vai fazer: usar os filhos. Mencionou duas vezes o “amor aos meus filhos”. Disse também “sempre os procurei proteger”. Ora, na campanha de 2009, em entrevista à SIC, Sócrates fez “referências premeditadas” aos filhos (como lhes chamou então um dirigente da agência de comunicação LPM). Também a sua vida privada foi usada em ocasiões escolhidas a dedo ao longo dos anos. Mais de uma vez as revistas cor-de-rosa souberam com antecipação onde ele estaria em momentos “privados” com uma alegada namorada; e numa entrevista ao Diário de Notícias na campanha de 2009 ele falou da alegada namorada (i, 21.09.09).
Na acção mediática de Sócrates não há nada, mas rigorosamente nada, que surja ao acaso. As “respostas” em entrevistas são frases decoradas. Toda a sua agenda e a do Estado que comanda estão planeadas para obter ou evitar efeitos mediáticos. Por exemplo, a correcção para baixo do défice foi divulgada pelo INE no sábado de Páscoa, com o país político ausente. A gestão de danos é brilhante: a Central obliterou Teixeira dos Santos dos media quando este, a bem de Portugal, traiu Sócrates e falou da necessidade da ajuda externa.
A Central vai debitando diariamente pequenos “casos” para a imprensa: através de dirigentes e outras figuras do PS (as ordinarices de Lello não são “arreliadoras deficiências tecnológicas” mas declarações públicas calculadas, cabendo a Lello o papel de abandalhar os políticos em geral); ou através de “fontes”, ou nem isso, como nas campanhas negras na Internet. Essa acção permanente da Central, 24 horas por dia, desgasta os adversários, em especial o principal partido da oposição, sem a mínima preparação para enfrentar uma organização profissionalíssima, que hoje atingiu a dimensão de um embrião de polícia política de informações, agindo exclusivamente através dos media e Internet, directamente ou através de apaniguados ou ingénuos.
O desgaste dos adversários ainda está no princípio. Dado que Cavaco Silva e os ex-presidentes pediram uma campanha eleitoral esclarecedora, caberá à Central de Propaganda oculta e semi-secreta ao serviço do PS encher os media e a blogosfera de “casos”, invenções, mentiras, factóides descontextualizados, etc. Esta Central tem acesso a informações, por métodos quase científicos de busca, selecção e organização de informações, a que os jornalistas não têm ou não podem ter acesso, ou nem sonham que existem. A Central conhece o passado de todos quantos agem no espaço público e ousam desagradar ao PS-Governo. A Internet é usada para divulgar elementos “comprometedores” da sua vida. Fernando Nobre e família foram alvo desses ataques mal ele se candidatou pelo PSD. Nos EUA tem crescido igual tipo de desinformação, como a campanha negra por republicanos mais primários de “dúvidas” acerca da nacionalidade de Obama.
A brutalidade da desinformação e das campanhas negras atinge não só os adversários políticos, mas todos os que exerçam livremente a liberdade de expressão. Como o PS-Governo vive exclusivamente dos media, a Central visa em especial os comentadores e jornalistas que considere fazerem algo negativo para os seus interesses.
A jornalista Sofia Branco foi recentemente demitida de editora na agência LUSA por se ter recusado, com critérios editoriais, a pôr em linha uma “notícia” oriunda da Central de Propaganda. Recorde-se que o director de Informação da LUSA foi uma escolha pessoal de Sócrates e que o seu administrador principal é amigo pessoal de Sócrates. A demissão teve carácter de exemplo, pois visa recordar a todos os jornalistas, começando pelos da LUSA, que “quem se mete com o PS leva”.
O caso revela a Central em acção. Uma correspondente da LUSA recolheu uma declaração dum assessor do primeiro-ministro que este atribuiu a Sócrates. A editora da LUSA não quis divulgar declarações dum assessor como se fossem de Sócrates (dado que não eram de Sócrates!); disponibilizou-se para ouvi-las do próprio, mas o assessor negou a hipótese. A editora rejeitou a “notícia”. Acontece que a Central precisava que a “notícia” fosse vomitada para os media naquele dia; por isso, a chefia da LUSA soube logo do caso e colocou a “notícia” em linha; a editora foi liminarmente demitida, retaliação que já seria de dureza totalmente desajustada ao normal funcionamento de uma redacção se a editora tivesse procedido mal. No dia seguinte, Sócrates disse a tal frase que fora dita pelo assessor: é o habitual processo de inculcação pela repetição.
Sofia Branco foi demitida por ser jornalista. Se houve “quebra de confiança”, como a direcção socretista da LUSA invocou, não foi no profissionalismo da editora, mas sim quebra de confiança da Central de Propaganda numa jornalista que agiu como jornalista. “Hoje, 27 anos depois do 25 de Abril, faz-se jornalismo com medo”, disse Sofia Branco ao P2 (25.04).
A pressão infernal sobre os jornalistas deu resultados extraordinários nestes seis anos. Somada a campanhas negras e cumplicidades no seio dos media, permitiu a Sócrates ganhar em 2009 e está a permitir-lhe recuperar nas sondagens em 2011.
A estratégia da Central para esta campanha já está delineada. Um dos elementos tem passado despercebido: através de pessoas como Lello e de comentários anónimos produzidos pela Central e despejados na blogosfera e caixas de comentários, repete-se a ideia de que os políticos são todos iguais, todos corruptos, nem vale a pena ir votar. A Central sabe que a percentagem do PS pode subir se a abstenção crescer. O paradoxo de um partido fomentar subrepticiamente a abstenção explica-se: como os eleitores mais livres votariam mais facilmente na oposição, neutralizá-los diminui os votos nos outros e aumenta a proporção relativa do núcleo duro dos eleitores do PS.
Outro elemento que favorecerá essa estratégia será a habitual forma de as televisões cobrirem as campanhas na estrada. Apesar da crise no país, é provável que a cobertura televisiva se concentre, como habitualmente, nos almoços da “carne assada”, nas declarações da velhota na rua, do comerciante à porta, do militante de reduzida inteligência, no “isto está uma loucura” do jornalista empurrado por jornalistas, etc. Enfim, fait-divers sem conteúdo político e sem relação com o discurso dos responsáveis partidários.
Se as televisões juntarem às habituais reportagens da “carne assada” e da velha que grita na rua alguma cobertura aos “casos” emanados da Central, estará lançada a confusão que serve um único entre todos os partidos: o PS-Governo. Tudo o que não esclareça políticas, divirja para os “casos” do dia e para o diz-que-disse, em que a Central tem mestria absoluta, servirá para impedir um esclarecimento mínimo (desfavorável a quem governou) e para induzir descontentes a absterem-se. Se fizerem uma cobertura das campanhas como a de 2009, as televisões estarão a colaborar, não indirecta, mas directamente com a governação dos últimos anos e com a aplicação concreta, diária, da estratégia de desinformação e propaganda. »

