29.9.10

Consenso e entendimentos

Muitas são as opiniões sobre a actual crise, económica, financeira e governamental. Mas não política. Essa não existe, porque só um partido está em crise: o Partido Socialista.

Há quem defenda o entendimento entre PS e PSD. Há quem defenda esse entendimento alargado ao CDS. Há também quem defenda que é preferível não haver entendimento com o PS, mas que, antes, o Governo se demita e se caminhe para um novo ciclo eleitoral e político, visto o Partido do Governo e este, em particular, já de forma cabal demonstrado a sua incompetência e incapacidade.

Mas o PS não é um Partido incapaz. São-no sim os actuais elementos dirigentes do PS, Sócrates o mais incapaz e até ridículo de todos, mas de todos os líderes políticos surgidos após 1974, mas também Pedro Silva Pereira, arrogante e vazio de qualquer capacidade intelectual, Santos Silva, Jorge Lacão (lacão ou lacaio, sempre pronto a agradar ao 'chefe'), Teixeira dos Santos, um dos piores ministros das finanças do mundo e desde sempre, de Portugal, incapaz de governar as nossas finanças pela despesa decrescente, mas sim pela receita sempre crescente...enfim...já nem vale a pela falar de outros ministros medíocres, demasiado para merecerem qualquer menção.

O PS pode e deve fazer um entendimentos com outros partidos, mas um PS na oposição, e nunca, em caso algum com este Sócrates 'com a quarta-classe-de-adultos' que nem sabe do que fala, quando abre a boca. O PS deve sair do Governo, passar à oposição e sim, nesse caso, saber ter sentido de Estado entendendo-se com o Partido que ganhar eleições.

O oposto, que é o mais provável, num país de gente demasiado pacata, demasiado medrosa, pouco arrojada e muito, muito pouco empenhada no futuro do seu próprio país, será um caminho de estrangulamento económico por muitos e muitos anos. Nunca houve um ano de autêntico e forte crescimento do PIB com um Governo PS, em época nenhuma. E muito menos com este Governo de mediocridades evidentes. Nunca houve, bem pior e lamentável, bem mais deprimente, um ano só, um apenas, de redução da despesa pública.

O caminho: eleições. Novo Governo e Sócrates (e amigos abusadores da paciência do Estado e de todos nós) fora da política, sem contemplações!

Porque é melhor a demissão do Governo?

Esta crise não é, não foi, consequência da crise internacional. A crise financeira internacional iniciou-se com a 'bolha imobiliária'. Com o exagerado crescimento da construção imobiliária e associado crédito de elevado risco, que terminou com as falências de enormes empresas americanas e, depois, europeias. Em Portugal nada disso aconteceu. Mas já em Espanha aconteceu. Claro que, parcialmente, dada a fragilidade do sector financeiro internacional, o nossos bancos acabaram por sofrer algumas consequências, ainda assim com solidez (à custa dos elevados custos tradicionalmente passados aos seus clientes, como é hábito português...). Mas hoje, as dificuldades dos nossos bancos, em conseguirem crédito fora do país, tem a ver com o estado em que o Governo, este Governo PS e nenhum outro, com o seu despesismo e abusos de recursos, inexistente até, mas antes que se procuraram financiar exteriormente, deixou as nossas finanças e a nossa economia.

Este ano de 2010 devia ter sido um ano de fortes contenções e cortes nos custos do 'aparlho do Estado', nas suas inúmeras (e muitas inúteis) instituições. Mas não o foi. Em Espanha extiguiram-se cerca de vinte por cento das empresas do Estado. O mesmo que por cá Sócrates as fez crescer. Um quinto! Em resultado desta teimosia em fazer crescer o Estado e os seus custos, e depois nos fazer pagar com mais impostos, está à vista: o nosso endividamente já ultrapassa o que anualmente produzimos. E no início de 2010, estando já bastante mal, não se estava assim.

Então se este é o Governo responsável por esta situação em que estamos, é a ele que devemos dar a possibilidade de continuar por cá...a não executar as medidas por ele mesmo preconizadas, e, ao invés, a seguir caminho oposto, apenas para satisfazer a sede de poder de Sócrates?

