24.1.11

Sampaio e Penedos

Sampaio foi a tribunal testemunhar o alto valor moral de José Penedos. Nem que me atirassem para um penedo punha as mãos no fogo...

...mas o tribunal 'amigo' vai resolver a bem...

Grande Vencedor

O grande vencedor nestas Eleições: Cartão do Cidadão.
Um exemplo de 'eficiência', pago, e bem, pelos portugueses. Inclui o antigo cartão de eleitor, mas como não tem número...não serve!

Segundo lugar nas frases da Eleição Presidencial

"Os eleitores apresentaram um cartão vermelho a Cavaco" (diversos candidatos da 'esquerda' que Clara Ferreira Alves diz ser mais elitista e intelectual do que a 'direita'...e que intelectualidade!!!)

Nem Hugo Chávez se lembraria de tal coisa. Mirabolante. E mirífico...

Um cartão de luxo, com 53% (menos votos, mas mais de metade dos votantes). Nova forma de se apresentar 'cartão vermelho, versão-esquerda': com uma cruz no boletim de voto no respectivo candidato a quem se pretende mostrar o 'cartãozinho'...

Último comentário: ahahahahahhahahha!

A melhor frase da Campanha das Presidenciais: 1ª lugar no pódio

"A direita tem um plano para ficar com o poder todo". Manuel Alegre. 


Mas...se ele fosse eleito? Não se podia dizer que a 'Esquerda' tinha e tem esse plano? E...desculpem-me a distracção...mas no Governo não está o PS? Como então tem a direita esse 'plano'? Porque vai haver queda deste Governo e eleições legislativas antecipadas e...o Ps perde, ganhando o PSD? Muito inteligente, Manuel Alegre! Brilhante. Assumir a próxima derrota do PS e de Sócrates, tenho sido apoiado por eles...


Nem um jumento se lembraria de tal coisa. 


Só mais uma coisinha...


Admitindo que há proximamente eleições legislativas (quer dizer, antes do fim do mandato de Sócrates), o PSD terá de as ganhar, oh! senhor Alegre!!!!

best of socrates (2009 - 2010)

O Benfica é igual aos outros?

Sempre achei interessante que se defenda, muita gente o faz, que os clubes têm uma espécie de natureza própria e distinta uns dos outros. Que o Porto, e os seus adeptos são mais agressivos, os do Sporting 'mais selectos' e os do Benfica, mais 'populares e mais democráticos e respeitadores'. Não entendem as pessoas que ser-se de um clube é o mesmo, ipsis verbis, que pertencer a uma religião. Mesmo sendo pouco praticante. É-se, porque sim. Porque já eram os pais, etc. Mas os clubes mudam tudo. O seu presidente, o seu treinador, os jogadores, tudo. E do clube do ano anterior, só restam as cores e a simbologia. E, se num momento, um clube é mais complacente, apresenta mais 'fairplay', noutro, é exactamente tão sujo e pouco recomendável como outros já o foram. O árbitro não incluiu a agressão de Jorge Jesus no seu relatório, mas isso nada tem a ver com as influências do Benfica junto dos árbitros...

O jornal 'A Bola' ignora ostensivamente a agressão. Mas isso nada a ver com ser 'órgão oficioso' do Benfica. Porque insistem as pessoas em que o Benfica (a religião maioritária em Portugal) é ser-se diferente e melhor? Do que de outro qualquer? E não tão só, porque é a escolha de cada um, mas que as atitudes do(s) seu(s) Presidente a ele lhe competem e só ele por elas é responsável, seja no Benfica, no FC Porto, no Sporting ou noutro qualquer. Tal como na política, defender o chefe, porque sim ou porque as pessoas gostam de se entregar nas mãos de outros, dos seus supostos líderes, fica sempre mal, seja a quem for e, mais cedo ou mais tarde, pode ter-se que engolir um sapo...

Os líderes, desportivos, políticos ou religiosos, sempre terão seguidores, o que em si mesmo nada tem de mal. Por isso é que são como líderes, identificados, e seguidos. Mas uma coisa é o líder e a sua função, outra é defender a pessoa...para um dia nos desiludirmos com a notícia de ser corrupto, autoritário, incompetente, mentiroso, ou o que seja...

Cuidado com os seguidismos e o 'vestir-a-camisola'!


Cavaco Silva

Cavaco Silva ganhou as Eleições Presidenciais de 2011. Como era esperado. A dúvida, de alguns, mas julgo que não das estruturas dirigentes do PS, era se algum dos outros candidatos poderia obrigar a uma segunda volta. Tal não aconteceu.

Cavaco foi eleito com menos votos do que na primeira eleição. Menos do que outros Presidentes. Normal. A esquerda é sempre mais militante, mais activa politicamente, e quem mais deposita as esperanças e a subsistência na vida pública, e no Estado e suas estruturas e orgânica.

Para a abstenção ainda terá contribuído, e muito, o descontentamento de habituais eleitores de Cavaco, por não ter, durante o seu primeiro mandato, posto em causa este mísero Primeiro ministro corrupto e mentiroso que nos degrada a vida, todos os dias. Ainda por cima (Sócrates) não acerta, nem no que diz na noite das eleições. Na qual nem devia ter falado, após a vergonhosa campanha que mandou instalar contra Cavaco, e com os recados que instruiu Alegre de os ir enviando. Alegre foi candidato do PS, um pouco do BE, mas bem mais de um PS cheio de problemas com a situação em que tem vindo a deixar Portugal, com telhados de vidro pelos escândalos, abafados todos, até ao momento, que se foram deslindando, e dos quais Sócrates nunca de libertará, nem mesmo depois de morto ou desaparecido da vida pública. Alegre foi um candidato medíocre, também pouco desejado por muitos socialistas. Um candidato muito fraco, pouco lúcido e muitíssimo pouco inteligente.

A Cavaco só bastaria manter a postura pela qual é conhecido. Evitar comentar os adversários, e foi o que fez. O seu discurso de vitória não me agradou e até me desiludiu um tanto. Um 'homem do povo'. Porque ser do povo é 'melhor' do que ser de outra origem? Porque isso lhe dá capacidades especiais? Nada disso. Ser de origem humilde, não sei se do povo ou não, é uma circunstância. Apenas. Pode ser determinante na assunção de uma atitude mais modesta, menos exuberante, ou mais tendente a ser cauteloso, perante adversidades. Essa 'qualidade' de que se proclama Cavaco, elogiada por alguns dos seus comentadores mais fiéis, pode até ser importante numa época de dificuldades, como esta em que Portugal se encontra, e que é da quase total responsabilidade de Sócrates. Mas de pouco, ou nada lhe serve, quando é fundamental ser-se um tanto mais do que provinciano e conservador. Quando é necessário ser-se e saber-se ser, lutador por uma modernidade e excelência e por uma combatividade económica. Dessa capacidade, não me parece que Cavaco se possa gabar. Nem, muito menos, um homem totalmente impreparado, sem formação alguma (!) que se ocupa de nos destruir a vida e a Democracia e que já lhe falta muito pouco tempo para tal lhe ser cobrado, o sinistramente diáfano Sócrates.