(Eduardo Cintra Torres, in Público)
(partilhado de Espumadamente, com a devida vénia)

Espanha e Alemanha: diferenças

Não há dúvida de quem é Grande, como país. Um Grande país cuida dos seus. Uma das primeiras preocupações é o Emprego e, como isso, o Bem-estar, o Poder de compra. Um povo de desempregados é um povo de um país miserável (para não dizer pior). Espanha: 21 % de desempregados, cerca de 5 milhões de pessoas (quase a totalidade dos portugueses activos) em 25 milhões de pessoas em idade de 'trabalho'. Alemanha, um país com mais de 80 milhões de pessoas, tem...menos de 3 milhões de desempregados. Diferenças...

O Grande país...aqui ao lado, nunca passou de um 'bluff', uma mentira de país. Sempre foi o campeão da fachada e 'faz-de-conta'. Nunca outra coisa. Alguém conhece um Produto espanhol? São os campeões do Turismo, verdade. E têm boa agricultura, mas com a qual poluem tudo e mais alguma coisa. Um 'pesticida' é 'morto' em dois anos no máximo na país da treta aqui do lado, porque há o exagero de aplicar em quantidade e em número de vezes excessivas. 'Dinheiro negro', 'leite negro' são expressões espanholas, o país campeão do mercado não oficial. negro, sem impostos. O país com mais casos de corrupção de políticos em toda a Europa, perdão, Mundo! Com casos oficiais e arguidos em Tribunal. São poucos, muito poucos mesmo os políticos em Espanha que não têm um processo judicial às costas. 

A segunda maior Dívida externa do Mundo! Espanha, claro (a ultrapassar três vezes o PIB, que aliás é, per capita, apenas 3 mil dólares mais do que este nosso triste país. Para quem julga a Espanha muito superior a Portugal...).

De que beneficia a Espanha, em relação a favores e atenções do resto da Europa e do Mundo? Da dimensão do seu mercado e...nada mais. Pior internet do que Portugal, pior rede de telemóveis. Mais, muit mais precariedade de emprego, e nem por isso melhores resultados (expresso num rendimento per capita muito pouco acima do nosso, ou seja, muito incipiente, para um país europeu) em termos de trabalho, produtiviade e resultados do sector empresarial- excepto os afectos ou devidos à dimensão. 

Espanha é, tal como a Irlanda, o país europeu onde o empenhamento e endividamento das famílias em relação à habitação é maior. E de que lhes serve? Para porem em risco muitos sectores, desde logo o imobiliário, onde faliram e estão a falir muita empresas do sector e a banca é bem mais frágil do que a portuguesa. E as famílias? Empenhadas e falidas. Mas riem-se...todos os dias. 

Talvez por serem um povo muito 'lúcido' e esclarecido, com o seu presente e o seu futuro (dentro de três ou quatro gerações, os espanhóis netos e bisnetos destas gerações adultas activas ainda estão a pagar dívida e juros de dívida. Tgv, e desemprego, segurança social e todos os disparates dos 'brilhantes socialistas' que por lá existem. Um só dado mais sobre o País da mentira. Durante os anos de Cavaco Silva em Portugal como Primeiro ministro, Portugal teve mais crescimento económico do que Espanha, bem distanciado. A seguir, no tempo de Guterres cá, e Asnar por lá, inverteram-se as posições...e Espanha continua com um vergonhoso crescimento económico, o que com o desemprego de 5 milhões de pessoas (inferiores com certeza, como por cá...), não lhes dá nenhum futuro antes de mais de 5 anos. Com Asnar, que os socialistas se orgulham de ter feito perder as eleições, Espanha teve o melhor crescimento económico e geração e riqueza de toda a Democracia deles.

Alemanha: sempre a crescer, com um governo 'de direita' (nazi, com certeza). Quando antes estava como Espanha, com quem? Socialistas...

Diferenças? Ou semelhanças?

27.4.11

A Cegueira


Continuamos iguais a nós mesmos. A este povo estóico e secular, onde os ventos do sucesso bateram tão forte e quentes, quanto os vendavais da desgraça, da ameaça de pobreza, da fome e da derrota, os exemplos da história de nada servem, excepto para reforçar a indiferença, ou a placidez com os seus mais intrépidos carrascos.

Como o escritor caracterizou e até vaticinou, nada faz um cego por opção, recuperar a visão.

A cegueira trouxe-nos onde nos encontramos. Dependentes. Impotentes nas decisões autónomas sobre o nosso destino comum. Cegos por opção, fomos na cantiga alegre e ligeira dos ‘tempos de mudança e da abastança que chegava. Metemo-nos a gastar. A Esbanjar. Todos (uns mais do que os outros). A casa! A casinha do português. É tudo, ter uma casinha. Se não aos vinte, no máximo aos trinta, ainda que os ‘ricos da Europa’ só pensem nela, aos cinquenta. Alguém disse há uns poucos meses, que a casa era o seguro de vida, em si, para os portugueses. Em crise, em decadência acelerada, batendo a bancarrota à porta se fosse o caso, a ‘casa’ era o nosso seguro, ao contrario ‘dos europeus’. Servir-nos-ia, lá está, para resgatarmos o futuro que nos reste, com a venda da mesma (esquecendo-se que para cada venda tem de haver um comprador). Foi um senhor economista, que eu disto nada percebo. Foi brilhante. E a ‘casinha’, mealheiro dos desgraçados portugueses, será o nosso canto do cisne, um dia. A corda que nos puxará para cima, quando o apoio dos pés nos faltar, pendurados nas nossas dívidas, a olhar um horizonte de desemprego, desagregações familiares e fome. Pode ser que não. E se não for, é porque os especuladores ultra-liberais e usurpadores agiotas do FMI, BCE e Europa em geral, nos dão acesso ao outro mealheiro, para o qual pouco ou nada contribuímos. Ficaremos, ou não, um dia destes, sem a casinha, sem o emprego, a trabalhar mais horas e mais anos, para que outros trabalhem menos horas e menos anos (os patrões espanhóis, também eles falidos mas patrões ainda, os alemães maus e arianamente liberal-nazis, os gaulistas franceses e os violentos arrogantes dos ingleses. Todos os maus de estimação da nossa história, que um dia recordaremos, pendurados nessa forca da nossa ‘confiança a toda a prova’, positivismo, optimismo socialista, ou o que lhe quisermos chamar. Nesse dia, na forca da nossa cegueira, a corda será o que quisermos, mas será igual para todos.

