15.10.10

O Grande Dilema

O grande Dilema não pertence aos polítcos, embora alguns o tenham neste momento, particularmente o PSD e o CDS-PP, para além do Presidente da República. Mas o Dilema sério e difícil é o que os Portugueses eleitores e preocupados com o seu país, têm e terão até ao próximo ano.

O Dilema é viver com um Orçamento claramente recessivo e asfixiante, e com um Governo dirigido por mentirosos falsos sem nível algum O Dilema está entre o que é melhor, se viver com a desgraça garantida ou com a gestão das mentiras e burlas estatísticas que aí vêm, pela mão de Sócrates, uma vez mais.

Porque o Orçamento para 2011 passará, poque tem de ser, e não por ser bom ou útil, mas porque o PS encenou toda a estratégia de modo a não se poderem realizar as eleições antes de Maio de 2011. Essa a razão porque há quatro meses as medidas do PEC eram suficiente agora já não o serem. Porque esta situação apresentada sem saída há meses podia ter conduzido a eleições e o PS as perderia. Assim, Sócrates passará agora a gerir o tempo eleitoral e assim, a gerir as novas e também as mesmas mentiras: que as medidas do OE 2011 estão a resultar, que já se vê crescimento da economia e corte de despesa (desviadas para outros lados), que o Governo conseguiu controlar o défice, que afinal já se podem (re) lançar as grandes Obras Públicas (faraónicas) do TGV, Aeroporto de Lisboa e outras asneiras, que o emprego está a recuperar (nem que ele descubra dois segundos num dia em que tal aconteça)...

E a verdade só será descoberta, como agora, já em 2012. Esperançadamente com um Governo que não do PS e nunca com Sócrates!

Mas até lá...temos todos o Dilema: gerado um péssimo e ineficiente Orçamento de Estado e a preparação das próximas eleições legislativas com a máquina teatral do PS a gerar falsos números e a falar do fundamental 'optimismo' (pois que com optimismo isto vai lá...)

Nestes dias, pois, deixar-se-á passar um Orçamento que é uma espécie de carta branca para tudo o que de pior Sócrates ainda nos pode dar, de mentiras, de propaganda, de falsidades, de teatro, e política de baixo nível...

O Dilema nunca terá, como se imagina, um bom desfecho...a não ser, que de uma vez, o PSD e a Oposição em geral, ponham termo a esta farsa da nossa vida política e corram com este Sócrates, mesmo que apenas em 2011. Mas aliás eu já dizia há muito que Sócrates não passaria de 2011...veremos, então até onde vai a inteligência e habilidade do PSD.  Do PS já nada de bom vem ou depende!

Estranha forma de ver a política...

Leio e ouço um pouco, por todo o lado e em geral, esmagadoramente, as opiniões são favoráveis a um PSD de Pedro Passos Coelho e à sua posição quanto aos últimos acontecimentos politicos: a discussão e aprovação do Orçamento de Estado para 2011. Muito favoráveis, as opiniões que leio e ouço, sobre a atitude de Passos Coelho de não adiantar nada sobre a sua posição quanto à aprovação do OE, antes de o mesmo ser entregue e discutido, como deve. Independentemente de este OE ser um tanto independente, passe o pleonasmo, de quem estivesse no Governo. Mas há muito que Sócrates nos habituou às suas mentiras e omissões, pelo que é fundamental esperar pela apresentação do documento, como é aliás normal. Ou aprova-se um contrato e assina-se, sem o ler? E este OE não é um contrato qualquer.

No geral, e de forma esmagadora os portugueses são favoráveis a Passos Coelho e ...favoráveis à demissão e desvanecimento de Sócrates, o pior político de sempre na história da Democracia portuguesa.

Mas há quem aproveite para tentar fazer política 'menor', ao pretender 'descobrir' incongruências no discurso político de Passos Coelho, como as de já ter dito coisas distintas do que agora diz...