Quando Churchil assumiu as funções de Primeiro ministro no Reino Unido, em plena Segunda Guerra Mundial, era o homem certo no momento certo. Mas perdeu as eleições logo no final da Guerra, porque já não era o líder de que os britânicos precisavam para a reconstrução e para novos desafios. Esse foi um dos momentos de grande sabedoria de um povo. Nesse caso, o inglês. Para mim, aconteceu agora o mesmo com Cavaco. Mas com uma diferença de muitos votos em relação a outras eleições presidenciais. Porque no primeiro mandato ela já devia, por imperativo nacional, com bem mais razão do que Sampaio, quando facciosamente percebeu este que era o momento de passar o poder ao seu Partido, demitido Sócrates, através do instrumento que possui de dissolução da Assembleia da República. Um verdadeiro e patriótico imperativo, que Cavaco não soube ver, ou não teve a coragem suficiente. E um Presidente, ou um Primeiro ministro, são eleitos com um mandato. Mandato significa, mandatados para um desempenho que os eleitores lhe outorgam. E não para pensar em lugar dos eleitores. Sócrates destrói a nossa economia, a nossa Democracia, a nossa cultura, todos os dias. São mais de 17 mil organismos do Estado a produzir despesas e sem fiscalização. Milhares de quilómetros de estradas que estão desertas, mais um aeroporto, estádios de futebol, pontes, etc. Empresas públicas abusivas e incompetentes para as tarefas que lhes incubia. Uma educação em desordem ou caos aumentado. Um desemprego crescente, que este ano irá disparar. Um Estado individado até à enésima geração, sem que a inversão desse caminho se possa ver tão cedo. O aumento de impostos tornar-se-á a pior decisão de sempre, porque irá conduzir ao que menos se deseja e interessa: uma baixa colecta. Um défice acrescido, uma depressão económica e uma recessão, o crescimento da Dívida Externa, que já vai em mais de 120% do PIB (PIB este consumido em 50% por menos de 20% das actividades nacionais: as do Estado!). Estas algumas das razões para ter enviado Sócrates às calendas.

Mas Cavaco não o fez e isso foi e será a causa primeira, não da estabilidade que alguns dizem, mas da instabilidade, precisamente. Essa a principal razão de ter tido menos votos. E a outras, a desilusão geral em relação à vida pública e aos políticos, com toda a razão de ser. O descontentamento geral e a desconfiança sobre as reais capacidades destes políticos pouco mais do que medíocres de inverterem este caminho de corrida para a bancarrota e abismo, ou pântano, termo muito caro aos socialistas...

Mas um outro factor atingiu Cavaco e dele deve tirar alguma leitura: não contará muito para o desempenho como Presidente que tivesse ganho mais do que seria normal quando das operações com as acções do BPN, ou com o negócio da sua casa no Algarve (até porque ainda me lembro das casas de Maria de no centro de Lisboa e outras mais, de muitos socialistas ou de outros partidos...). Mas é de esperar de um Presidente, que se proclama de honestidade inquestionável, que se preste a algum esclarecimento, como homem do Povo. Com humildade democrática.

Cavaco é o Presidente certo para este momento nacional. Mas não tem de ser defendido apenas porque se veste uma dada camisola. Isso seria pouco honesto, intelectualmente e isso, nunca o farei.

Resta-nos agora esperar que Cavaco faça este Governo cumprir o Orçamento, que obviamente não cumprirá, apesar de toda a propaganda em redor disso mesmo. E que após o Verão de 2011 se prepare, para resultados ainda piores do que em 2010 e uma recessão de difícil recuperação. Ou que, na mais do que provável entrada do Fundo Europeu de Estabilização Financeira/FMI, tenha a lucidez de perceber que não há confiança na permanência de um Governo que nos trouxe a esta calamitosa situação, que há mais de seis anos se previa (e sabia, como tantas vezes avisei!) e a coragem de fazer o que tem de ser feito. É preferível uma crise política temporária a uma crise económica prolongada.

20.1.11

Alegre Populista?


A Campanha das Presidenciais 2011 está a terminar. Com ela, alguma saturação nossa. Esta tem sido uma Campanha um tanto feia, cheia de ressabiamentos, de recalcamentos e frustrações políticas e de muito Populismo. O Populismo que agora parece ser a 'norma' na vida política, um pouco por todo o mundo, pela Europa em particular, onde o expoente máximo, ou mais conhecido é o de Berlusconi, em Itália, esteve nestas eleições bem presente, de forma um tanto transversal. Quase atingindo todos os candidatos, mas em particular Fernando Nobre e, com frequência, Manuel Alegre.

O Populismo, com frequência uma forma de estar e de fazer política, mais do que uma qualquer corrente, ou contra-corrente, não 'escolhe' 'esquerdas' ou 'direitas', mas antes, usa de uma atitude demagógica de fazer as coisas. Usa o 'Medo' dos eleitores e prefere as épocas de crise ou de tensão. Nobre foi Populista em toda a campanha. Não sabemos ainda se é intrinsecamente Populista.

Mas não foi o Populista que mais preocupações nos pode ter trazido. Pelo menos aos que, de nós, nos preocupamos com a nossa vida nacional, política, social e económica. E com os que, de nós, tentamos ler os sinais das novas tendências e do que o futuro nos pode trazer. O problema do Populismo de Esquerda, num país assolado durante cinco décadas por uma Ditadura pessoal conservadora, vista como de 'Direita' (lembro que...não partilho uma visão dicotómica, direita-esquerda, da política e da sociedade, visão que 'nasceu' em 1789...e não pode continuar a querer persistir como sendo actual e moderna. Tem de ser revista, em minha opinião) é o perigo de um saudosismo com esse mesmo passado e a sombra de poder ressurgir no futuro, precisamente o que não deve ser o desejo maior dos 'de esquerda'... populismo

O candidato que mais e demagogia trouxe a estas eleições, foi Manuel Alegre. Ameaçou e amedrontou, ou assim pretendeu, com o fantasma de um perigo de 'Direita': o perigo de o candidato Cavaco Silva poder vir a dissolver a Assembleia da República e podermos vir a ter uma maioria governamental 'de direita' (mas quem diz que o PSD é de direita? Na Madeira, Alberto João Jardim instaurou ao longo dos anos o regime mais à esquerda que Portugal conhece e conheceu. O Governo está em tudo e tudo determina. Um regime altamente subsidiado, onde a presença do Estado se verifica em todos os sectores de actividade) e um Presidente da mesma área política. Profundamente demagógico e populista. Quer Manuel Alegre dizer-nos que se ele ganhasse e o PS continuasse no poder, seria melhor e... menos perigoso, ou sem perigo para a Democracia? Mas o PS de Sócrates só nos tem dado provas do contrário...!!! Com Sócrates, o 'chefe' de Alegre, assistimos à perseguição e despedimento de jornalistas, que o incomodavam, porque não partilham a mesma opinião do 'Chefe'. A intolerância socialista estende-se a tudo: professores perseguidos por manifestarem opiniões diversas da de Sócrates e do Ministério; instauração de novos organismos policiais, dependentes de Sócrates; criação de organismos de vigilância e atribuição de carta profissional, como com os jornalistas; colocação em empresas privadas, cujo primeiro cliente é o Estado, de amigos e filiados do PS (BCP, EDP, PT, TVi, etc); arquivamento de processos judiciais ainda em fase de investigação, onde o seu nome, ou de algum amigo aparece ou por alguém é mencionado; despedimento com intenção de queimar o 'nome' do Seleccionador Nacional de Futebol, porque este discordava do Secretário de Estado e do Presidente do Instituto do Desporto (mais um organismo fantoche, totalmente inútil); processos de escutas e vigilância de adversários políticos...