Ha muita razão sobre a crise internacional nos ter atingido. Há outra tanta sobre termos sido vítimas de especulação internacional, e de espanhóis e alemães exploradores. Mas o nosso problema, como o escritor nos avisou, é a nossa cegueira. E não é a cegueira ténue e pouco marcante de irmos nas conversas do priorado socialista sobre o optimismo e do ‘muito que se fez’ e ‘ de que para se fazerem coisas é preciso dinheiro...e se Portugal não o tinha, então a Dívida externa justifica-se a si mesma’...

O pior da nossa cegueira não são essas premissas, que já são história, a este momento. O mau mesmo, é a cegueira de irmos mais uma vez na conversa do ‘pároco’ do Largo do Rato, nos entretermos com asneiras sem valor (que interessa o papel de Fernando Nobre, se um dia for Presidente da Assembleia da República, ou não? Será que nesse cargo, vai mudar alguma coisa nas nossas vidas? Se for outro e não ele, muda o quê e em que sentido, para o nosso futuro? E sobre se houve encontro ou conversa entre Sócrates e Passos Coelho, isso será decisivo, mesmo!, para que dentro de cinco anos possamos comer pão quente de novo, amassado por nós e não pelo FMI?), com fait-divers sem importância, aquela importância que nos decidirá o futuro, e se esse futuro se vai passar cá dentro juntos dos nossos filhos, ou longe daqui, em África ou na América do Sul, para só voltarmos na reforma, quando os filhos já nos tiverem dado netos, que não vimos nascer. O pior da nossa Cegueira é não vermos, por não querermos que quem nso trouxe até aqui não pode voltar a estar envolvido no nosso futuro próximo, ou distante.

Em Democracia costuma dizer-se (por vezes, só quando convém a alguns), que o acto eleitoral serve para castigar quem governou mal e dar oportunidade a outros, que não estiveram até esse momento no Poder para que nos mostre que é possível governar melhor. Serve para sentenciar os maus governantes. E nunca serve, ou deve, para voltar a dar aos mesmos, que mal nos tenham dirigido, e nos trouxeram a miséria e a desgraça, nos retiraram a independência, mesmo a pouca que tínhamos, o que eles não merecem, mas mais, que não merecem pela desconfiança que sobre eles se instalou.

Mas parece que a nossa Democracia é muito especial. Aqui instalou-se a cegueira que o escritor identificou. Para que acima de tudo e contra todos, se justifique como se quiser, que o mentiroso e criminoso político que até aqui nos trouxe, está acima de tudo isto, que nada tem a ver com isto. Que o mundo à volta é que está mal. Que não o conseguem entender, na sua visão larga e futurista, que nos empenhou o futuro e só deixou uma ténue esperança aos que agora têm menos de vinte anos.

Todas as justificações e desculpas irão surgir, pois, para que o ‘chefe’, qual intocável Grande Timoneiro, se mantenha contra tudo e contra todos. Principalmente contra nós, todos. O importante é justificar o Chefe, o Sócrates da mentira e do crime político e económico, que conta mais do que nós todos, do que as contas de cada um de nós, do que as contas do nosso pais. 

Esta nossa cegueira vai invadir-nos o cérebro, toldar-nos o pensamento, e impedir-nos de sermos capazes de pensarmos por nós, e não ele por nós, e recuperarmos o nosso futuro, uma vez mais.

E esta Cegueira é o nosso maior e mais capital problema.  Todas as desculpas serão legítimas, como se verá na campanha eleitoral, para que o pior Primeiro ministro em mais de trezentos anos, continue a roubar-nos as contas e o futuro.

A Cegueira poderá matar-nos. Ao nosso futuro...

15.4.11

Artigo de Manuel Maria Carrilho, socialista.