Parece-me bem mais sensato (!) deixar acontecer uma crise governativa, que não chamo de crise política, pois há partidos à altura, competentes, para tomar a responsabilidade governativa. E não são os custos de um acto eleitoral que me preocupam. Custa-me mais saber que as medidas preconizadas pelo PS e pelo amigo FMI e OCDE levem à estagnação do país, por demasiados anos....mais de dez anos sem crescimento, não tenhamos ilusões.

Queremos IVA a 23%???

Crise e arrogância

A teimosia e a mentira: esta crise é resultado da crise internacional. Mentira. Esta crise já havia começado em Portugal nem se falava ou vislumbrava qualquer crise financeira mundial. Esta crise iniciou-se no dia em que Sócrates tomou posse. Começou pela arrogância, pela teimosia e pela incompetência do Primeiro-ministro. Contagiou todo o sector público com a sua arrogância e incompetência e mascarou tudo isso, com a propaganda. Com um sorriso na cara esconde-se muita podridão...

Esta crise iniciou-se no dia em que se voltou a decidir fazer crescer o Estado. Fazer crescer com a criação de instituições completamente inúteis, mas muito úteis aos amigos de Sócrates. Entidades reguladoras quando já os respectivos ministérios o são por natureza e definição. Faundações e Institutos onde os amigos e amigos de amigos se atropelam e atropela a sua ignorância e incompetência, sem nada produzirem e, mesmo que alguma coisa façam, tal podia ser efectuado por outro serviço ou instituição já existente.

O resultado: um Estado que consome anualmente metade do que se produz em Portugal. Isto é admissível? Um Estado que em funcionários pouco mais tem do que vinte por cento das pessoas activas, num contexto amplamente privado, e que consome mais de metade dos recursos do país. Mas pior...consome para não lhe dar quase nada de útil em troca. O Estado, ou a sua máquina tornaram-se autênticos alarves dos recursos do no Produto Interno, sem em troca fornecerem ao país nada que lhe seja útil. São empresas camarárias populadas e parcialmente inúteis, onde se podia dinamizar a união de empresas concelhias e poupar recursos, humanos e financeiros.

Entidades Reguladoras: um aborto vergonhoso que sancionam a ineficiência ministerial. Entidades que empatam o progresso e nada de interessante ou útil e eficaz nos trazem. São o braço do Governo numa espécie de censura civil, como se numa ditadura vivêssemos. São o abuso do Estado arrogante que agora transborda nessa atitude ao querer impor mais custos, mais impostos a uma sociedade eminentemente privada que necessita de crescer economicamente e assim é estrangulada.

O Estado ineficiente e pouco útil esbanja. O sector privado, nós todos, pagamos.

Se me perguntam o que é preferível, um mau orçamento ou uma crise política, que seja o início de uma era de correcção de erros e abusos, claramente prefiro a crise política, se a mesma implicar a demissão e evaporação de Sócrates e deste PS, como Silvas Pereiras, com Santos Silvas e outros arrogantes abusadores do Estado, de nós todos e da nossa paciência.

Fazem-nos pagar, insultam-nos, considerando que nós todos, fora do Estado (aparelho) é que estamos mal, somos caloteiros, somos desorganizados e somos mal formados (exactamente os epítetos de que é merecedor grande parte, felizmente não todo, o sector Estado). E ainda nos querem fazer aguentar com esta gentinha sem nível e sem formação, mas com uma insuportável arrogância.

Por isso: demita-se senhor Sócrates! Faça-nos esse favor, só esse. Que mais do que isso não esperamos de si, como esse mau feitio e atitude totalitária.

Vá-se embora!

24.9.10

Com este Setembro que nos entra pela manhã adentro...




Todas as manhãs o sol entrava pelas janelas da fachada sul do andar, um valor seguro. Um valor certo e pontual, ainda que esse amigo dos seus silêncios se viesse, por vezes, vezes demais, a esconder-se e a dar-lhe o cinzento do céu, quando mais lhe apetecia estudar e contemplar as sombras que a luz amarela e forte e quente projectavam nos umbrais das janelas e no piso da rua.