Com Sócrates, apoiante número um de Alegre, os atentados à Democracia e à Liberdade foram-se sucedendo e nunca terminaram. Mesmo à vista de todos. Com total descaramento, como recentemente com o Procurador Geral da República e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Uma mão cheia de pessoas amigas do PS, ou declaradamente PS, que constituíram a nova Nomenklatura socialista, à vista de todos. O próprio Sócrates é o político português com mais características perigosamente populistas que surgiu após 1974. Basta vê-lo aos berros e insultos na AR.

Que Alegre seja um pseudo-poeta medíocre e ínfimo, problema dele. Mas não foi dos piores deputados do PS na AR. Tem sido um homem reconhecido pela sua chama de amigo da liberdade individual. Não me parece que se lhe possa apontar uma mancha de corrupto, como a tantos nas fileiras do PS e de outros Partidos (PSD incluído). Pode-se, acho, dizer-se dele que, embora medíocre e fraco em termos políticos e intelectuais, e de inteligência mediana, não é alguém de quem possamos acusar de desonestidade. Desonestidade prática e praticada. Mas de honestidade intelectual...optou por manchar a sua campanha. E a troco de quê? De assim perder estas eleições de forma inglória? Manchado por um populismo ridículo e anedótico, apenas por que Sócrates lho impôs?

Com pode um homem honesto e simples, com uma carreira longa e de certa forma 'limpa', deixar-se levar nestas baixezas populistas e anti-democráticas?


  • " Esta é uma luta de vida ou de morte para a democracia nacional, tal como ela está na Constituição" (mas é Sócrates o pior inimigo da Democracia, quem não sabe lidar com a diferença de opiniões e até impôs na RTP programas com destacados membros do PS, pelo que chamou de direito ao contraditório);
  • "A direita tem um plano para ficar com o poder todo" (não é verosímil, mas é-o claramente para a esquerda, tal como Sócrates tem demonstrado);
  • Pela primeira vez desde o 25 de Abril as forças conservadoras querem o poder todo" (mas as forças conservadoras, clássicas, anacrónicas, agarradas a um mundo que já não existe, onde o Estado interfere em tudo e tudo determina, até a forma de pensar e de expressão política, qual URSS e China...essas forças estão no PS. Que, precisamente, quer o Poder Todo- com Sócrates a perpetuar-se no poder e Alegre, qual bobo sim-sim, a deixa-lo a praticar todo o género de crimes políticos e económicos, como até agora!);
  • "A democracia será mutilada (expressão bem ao gosto dos populistas de direita, pró-nazis, e de esquerda, por toda a Europa...o medo sobre os eleitores, tal como Hitler o fez quando ganhou eleições...) e os direitos políticos ficarão enfraquecidos" (já o têm sido com Sócrates, oh Alegre! Abra os olhos!);
  • "Será uma luta desigual e terrível, esles estão unidos, organizados e têm os seus comentadores bem distibuídos a falar e a escrever pelo guião" (Não...Alegre não se referia aos conhecidos jornais e órgãos de comunicação, e aos jornalistas socialistas que desde Soares, Guterres e agora ainda mais, Sócrates têm sido colocados, como amiguinhos, nos conhecidos órgãos (Diário de NOtícias, Tvi, RTP, TSF, Lusa, etc). Alegra usava de mais uma conhecida estratégia populista e muito perigosa. Berlusconi ainda hoje usa esta técnica...
Alegre não se dá conta de estar a ser usado por um Sócrates sem escrúpulos ou princípios, e despudoradamente anti-democrático, agora apoiado num comunista maoista que é o Bloco de Esquerda? Como é possível ele não ver?

Domingo, veremos então a resposta do povo a este populismo barato e que começa a ser perigoso...

16.1.11

Interessante...



Assis, um dos mais sensatos elementos do PS. Pelo menos não tem a atitude populista e estúpida, ou burra, de Alegre, de Santos Silva, de Silva Pereira...e tantos que se esgrimem a ver quem mais rapidamente consegue destruir o seu Partido, PS. Mas penso, aliás estou certo, de que nessa caminhada kamikaze do seu Partido, Sócrates levará a palma...

14.1.11

Um Europa adiada. Duas explicações

A Europa em 2011 encontrar-se-á com alguns dos maiores problemas originados pelas (más) decisões dos últimos anos. A crise, que se iniciou fora da Europa, mas se intensificou por cá, com bases de germinação em Espanha- na bolha imobiliária mais grave da Europa-, na Irlanda - uma 'bolha' financeira e uma má gestão da Receita do Estado, e as especulações imobiliárias a jusante, e umas coisas mais- no Reino Unido, em França, com uma gestão político económica, socialista, por um Governo de 'Direita' e refém de um passado que teima em abandonar, fruto de complexos sociais sem mais razão de ser, e um pouco por todo o lado, na Alemanha, Portugal, numa Itália que persiste em viver nas nuvens e na ilusão populístico-poética.

Esta Europa enfrenta um drama essencial à prossecução do seu objectivo: crescer unida, mais homogénea, forte e ser o bloco económico e político dominante no mundo. Voltar a viver os dias de hegemonia do passado, que, ironicamente viveu em tempos bem conturbados, de guerras sucessivas e instabilidade contínua. Essa Europa das Monarquias, das Águias e dos Impérios coloniais, que descobriu o Mundo e o moldou como nenhuma outra região o fez, já só está nos livros de História. Agora, trata-se de encontrar o caminho, de novo, que um dia começou a traçar. Mas em 2011, encontra-se num dilema essencial: a continuidade do Euro.

Muitos atribuem as crises regionais, em diversos países europeus, iniciando-se pela Grécia, Irlanda, agora Portugal e Espanha, mas que se pode alastrar a uma Bélgica altamente endividada (e que já não domina, como o Luxemburgo, a antiga indústria do Aço, agora de domínio Indiano) e uma França que de cada vez que tem de pagar juros da sua dívida externa tem de o fazer a uma escala dez vezes superior a Portugal. Os países grandes, de grandes mercados, e ainda muito industriais, mas cada vez menos, também poderão este ano, ou no próximo, se não se tomarem medidas, ser tão atingidos como Portugal o está agora, com esta crise, verdadeiramente de credibilidade externa. Este é o problema número Um de Portugal, mas também de Espanha, da Irlanda, da Grécia e de todos os outros, pouco a pouco, por efeito de alastramento. O Euro, se falhar a capacidade de endividamento a países como Espanha, pode mesmo ser posto em causa. Ou a Europa, para o salvar, ter de obrigar países em crise acentuada (mas a crise atinge todos na Europa, com ainda a excepção de uma Alemanha que cresce um pouco), a saírem da 'zona euro', para eventualmente mais tarde poderem regressar.