O álibi


por MANUEL MARIA CARRILHO



"Ao ver as reportagens do Congresso do PS, a pergunta que mais frequentemente me ocorreu foi como é que os Portugueses, na angustiante situação que vivemos, olhariam para aquele espectáculo.
Um espectáculo que exibia uma incómoda exuberância de meios ao mesmo tempo que revelava uma montagem atenta ao mais ínfimo pormenor (com música, abraços e lágrimas). Mas de onde, na verdade, não brotava uma só ideia, uma só preocupação com o País, uma só proposta para o futuro...
Onde, pelo contrário, era bem visível a obsessão com o poder e a preocupação em bajular o líder no seu bunker, seguindo um guião e repetindo "ad nauseam" um só argumento, com uma disciplina de fazer inveja ao PCP!...
Ter-se-á atingido aqui o lúgubre apogeu do "socialismo moderno", esse híbrido socrático que ficará na história por ter esvaziado o Partido Socialista de quase todos os seus valores patrimoniais e diferenciadores, reduzidos agora a um mero videoclip.
Como na história ficará também a indigência intelectual e o perfil ético de tantos "senadores" do PS que subiram ao palco para - com completo conhecimento de causa sobre o gravíssimo estado do País - acenar cinicamente aos militantes e aos Portugueses, por puro e interessado calculismo político.
O Congresso assumiu a estratégia de Sócrates que é, há muito, clara: ignorar os factos e sacudir as responsabilidades. Inventando uma boa história, que seja simples, que hipnotize as pessoas e, sobretudo que as dispense de olhar para os últimos seis anos de governação, para os números do desemprego, do défice, da dívida ou da recessão. Ou de pensar nas incontornáveis consequências de tudo isto no nosso futuro. Eis o marketing político no seu estado mais puro, e mais perverso.
Esta história começou a ser preparada logo em Janeiro, quando era por demais evidente o que se iria passar com o nosso endividamento e com as nossas finanças públicas. Sócrates lançou então o slogan "Defender Portugal", insinuando subliminarmente que os adversários do PS só podiam ser adversários de Portugal.
Montado o cenário, faltava apontar os vilões. Primeiro, o inimigo externo, e para isso diabolizou-se o FMI, qual dragão que paira ameaçadoramente sobre as nossas cabeças, e contra o qual o herói luta com denodo. Um pouco mais tarde, com o chumbo do PEC IV, estava encontrado o inimigo interno. Um inimigo que "tira o tapete" ao nosso herói, exactamente quando este "ia salvar Portugal". Ferido, o herói não sai de cena. Ei-lo que se reergue, determinado, para mais uma batalha. Desce o pano, e agenda-se o segundo acto para dia 5 de Junho.
Há que reconhecer: tudo isto foi muito bem planeado, teatralizado e concretizado, de modo a que esta fábula funcione não só como um álibi para Sócrates mas, também, como uma "cassete" de campanha.
Montada a história, trata-se agora de repeti-la. É como se todos os dirigentes socialistas passassem a falar pelo teleponto do próprio Sócrates, como se todos tivessem esse teleponto dentro da própria cabeça - e isso, como vimos, funciona, pelo menos em mundos como o da "bolha" do Congresso de Matosinhos.
A força da história avalia-se pelo modo como deforma os factos e maquilha a realidade. Em Matosinhos, ela foi muito eficaz para esconder aquilo que na verdade mais perturba os socialistas: esta é a terceira vez que o FMI é chamado a intervir em Portugal, e, sendo verdade que veio sempre a pedido de governos liderados pelo PS, esta é a primeira vez em que vem devido a erros de governação do próprio PS.
Isto nunca tinha, de facto, acontecido: em 1977/78 o FMI veio por causa dos "excessos" revolucionários, e em 1983/84 para corrigir os deslizes do governo de direita, da Aliança Democrática. Em ambas as situações o PS apareceu, com a coragem de Mário Soares, a corrigir os erros de governações anteriores e a defender o interesse nacional. Desta vez é diferente: o FMI é chamado a Portugal justamente devido à acção de um governo do PS, dirigido pelo seu secretário-geral.
Para grandes males, grandes desculpas? É o que parece. Esta história inventada pelos conselheiros de Sócrates vai fazendo o seu caminho. Espalha-se com mais desenvoltura que um programa eleitoral, e consegue fazer com que muita gente, sem dar por isso, acredite no inacreditável: num dia o nosso primeiro-ministro estava "quase a conseguir salvar-nos", e no dia seguinte o chumbo do PEC IV abriu um buraco de 80 mil milhões de euros...
Não consigo conformar-me com este modo de "fazer política". Sofro, como milhares de socialistas, e certamente muitos mais portugueses, com este tipo de comportamento que joga no "vale tudo" para permanecer no poder. Ao arrepio de todos os valores, ignorando as mais elementares regras da ética, transformando a política num mero exercício de propaganda que se avalia por um único resultado: continuar no poder.
O Partido Socialista ficou reduzido ao álibi de Sócrates. Um secretário-geral que deu sem dúvida provas como candidato eficaz, mas que também já as deu como governante medíocre, conduzindo o País à bancarrota e à mais grave crise que o País já conheceu desde o 25 de Abril de 1974.
Foi com estes dados que o PS saiu do Congresso, à espera de um milagre eleitoral no próximo dia 5 de Junho. Mário Soares falava prudentemente, aqui no DN de anteontem, no risco de um duche gelado que entretanto o PS corre. Mas mesmo que tal não aconteça, não haja ilusões: ganhe ou perca, no dia seguinte às eleições este PS do álibi vai estar como estava na véspera - com uma mão-cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Talvez, finalmente, a olhar para o abismo onde nos conduziu. 


E quanto a Portugal, o que será de nós?"

14.4.11

A importância de se ser Livre

No correr dos dias, mais ou menos integrados num grupo, em sociedade, no convívio em ambiente de trabalho ou em família, o mais normal é todos e cada um de nós se deixar levar numa corrente, numa espécie de abraço protector dos grupos em que os outros, nossos mais chegados se inserem. Pais, irmãos, tios, avós, amigos ou colegas, com as suas próprias pertenças a um ou mais grupos, influenciam-nos, com maior ou menos impacte e poder de dissuasão, e, assim nos fazem também inserir nesses grupos, onde nos deixamos ficar, por muitos anos, se não por uma vida.

Os grupos com maior poder de dissuasão e maior coesão, que nos captam por mais e decisivo tempo são em primeiro a religião, o clube desportivo e, finalmente, o Partido político. Pode-se não ser praticante da religião a que nos sentimos pertencer, pode-se andar anos um tanto ‘desavindos’, para usar um termo a gosto de algumas religiões, mas nunca, ou raramente, apenas com um esforço sério, consciente e sério, ou não, convicto e com bases sólidas ou nem tanto, se sai verdadeiramente do ‘grupo’, do colectivo religioso, a que, ironicamente, alguém escolher por nós que pertencêssemos. Por vezes sai-se de uma religião, crença, ou culto e entra-se noutro, em substituição, total, ou parcial, do original dos nossos progenitores. E raramente nos interrogamos porquê. E quando o fazemos, não encaramos a sério a hipótese de deixar a crença, ou mesmo, mais difícil e raro, mais, muito mais exigente em termos intelectuais, a hipótese de repensarmo-nos como seres religiosos, e deixarmos de o ser. Passarmos a não ter qualquer crença, sermos ateus, ou sermos agnósticos.

Com os clubes desportivos acontece algo parecido, ainda que isto possa chocar, pela comparação, os mais fervorosos defensores de uma religião, ou acólitos. Muitos de nós até nem seguimos o desenvolvimento da vida do clube das nossas simpatias ou amores, mas, ainda que calados, sofremos um pouco com os nossos botões, quando ele sofre derrotas e mais, quando o adversário alvo dos nossos ódios de estimação vence, ou o vence. Mas ainda assim, os menos adeptos do desporto preferido, ou seguidores atentos do seu clube, sofrem eferamente, apenas, quando se compara com a chamada ‘fé religiosa’. Pode-se não praticar os preceitos religiosos com assiduidade, mas quando outra religião ou um ateu tresloucado, ou alguém que desvaloriza apenas a vida religiosa e a fé subjacente, ‘ofende’, segundo os nossos mais delicados e estimados princípios como crentes, a nossa própria fé, não gostamos nada mesmo, se não se der o caso de se gerar uma perplexidade e uma reacção mais ou menos violenta, até.