Lembro que a Crise é nacional e nada ou pouco tem a ver com a internacional (a banca e o imobiliário não foram nem a causa, nem foram afectadas em Portugal, como noutros países, mas apenas fomos afectados por via indirecta, obviamente, dependentes que são hoje todas as economias ocidentais).

Lembro que esta crise foi provocada pelo PS e, em particular, pelas políticas de Sócrates e de Teixeira dos Santos (com as suas visões Salazaristas e anacrónicas, de tudo resolver com aumento de impostos, tal como Salazar o fez no passado).

Lembro que este OE é da responsabilidade do Governo e do PS que o suporta. E que a crise, bem mais forte do próximo ano, é também responsabilidade do Governo. Nunca do PSD ou de qualquer Partido da Oposição.

O PSD nada tem a ver com esta crise ou com a que aí vem. Nada tem a ver com  as mentiras de Sócrates em momento de eleições legislativas no passado, nem com as omissões e enganos, por incompetência, que levam a que há poucos meses antes do Verão tudo fosse suficiente e agora já não o serem... e por a Despesa ter disparado (pois...porque ainda escondem que foram obrigados à verdade, a alguma apenas, pela Alemanha e pelo Banco Central Europeu e União Europeia...).

Tentar fazer jogos sobre as falsas incoerências de Passos Coelho, que tem sido exemplar, na totalidade, na gestão deste 'caso do OE 2011' é muito triste e baixo, num país em que o importante é grave demais: a miséria e empobrecimento generalizados, o aumento do fosso entre ricos e pobres, a asfixia económica e financeira, a estagnação económica e social. E isto, esta situação recessiva que perdurará por vários anos, mínimo de três anos e, provavelmente de cinco ou mais, porque impostos elevados, costumam vir para ficar é da exclusiva responsabilidade da dupla Sócrates-Teixeira dos Santos.

Nada de enganos, que, aliás, não conduzirão a nada. E basta de desculpar Sócrates. O PS devia ser o primeiro interessado em ver-se livre deste medíocre líder que o levará a muitos e longos anos de culpabilidade e, talvez...de oposição.

O Governo da nossa Miséria

O (des)Governo deverá entregar hoje o mais aguardado texto de Orçamento de Estado dos últimos anos (ou muito me engano ou toda a vergonhosa propaganda governamental, suja...diria, porque chantagista e verdadeiramente imprópria de um Governo de um país Democrático, tem andado a preparar o país e os políticos para um Orçamento ainda pior do que aquele que em intenções apenas foi, em mais uma acção de propaganda barata (e Mal intencionada!) anunciado.

Desde o (pseudo) anúncio do que será (poderá ser...) o Orçamento para 2011, que o Governo, e Sócrates em especial, dentro do seu espírito de feirante muito apreciado, tem feito tudo para tentar responsabilizar o PSD por uma possível (mas não provável) votação contra e consequente chumbo. O PCP e o BE têm ajudado nesta hipocrisia inútil e genuinamente idiota, de colocar o peso da aprovação do OE no PSD, como se estes dois partidos tivessem alguma vez votado favoravelmente, alguma vez, algum Orçamento de Estado. E como se o fossem fazer, também desta vez.

Ou seja: A responsabilidade do OE 2011 é inteiramente, por inerência, do Governo. A responsabilidade das medidas nele inseridas (ainda a confirmar a sua extensão e gravidade, o que é o mesmo que dizer, a extensão da já certa e prometida recessão económica profunda) é também do Governo. Como o é o facto de este OE se ter tornado necessário, segundo o Governo. Com o que eu não concordo. O OE podia ter sido bem diferente, e pode ser, se o Governo não persistisse na continuidade de estruturas tão inúteis como despesistas criadas por Sócrates (Fundações, Entidades Reguladoras, Institutos e Fundações, Assessorias, Gabinetes de estudo, etc).

