O fim do sonho. O tempo da raiva e desilusão.

Portugal já pediu, finalmente, ajuda externa. Após meses e meses, anos, em minha opinião, se contarmos com todos os anos de esbanjamento, cegueira, arrogância a todos os níveis (político, económico, social e pessoal), erros e mais erros acumulados (ainda esta semana Sócrates, o primeiro e principal responsável por este descalabro económico, e o responsável por esta descomunal irresponsabilidade, e por este imenso défice de verdade e de Democracia afirmou, pasme-se, que se ganhar as próximas eleições, insistirá no TGV. No inútil e faraónico TGV?! De que um só troço corresponde a sete-7- pontes Vasco da Gama e a três buracos do BPN?!!!), o Governo fez o que muitos e muitos de nós já dizíamos e exigíamos.

Este estúpido e provinciano orgulho de um Primeiro ministro por equívoco, de um PM mentiroso, falhado, e, pior, mafioso (por quanto se pauta a sua atitude de usar e abusar da sua posição para ajudar amigos e arranjar-lhes negócios e salários milionários. Negócios ruinosos e mafiosos), vai custar-nos a todos pelo menos mais uns 20 mil milhões do que custaria se já há seis meses se tivesse pedido ajuda.

Mas o nosso futuro é pior do isto. O futuro dos que acalentaram uma vida com bem estar, dos que ousaram ter e viver o sonho europeu, é um muito triste e deprimido fim. Empresas às centenas e milhares vão fechar. Por falta de mercado, falta de clientes e falta de poder de compra dos seus clientes. E não estamos a falar de extravagâncias. Falo dos produtos e serviços mais básicos (ainda que eu discorde com toda a veemência dos que consideram ser um luxo coisas como ter um telemóvel, não digo dois ou três, ou ter uma televisão moderna, ou ter um automóvel com menos de dez anos, ou poder pintar a casa, ou ter aquecimento para o Inverno...). Produtos agrícolas podem ou faltar, ou perder qualidade, resultado do desleixo activo, por não poderem os produtores recorrer a melhores factores de produção, com qualidade mais segura que lhes permita melhor segurança alimentar e qualidade superior. Cuidados de saúde que se irão deteriorar. Cuidados e atitudes de higiene básica.

Portugal vai piorar em quase todos os indicadores. E a única coisa que irá melhorar, em virtude de imposição das instituições que nos irão financiar, será a estrutura e a forma de trabalho da Administração Pública e do Estado. E, por arrasto, de algumas das grandes empresas portuguesas, algumas que têm vivido em compadrio escandaloso com o Estado.

Este é o momento de uma raiva a crescer. E de uma profunda desilusão, com nascimento anunciado. Este momento foi previsto e anunciado. Muita gente previu e avisou. Individualidades como Medina Carreira, diabolizado por Sócrates, esse energúmeno que tomou de assalto um Partido democrático e o subjugou pela mentira e falsidade, pela fantasia e mistificação, pela recriação de estatísticas, pela rede de influência e interesses promíscuos criados, pelo clientelismo abusivo que viveu do Estado e ainda lá está instalado. Uma criatura que foi o responsável por esta ditadura democrática em que vivemos. Por esta miragem de país desenvolvido.

Desde a eleição deste Sócrates que eu venho avisando neste mesmo blogue e em todas as conversas privadas ou não, que esta criatura é do pior. O pior Primeiro ministro desde há mais de 150 anos. Fartei-me de o dizer e escrever. Mente, inventa, falsifica, aldraba, e não tem a mínima competência nem para funcionário de terceirissima categoria, num qualquer município...das Berlengas!

Se esta raiva de nada nos serve, a desilusão que vem com tudo isto dá-nos vontade de emigrar. O momento mais triste é...o de ver cair o nosso sonho. De se terem filhos que queríamos felizes e com futuro e de se desconfiar que tudo lhes será ao contrário. De se ter sonhado com um futuro melhor para nós do que a vida que tiveram os nossos pais, que se esforçaram por nós, para termos mais formação e mais futuro do que eles, um momento que será o da viragem sem retorno das nossas vidas.

Os de nós que estão a meio das vidas, podem nunca mais almejar uma melhoria no futuro, podem ter de deixar cair os sonhos, ou terem dentro de si uma força descomunal e dentro de algum tempo, que terá de esperar três a cinco anos, e com mais certeza, uns dez, para que se volte a poder ver a possibilidade de ...voltar a sorrir à vida. Mas pode acontecer que, quem a este momento não conseguiu ter dado uma volta na sua vida, que lhe permita saber ter um futuro sem miséria ou sobressaltos, nunca mais consiga ter esse momento de esperança. Como diz o povo, 'quem não se amanhou, já não vai conseguir amanhar-se', descontando o que de menos bom pode ter esta expressão.

Este momento teremos de saber ultrapassar os nossos clubismos cegos e sectários, ou mesmo facciosos, para se conseguir ver quem é o grande responsável por termos chegado aqui: quem foi o responsável pela nossa dívida externa do Estado (não a dívida total do Estado ou nem sequer a dívida pública, interna e externa) ter crescido de cerca de 80 mil milhões de euros para mais de 170 mil milhões em cinco anos. Todos anos de Governo PS, de Governo Sócrates. Que nunca o reconheceu, que nunca teve essa elevação, que nunca mereceu ser cidadão português!!!

À raiva que ainda quase vamos começar a sentir, seguir-se-á a desilusão e o desencanto. E o perigo da apatia social, que a Grécia já começou a viver. Uma perigosa acalmia, que pode levar a maior depressão social, ou a um período subsequente como o que já vivemos, se não houver bom sendo, racionalismo e contenção: nova explosão de optimismo saloio e novo período de consumismo sem consistência.

Viveremos uma fase de grande depressão. Nacional, social e pessoal. E teremos de ter a clarividência para, a nível político, corrermos com este José Sócrates insuportável e criminoso, que nos trouxe a este patamar de desgraça e decadência. E ainda teremos, os que do Partido dele forem, a coragem e a visão de saber afastá-lo definitivamente de toda e qualquer veleidade de continuar com responsabilidades partidárias, num Partido com uma história importante de contribuições valiosas para a nossa Democracia.

Este é o momento da Decisão de afastar Sócrates de todas as funções que desempenha. O momento da efectivação desse afastamento terá ainda de ser outro, após as eleições legislativas uma vez que no seu Partido não houve a visão, nem o sentido patriótico e a coragem suficientes, para o afastar já antes do acto eleitoral.

Tudo o que se prometeu a tanta gente, jovens que compraram casas e carro, que sentiram melhorar as suas vidas, são agora quase acusados de se quererem sentir mais europeus, porque o seu país não foi capaz de lhes dar o que viram de melhor noutros por essa Europa. Deram-lhes o sonho e agora roubam-no da pior forma. Isto é um crime tão grande como esconder as verdadeira contas do Estado, pois isso ainda irá piorar mais a situação de cada um. Jovens e adultos 'maiores'.

O sonho caiu e não foi por culpa de ninguém senão desse grande logro que se chama José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, que nem o nome de família é capaz de usar e até sobre a sua formação inventou e mandou depois fechar a Universidade que lhe fabricou a mentira da licenciatura.

Sócrates roubou-nos o sonho. Será pior aos maiores de quarenta e ainda pior aos de mais de cinquenta, mas será mau para todos. Por isso Sócrates tem de desaparecer.

E todos temos, os que cá conseguirem permanecer, de lutar para algum futuro virmos a ter.

Os tempos de apagamento do Sonho Europeu começaram...

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