Com a política passa-se algo que se pode considerar próximo da crença religiosa, mas com a ‘devida distância, não vá a nossa divindade ‘ofender-se. E alguém que nos ouça condenar-nos por isso mesmo. Mas para muitos, os mais fiéis (propositadamente escolhi este termo) seguidores de um Partido, ou de um líder político, a quem, neste caso sim, sem  a menos dúvida, empenhamos e vendemos até as nossas ideias, deixando-o tantas vezes como referencia das mesmas e como defensor elevado, nobre e legítimo das nossas, ou do que deveria ser a  nossa cabeça a pensar, a ajuizar, a analisar, e a decidir se bem , se mal, ou seja, em política, tantas e tantas vezes nos abstemos de pensar, como tendo alguém que pensa, melhor, por nós.

E é com a política, mais do que com a religião, ou o desporto, de facto, que se enfrenta maior perigo, quando desistimos de pensar por nós, e deixamos que alguém seja a expressão do que pensamos, sentimos e defendemos, não apenas para nós, mas para outros também.

E é pela política, ou melhor, pela análise da nossa atitude passiva e objectivamente desistente de uma liberdade que nunca devíamos alienar, que se pode concluir (eu pelo menos concluo, com os direitos de alguém que gosta de pensar e pensar sem amarras de qualquer espécie ou natureza) que deixar que alguém, ou uma divindade mesmo, um deus qualquer, ou, pior (nada pior, enfim, igual) um humano, pense por nós, reflicta por nós e, terrível, decida por nós.

É a perda de liberdade que muitos dizemos defender e não permitir que se aliene. Mas que, sem o saberem, alienam da pior forma. Esquecem-se de pensar, julgam que alguém pensa mesmo melhor por nós, do que nós próprios, e entregam a defesa das suas convicções, religiosas, desportivas e políticas a um grupo, a uma pessoa, a uma divindade.

No último Congresso do Partido Socialista deu-se um episódio singular. Singular por ser ele mesmo um só, único e irrepetível, tal o esforço, plenamente conseguido de amordaçar de qualquer dissidência ou até dissonância com o chefe (o mais medíocre e abjecto dos membros daquele Partido em fase de acentuada depressão, ainda rejeitada e negada, como acontece aos alcoólicos e aos toxicodependentes, coitados), que só um caso que se saiba, houve de uma voz a condenar, e da forma mais incisiva e assertiva, sem medos ou eufemismos, o chefe e a sua louca e desastrada política, tal como o seu arrogante e não mais suportável narcisismo, egoísmo e autoritarismo (despotismo). Rómulo Machado, advogado experiente, homem livre, por decisão do mesmo, foi a única voz que se insurgiu contra a mordaça, contra a norte-coreana-anulação-do-pensamento-próprio. Já tenho ouvido uma ou outra pessoa achar bem que o ‘chefe’ pense por nós. Esquecendo-se que essa foi a razão de se ter feito o 25 de Abril, para que não fiquem dúvidas de que não existem tantas diferenças assim.


O perigo de se desitir de pensar e nos entregarmos ao pensamento colectivo de um grupo, onde alguém já definiu tudo e já nada mais há para ser pensado (o que é obviamente falso, pois isso, entre outras coisas, seria admitir que os tempos, as sociedades, os países, as culturas e as pessoas não mudam. Perigoso demais num tempo de mudança acelerada e acentuada) é o de quando as coisas não correm bem, se poder instalar o caos intelectual, ou de facto, e se poder instaurar uma colectiva depressão.

Precisamente um dos nossos actuais problemas.

Em 1936 Hitler começou a mudar a forma da sociedade alemã pensar. Em 1939 Hitler iniciou uma guerra que iria mudar o mundo, para nunca mais ser como dantes. Hitler tinha ganho eleições. Enganou os alemães (chegou ao ponto de incendiar o Reichtag, o Parlamento alemão para culpar o seu adversário mais importante, no Governo: alguma semelhança com o 'incendiar' de uma crise política, encenada e um pacote de medidas falso, porque já existia um outro chamado 'ajuda do FMI' em conversações que se escondeu de toda a gente, para...culpar o adversário mais importante?) , como Sócrates enganou os portugueses, das duas vezes que as ganhou. Em relação à segunda que ganhou, já são cada vez menos os que não acham que assim tenha sido. Em relação à primeira eleição, podemos saber (o que eu e muitos sabemos desde sempre. Desde o dia em que Sampaio mistificou uma crise política- na altura o PS não se queixou da instabilidade nem do perigo da crise- e sem as razões que pelos dias de hoje existiam, dissolveu a Assembleia da República, criou a imagem do Governo ser incapaz- quando, não sendo porém um bom Governo, foi ainda assim o único, pela mão de Bagão Félix que reduziu efectivamente a despesa do Estado, desde 1974!- e deu assim a vitória ao mentiroso e ao pior primeiro ministro de todos os tempos em Portugal) em breve, esperançadamente.

Hitler enganou os alemães por pouco mais de seis anos. Sócrates enganou os portugueses por pouco mais de seis anos. Sei bem que Hitler tinha polícia política e campos de concentração. Por isso foi mais fácil depois ser reconhecido como um facínora e um bandido. Um ditador dos piores da história. Sócrates beneficiou, este é o termo, da falsa máscara da Democracia e nós, da protecção, ainda que insuficiente, da nossa ligação à União Europeia. Mas de mais nada beneficiámos. Tudo o resto é mentira, tudo ou muito do que temos vivido e assistido é falso. E este baile de máscaras socialistas perverso, ainda continua, com as mentiras diárias a que assistimos. Irá continuar.

Dispensar a nossa Liberdade quando o líder é bom e sensato, de nível reduz o risco. Mas não deixa de ser negativo e de andarmos em cima de um perigo.

Ter a coragem e, mais importante, a inteligência para afastar a cabeça para o lado, ver por detrás da árvore, olhando de frente para a floresta e saber ler o que ela nos diz, como o fez Rómulo Machado, não é para todos. Só alguns. Desses, de que precisamos muitos mais. Rómulo Machado não deixou de se sentir um socialista, mas um democrata. Um socialista com todo o mérito. E desses temos falta, hoje.

Pessoalmente sempre me tentei pautar pela minha liberdade que não vendo a ninguém. Nunca. Mas garanto que não é um caminho fácil. Mas vale bem a pena. Poupa-se muito em dioptrias intelectuais!