Mas esta crise vem da mesma origem da que se iniciou nos EUA com os subprime? Ou será já consequência das erradas medidas que alguns Estados, com um despropositado optimismo e uma concepção anacrónica da Economia tomaram, desenterrando as teorias de Keynes? Os Estados europeus, mais os governados por Socialistas, adoptaram medidas de carácter keynesiano, com o 'intuito de relançar as economias', coisa que nunca veio a suceder, em nenhum dos países. Ao invés, agravaram-se os problemas financeiros, com crises de liquidez sucessivos, crescimento desmesurado das Dívidas dos Estados, e entrada num ciclo de desconfiança dos mercados financeiros. Que se fez? Acusaram-se os ditos 'mercados financeiros'. Os mesmos que nos têm financiado, desde sempre, a Dívida. E nos têm dado Crédito, para efectuarmos os mesmos exageros e disparates que sempre se fizeram em tempos socialistas. Obras públicas desnecessárias e exageradas, com a dupla intenção de 'deixar nome na história' e ajudar 'amigos e amigos de amigos', numa imensa rede de influências perversa, para que tudo venha um dia a ser pago por quem não devia de pagar nada: os contribuintes.

Esta visão, esta mediocridade, que se verifica um pouco em cada Estado europeu, excepção feita à Alemanha (ironia do destino, tem vindo a cumprir o sonho do Ditador sanguinário e desumano, Hitler, com o crescimento da sua hegemonia) não chegou aos nossos países por acaso.

Esta profunda mediocridade da classe política dirigente da Europa, mais acentuada nos países do Sul, é consequência de dois factores que hoje estão já presentes, mas que nos ameaçam ainda mais o futuro:

O Populismo e a Ausência de Guerras (quase ausência) desde 1945. Em tempos de Guerra, sempre surgiram grandes líderes, se não no plano económico, ao menos no político e ideológico. Líderes que congregaram em torno de si toda uma sociedade, um povo. Em tempos de guerra, o povo interessa-se e motiva-se e empenha-se. Participa. Ao participar, leva, de uma ou outra forma ao surgimento de outros líderes de grande qualidade, que fazem mover sociedades e as catalizam para profundas mudanças.
Exactamente o que estes actuais líderes (quase exagero o de assim os designar) não conseguem. Mas antes, afastam-nos a todos, da participação. A consequência: mais elementos medíocres, dos piores extractos sociais, sem escrúpulos e até corruptos mas, no mínimo, vazios de ideias e incompetentes, surgem na vida política e chegamos a este lamaçal quase sem saída evidente.

Depois, o fenómeno, paralelo, aliás, do Populismo. Em Itália está já no Poder há algum tempo. E, precisamente por isso, de Itália nos chegam estudos científicos, de universitários insuspeitos, sobre este fenómeno, que em alguns países é transversal, noutros levou a que surgissem Partidos e Movimentos que foram ganhando expressão crescente. Em França com Le Pen, mas na Bélgica, na Holanda, na Alemanha, na Áustria, no Reino Unido, na Suécia, enfim...um pouco por todo o lado, os Demagogos da Política têm conquistado lugares nas respectivas Assembleias democráticas, conseguindo por via democrática o que Hitler tentou pela força. E o Populismo não é de 'Direita' ou de Esquerda. É transversal também nesse âmbito. Precisamente porque carece de base ideológica. Apenas segue os caminhos que a intangível 'opinião pública' parece querer ouvir.

Dizem muitos académicos da área sociológica e política que o Populismo é o fenómeno e a expressão política mais forte do futuro. Sendo certo que já o é em muitos países, dentro e fora da Europa. Pode encerrar em si mesmo, muitos riscos. O menor dos quais o de não ter rumo, nem objectivo. O de não nos levar a coisa nenhuma. O maior deles, o de nos conduzir, regionalmente, ou não, a novas formas de Ditadura.

A somar a estes riscos para a Europa, cresce um fenómeno que nos irá transformar em termos sociais e sobre o qual já antes aqui escrevi: as migrações cada vez mais a pressionarem as sociedades europeias. A transformação da Europa Cristã (eu não sou religioso, sou simplesmente e serenamente Ateu) numa Europa quer Islâmica, quer Budista (as migrações chinesas podem ainda intensificar-se bem mais, não resolva a China o seu problema Político e social nos próximos dois a três anos). A Desertificação do Norte de África, e as migrações consequentes.

A Pressão Demográfica às portas da Europa, será, a par do Populismo e do Marasmo das nossas sociedades, no nosso maior problema como europeus. E este 2011 é já o primeiro ano de teste.

13.1.11

Ver o branco, no que é preto...

Tudo bem resumido, aqui.  Em poucas linha, o que eu havia pensado escrever sobre o homicídio selvagem de Carlos Castro. Muita gente, que se auto-intitula de 'berm formada', e se sente moralista, e com direito a tal epíteto, tem defendido que a morte de Carlos Castro ou não é uma coisa assim tão má, ou até pode ser boa (?!!!). Já é repetição e lapaliciano perguntar se a morte, por assassínio, violento ou não, de um ser humano...é coisa defensável.

Mas agora, vitimizar o 'jovem' por ter sido supostamente 'aliciado', com promessas de carreira lançada e garantida (mas no entretanto houve uma viagem que foi preparada, um voo transatlântico e um hotel, num quarto com cama de casal...) é tão mau como...ter-se oferecido, de saca-rolhas na mão, para 'assessora' o homicida na sua laboriosa tarefa de dispersar 'demónios' homossexuais.

Esta gente faz várias confusões. Ser homicida, praticar homicídio. Ser homossexual, ou não. Ser ser humano e merecer que a vida lhe frua, e não lhe seja roubada por um doido qualquer, com instintos assassinos e maldade que baste, a confirmar...nos próximos episódios.

Mas esta gente, que se ocupa nos últimos dias, e continuará, a comentar barbaridades, a defender o 'tadinho' do jovem. A demonizar Carlos Castro (mau feitio? É probido tê-lo? E tinha? Ser homossexual? É crime? Desgostas muita gente? Ohhh chatice. E alguém tem alguma a ver com o que cada um faz das suas opções e vida sexual? Porquê? Eu sou heterossexual convicto e satisfeito com a minha opção e condição. Devem os homossexuais enojar-se comigo e ...condenar-me. Talvez...assassinar-me??!!). Esta gente, não tem a mínima noção da mínima decência e bom senso. O bom senso de se ser gente. E Humano. Apenas.

E se participassem tanto na vida política, social, económica e até cultural da nossa sociedade, de todos nós...muita coisa seria bem diferente. E eles mesmos, os 'medievais' homofóbicos da net, também o seriam menos.

