25.11.10

Mais umas do PS...

1. Então Portugal está a braços com uma crise, provocada pelos gastos excessivos do Governo PS, que andou a desbaratar recursos, para suposta, incompetente e erradamente, mas com muito carinho e amizade pelos amigos... salvar empregos e empresas, que afinal ou fecharam ou despediram pessoas, ou estão para fechar nos próximos tempos...

...e agora ainda pretendem prosseguir nas 'grandes obras públicas', para o mentem sobre os recursos serem da União Europeia, e, vergonhosamente, obtiveram o apoio do PSD, quando foi recusada a proposta do PCP e BE para parar as mesmas obras...

2. E quando Teixeira dos Santos e Sócrates impõem uma ilegal e injusta redução de salários à função pública, o PS pretende abrir excepções nas empresas do Estado?! Novamente...e com vergonha, com o apoio do PSD!

Os despedimentos e reduções salariais são políticas recessivas e erradas. Irão conduzir a mais desemprego, menos poder de compra dos portugueses, menos Receita para o Estado por via dos impostos directos e por via da redução do consumo, que, vergonhosamente se diz ser elevado em Portugal. É simplesmente falso! O problema não é o consumo, mas a forma de pagamento: o recurso ao crédito...mas isso por via dos baixos salários portugueses, que consomem ao mesmo preço, ou mais caro, do que espanhóis, franceses, alemães, etc...e o Estado tem as suas culpa, por cobrar mais em impostos, IVA, ISV, IRS, IRC, ISP, etc. Temos a maior carga fiscal da Europa e uma das mais elevadas do mundo, basta juntarmos o conjunto dos impostos que temos todos de pagar...para custear uma administração que não funciona e nada nos dá em troca. E um Estado que custa 50% do PIB, mas que apenas emprega cerca de 20% dos portugueses e que não é propriamente da área produtiva. Quando Kennedy disse, o que hoje muitos socialistas gostam de repetir: 'não perguntes o que o país pode fazer por ti, mas antes o que podes fazer pelo teu país', referia-se a um país onde se respeita, ou respeitava a iniciativa privada, e as pessoas em geral. Um país onde o Presidente da Reserva Federal aufere menos por mês do que o Governador do Banco de Portugal. E um país que já fez e faz muito pelos seus cidadãos. No nosso...continuamos à espera que o Estado, um dia...faça alguma coisa por nós, mas entretanto vai-se obrigando a que façamos nós por esse Estado omnipresente, mas injusto. Consumidor de recursos mas improdutivo. Um Estado que não é Pessoa de Bem, mas que aplica elevadas sanções a quem não cumpre. Mas 'esse' Estado justiceiro e opressor, não nos deixa tranquilos e continua a exigir de nós os sacrifícios que já não merece que se façam. Neste momento em concreto, é necessário que se tomem medidas para garantir financiamento externo, mas compensar-nos-á o Estado algum dia, com bem estar, com qualidade de vida, com FUTURO, o sacrifício agora pedido? Tenho a absoluta certeza que ..NÃO.

Deviam ser os funcionários públicos a protestar, fortemente, sem margem para dúvidas, contra esta discriminação e injusta excepção que se pretende criar para as empresas do Estado. Que aliás nem deviam ser do Estado. A Caixa Geral do Estado? Para nomeações políticas de incompetentes? Um Banco, o maior em Portugal, que está no mercado como concorrente e ao mesmo tempo accionista dos bancos privados?

3. O Governo pretende, com a 'capa' de poupar custos, que a principal agência noticiosa em Portugal, e a única portuguesa, seja integrada na RTP. Na RTP que tem uma administração nomeada por Sócrates??? E quando o PS já lá não estiver, o que pode ser já em 2011...que dirão os socialistas? Que o PSD controla as notícias? É assim que pretende ter uma Comunicação Social livre e independente? Já não nos bastava a farsa da Entidade
Reg. da Comunicação Social, e não eram suficientes os 'boys' colocados em empresas e organismos pela mão de Sócrates. Nunca se abusou tanto do Estado para servir os amigos e familiares!

4. Disse o Governo que foram 3 milhões os que aderiram à greve geral. Mas o país parou e parou bem! Mais uma falta de respeito pelas pessoas que protestam contra injustiças, praticadas por Este PS anti-democrático desta 'criatura'... Obviamente foram bem mais de 3 milhões, e mesmo que o não fossem...esses milhões são bem mais do que os que votaram PS nas últimas eleições. Ou seja...se fosse por votos, já Sócrates estava no desemprego.