12.4.11

"Um filme de terror em que o drácula culpa a vítima"


Campos e Cunha: "Estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima"

Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças de José Sócrates, diz que "esta crise governamental foi desejada e planeada pelo Governo". O professor universitário escreve hoje no Público que "há várias semanas que o Governo adivinhava o final desta semana e antecipou-se". 

Diz Campos e Cunha que "como o Governo sabia antecipadamente o que iria acontecer às contas de 2010 e quis precipitar a crise antes do descalabro final; assim, negociou e ajustou um conjunto de medidas (vulgo PEC-4) apenas e só com os nossos parceiros europeus. Nesse pacote estava tudo o que o PSD tinha vetado em negociações anteriores (PEC-2 e PEC-3). Apresentou essas medidas, num primeiro momento, como inegociáveis. O PSD, orgulhoso da sua posição disse um "não" também inegociável. 

No dia seguinte, o Governo, dando o dito por não dito, afirmou-se disposto a negociar. Mas o PSD caiu que nem um patinho e o Governo caiu como o próprio queria e planeou".A partir de agora, continua Campos e Cunha, para Sócrates as culpas são do PSD: "A queda brutal dos ratings, a subidas das taxas de juro, o descalabro das contas públicas serão tudo culpa do PSD (...) que vai passar o tempo a justificar-se, ou seja, perdeu a discussão. Pode não ter perdido as eleições, a ver vamos, mas pode perder a maioria absoluta".Para o antigo ministro de Sócrates, "estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima de lhe sugar o sangue. 

Estamos a viver o malbaratar dos dinheiros públicos durante muitos anos, com especial relevância nos últimos cinco. Estamos a sofrer as consequências da dita política keynesiana de 2009 que teria permitido que a recessão fosse apenas de 2,6%. Muitos defenderam tal irracionalidade, mas também houve quem chamasse a atenção da idiotia de tal abordagem numa pequena economia, sem moeda própria e sem fronteiras económicas".

"A situação económico-financeira é de tal descalabro que não pode haver eleições antecipadas sem haver uma crise política, económica e financeira de acordo com vários ministros, começando pelo primeiro. É a constituição e a democracia que está em causa", alerta o mesmo responsável.Campos e Cunha deixa um alerta aos portugueses: "tudo isto tem um rosto e um primeiro responsável. Lembrem-se disto no dia do voto e não faltem, nem que seja para votar em branco", conclui.

(sic)

7.4.11

1.250.000 Euros?! por uma escultura, em Oeiras

Alguém consegue imaginar que esta escultura (escultura e projecto, ah! então está bem!) custou ao Município de Oeiras um milhão, duzentos e cinquenta mil euros (sim: 1.250.000,00 Euros!)?

Este é um exemplo apenas, um dos mais escandalosos, pelo valor, não pela estética da escultura, claro.

Mas os nossos municípios em grande parte são os responsáveis pela imensa divída pública, que duplicou em cinco anos (de cerca de 80 mil milhões para mais de 170 mil milhões), com concertos milionários (Santarém contratou José Carreras e pagou-lhe 263 mil euros, para um só concerto- provavelmente a pensar que Santarém era Zurich; Tony Carreira, nada comparável com nada, com Carreras, apesar da quasi semelhança do nome, amealhou mais de 600 mil euros. Caso para dizer...f...! 'Aquilo' ganhou assim tanto?? 'Porque cargas de água?', mas também Quim Barreiros: 248.000 euros; Mariza, enfim, ao menos é a Marisa, 240.000 Euros, Jorge Palma- tenham dó!, tem Uma música girae pouco mais- 174.000 Euros...etc).

Mas o grande problema pelo lado público, do nosso imenso 'buraco' da dívida, que é de 2,5 vezes o PIB, foram as Obras Públicas, como sempre se disse. E a dívida privada, famílias e empresas, também tem a ver com Imobiliário e Sector da Construção. Foram estradas e pontes hoje sem quase alguma utilização.

Mas a surpresa, apenas para alguns, apenas para os que ainda julgam serem os socialistas iguais aos outros na Governação e Gestão dos dinheiros públicos, é que em 2011, ano de forte contenção e de aperto e austeridade para todos, ou quase, as despesas de vários ministérios dispararam. Estes são números quase oficiais, mas reais, com a falha tão-só de pecarem por defeito.


"Depois de três Programas de Estabilidade e Crescimento (nome amaneirado por não corresponder nem a estabilidade, nem a crescimento, diga-se), sucessivos anúncios de corte na despesa e apelos à contenção orçamental, 2011 vai ser um ano de gastos recorde em várias despesas correntes dos ministérios. Publicidade, combustíveis e seminários são algumas das rubricas do Orçamento do Estado em que há aumentos de dotação. Os carros do Estado vão andar mais. As despesas com combustíveis vão subir 26,7% (mais 11,5 milhões de euros), apesar de se prever que o preço do petróleo aumente apenas 3,4% este ano (previsão oficial diga-se). Para este valor contribuem gastos do Ministério da Administração Interna (do arrogante incompetente ministro que promove pessoal tido por incompetente, numa ostensiva provocação a todos nós, após o falhanço evidente nas últimas eleições Presidenciais, do responsável directo pela organização das mesmas...agora promovido, em vez de despedido) -que tutela as polícias e, por isso, tem maior frota automóvel-, que também bate o recorde dos últimos sete anos (desde que há registos). São 17,3 milhões de euros previstos, mais cerca de sete milhões do que no ano passado.


Mas ao longo da previsão feita pelo Executivo, s~\ao sete os ministérios (agricultura, Saúde, Presidência, Economia e Ciência e Ensino Superior) que vão gastar mais neste capítulo (dos combustíveis)" (in, "O Estado a que o Estado chegou", Diário de Notícias, 2011. Uma publicação amiga do PS, diga-se...).

No total são mais 47,5 milhões em combustíveis ao serviço do Estado. Depois, são mais horas extraordinárias, para a Justiça, nomeadamente. Mais gastos em serviços de higiene e limpeza e em Publicidade (?!??). E qual o Ministério mais despesista? Finanças, pasme-se! (144.092.971.805 Euros. Leia-se: cento e quarenta e quatro mil milhões e uns 'trocados'. O dobro da ajuda do Fundo Europeu de Estabilização Financeira+FMI que aí vem!