(inspirado em Crónicas das horas perdidas, blogue)

Gente coerente

Como se pode ler aqui, com a mudança de 'gente de Direita', má, perversa, que só pensa no 'capital', no 'lucro' e na opressão, para a Gente (boa) 'de Esquerda', da SLN, para a Galilei, agora 'gordinha' de gente 'boa', como pessoas que são da campanha triste do Alegre, que usa como sede, edifício de gente boa...da ex-SLN, new-Galilei...tudo será transparente. Perfeito, imaculado e muito, muito social(ista).

O Po(l)vo é outro. É Bom, agora. Agora sim. Por isso...Alegre foi admoestado para deixar de falar nestas coisas 'embaraçosas' para a sociedade-boa, a socialista (desprendida, não agarrada ao Poder, económico e político. Gente sem 'interesses' no capital, quero dizer...no dinheirinho...

(Obrigado '31 da Armada')

'A Fuga para a frente'


Paul Krugman:
“Concordo com Risco Calculado quando diz  sobre o desespero da situação europeia de que a capacidade de Portugal para vender títulos de 10 anos com uma taxa de juros de "apenas" 6,7 % é considerada um sucesso. Se se pensar sobre a dinâmica da dívida aqui - os encargos de juros crescentes numa economia que provavelmente terá de enfrentar anos a ‘mastigar’ a deflação da dívida - uma taxa de juro alta, é pouco menos que desastrosa. Mas é, na verdade, não tão mau quanto as pessoas estavam à espera a semana passada e daí o sucesso.

Com mais alguns sucessos e a economia da periferia europeia será destruída.”

Calculated Risk:

...
“Howard Wheeldon, Senior Strategist do BGC Partners, disse: "Mesmo que o governo tenha conseguido utrapassar este leilão de títulos, não significa que o problema esteja, de forma alguma, resolvido."

Aparentemente, a UE está a considerar um pacote de ajuda de € 60 bilhões a Portugal: Portugal Aid, Recompra, Dívida Regras pesou na UE Plano
... Ministros das Finanças da zona euro vão discutir os elementos do pacote na próxima semana ... as decisões podem esperar até à reunião de cúpula prevista para os líderes políticos, para 04 de Fevereiro.”

Wall Street Journal, David Gauthier-Villars e Alex MacDonald:

“Portugal passou um teste-chave através da realização de um par de leilões de títulos do Governo na quarta-feira, mas as altas taxas de juros exigidas pelos investidores sobre a nova dívida sustenta preocupações de que o país ibérico poderá ser o próximo na fila para uma ajuda, depois da Grécia e Irlanda.

As autoridades Portuguesas disseram que o leilão, em que Portugal vendeu 1,25 mil milhões de Euros de títulos do Tesouro, que vencem em outubro de 2014 e junho 2020, foi um sinal de que os investidores estão confiantes na capacidade do país para melhorar a sua saúde financeira. O leilão aconteceu apenas alguns dias depois de Portugal vender € 1,1 bilhões à China, numa colocação privada. Mas enquanto o rendimento médio do vínculo de longa data não foi tão alto quanto os analistas esperavam, a 6,716%, mantém-se perto dos níveis que muitos economistas consideram insustentável para um país de crescimento lento, como Portugal. As altas taxas de juros pagas por Portugal para financiar a sua dívida pública têm alimentado preocupações de que, depois da Grécia e da Irlanda, Portugal terá de procurar uma ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

"Nós não precisamos dessa ajuda", disse José Sócrates, Primeiro-ministro de Portugal, após o leilão. "Nós só precisamos de confiança, a confiança que os mercados mostraram hoje."
Em Bruxelas, no entanto, as autoridades europeias estão a debater a melhor forma de ajudar os países da zona euro a lidar com os seus problemas de dívida.
Olli Rehn, Comissário Europeu para a Economia disse esta quarta-feira que o Fundo Europeu para a Estabilidade Financeira, EFSF criado em Maio de 2010 depois do Resgata à Grécia,, deverá ser reforçado e alargada a sua aplicação dado que pode ser inadequado para ajudar os países antes do colapso das suas finanças públicas.
...
Ao contrário da economia da Irlanda, que foi resgatada pela União Europeia e pelo FMI no final do ano passado, Portugal não está ceder perante elevadas dívidas imobiliárias.

E, ao contrário da Grécia, Portugal adoptou de forma relativamente rápida, medidas para fortalecer as suas finanças públicas, com uma combinação de cortes nas despesas e aumentos de impostos.

No entanto, Portugal está agora a sentir uma pressão semelhante à da Grécia e Irlanda.

Economistas dizem que Portugal pode ter de lutar para reconquistar completamente a confiança dos investidores e para aumentar a dívida a custos acessíveis, após o Banco Central ter projectado esta Terça-feira que a economia do país iria encolher 1,3% este ano.

Para atingir os objectivos de redução do défice orçamental em 2011, Portugal pode necessitar de considerar um novo pacote de cortes de despesas impopulares, por cima das medidas duras já adoptadas no ano passado, dizem os economistas.

"Portugal pode também procurar ganhar mais tempo para consolidar o seu Orçamento, mas tal acabaria por ferir o sentimentos dos investidores", disse Jesus Castillo, economista do banco francês Natixis SA.

O governo, que prevê um crescimento económico de 0,2% em 2011, afirmou que está empenhaoa em reduzir o défice orçamental e atingir as metas (a que se propôs).

Entretanto, os bancos comerciais Portugueses intensificaram em Dezembro de 2010, o uso da ajuda do Banco Central Europeu, quanto a facilidades de empréstimos. De acordo com dados publicados no site do Banco de Portugal Português, os bancos contrairam empréstimos no montante de  40,9 mil milhões de Euros junto do BCE em Dezembro, um aumento de € 3 mil milhões, face a Novembro.

Como já se sabe, este leilão da Dívida foi um pouco melhor do que esperava. Porque se esperava um pouco pior, em termos de procura e de Juros, dada a falta de confiança interna e externa sobre o cumprimento do Orçamento de Estado para 2011. Ainda bem que foi 'menos mal'. Mas daí a festejar como se de um sucesso se tratasse, é exagero, fantasia e pouco sério, principalmente por parte de um responsável, como Teixeira dos Santos. Já de Sócrates, não se esperaria outra reacção, dado que nos habituou às suas fantasias e esbracejamentos fantasiosos. E porque assim, demonstra, uma vez mais, o que já sabemos: a sua inesgotável ignorância económica e elevada irresponsabildade. Mais uns leilões como este, com juros neste patamar e só nos resta a intervenção do Fundo Europeu/FMI. O que terá uma implicação directa: um rigoroso cumprimento das medidas orçamentais, que o Governo já se prepara para incumprir, com as excepções anunciadas e outras descobertas, mas que se tentou esconder e, provavelmente, espera-se um pacote de juros bem mais baixos, já que este patamar é insustentável. 

E essa 'entrada' do Fundo Europeu de Estabilização Financeira pode ser já dsicutido ainda este mês, e decidido já em Fevereiro...