5. Um argumento falso e muito fraco do Governo, quando vai à Assembleia, fingir que é democrata: que em Governos anteriores também não se tinha feito 'x' ou 'y'...mas afinal não foram eleitos para precisamente fazer o que não havia sido feito? Ou seria para fazer o que já feito estava??? Este ou qualquer Governo, agora, no passado ou no futuro: não serve o argumento de 'vocês fizeram pior', ou 'nada fizeram', como desculpa para se fazer mal. Cada Partido é eleito para fazer! Não para se desculpar com o que mal feito, ou por fazer, deixaram os outros. Se um Partido é escolhido é para Governar. E bem, não mal. è para fazer o que está em falta, ou foi mal feito. Desculpas pueris não servem! E já era tempo de acabarem com essas 'queixinhas' dos outros e tratarem do país. Por si mesmos!

24.11.10

Memórias da Casa das Anonas-1



Nos dias de ócio, forçado, em cuja fútil existência se sentia por vezes a passear, sentava-se o mais perto da janela que conseguia. Era onde mais próximo das luzes e até dos sons, do passado, se podia deixar transportar. À janela, ou sentado a pensar, a ler ou escrever e a olhar a rua através dela, conseguia quase dar o salto que o levava a um passado, onde não pretendia regressar, mais pela atitude pela qual gostava de viver, de experimentar cada minuto do seu presente, e dele espremer todo o seu bem estar, do que pela nostalgia desnecessária e deprimente, talvez, que esse passado o podia deixar. As viagens ao passado que o seu tempo infinitamente cansativo actual lhe permitiam, eram-lhe caras, eram visitas a um tempo bom, calmo, doce e sereno, em que todas as sensações então vividas lhe chegavam com o sorriso que atirava à rua que o via assim, à sua janela, contemplativo, mas num lugar certo e seguro, de há muitos, muitos anos...

Naquele ‘quarto novo’, como lhe chamavam os da sua família, por ter sido construído muito depois da casa grande inicial, um quarto grande que lhes servia de sala de estar, e se separava dos demais da casa, por se situar por cima da antiga entrada da casa e passagem ao quintal, havia vivido alguns dos seus momentos de maior reflexão, que, estava certo, muito tinham contribuído para fazer dele a pessoa que hoje era. Ali, de porta fechada ouvira as primeiras composições de música clássica, que o levaram a novas sensações e novos mundos, a um outro salto no passado, não o seu, mas os de quem havia criado tão elaboradas como encantatórias melodias. Essas mesmas músicas que, desde esses tempos o iriam acompanhar para sempre, e para sempre o mergulhariam em experiências de exploração mental, de procura de respostas, de encontros com outras culturas.

Nesse quarto, onde tantas e tantas vezes se encontrava sozinho, com a sua música já então preferida, os seus livros, que a si mesmo se exigia ler, porque ler era não apenas um prazer, mas uma autêntica e marcante escola. Um percorrer de outros mundos ainda, de outras vidas, e de distintas formas de escrita. Os livros por onde aprendeu mais de metade do que sabia, mais de três quartos da sua vida.

Lembrava-se, desde esta sua janela, do início do Outono, já as aulas iniciadas e após chegar a casa, à tarde, de todo o tempo que com todo o prazer que conseguia canalizar, se ia refugiar no ‘quarto novo’. Onde podia olhar o seu quintal e se comprazer com o sol a penetrar, teimoso, por entre as folhas das anoneiras, cada raio de sol a querer ir até ele, e em consonância com as palavras que ia lendo, com os compassos de uma sexta sinfonia do compositor que mais venerava. Cada raio de sol a fazer melodias de vida com todo esse mar de experiências que o haviam moldado.

Quase podia sentir o cheiro da terra molhada ao abrir da janela, dessa terra, da sua terra natal, que se misturava com o das anoneiras, uma árvore frondosa, imensa, que tinham deixado crescer com vontade própria, e esbarrava o ramos da sua imensa copa na janela das traseiras daquele quarto. Já Beethoven ia no terceiro andamento da sua ‘Pastoral’, quando foi desperto pelo toque do telefone e regressou ao tempo de hoje, onde a rua fria e cinzenta o fazia agarrar-se a outras leituras, embrulhado numa manta, qual velho nostálgico, o cão a seus pés, os saltos da Truta de Schubert a leva-lo por terras germânicas, e Orhan Pamuk a ensinar-lhe, com a sua escrita bela e perfeita, sobre o mundo de uma Turquia de há quarenta anos.