Agora, venha lá o mentiroso do PM e o seu amiguinho Silva Pereira, mais o Teixeira dos Santos, dizer que a crise em que caímos nada tem a ver com o Governo. E que o PEC IV nada tem a ver com algum buraco ou incumprimento Orçamental, ou ainda que esta crise se deveu ao chumbo do PEC pela Oposição. (que eu saiba nenhum destes AUMENTOS de despesas foi de acordo com o PSD ou outro qualquer Partido!). Ou venham dizer que tudo isto é culpa 'dos mercados'. senhores!!! Vocês, em ano de contenção para a sociedade portuguesa, querem SUBIR as DESPESAS. Em três rubricas, fundamentalmente, que têm todas a ver com propaganda governamental, o mesmo é dizer, com preparação para Eleições, que foram bem programadas por Sócrates, como salta à vista! E tudo para...as perder, com uma derrota que os irá envergonhar?!

Que nojo de gente!

6.4.11

O fim do sonho. O tempo da raiva e desilusão.

Portugal já pediu, finalmente, ajuda externa. Após meses e meses, anos, em minha opinião, se contarmos com todos os anos de esbanjamento, cegueira, arrogância a todos os níveis (político, económico, social e pessoal), erros e mais erros acumulados (ainda esta semana Sócrates, o primeiro e principal responsável por este descalabro económico, e o responsável por esta descomunal irresponsabilidade, e por este imenso défice de verdade e de Democracia afirmou, pasme-se, que se ganhar as próximas eleições, insistirá no TGV. No inútil e faraónico TGV?! De que um só troço corresponde a sete-7- pontes Vasco da Gama e a três buracos do BPN?!!!), o Governo fez o que muitos e muitos de nós já dizíamos e exigíamos.

Este estúpido e provinciano orgulho de um Primeiro ministro por equívoco, de um PM mentiroso, falhado, e, pior, mafioso (por quanto se pauta a sua atitude de usar e abusar da sua posição para ajudar amigos e arranjar-lhes negócios e salários milionários. Negócios ruinosos e mafiosos), vai custar-nos a todos pelo menos mais uns 20 mil milhões do que custaria se já há seis meses se tivesse pedido ajuda.

Mas o nosso futuro é pior do isto. O futuro dos que acalentaram uma vida com bem estar, dos que ousaram ter e viver o sonho europeu, é um muito triste e deprimido fim. Empresas às centenas e milhares vão fechar. Por falta de mercado, falta de clientes e falta de poder de compra dos seus clientes. E não estamos a falar de extravagâncias. Falo dos produtos e serviços mais básicos (ainda que eu discorde com toda a veemência dos que consideram ser um luxo coisas como ter um telemóvel, não digo dois ou três, ou ter uma televisão moderna, ou ter um automóvel com menos de dez anos, ou poder pintar a casa, ou ter aquecimento para o Inverno...). Produtos agrícolas podem ou faltar, ou perder qualidade, resultado do desleixo activo, por não poderem os produtores recorrer a melhores factores de produção, com qualidade mais segura que lhes permita melhor segurança alimentar e qualidade superior. Cuidados de saúde que se irão deteriorar. Cuidados e atitudes de higiene básica.

Portugal vai piorar em quase todos os indicadores. E a única coisa que irá melhorar, em virtude de imposição das instituições que nos irão financiar, será a estrutura e a forma de trabalho da Administração Pública e do Estado. E, por arrasto, de algumas das grandes empresas portuguesas, algumas que têm vivido em compadrio escandaloso com o Estado.

Este é o momento de uma raiva a crescer. E de uma profunda desilusão, com nascimento anunciado. Este momento foi previsto e anunciado. Muita gente previu e avisou. Individualidades como Medina Carreira, diabolizado por Sócrates, esse energúmeno que tomou de assalto um Partido democrático e o subjugou pela mentira e falsidade, pela fantasia e mistificação, pela recriação de estatísticas, pela rede de influência e interesses promíscuos criados, pelo clientelismo abusivo que viveu do Estado e ainda lá está instalado. Uma criatura que foi o responsável por esta ditadura democrática em que vivemos. Por esta miragem de país desenvolvido.

Desde a eleição deste Sócrates que eu venho avisando neste mesmo blogue e em todas as conversas privadas ou não, que esta criatura é do pior. O pior Primeiro ministro desde há mais de 150 anos. Fartei-me de o dizer e escrever. Mente, inventa, falsifica, aldraba, e não tem a mínima competência nem para funcionário de terceirissima categoria, num qualquer município...das Berlengas!

Se esta raiva de nada nos serve, a desilusão que vem com tudo isto dá-nos vontade de emigrar. O momento mais triste é...o de ver cair o nosso sonho. De se terem filhos que queríamos felizes e com futuro e de se desconfiar que tudo lhes será ao contrário. De se ter sonhado com um futuro melhor para nós do que a vida que tiveram os nossos pais, que se esforçaram por nós, para termos mais formação e mais futuro do que eles, um momento que será o da viragem sem retorno das nossas vidas.

Os de nós que estão a meio das vidas, podem nunca mais almejar uma melhoria no futuro, podem ter de deixar cair os sonhos, ou terem dentro de si uma força descomunal e dentro de algum tempo, que terá de esperar três a cinco anos, e com mais certeza, uns dez, para que se volte a poder ver a possibilidade de ...voltar a sorrir à vida. Mas pode acontecer que, quem a este momento não conseguiu ter dado uma volta na sua vida, que lhe permita saber ter um futuro sem miséria ou sobressaltos, nunca mais consiga ter esse momento de esperança. Como diz o povo, 'quem não se amanhou, já não vai conseguir amanhar-se', descontando o que de menos bom pode ter esta expressão.

Este momento teremos de saber ultrapassar os nossos clubismos cegos e sectários, ou mesmo facciosos, para se conseguir ver quem é o grande responsável por termos chegado aqui: quem foi o responsável pela nossa dívida externa do Estado (não a dívida total do Estado ou nem sequer a dívida pública, interna e externa) ter crescido de cerca de 80 mil milhões de euros para mais de 170 mil milhões em cinco anos. Todos anos de Governo PS, de Governo Sócrates. Que nunca o reconheceu, que nunca teve essa elevação, que nunca mereceu ser cidadão português!!!

À raiva que ainda quase vamos começar a sentir, seguir-se-á a desilusão e o desencanto. E o perigo da apatia social, que a Grécia já começou a viver. Uma perigosa acalmia, que pode levar a maior depressão social, ou a um período subsequente como o que já vivemos, se não houver bom sendo, racionalismo e contenção: nova explosão de optimismo saloio e novo período de consumismo sem consistência.