Um mês, como me parece e já o disse...

Um mês.

Na prática, como infelizmente se verá, e como defende Teodora Cardoso, Administradora do Banco de Portugal, e muito próxima do Partido Socialista, o atraso em recorrer ao Fundo Europeu/FMI, sairá bem mais caro a Portugal. Aos portugueses. Não a Sócrates e aos socialistas. Aos contribuintes que, assim, pagarão mais caro, pelos juros elevados, e pelos montantes envolvidos, sempre crescentes, dada a teimosia provinciana de Teixeira dos Santos e o orgulho ignorante de Sócrates.

Porque o que está a mais, nisto tudo se escreve de forma simples: Sócrates.

12.1.11

Um mês

Um mês.

É quanto basta para serem desmentidos os números da execução orçamental que Sócrates e Teixeira dos Santos apresentaram. Como sempre foram todos até agora.

Um mês é quanto basta para o Fundo de Estabilização Europeia entrar em Portugal, e, conjuntamente com o FMI, impor novas regras e novas medidas, para que, de uma vez se consiga ter alguma ordem nas nossas Conta Públicas e se perceba, sem mais falsidades, como se chegou a isto. E para que sejam executadas medidas, sem mais rodeios e desvios, de modo a se iniciar um caminho de solução desta Dívida Pública e Dívida do Estado (Pública e Privada), sem que fique tudo para resolver pelos nossos...bisnetos.

Um mês para se iniciar uma crise política que será muito bem-vinda. Ao contrário do que diz o PS. Um crise que encerrará um capítulo de mentira e incompetência e poderá levar ao início de um novo trajecto, com outra transparência e qualidade. Não há que ter medo de novos caminhos. Há que o ter sim, de nos mantermos neste, com esta gente. Há que o PS substituir esta gentinha que os mancha e envergonha. E passar à Oposição, responsavelmente, e não como a fez Sócrates, com o baixo nível que o caracteriza. A AR não é um Reality Show, mas tem-no parecido, com este PS.

Um mês. Um mês de espera. Porque não creio que leve mais do que isso. Mas mesmo que leve, o importante é mudar de rumo. Com outra gente.

O Asinino

O 'Jumento', blogue de serviço a Pedro Silva Pereira, José Sócrates e à ala suja do PS, que em tudo se esforça para desbaratar e arruinar, emporcalhar o capital democrático e humanista que o Partido de Mário Soares tentou construir, entrega-se periodicamente ao insulto pessoal. Com escritos da responsabilidade de um funcionário público com funções que lhe permitem acesso a informações que outros não têm (boas e más, nomeadamente as que se referem ao assalto aos fundos do Estado pela quadrilha chefiada por Silva Pereira, com Sócrates como testa de ferro), recebe instruções do chefe para atacar personalidades como, desta vez, Cavaco Silva.

Ora, estando à vontade sobre os ataques a Cavaco (porque tendo sido apoiante e signatário da primeira candidatura de Cavaco, não o sou agora, nem votarei nestas eleições, por estar totalmente desiludido com o seu primeiro mandato, no qual devia ter intervindo mais e até demitido este medíocre Governo sem nível que arruinará Portugal), que o Jumento (transfigurado em Porco) chama de mísero, apreciei o enorme elogio que o asinino bloguista elaborou sobre Cavaco. Chamou-lhe mísero repetidamente ao longo do seu desfile de burrices e mentiras, acabando por o elogiar. Ao mencionar a sua experiência como economista, assessor do Banco de Portugal, Primeiro-ministro e Presidente da República. E, como isso, recordou-nos o único Primeiro-ministro que, apesar de ter feito engordar as fileiras do Estado e, assim ter feito crescer a Despesa Pública, tão ao gosto do PS, que adora um estado 'gordinho' e faz gala disso, obteve para Portugal o mais elevado crescimento económico de sempre na era da Democracia pós 74, acompanhado do menos desemprego, sem ímpar mesmo na União Europeia e, nessa época, o dobro da Espanha, no crescimento, e um décimo da Espanha, no Desemprego.

Cavaco não foi um Primeiro-ministro perfeito, nem podia. Ou nem sabia. Não é, por exemplo um homem de cultura ou sensibilidade cultural. Não é, ou era, um homem com outra sensibilidade: a de olhar para o sector primário e perceber que não se podia ter entregue a Espanha e à Europa a nossa capacidade marítima, os nossos recursos de pesca e, mesmo, alguma capacidade e potencial agrícola. No seu tempo foram feitas algumas privatizações mal pensadas, como a da Quimigal/Agroquisa, entregue a um empresário anacrónico, retrógrado e fascizante que não soube nunca ler os sinais dos tempos na economia e no mercado, e deixou a sua empresa num estado de dinossauro em formol. Outros erros fez nesse tempo, um dos mais graves, a má administração dos fundos para a Agricultura. Que Sócrates desprezou totalmente, conduzindo ao estado a que estamos. Sem potencial produtivo que se veja, com empresas distribuidoras em dificuldades e com imenso Desemprego no sector, sem que haja forma de ser absorvido por outros. O Desemprego no sector Agrícola, ou a seu montante tem sido causa directa do desprezo de Sócrates pelo sector.

Mas o blogue asinino julga-se brilhante, 'espertinho'. E com o rasgado insulto a Cavaco acaba por insultar bem mais o seu chefe, Sócrates, por que a cada linha que se lê nos recorda que temos (tem ele, eu não!) um Primeiro-ministro inculto, com baixa formação, nem passando do Secundário (nem admitido foi na Associação de Engenheiros-técnicos, muito menos na Ordem dos Engenheiros), que mandou fechar a pseudo-Universidade que punha em causa a sua pseudo-formação, onde muitos dos seus mafiosos amigos encontraram guarita para empregos de ordenados chorudos e ainda estão em falta para com o Estado em milhões de Euros, pelas 'falcatruas' exercidas, que tem levado o País a esta situação calamitosa, à custa da sua arrogante e narcisista forma de 'deixar marcas' na política, com obras despropositadas e que nem os nossos netos poderão pagar ( e insistência noutras, como o TGV- que Espanha por exemplo não pode contar com nenhum espanhol vivo que o pague...), com esta doentia mania de manipular a opinião pública, com órgãos de comunicação de nomeaçao governamental (e agora pretende ainda manipular mais com a Lusa incorporada na RTP, um disparate e uma vergonha), com estatísticas feitas à medida e falsas, tribunais controlados pelo Poder do PS e do Governo, desde o Procurador-geral ao Presidente do Supremo (que há dias publicou um ridículo artigo de 'direito de resposta no Expresso, sem qualidade, sem conteúdo e sem inteligência mínima, deixando-nos a pensar como pode um homem daqueles chegar a tal função...).

Enfim, nunca tivemos em Portugal um tão ínfimo Primeiro-ministro, um pigmeu como pessoa um miserável como político, falso, mentiroso e profundamente incompetente, que se entretém a insultos na Assembleia da República, qual garoto mal educado, sem respeito pelo cargo que desempenha, mas com uma óbvia competência para a Propaganda, tal como...Salazar, e Hitler.