Os dias de hoje são apenas diferentes dos de então, mas não são piores, pensava. Não têm o cheiro das anonas caídas por terra com o vento do Outono, mas têm o sabor adocicado de alguma sabedoria que, com os anos, conseguira arrecadar...


Os dias de hoje tinham de lhe dar a mesma paz que em tempos julgou existir. Os sonhos esses teria de os substituir. Mas hoje, a paz vinha-lhe, ainda, de alguém que o ajudava a senti-la, junto com sentimentos fortes e de pertença, como julgara já não ser mais possível. Os dias de hoje, esperava, desejava, iriam trazer-lhe outras sensações, outros mundos e vidas, e após este Outono frio e sombrio, não apenas do clima, o sol voltaria, agora por entre as agulhas dos pinheiro, com outros odores, mas sempre o mesmo Sol.

Greve Geral

Os dois partidos 'com vocação de poder', PS e PSD, nunca conviveram bem com o direito à greve. Mas esse direito, com frequência mais levada, exercido por razões reivindicativas e salariais, raras vezes esteve totalmente desprovido de razões. Mesmo que a muito boa gente lhe possa parecer o oposto. Houve abusos, como as greves na TAP, que no limite iam quase provocando a extinção da empresa, ou a sua venda a capitais exteriores.

As greves, quando apenas por razões de reivindicar e pressionar, no sentido de obter melhores salários, sempre foi uma adversidade e um 'espinho' dificil para o PSD, que, dizendo-se social-democrata, gostava e gosta de se colocar na boas graças dos empresários privados. Ao PS as greves não foram menos ingratas, e, com frequência, sempre afirmando 'que a greve é um direito dos trabalhadores', e que os socialistas sempre se sentiram os pais da liberdade e dos direitos sociais e políticos, o PS tentou minar toda e qualquer greve, quando no poder. Sempre inventou números e estatísticas e tentou confundir os referidos direitos, sendo a última tentativa a dos tribunais arbitrais. Ou a pressão exercida por via da 'requisição civil', que se suspeita voltar a ser exercida, forçada e anti-democraticamente, nesta greve geral a que hoje iremos assistir, e alguns, sentir.

O PS nunca foi sincero neste 'direito à greve', excepto quando a usou como arma política como Partido da Oposição, contra o PSD. Na realidade, posto que o PS esteve muito mais tempo no Governo, desde 1974, do que o PSD, tem sido o Partido Socialista o grande inimigo da Greve e, mais do isso, o alvo das mesmas.

Repete-se o cenário: o PS como alvo de uma Greve, Geral desta feita, e não apenas por razões salariais, que já seriam bastantes e substantivas, visto que na verdade os portugueses nunca atingiram a equidade entre nível remuneratório e esforço de trabalho, ou eficiência laboral, numa palavra: produtividade, versus, compensação justa. Sempre se mentiu sobre muitos dados relacionados com o trabalho em Portugal. Nunca trabalhámos menos do que os outros povos, noutros países. Podemos ter eficiência mais reduzida, ou mais desajustada do momento produtivo, mas essa é mais da responsabilidade dos empresários, dos gestores ou do Estado, em si mesmo. E muito menos de cada funcionário ou trabalhador. Mas sempre fomos menos compensados, ou, como nos insistem os agrupamentos ditos comunistas, mais explorados. E, nisto, têm eles muita razão. Pode ser isto que explica este anacronismo de sermos o único país da Europa onde o PCP e outros grupelhos anti-democráticos, auto-intitulados de esquerda ( a tal posição 'geográfica' definida por alturas de 1789...em plena Revolução Francesa...quanta modernidade! E actualidade...!) têm ainda a relativa 'força' e são (erradamente) ouvidos.

Um país que ouve a opinião de lideres de um partido, sobre o Orçamento de Estado, mas que nunca, em vez alguma, votou favoravelmente qualquer Orçamento...