Viveremos uma fase de grande depressão. Nacional, social e pessoal. E teremos de ter a clarividência para, a nível político, corrermos com este José Sócrates insuportável e criminoso, que nos trouxe a este patamar de desgraça e decadência. E ainda teremos, os que do Partido dele forem, a coragem e a visão de saber afastá-lo definitivamente de toda e qualquer veleidade de continuar com responsabilidades partidárias, num Partido com uma história importante de contribuições valiosas para a nossa Democracia.

Este é o momento da Decisão de afastar Sócrates de todas as funções que desempenha. O momento da efectivação desse afastamento terá ainda de ser outro, após as eleições legislativas uma vez que no seu Partido não houve a visão, nem o sentido patriótico e a coragem suficientes, para o afastar já antes do acto eleitoral.

Tudo o que se prometeu a tanta gente, jovens que compraram casas e carro, que sentiram melhorar as suas vidas, são agora quase acusados de se quererem sentir mais europeus, porque o seu país não foi capaz de lhes dar o que viram de melhor noutros por essa Europa. Deram-lhes o sonho e agora roubam-no da pior forma. Isto é um crime tão grande como esconder as verdadeira contas do Estado, pois isso ainda irá piorar mais a situação de cada um. Jovens e adultos 'maiores'.

O sonho caiu e não foi por culpa de ninguém senão desse grande logro que se chama José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, que nem o nome de família é capaz de usar e até sobre a sua formação inventou e mandou depois fechar a Universidade que lhe fabricou a mentira da licenciatura.

Sócrates roubou-nos o sonho. Será pior aos maiores de quarenta e ainda pior aos de mais de cinquenta, mas será mau para todos. Por isso Sócrates tem de desaparecer.

E todos temos, os que cá conseguirem permanecer, de lutar para algum futuro virmos a ter.

Os tempos de apagamento do Sonho Europeu começaram...

5.4.11

Dez Notícias do pior que temos

  1. Uma só 'pessoa' (enfim...um exagero, este epíteto, um ofensa a humanos decentes, desculpem-me) defende que Portugal não precisa e o Governo não vai pedir ajuda ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira...adivinhem quem...(porque o orgulho, a vaidade, a cegueira e, principalmente, a lógica de Poder, pelo Poder, sem conteúdo e sem a mais ínfima competência, falam mais alto: uma criatura que odeia a Democracia e a tenta subverter, não a respeitando, desprezando os adversários, por se julgar superior, sendo óbvia a sua atroz inferioridade!)
  2. Governo recuou na cobrança de IVA para refeições doadas a pessoas carenciadas (e já os PEC todos pressionam mais os mais desfavorecidos). O que denota duas coisas: o PS é o Partido mais anti-social e mais injusto, desmacarando um mito instalado entre nós, sem fundamento. E quando há eleições, o PS é o mais demagógico e eleitoralista de todos, porque tem um forte apego ao Poder, vive e precisa do Poder. Pior é impossível.
  3. Sócrates queixou-se da oposição, do Parlamento, queixou-se dos parceiros sociais, queixou-se do Presidente da República. Pois quem esteve a governar não foi ele...Só ele está certo, só ele tem visão. Todos os demais estão errados. Portugal não tem a dívida pública que tem, nem a dívida externa, nem o défice, nem as desigualdades sociais (que se acentuaram enormemente nos últimos 10 anos), nem a depressão no investimento, nem o défice democrático (quando o Governo Exige 'contraditórios' uma expressão eufemística e amaneirada típica...Mas já os 'contraditórios' ao que o Governo diz e faz, esses são anti-patrióticos e são 'fascistas')...e, bem, a lista é infindável!!!
  4. "Santos Ferreira: Portugal deve pedir já um empréstimo externo de 10 mil milhões de euros". Ensinem o 'grande' gestor socialista que destruiu o BCP e o burocratizou bem à moda dos antiquados e anacrónicos socialistas que temos, a fazer umas continhas...só em pagamento de juros são necessários mais de 9 mil milhões. E só em pagamentos dos funcionários do Estado...o dobro...
  5. O 'diabo' FMI, é liderado por um socialista, bem retrógrado, e zero-liberal, o mesmo homem que os socialistas franceses querem que concorra contra Sarkozy. O amigo, aliás, que há uns bons meses dizia que Portugal não precisava de ajuda e as contas nacionais estavam bem (após o Verão de 2010).
  6. Espanha: Zapatero foge às responsabilidades do que destruiu: a Espanha tem uma das maiores dívidas externas do mundo (a terceira, atrás dos EUA e do Japão) e continua a insistir em obras faraónicas. Agora o homem que estoirou com as finanças de Espanha, foge e não se recandidata. Já assegurou o seu futuro pessoal...Mesmo assim, é de louvar que, ao contrário do mafioso insuportável que temos, ele vá livrar os espanhóis do suplício e da desgraça. Quando ele se for, logo saberemos como manipulou as estatísticas oficiais daquele país e os indicadores oficiais, como os que ainda ontem o Banco de Espanha inventava...
  7. Temos agora de nos aguentar com a vergonhosa e infame campanha nojenta que Sócrates prepara (ele nunca fez nada errado, não fez nem um só erro, e a Oposição e o Presidente da República é que governaram...ah! e em conjunto com os 'especuladores injustos' que nos classificam mal e nos infligem juros elevados)
  8. Nunca o PS cumpriu uma só vez o défice a que se tinha comprometido: isso mesmo já o tinha afirmado o Tribunal de Contas e o INE confirmou há dias. Como é seu estilo, Sócrates deu ordem para que se inventassem números...e isso, pagamos nós agora (é o que chamam de investidores infames e especuladores, que, obviamente, sempre souberam a verdade dos nossos números e a mentira dos indicadores 'oficiais')
  9. Felizmente será humilhado nas eleições: Sócrates afirma que vai insistir na m...do TGV!!!??? que não faz falta a ninguém e que só nos afundaria mais. Isto já não é teimosia, nem outra coisa senão um estado patológico preocupante (apenas porque o PS não o substituiu ainda).
  10. "Ninguém na Europa percebe por que razão o governo não solicita ajuda à Comissão Europeia para beneficiar da assistência do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) quando os mercados já cobram juros de 10%", diz ao i fonte comunitária. "Por aqui diz-se que Portugal deve estar louco". Portugal não está louco. Mas Sócrates anda a abusar da nossa paciência!