Parabéns 'Jumento'...feito artiodáctilo por opção própria. Tenha é vergonha, de usar os meios do Estado para insultar ..os seus próprios chefes!

Mas a 'blogosfera' é também feita de gente assim, que nem espaço para comentários deixa nos seus blogues, ou se identifica, com natural cobardia, e aversão a opiniões distintas das suas.

10.1.11

Números que desmentem Zapatero e Sócrates


Uma Espanha que se diz sólida e no bom caminho...
Um Portugal dos mentirosos...

Todos os dias Portugal tem de se endividar. 50 milhões. Para pagar o quê? Os excessos. De quem? Dos privados? Nada disso. Do Estado. Que também é o primeiro cliente das grandes empresas, e por aí vem o endividamento privado. É pois falso que os privados devam mais ao exterior do que o Estado. 
Portugal vai ter de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização. E quem nos vai governar?  Os mesmos que nos trouxeram a esta situação?
Se 'estes mesmos' já estão a fazer crescer a Dívida este mesmo ano de 2011! E sem controlo, como se pode ver pelas Fundações, Institutos, e outras tantas entidades fora do controlo orçamental.
Fartos, de mentirosos incompetentes...

9.1.11

Os números do Sucesso Sócrates

Um país em TGV para a Bancarrota:
  • 13.470 Organismos públicos, dos quais só 1724 apresentam contas;
  • Dos 1724, só 418 foram sujeitos a fiscalização;
  • Desde 2007, foi criada uma Fundação a cada 12 dias;
  • Mais criações 'sócrates': 1181 empresas do sector público, 485 associações sem fim lucrativo, 356 Institutos diversos, 342 empresas municipais e regionais e 370 'instituições' com objectivos e fins 'pouco claros'.
Os municípios foram, nesta era PS, sem controlo, mas com muito 'optimismo', na qual era repudiado, ou achincalhado quem fosse 'negativo, pessimista, ou velho do restelo', excelentes na execução de despesas:

Oeiras encomendou uma estátua, para comemorar os 250 anos de Município, por um milhão e duzentos e cinquenta mil euros (1.250.000!). Gondomar gastou 350 mil euros em publicidade nas camisolas do clube de futebol da terra. 

Mas as despesas do Estado alastram a imensas outras actividades: viagens, jantares de recepção, automóveis de luxo (BMW, Audi, etc), consumos de telemóveis (de que Sócrates é campeão nacional destacado...).

Depois admiram-se que 'lá fora', como dizemos habitualmente (na realidade, 'cá dentro', pois estamos dentro da União Europeia), não nos querem da crédito. Um dos bancos suíços a quem recorre o Estado para solicitar crédito, já se recusou a continuar a fazer crescer a nossa dívida, por manifesta falta de confiança na nossa capacidade de algum dia pagarmos. Outros...segui-lo-ão. Malandros! Os tais 'mercados' que, numa espécie de conluio se juntam contra nós'. 'Sem razão', pois sempre Sócrates nos foi dizendo estarmos no 'bom caminho' (o que não aconteceu um único dia dos seus Governos!). Sempre que se anuncia, ou insiste numa obra pública, os nossos credores tremem. Quando deveria ser ao contrário, mas a confiança, ou a falta dela, fala mais alto.

Não chegaremos ao fim de Março sem uma ameaça real de Bancarrota. Tal como eu aqui disse há muitos meses. Tudo pela teimosia em permanecer no poder, a qualquer custo. Tudo pela teimosia nesta política desgraçada e fora de época, de financiamento de uma economia improdutiva. Nunca houve, desde a Monarquia, e mesmo durante a mesma, uma política económica tão medíocre, uma política financeira tão imbecil. Os nossos níveis de endividamento são superiores aos da Primeira República, quando se tornou urgente a mudança de Regime, e deu na catástrofe da Ditadura de que, depois, levámos quase cinquenta anos a sair e nos deixou com um atraso de outros cinquenta, em relação à Europa.

O perigo de não se mudar este Governo, quando entrar o FMI, não reside apenas na falta de competência (de sermos governados por quem nos trouxe a esta falência nacional), mas na ameaça que pode surgir de diversos quadrantes, de uma nova ditadura. (e não 'ditadura do FMI' como alguns demagogos socialistas gostam de dizer...porque eles respirarão fundo, quando o Fundo Europeu de Estabilização/e Fundo Monetário Internacional.

E que acontece por estes dias? Sócrates mostra-se mais contido? Nada disso. Diz que Portugal cumprirá o OE 2011, que é um exemplo de rigor e de contenção. Ora veja-se a contenção:

Se não fosse u Fundo de Pensões da PT, o défice de 2010 estaria nos ...8%...ou 10%! (ainda por conferir). 

Em 2011 o Governo gastará mais de 11 milhões e meio em Publicidade. 45 milhões em horas extraordinárias, 11 milhões e trezentos mil e mais qualquer coisa em 'seminários', 53 milhões em combustíveis.

Somos, afinal, um Império. Um Império, orgulhoso e Socialista. Como defende Manuel Alegre, quando fala de ser socialista com orgulho, esquecendo-se que o seu orgulho não sairia ferido, por tentar ser mais 'universal' e menos socialista na prática, a começar na campanha eleitoral, porque assim deve ser, ou tentar ser, um Presidente. Não há ou não devem haver Presidentes de Esquerda ou Direita (nem existem essas 'vertentes geográficas na política, mas dá jeito a alguns...é coisa de 1789, da revolução Francesa, oh gente 'moderna'!!!). Um Presidente é apenas isso. Porque não é Executivo. E só por isso, não pode dar-se ao luxo de praticar ideologia. Não perde, obviamente, o direito a tê-la.

Que acontece por estes dias? Uma vergonha de Campanha Eleitoral até ao momento...e um Governo que nos leva a uma certa, e sem fuga, Bancarrota. E mantém, e alguns mais, a sua teimosia. Como se nós pudéssemos pagar tudo isto. Todo este Desastre, que já tem séculos, mas que tem a sentença final...AGORA.

Juízo, Senhores!

Dois candidatos à Presidência da República, entregaram-se nos últimos dias a uma ridícula e triste campanha de ataques pessoais. A base das acusações foi, de Manuel Alegre para Cavaco Silva, as ações que este possuíra no BPN/SLN e o negócio que teria feito com elas. De Cavaco Silva (ou indirectamente, por interpostas pessoas, apoiantes, ou não) para Alegre que este teria participado numa Campanha publicitária e da qual teria recebido pagamento, quando como Deputado não poderia te-lo feito. Verdades ou não, o tom acusatório de pouco nível, e a tentativa de se atingirem, mutuamente, dois dos políticos mais sérios e honestos, como pessoas, é bem o sinal destes tempos de atitudes extremadas e absolutamente estúpidas. Os outros candidatos não merecem qualquer comentário, nem sobre isto, nem sobre mais nada, pelo rídiculo apalhaçado, por vezes, ou pela futilidade, ou ainda pelo anacronismo serôdio do que dizem, quando alguma coisa dizem.