Mas apesar de tudo ser responsabilidade deste Primeiro-ministro, visto ter sido ele a Governar em maioria absoluta e, mais, ter sido o criador de todas as instituições estatais inúteis, supérfluas, que contribuíram decisivamente para o aumento das despesas que se verificou. E não se deve este endividamento do Estado ao sector privado, como tentou insinuar Jorge Sampaio, com a sua típica e abstrusa mentalidade clubista, facciosa e cega, irresponsavelmente anti-nacional e, pior, contra as pessoas. O endividamento dos privados deve-se, e facilmente se demonstra, ao sector Estado e às dificuldades criadas à economia, por...Sócrates. Porque o Estado não tem pago e cumprido. Porque o Governo já havia começado a recessão ao fazer pressão sobre o consumo privado. Grande parte do endividamento dos privados deve-se, pois, ao esforço de manutenção de estruturas nas empresas ou de modos de vida, na esperança de uma melhoria que não chega e não irá chegar...nem em 2012!

Impossível fugir à realidade: a culpa da situação económica é inteira deste Governo. E não da crise internacional, que apenas veio dificultar a situação, por via das dificuldades do sector bancário internacional. Mas a crise já ca estava antes de 2008. E já se anunciava, desde o primeiro dia do primeiro Governo de Sócrates, que já mostrava esta incapacidade e incompetência, como eu avisei neste mesmo blogue logo desde início desta época negra da Democracia: a era Sócrates que nos irá afundar.

Este OE 2011 vai conduzir, garantidamente, a uma recessão e ...a uma redução da colecta. Este aumento de impostos terá uma consequência certa: redução da colecta. Por via das dificuldades gerais, de pessoas e empresas e do próprio Estado, que ao ser forçado, ainda que marginalmente (pois, vergonhosamente um país à beira da Bancarrota insiste em construir um TGV e um novo Aeroporto na capital, entre outras inúteis obras). Este OE vai levar a mais desemprego, a retracção económica, a uma crise profunda que...nos conduzirá à Bancarrota, salvo se a UE intervier e não permitir o bloqueio da Banca internacional aos nossos Bancos e ao Estado.

Muitas individualidades defendem a aprovação do OE, afirmando que é sempre melhor um mau Orçamento do que viver de duodécimos. Mas ainda não estou absolutamente seguro, pois sei que este Sócrates nunca, mas nunca, poupará um cêntimo ao Estado e que, assim sendo, a despesa do sector público (que consome 50% do Produto Interno Bruto! Metade da riqueza nacional gerada anualmente, por um sector que tem ao seu serviço directo menos de 20% da população activa: o Estado é complemanente inoperante e excessivamente gastador e não merece, por isso, o epíteto de Pessoa de Bem, mas bem ao contrário...).

Certo, certo é o afundamento da nossa Economia, a agravar já em 2011, não tendo estado bem em nenhum momento de nenhum Governo PS (nenhum!). E o agravamento das nossas Finanças, do Estado e dos privados.

Cada dia em que Sócrates permanece no poder não é um dia perdido para nós e o nosso futuro, é uma dia a Descontar no nosso Futuro. Um dia, efectivamente negativo, em que andamos, todos, uns directa, outros indirectamente, mas todos...para trás!

Por isso...talvez seja muito mau e negativo um chumbo do Orçamento de Estado...talvez. Mas isso é 'talvez'...porque certo e garantido é que este orçamento (por não efectuar os cortes mencionados acima, e por tanta, tanta gente, de todos os partidos, inclusive do PS- Daniel Bessa, Auguto Mateus, Abel Mateus, Silva Lopes...por não ser transparente e, uma vez mais mascarar despesas e gastos, sempre preocupado com eleições e perpetuação no poder, por não ser Eficiente- conduzirá a uma redução da Receita do Estado!) será o Contrato da nossa Desgraça, com a complacência do Presidente da República, da União Europeia, do FMI, da OCDE...(nunca se enganaram estas instutuições??? vide...crise mundial...)