De valores seguros sentia já muito distanciamento. A vida ia-lhe dando lições e provas, e pondo-o à prova. A amizade, sim era um, mas em momentos mais difíceis, essa, parecia que se lhe escapava, como água a escorrer pelos dedos. Talvez transparente e pura como a água, talvez também certa e segura, sempre na sua mesma forma e estado, sempre existente, mas...nem sempre presente. 

O amor era um dos valores mais certos e é-o, independente de barreiras, fossem elas quais fossem, mas era o mais exigente também e, também, lhe exigia dedicação e alimento, tomasse a forma que tomasse.

Isto vinha-lhe aos poucos, entrava-lhe como o sol, atravessando os vidros das janelas que o separavam da rua, mas não dessa luz fantástica e pujante de uma manhã de Setembro. Chegavam-lhe memórias, selectivamente, pois filtrava as outras, as residuais mas não persistentes, de que não queria mais saber. Com esse sol de manhã de Setembro queria apenas, como o vidro dessa janela, que só era permeável a um certo tipo de radiações, ser também complacente com as memórias boas. 

Há memórias que nos dizem como pode ser o dia de hoje, mesmo que se refiram, como é o caso, a algo que já só está na nossa cabeça. Por memórias boas deve entender-se as únicas que nos podem ajudar, hoje e amanhã. Mas todas elas são a nossa escola pessoal, o nosso ensinamento individual e aprendizagem, quase, exclusiva. Quando nos vemos em momentos de silêncio, o amigo cão a nossos pés, somos suavemente empurrados, com frequência e repetidamente, a vermos o filme das nossas vidas. 

Esse sol pela janela...também o levava a desejos, sonhos e aspirações...

...um dia, gostaria de ser um escritor autêntico. Sim, escritor. E, no entanto sabia que nunca o seria. Sabia, é uma forma de dizer, pois do futuro sabe-se apenas o que podemos hoje tentar construir e preparar dele. Precisamente com tudo o que já nos foi ensinado e os erros e coisas certas que se foi fazendo. Mas ainda mais com a vontade...que esse sol brilhante e forte lhe transmitia em energia, tanto quanto em determinação. 

Como alguém um dia disse...repetia ele, olhando para fora, uma vez mais o sol a chama-lo às coisas boas e positivas e melhores que soubesse viver, um dia faria...um dia seria...só não sabia exactamente quando. E queria sê-lo e faze-lo com todos aqueles que hoje o acompanhavam, ao perto e ao longe, pois também os devia haver. 

Um dia...num outro dia, mas com esse mesmo Sol, seguro e certo das manhãs todas...

15.9.10

A demagogia e o anacronismo do PS

'O PSD só tem um único objectivo: por em causa o Estado Social em Portugal'. Ou seja, o PS vive, contra-corrente num tempo que já não existe e, julga, assim, estar a proceder bem, sendo, ou dizendo querer ser, proteccionista, providencial, alargando os tentáculos do Estado, que não é pessoa de bem, como sempre demonstra, ao ser o pior pagador, ao não cumprir com os seus compromissos, ao ser esbanjador, mau administrador e, depois, cobrar aos portugueses essa má administração.

O PS não observa o mundo à sua volta. Por cá, e fora de Portugal.

Ouvi, e li, desde o início da crise financeira, e económica, portuguesa e mundial, que após esta tudo iria mudar. No sentido em que alguns abusos de poder por parte de bancos e sector financeiro, iria esbater-se ou desaparecer. Não só não é assim, como se agravam e agravarão as atitudes e comportamentos abusivos. Abusivos porque, se a generalidade dos seus clientes têm agora dificuldades económicas, o grosso do dinheiro disponível na Banca, pertence aos mesmos clientes que são desde há muito mal tratados pelos mesmos. E o Estado? Não subsitui, desde há algum tempo e, agora mais, essa atitude de abuso da banca, e não só da banca, mas de uma EDP, de uma PT, de uma Vodafone, de uma GALP (!!!), de quase todas as grandes empresas que controlam um mercado que é tudo, menos concorrencial e livre?