Mas esta Greve tem outras razões subjacentes à sua convocação: o descontentamento geral sobre quase tudo o que o PS tem feito no poder. Ou...desfeito. De facto, nunca se assistiu a um tal assalto aos direitos de todos e qualquer de nós, vindos de um Partido que, em teoria, e, até ver, na prática, faz parte do sistema democrático. É o controlo da Comunicação Social (pelo controlo dos jornalistas, através da atribuição controlada das suas credenciais, centralizadas em organismos dependentes do próprio Primeiro-ministro), o controlo das polícias, com um absurdo, em regime democrático, todo-poderoso senhor-segurança do estado, que só ao Primeiro-ministro responde...o controlo dos Tribunais, como se verificou no amordaçar e destruição de provas em inquéritos judiciais onde repetidamente tem surgido o nome de Sócrates, através das 'rainhas de inglaterra' fúteis e 'afantochadas' do Presidente do Supremo Tribunal e do Procurador Geral da República... o controlo de empresas chave do sector privado, pela colocação forçada de compulsiva, fugindo a esclarecimentos e justificações, de 'boys' em Bancos (BCP, CGD, BES, BPI...) e em Grandes Empresas, PT, EDP; GALP, ou da recusa de serviços contratados a empresas que não sejam servilistas (portuguesas ou estrangeiras: Goldman-Sachs, Sonae, etc) e entrega duvidosa de encomendas a outras, onde imperam boys ou pro-boys (MOTA-Engil, BES, Teixeira Duarte, Cimpor, etc)...

Este PS merece bem esta Greve Geral e merecia ainda mais uma verdadeira Revolução e derrube do Governo pela forma que o povo usa de mudar de forma radical o rumo das coisas, quando a sua desgraça já parece ser inevitável: pela força.

Este PS de Sócrates, o mesmo Partido que tem no seu aparelho homens dignos e democratas, gente séria e inteligente, tem destruído paulatinamente a estrutura democrática que em 1974 se iniciou. E abusivamente usou dos meios financeiros já escassos para servir os amigos e alimentar a sua perpetuação no poder. Conduziu Portugal a uma situação calamitosa, comparavel, em indicadores económicos e sociais à vergonhosa Primeira República, mas faz com que sejamos todos a pagar as suas loucuras e irresponsabilidade, abusivamente e ilegalmente reduzindo salários e rendimentos, a quem menos capacidade tem.

Este PS ainda permite outros abusos de poder dominante de variadas empresas como já todos sabemos pelos anúncios que nos vão chegando dos aumentos de preços e custos em 2011: Vodafone (que diz ir aumentar preços em 2,2%+aumento do IVA, quando na verdade aumentará em cerca de 26%!!!), EDP, PT, GALP, e quase todos os Bancos portugueses.

Em 2011 iremos ganhar menos e pagar bem mais. Por culpa exclusiva dos devarios de Sócrates com gastos incontrolados e desnecessários, em obras públicas inúteis e em subsídios a empresas amigas, que de nada serviram para reanimar a economia. Iremos perder poder de compra, o que conduzirá a um dramático abaixamento do consumo, e, consequentemente a uma Receita do Estado insuportavelmente reduzida. Isso, só por si, levará a um Orçamento Rectificativo, e a mais medidas depressivas...como tão bem sabe fazer o teórico incompetente Teixeira dos Santos. Nem uma medida para reanimar e Economia terá signficiado e as invenções estatísticas encomendadas ao INE já não surtirão qualquer efeito.

É contra este empobrecimento nacional, imposto pela força por Sócrates, e por razões de se fazer pagar a sua incompetente administração, que neste 24 de Novembro se realiza a, talvez única, Greve Geral Justa e bem vinda. Mas é contra o défice democrático de Sócrates, também, que esperemos não venha a tomar medidas repressivas, tão a seu gosto, e pelo menos respeite, que se sente tão desiludido e deprimido, com a mais justa e nobre das razões: ver a sua vida próxima desprovida de qualquer esperança.

Esta é pois, uma Greve que devemos respeitar, se não mesmo apoiar. Por ser necessária, ou por ser compreensível.

Que Sócrates ( e o seu provinciano retrógrado Teixeira dos Santos) a sinta em toda a sua força!

22.11.10

Just pay...attention. And then...pay!

Mark Blyth: A austeridade é uma ideia perigosa.



Sem comentários...desnecessários.

Mas um simples apelo. A que acordemos todos. Desta dormente e indolente atitude.

Tão incompetente ( a nossa sonolência), como a da incompetência, atroz e calamitosa, dos que nos têm 'governado'.