O melhor mesmo, já, seria a demissão imediata do Governo. Sampaio demitiu Santana sem uma ínfima parte das razões agora existentes, geradas por Sócrates e de que só e apenas ele é responsável.

Mas o OE 2011 será aprovado...e assim se assinará o nosso afundamento colectivo. Depois, cá estaremos alguns de nós, para tristemente confirmarmos, como em tantos outros aspectos infelizmente confirmo o que eu já havia dito: confirmarmos que talvez fosse preferível uma grande crise política (embora não política, mas governamental, pois há oposição à altura das nossas necessidades) e orçamental ...

Veremos...e espero não ter mesmo razão!

14.10.10

Oeiras: do melhor ao pior


Oeiras é uma Vila como tantas outras. Mas é também um tanto especial. Modernizou-se, em vários aspectos, em diversas áreas, urbanas e de actividades. Oeiras é hoje dado como o Concelho onde se auferem os mais elevados vencimentos, a nível nacional. Onde existem os maiores e mais importantes e, se calhar, mais organizados, parques empresariais. A grande maioria das multinacionais tecnológicas estão sediadas em Oeiras. E duas das nossas melhores Escolas Superiores. Mas Oeiras é também um Concelho de enormes contrastes e de profundas diferenças. Onde se encontra uma força de trabalho moderna e actuante, bem remunerada, também se podem ver no próprio Centro da Vila, onde outrora pugnava o Primeiro Marquês de Pombal e Conde de Oeiras, o homem forte do Reinado de D. José I, onde existia e existe o belo Palácio que a ele pertenceu e a poucos metros do mesmo, podem ver-se notas de descuido urbano, de incúria municipal. Não é Oeiras o único Município onde os edifícios devolutos pululam (neste Concelho até são bem menos do que noutros, bem mais ricos...) a par com modernos edifícios, ou com outros recuperados e de boa cara. Os contrastes em Oeiras, porém, persistem aos dias de hoje, mesmo apesar de nesta Vila e Concelho muito se ter feito, e muito pela mão do actual responsável camarário. Oeiras é também um município de belos jardins e parques públicos (onde, infelizmente se detestam cães e não se lhes permite a entrada e ...onde não se encontram tantas pessoas a passear como seria de esperar...) de alguma organização urbana, por vezes conseguida à custa de limitções exageradas, de regras despropositadas, quer para o trânsito, quer para os peões ( e para os cães) e onde, por essas razões, não há assim tantas condições de aproveitamento do espaço urbano, como seria de esperar. Onde o comércio está sempre nas vésperas de mais uma falência, de mais um negócio não aproveitado, porque o Centro desta Vila não é um espaço vivo e vivido pela população, residente ou visitante, mas antes um conjunto de ruas, com prédios decadentes, com fachadas sujas e sem comércio ou restauração, sem equipamentos de apoio às pessoas...um espaço fantasma, mesmo a horas de sol. Uma pena, num belo local, numa bela Vila.


Nem tudo é belo na Vila que se gaba de ser a mais rica do país. A que mais evoluiu em muitos contextos. Muito há para cuidar do espaço urbano, bem perto do Centro histórico e dos Palácios do Marquês de Pombal e Conde de Oeiras. Um Centro de Vila morto ao final de cada dia, com um comércio tradicional em grande parte decadente, sem equipamentos urbanos que sirvam residentes ou visitantes. Um conjunto de ruas que bem podiam ser mais vividas e que espelhasse o que o resto do Concelho se gaba de ser.