O Presidente não é o Cargo, ou Função política mais visível no nosso sistema democrático (nos últimos anos abalado pelas tentativas de subversão por parte de Sócrates), mas é uma Instituição em si mesma, um garante da Democracia, se for um democrata (e o anterior foi facciosamente democrata, ao demitir um Governo de qualidade bem superior aos de Sócrates...) e será, muito provavelmente, o Presidente, o próximo que for eleito (Cavaco Silva sem sombra de dúvidas...) o que mais difíceis decisões terá de tomar quanto a este Giverno de incompetentes absurdos e que roçam a estupidez, arrogantemente. 

Portugal terá de se ajustar às medidas que o FMI em conjunto com o Fundo Europeu irão impor, entre o primeiro e o início do segundo trimestre deste ano. A Espanha começa a 'queixar-se' do efeito de contágio que Portugal já está a 'provocar'. Outra estupidez socialista, desta feita de Espanha. Mas pretende a Espanha fazer esquecer que é o país mais responsável pelo estado da economia portuguesa...??? 

A fuga das multinacionais, do sector da Química, da Cosmética, do Automóvel, da Electrónica, foi a consequência directa da centralização das actividades das mesmas em Espanha. Forma milhares, muitos milhares de empregos, e uma importante capacidade implantada, que saiu de Portugal.  O sector das Pescas, mas também da Agricultura, que Portugal entregou (numa má negociação, no tempo de Cavaco como Primeiro-ministro, onde apesar de tudo se cresceu acima da média europeia e de Espanha, e o desemprego foi inferior, mas em que a Dívida do Estado cresceu enormemente) a Espanha, é mais um dos exemplos de como a Espanha foi, em tempos modernos (tal como no passado) o país menos amigo e o que mais prejudicou POrtugal. 

Neste momento, Portugal é contagiado pela péssima situação económico-financeira de Espanha...e eles dizem o contrário.

Este é o cenário que encontrará o próximo Presidente da República. E não é compatível com um Presidente marcado por uma campanha menos digna!

Juízo, apesar da Vossa idade...!

6.1.11

Valores 'tradicionais'

"...um mundo em transformação, onde os valores tradicionais da família e os afectos que nos tínhamos habituado a considerar mais estáveis resvalam, gradualmente, para um terreno movediço e irrespirável".

Da sinopse sobre um livro de Maria Teresa Horta, na Revista do C.Leitores. Ou como alguns de nós nos recusamos a viver, adaptando-nos ao presente, ao mundo actual, contribuindo sim, mas não na recusa do que hoje é o nosso meio e a nossa(s) sociedade(s). Pararmos no tempo, porquê? Se o mundo mudou, se os valores mudaram, tal como na adaptação das espécies, neste caso o Homem Social, ou se adapta, ou fica à margem. Uma forma de suicídio social silencioso e auto-recusado. Gente triste e, pior, pobre de intelecto...

O Nosso Tempo, é o de sempre. Desde que nascemos, até o salto, lento ou brusco, para o Nada. O nosso tempo, não pode, ou não deve, ficar no passado, numa qualquer etapa da juventude, que faz tanto parte da nossa vida, na íntegra, como o dia de hoje, e o de amanhã. Estarmos menos activos fisicamente, ou menos intervenientes, consoante cada um de nós se coloca ou se insere no meio social, não é auto-suicídio obrigatório. Suicídio pode ser, se nos recusarmos a entender, primeiro, a aceitar, depois e a actuar num novo meio, num novo paradigma. 

Os tais 'valores' tradicionais, podem até ser o dos jovens mais cordiais, mais atenciosos, meigos e próximos de nós, pais, avós, tios, ou o que sejamos. Podem até ser os de jovens e adultos jovens com mais propensão, ou prazer, pelas leituras, cultura, conhecimento, na forma clássica (literatura, história, filosofia, artes, etc), mas sempre haverão imensos com os mesmos interesses e vontades, embora também mais dedicados e conhecedores de novos meios, interesses e tecnologias. A avaliação, quando se cinge aos nossos mais próximos, pode cair no erro (que eu sei cometer tantas vezes, mais do que devia...) de afirmarmos que hoje se 'sabe menos' ou se 'tem menos interesse e gosto pelo conhecimento'. Mas é superficial passarmos, assim, um atestado de alguma incompetência cultural e, sobretudo, intelectual, aos nossos mais jovens, que o mesmo é dizer, ao nosso futuro. 

Os Valores Tradicionais, também conduziram a crenças, a cultos e religiões, a ideais políticos utópicos e, frequentemente violentos. A guerras (se não existissem religiões, menos ou muito poucas guerras se teriam verificado...). A retrocessos na evolução social. A estagnação do desenvolvimento humano. A regressos ao passado, nunca proveitosos e, sempre, prejudicais. Um desperdício de tempo e de recursos humanos e sociais.

O Valores Tradicionais não são nada. Absolutamente nada. Até porque, aceitemos ou não, vão-se alterando. E a teima em certas tradições, sociais, políticas, religiosas em particular, só conduziu a mais estagnação cultural e estupidificação social.

Há valores mais ou menos comuns a todas as sociedades e que fazem parte de um certo 'bom senso' social, ou senso comum. Mas outros são culturais, ou civilizacionais e esses, são porventura os mais perigosos.

Por outro lado...esta mania de que sempre se caminha para uma dada 'desgraça', um momento qualquer futuro mais decadente do que o actual, com mais perfídia, mais maldade, menos humanismo...é falsa e ridícula. Uma boa reflexão, sem vestir 'camisolas' religiosas ou ideológicas, levaria sempre à conclusão de que o mundo, em geral, e as sociedades de matriz europeia-ocidental, têm vindo a evoluir num bom sentido, bem mais humano e justo (estes não são conceitos 'tradicionais' ou imbuídos de complexos religiosos. O Bem, não é propriedade de nenhuma religião. Mas a prática do Mal, já pode ser useira em muitas das mais universais religiões...). Ainda que, neste preciso momento, a mediocridade quase generalizada de dirigentes pol´ticos e religiosos, nos leve a pensar, e nos confunda, que hoje se está pior do que 'no nosso tempo' (uma piada de mau gosto...) ou em comparação com há trinta ou quarenta anos.

O único mal que vejo e o maior perigo, à continuação do nosso caminho de evolução humana é, precisamente esta ideia, anacrónica e muito superficial de defesa de valores (sejam eles 'cristãos', marxistas, de direita ou de esquerda, conservadores ou progressistas, sendo estes, todos, ridículos conceitos de filosofia de 'trazer por casa'. E sim, retrógrados. 

Observemos o mundo, a começar por casa. Façamos os nossos juízos. Mas tentemos libertarmo-nos de complexos do passado, de conservadorismos (cuidado que hoje é tanto ou bem mais conservador o conceito auto-consentido e auto-catalogado de ser-se de 'esquerda' do que outra coisa qualquer. Mas há muitos que ainda não viram 'bem o filme'...). E saibamos viver neste mundo de hoje, como julgamos ter sabido no passad