18.11.10

"It was the happiest moment of my life" - 1

"It was the happiest moment of my life, though I didn't know it". Assim começa o mais recente (e um dos mais belos) livro de Orhan Pamuk.

Qualquer um de nós terá um momento que identifica como o mais feliz, o mais importante, o mais significtivo, o mais compensador, de toda uma vida. Mas como bem explica Pamuk, uns capítulos mais adiante, para se saber qual é esse momento é preciso que a vida se torne, um dia, como por vezes se diz, 'parada', ou estável, mas não necessariamente pior, ou mais infeliz.

" In fact no one recognizes the happiest moment of their lives as they are living it. It may well be that, in a moment of joy, one might sincerely believe that golden instant 'now', even having lived such a moment before, but whatever they say, in one part of their hearts they still believe in the certainty of a happier moment to come. Because how could anyone, and particularly anyone who is still young, carry on the belief that everything could only get worse: If a person is happy enough to htink he has reached the happiest moment of his life, he will be hopeful enough to believe his future will just be as beautiful, more so. But when we reach the point when our lives take theur final shape, as in a novel, we can identify our happiest moment, selecting in retrospect..." (Pamuk, in The Museum of Inoccence).

O momento da maior e mais perfeita felicidade pode ser o de um grande amor, o de uma grande realização. Pode ser muita coisa, que, na realidade, só se sabe, quando a curva da vida entra na parte plana e linear, estável e horizontal, na fase em que a probabilidade de melhores, ou mais felizes momentos se tornam muito improváveis. Mas essa fase 'estagnante' das nossas vidas pode chegar mais cedo ou mais tarde. Pode a sua chegada ser por nós influenciada, ou não. Pode, se chegar tarde dizer que a vida foi bem, intensa e plenamente vivida, ou que, ao contrário, estagnou cedo demais. Isto, se tivermos a perspectiva, ou melhor, a visão, das nossas vidas como a de um copo meio-vazio, e não a de um copo meio-cheio, a cada momento. Por outro lado, a noção do momento mais feliz, depende, também, e fortemente, das expectativas para ela e, mais relevante, do que nela mais valorizamos. E nem sempre, mas muito, muito frequentemente, se identificam os momentos de maior valor, como os associados à vida amorosa, ou sequer sentimental, posto que alguns de nós podem valorizar mais a vertente de realização profissional, ou social, entre outras perspectivas, também elas válidas. Aliás, a validade de cada perspectiva a cada um de nós compete. Mas, como humanos, que nos sentimos distantes dos outros seres vivos, a vida sentimental é habitualmente a que mais intensamente nos marca, a que mais valorizamos, pelo menos quando sabemos ter algum, ou muito sucesso (realização) nela. E mais em particular, a vida amorosa.

O maior problema desta noção, consciente ou não, que temos de momentos a que atribuímos a nossa valoração pessoal, e que nos leva a compararmos diversas fases das nossas vidas, é o risco de alguma frustração ou mesmo infelicidade que tal nos pode acarretar. Um risco, mas que se tornará consequentemente um perigo, para a nossa mente e para a sensação de felicidade, dependendo da nossa capacidade, ou não, de o prevermos.

( a continuar...)

5.11.10

Opção zero?


Hoje ouvi que o valor de um comentador, entenda-se, político, é saber constituir-se um suporte do futuro. Traduzindo: lendo no presente, sinais, tendências e opções, criar em si um visão do que, fora de si, pode ser, com muito forte probabilidade, o futuro. De uma empresa, também. De um mercado e das suas tendências e trilhos. Mas, com muito mais impacte e abrangência, de uma sociedade, de um país. Mas um bom comentador e um indivíduo de visão raramente é entendido (porque os sinais e tendências que julga saber ler no seu contemporâneo, não são, com frequência os que outros podem ver ou 'ler') e em geral, não é tido em conta.

Não sou um comentador e, bem menos, tenho uma visão aguda e perspicaz do futuro, das coisas, e das coisas políticas. Mas, coincidentemente, para meu pesar até, tenho vindo a acertar...

Sempre disse que este líder do PS nos levaria à desgraça e empobrecimento colectivo. Que se iria desacreditar, e ao seu Partido (onde gente há que é democrata, inteligente e competente, mas que prefere não assumir responsabilidades directivas e, ao invés, atira para a frente indivíduos como este, com formação e educação 'de rua', sem nível e sem responsabilidade, sem verdade, mas com muita arrogância, uma arrogância cega e louca. Um louco, que nos foi, por cegueira colectiva, trazendo a este ponto...e ao que ainda chegaremos, ainda pior e mais triste....