Lado a lado com edifícios recentes, encontram-se em Oeiras prédios devolutos que mancham a fama de que o Concelho se gaba. Podem ser interessantes para um fotógrafo, mas adequar-se-iam mais a uma cidade do Norte de África do que ao Município onde mais riqueza se produz por área, e por habitante. Podia, enfim, ser um exemplo, também a este nível, do cuidado urbano, dos espaços agradáveis e vivos, e não fantasmas, ao fim do dia, ou mesmo a horas laborais. Oeiras é mais um exemplo apenas, de muitos que por todo o país se encontram, onde se trabalhou bem e muito se fez, a muitos níveis, e que se modernizaram, mas que, também, nos últimos anos principalmente, se serviram muitas vontades, de interesses nem sempre coincidentes com os de espaços urbanos organizados, limpos, vivos e habitados, onde se estaria com prazer, para quem vive e para quem visita. Agora, com os tempos difíceis, nem quero imaginar o que pode vir a acontecer a espaços urbanos como este, do centro de Oeiras, ou de qualquer outro de qualquer município, por todo o país, numa altura em que os recursos serão muito, muito escassos.


Hoje, sente-se como muito positivo, todo o trabalho realizado neste belo Município, privilegiado, abraçando o rio Tejo, onde um magnífico 'paredão' é o lazer e o deleite de muita gente, residentes e não só. Onde se passeiam famílias, em grandes grupos, pessoas mais solitárias, entregues aos seus pensamentos, ou infortúnios, mas que ali, com a água e as praias, esquecem um nadinha das suas mágoas ou desilusões, ou, com mais energia, castigam o corpo, para lhe acrescentar em saúde, muitos  , com espírito mais ou menos desportivo. É o espaço de lazer de eleição das gentes de Oeiras, graças à oportuna visão do seu gestor municipal. 


Mas o Concelho carece de muito mais trabalho, talvez agora voltado para os pormenores, os detalhes que o consolidarão com a sua imagem de 'vanguarda' tão defendida pelos seus líderes políticos e gestores camarários.

O cuidado no arranjo do centro urbano, a sua limpeza, das ruas e das fachadas, a revitalização dos espaços públicos, com mais actividades e mais abertura e oportunidades a investidores no sector de restauração e de hotelaria, uma outra e mais eficiente, mais voltada para os utilizadores (não aprecio o termo utente, tão gasto por mentalidades sempre prontas a defender um inoperante e desequilibrado Estado-polvo...): um sistema de depósito e recolha de detritos mais consentâneo com uma Vila que se diz Europeia e moderna, onde cada um de nós não tenha de levar para casa manchas e cheirinhos desagradáveis dos respectivos contentores, ou mãos sujas por uma operação, em princípio, de 'limpeza'. Este sistema, com aberturas mínimas e ridículas nos contentores e com muito insuficiente número por todo o espaço urbano, não é compatível com 'uma preocupação para com os cidadãos, para com os habitantes' do Concelho dito mais moderno e rico do país...





Porque em Oeiras também há sítios e espaços tão belos como isto...



De uma janela assim se devia, a cada momento, abrir para um sol limpo, para uma Vila viva e bela, cheia de vida e de futuro, contemplar o nosso dia o nosso tempo, dito de modernidade e defendido como de qualidade...





13.10.10

Um exercício de vacuidades



O último programa de Fátima Campos Ferreira, prestigiada jornalista (mais pela oportunidade dos temos, pela qualidade na moderação ou pelo ritmo que serenamente impõe aos debates, do que pela inteligência nas perguntas e, mais importante, pela sua relevância ou quase-exigência da parte dos portugueses sobre perguntas nunca colocadas...enfim, um programa demasiadas vezes politicamente correcto para que se sinta como útil, ou contribuinte efectivo como opinion-maker), escolheu um interessante debate com os ex-Presidentes da Republica, nesse dia intitulados Doutores Honoris Causa pela Universidade de Lisboa.

Interessante, por curioso e ...porque podia ter sido oportuno. Mas bastamente inútil, pois que o único ex-PR que alguma coisa disse que roçou a utilidade, foi o menos preparado dele, o menos culto, o menos político e de quem menos se esperava, até pela sua mediania intelectual: Ramalho Eanes.