Pois...como se sabe e se tem notícia, diariamente, os causadores da crise, precisamente os investidores, e a própria banca, e, mais, embora não particularmente em Portugal, as empresas construtoras e imobiliárias, mas também os fornecedores de energia, ao desiquilibrarem os mercados, com custos surreais e abusivos para empresas e particulares, não só não 'melhorarão' o seu comportamento, como o agravarão e muito: os custos da crise e, insisto, a crise em Portugal pouco teve a ver com a internacional e subsistirá muito para além desta, serão e já o estão a ser, passados para os clientes, para todos nós. Com subidas de spreads, com dificuldades de crédito acrescidas e injustificáveis, pois o problema do incumprimento do crédito foi gerado pela banca e pelo Estado, com a consequente e crescente dificuldade das famílias, dos privados e dos empresários. As atitudes de abuso e arrogância, fruto de má gestão comercial por parte da banca, continuarão, com a liderança anacrónica e salazarista desconfiança do BES e do seu Presidente. A banca não prescinde dos seus rácios e nós todos teremos de pagar as suas más estratégias.

O Estado, por seu lado, inflama-se todo contra as pessoas normais, exorta-nos à poupança, a uma poupança impossível, com o mais elevado nível de taxação de toda a Europa, os custos energéticos mais elevados, das telecomunicações, das escolas (onde se insiste na compra de manuais, mesmo que agora já não sejam substituídos anualmente, ao contrário de uma Suíça, onde os livros ficam nas escolas e é avaliado o seu estado de conservação, passando anualmente, de aluno a aluno, se estão em boas condições e essa mesma consevação em bom estado é incentivada, pelo desconto ou bónus nas classificações no final do ano...mas a Suíça é um país pobre com um povo em grandes dificuldades...), das taxas camarárias, dos combustíveis, da água.

Não é o Estado, ou os seus maus, medíocres, administradores, o pior dos abusadores? Com o mais elevado nível de impostos de toda a Europa? (com o conjunto dos impostos que pagamos? sobre o rendimento do trabalho, sobre os nossos bens, sobre as 'mais-valias' que são tudo e e qualquer coisa, sobre o uso, sem retorno de serviços de mínima e elementar qualidade, como os saneamentos de redes públicas camarárias, de escorrências de águas, de recolha e reciclagem de lixos, em que nos temos de sujar todos ao depositar embalagens nesses contentores aberrantes...etc).

Afinal, este mesmo Estado que o PS defende, que pretende alargar, com nacionalizações, com tomada de poder em empresas privadas, com aberrantes e anacrónicas golden-shares, será melhor do que a sociedade privada? Nunca, até hoje, o demonstrou ser melhor, mas sim, ser despesista e bem menos eficiente. Ser perdulário e não ter critério, excepto o de ajudar amigos de Partido e familiares, no que toca a distribuição de recursos, que nem ao Estado pertencem, afinal, pois estamos empenhados a quase cem por cento do nosso Produto (PIB)...

Se o PS pretende continuar a ser demagógico, ao pretensamente, passe o pleonasmo, defender um Estado-social, decrépito e sem futuro, que olhe então para um país comunista,q ue acaba de anunciar o despedimento de cerca de meio milhão de funcionários públicos: Cuba, que em tempos Otelo Saraiva de Carvalho disse ser um exemplo em termos educativos (?!). E que hoje dizem alguns ser um exemplo e uma fonte de soluções na Medicina...(ignorâncias...)...se o PS insiste em defender um Marxismo apenas já residente na História, qual dinossauro das ideologias... pois que se fique nessa anquilosada ideia, mas que não impeça a nossa sociedade de seguir o seu caminho.

Coisa que aliás não conseguirá impedir, até por força de fazermos parte de um espaço europeu bem mais moderno e dinâmico, do que o imobilismo tradicional do Partido Socialista.

Levar-nos ao caminho da socialista Grécia, Não Obrigado.