Nos próximos tempos veremos um PS e um Primeiro-ministro com a arrogância e cegueira habituais, prosseguir na mentira e na farsa, no teatro 'anti-tanga' (quando na verdade estávamos de 'tanga', quando ele se candidatou pela primeira vez, e agora se dedicou em seis anos a nos tirar essa única 'tanga'...ve-los-emos a aproveitar qualquer indicador um nadinha mais positivo, para 'cantar de alto' o 'estamos no rumo certo'...(que foi sempre e constantemente o do endividamento e do crescimento da despesa do Estado, do descontrolo das contas públicas...ainda têm a lata de nos falar do défice em 2005...quando foi à nossa custa, dos impostos a que nos forçaram, que atingiu o maldito, e asfixiador défice, o défice que matou a nossa economia. Neste país que dá mais força a um ministro das finanças do que ao da economia...não se pode ter a noção da necessidade de se crescer e enriquecer. Um país onde ainda se ouve a opinião retrógrada e utópica do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda, que ainda reclamam por mais investimento público, por nacionalizações, por mais despesa, afinal! E onde esses dois Partidos, que os nossos órgãos de comunicação ainda vão ouvir e nos transmitem as suas estúpidas algaraviadas, ainda falam da sombra negra do grande capital, dos grandes interesses...e defendem que esse mesmo capital e interesses passem para as mãos do mais incompetente e injusto gestor: o Estado!!!??)...

...veremos, já nos tempos mais próximos,  Sócrates e Teixeira dos Santos (quando se for embora sofrerá a maior vergonha que algum dia um economista viveu...) incumprir com o Orçamento com que tanto chatagearam a Oposição, trair esse Orçamento para 2011, e não respeitar nenhum dos compromissos assumidos, quer na Assembleia que aprovou o OE, quer publicamente perante todos nós.

Não nos restem ilusões. Sócrates insistirá num inútil TGV que ninguém usará (excepto espanhóis falidos), insistirá em manter e criar novas entidades a cargo do Estado, insistirá no crescimento da Despesa Pública e no crescimento da Dívida do Estado, até um dia em que, após eleições Presidenciais, quer do exterior, quer dos Partidos nacionais, lhe será mostrada a impossibilidade de governar mais e o PR terá de dissolver a Assembleia da República.

Quem ganhar eleições no próximos ano, terá pois de acrescentar a estas medidas causadoras de depressão, outras mais que nos conduzirão a mais e mais anos de estagnação. Ou seja, em poucas palavras: a aprovação deste OE2011 não só de nada nos servirá, como se verificará bem mais prejudicial do que a abertura de uma crise política e a ridiculamente temida ajuda do Fundo Europeu e do FMI. A continuidade de Sócrates no poder só nos custará mais e mais caro e nos retirará futuro. Como há anos venho repetindo neste espaço. Por mais que neste momento nos pareça patriótica a atitude de se ter aprovado o Orçamento, infelizmente se verificará que o que o tinha sido, para além de corajoso e visionário, teria sido a sua reprovação e abertura de uma crise política.

Nem sempre as crises, quando objectivamente provocadas são más. Nem sempre evitar crises, convulsões ou mesmo revoluções é o melhor caminho...

Quem depois vier sim, terá muitas queixas, como tantas vezes este Sócrates, qual 'menino de rua mal educado, irascível e arrogante, pretendeu, de quem neste momento ainda nos (des)governa.

Por mim, mantenho que só se muda alguma coisa com Sócrates arredado do poder. E veremos se me engano...

Futuro próximo: mais despesa e mais dívida, mais juros da dívida a subir e impossibilidade de pagar, já no próximo anos, os 40 mil milhões de tranche da dívida que nos compete pagar, mais arrogância e atentados aos nossos direitos e à Democracia, mais perseguições políticas, mais casos em investigação judicial, mais corrupção, mais desemprego, mais mentiras, mais ...risinhos estúpidos por membros do PS, como que a gozar connosco, que lhes teremos de pagar a má gestão e administração, que teremos de levar com eles por mais uns meses...

O Futuro: um ano e seguintes novamente perdidos nas nossas vidas, na nossa vida comum e no nosso país!