Soares, agastado e gasto, claramente desiludido com o seu Partido e com o seu líder, a dada altura voltou a gabar-se, coisa em que é Doutor de Cátedra reconhecida, referindo, falsamente, que um dia, em tempos idos, talvez há dois anos, no início da Crise internacional, avisou Sócrates de que a mesma, a crise, 'vinha aí' (o que só pode ser uma inverdade, dado que repetidamente o vimos na TV a repetir a cartilha do optimismo provinciano e irresponsável de Sócrates-Teixeira dos Santos). Ora...dito isto, nada mais disse a noite toda, que já não soubéssemos e o tivéssemos dito e repetido antes, muito antes dele, em teoria um homem com informação privilegiada.

Sampaio adora ouvir-se. Mas, como antes e como sempre, troca os pés pelas mãos e ...nada diz. Repetiu a ridícula doutrina gasta de mais de quarenta anos (ou sessenta) do marxismo e do anti-capitalismo, mesmo do alto da sua vida capitalista e super-privilegiada. De novo, de útil, nada lhe ouvimos.

Eanes, de quem menos se esperava, sintetizou numa frase o seu pensamento sobre uma das géneses da nossa crise, depois de afirmar, o que todos (os que não venderam a alma ao clubismo rídiculo, estúpido e cego do Partido do Governo) sabemos: que esta crise foi influenciada e vítima da internacional, mas que já cá estava antes de sequer se falar da outra (dos americanos maus e bandidos...os maus do capitalismo, contra os bons dos marxistas europeus que persistem em fórmulas, com provas dadas, de insucesso e desgraça miserável, por toda a Europa, por todo o mundo e, responsável primeira, após o Salazarismo e o Catalocismo anacrónicos e socialmente injustos, porque provincianos e obscurantistas, pelo nosso atraso, atroz, e imobilista, pela nossa miséria cultural, social e económica). Disse o mais esclarecedor, segundo a sua opinião e acertou, em parte, mas em cheio, na causa principal, aspecto fundamental para se procurar uma solução, sempre que há um problema (saber a causa, reconhecê-la, e depois ataca-la): o nosso Estado Social, construído nos anos da Democracia actual, e necessário e bem-vindo, não encontra base de suporte numa sociedade que não aumentou a sua riqueza ao mesmo ritmo. Esta, segundo Eanes, a causa fundamental para esta crise que não nos vai largar por muitos anos.

E o resto do debate foi um desfile de asneiras e anacronismos, um triste desfile de sombras do passado, imagem degradante de um país em depressão...

Quem não deve...

A serviço de uma transparência que nunca existiu, pois no seu lugar havia, e há, enquanto Sócrates se passear pelo Poder, com todos os seus defeitos e deformações (clientelismo, clubismo partidário, jogo de interesses, fomento e suporte de redes de influência, corrupção, défice democrático, autoritarismo, perseguição de adversários políticos, culto da imagem-narcisismo, centralismo...etc):

"Dados de contratos públicos apagados temporariamente do site oficial do Governo"


Um 'animal' político como em tempo se auto-denominou...que de 'político' tem 'demasiado' pouco... mas de incompetente arrogante e insuportável anti-democrático tem Tudo! Como se confirma a falta de transparência, como se confirma a chantagem constante sobre adversários, a coacção, e...outros epítetos mais 'feios' que só me sujariam o blogue.

1.10.10

A Vergonha

É uma vergonha. Este Primeiro-ministro, que andou a passear-se por Nova Iorque, no momento em que o seu (des)Governo preparava estas estúpidas e ineficientes medidas de combate à Crise (nacional, nada tendo a ver com a Internacional, ou muito pouco), vai à Assembleia da República recusar-se a responder às perguntas da Oposição. Como se o Governo não fosse, por Lei, obrigado a responder à Assembleia e dela dependesse.

Perguntou-se-lhe porque razão são agora necessárias estas medidas (que incidem sobre as pessoas, sobre funcionários do Estado e, por reflexo, sobre todos os trabalhadores por conta de outrem, mas que não resolvem estruturalmente nenhum problema do Estado e dos seus excessos: não são extintas instituições do Estado, como Entidades Reguladoras perfeitamente inúteis, Fundações obscuras e ainda por investigar, Institutos supérfluos, Direcções Gerais excedentárias, Freguesias a mais, Câmaras despesistas, etc...o problema estrutural continua quase todo por resolver. Não se tocou em nada. Mas as medidas propostas pelo Governo, ainda carentes de aprovação na Assembleia da República, são apenas, mais de 97% -só 3% dizem respeito a redução de estrutura!- conjunturais e incidem sobre rendimentos de trabalho ou das empresas, o que, mais cedo ou mais tarde terá de voltar aos níveis anteriores. Tal como o IVA, que irá suficar a economia, pelo lado do mercado. Quase um quarto dos preços dos produtos serão impostos! Quando poderemos voltar a ver crescimento económico? Dentro de...10 anos???!!)...a essa pergunta, colocada insistentemente diversas vezes durante o debate de ontem na AR, Sócrates simplesmente não respondeu. Ignorando e desrespeitando a AR, os Partidos e Deputados todos e...o povo português.

Insistiu ele no caso dos submarinos...que nada vale no contexto das (más) contas nacionais. Demagogo...e mal educado, como sempre. Já de Democrata, ninguém espera nada dele...

O 'timing' escolhido para anunciar as medidas, que já se sabia serem necessárias antes do Verão, e o Governo também o sabia, tem tão só a ver com os 'timings' dos nossos actos eleitorais: neste momento não se pode dissolver a Assembleia e demitir o Governo, pois que antes de oito meses não poderia haver eleições, e, consequentemente, o FMI poderia mesmo 'entrar' na nossa economia e finanças, impossibilitando qualquer crédito ao Estado português.

António Costa, um dos demagogos de serviço do PS, afirma que este PM e este Ministro das Finanças conseguiram o cumprimento do défice orçamental quando outros não o haviam conseguido. Nada mais falso. Meia verdade e o lado verdadeiro ainda torna esta afirmação mais irresponsável e omissora da Verdade (que o PS odeia): a forma utilizada para se atingir o cumprimento do défice orçamental foi a mesma que agora se utiliza para combater estas medidas (que nem irão ser todas cumpridas, como rapidamente veremos, nomeadamente no seguimento de Obras Públicas que deviam Todas ser congeladas, abrindo-se depois, num segundo momento, excepção para as que se tornassem mais caras por via de indemnizações a pagar, e já estivessem em andamento, e nomeadamente as reduções que têm a ver com aquisições de viaturas... veremos, já no início de 2011). Essa filosofia de combate a uma crise, inteiramente gerada pelos Governos PS, e significativamente mais por este Sócrates e por Teixeira dos Santos, por se tratarem de medidas que não incidem sobre a Estrutura do Estado, vai conduzir a uma forte recessão (falências em cadeia, por ausência de mercado, por ausência de crédito, por incumprimentos de clientes; queda do já muito baixo poder de compra,; crescimento do crédito mal parado; desemprego em crescimento exponencial; maior défice do Estado já em 2011, crescimento negativo do PIB; alargamento do fosso entre ricos e pobres; morte profissional prematura de desempregados de longa duração a idade maior, estagnação da economia, perca da já minada confiança no país...uma bola de neve, que se poderia se não evitar, minorar, com medidas fundamentalmente estruturais e não conjunturais e incidentes sobre Quem não provocou nem contribuiu para esta Crise..) e não vai resolver o problema.

Tenho vergonha de viver num país com uma criatura destas, mentirosa e incompetente, como Primeiro-ministro.