30.3.10

Altruísmo - Egoísmo


Altruísmo. A preocupação com os outros. Quantas vezes se usa de um altruísmo? Somo altruístas? E em que extensão o somos? Até que ponto o somos numa relação sentimental? Quantas vezes assistimos...de outra pessoa em relação a terceiros?

Estas perguntas fazêmo-las ou nem sequer perdemos uns minutos no nosso dia, na nossa vida com elas? E o egoísmo?  Como funcionamos como egoístas? Ou pensamos todos que somos altruístas por ser um, julgamos, sentimento mais nobre e superior ao outro, mais pobre e inferior? Achamos mesmo que ser (mais) altruísta é mais 'bonito', elegante, mais humano do que ser egoísta? E, assim, colamo-nos à ideia de 'nos preocupar-nos mais com os outros do que connosco mesmos...

Errado, nada mais errado! Os dois 'sentimentos' e atitudes, posicionamentos pessoais, são precisamente 'equivalentes' no que toca à sua 'humanidade' e ao serem 'adequados' ou não. Qualquer pessoa tem atitudes e até pensamentos egoístas tal como altruístas, dependendo do momento, da situação, das circunstâncias e das pessoas a que dizem respeito. Uma coisa não é melhor ou pior do que a outra. Interessante é ver pessoas que dizem algo como  um amigo ou amiga dever 'cuidar de si', para 'melhor poder cuidar de outros' e depois negar sempre que se deve ser egoísta em qualquer momento ou situação. 

Mais ridículo, sim é o termo, é a insistência de que sentimentos de amor são de preocupação com o outro, são altruístas. Precisamente o seu contrário. Esse é exactamente o sentimento mais egoísta que se pode ter e viver. É um egoísmo a dois, se se quiser. Sendo os dois igualmente, ou aproximadamente, egoístas, o equívoco é o se verem como altruístas. Mas ninguém ama se não se sentir amado. E estamos a falar de amor, passional entre adultos, ou de amor paternal ou fraternal. Ou outra forma. E, aliás, se for amor paternal ou fraternal, já se começa a perceber melhor que, na realidade, só se ama, se nos soubermos amados. Não? E, também, por isto se pode inferir que o egoísmo não é um sentimento menos humano ou carinhoso, ou aceitável do que o seu oposto. Apenas a nossa raiz cultural e religiosa nos imprimiu estes preconceitos e juízos desproporcionados sobre cada um dos conceitos. 

Ou seja, quase precisamos de uma verdadeira revolução de conceitos e ...de sentimentos e atitudes. Seríamos todos mais saudáveis e autênticos e, até, respeitadores das atitudes dos outros. 

28.3.10

Não é um Domingo qualquer...


Domingo. Um dia inútil. Serve aos religiosos, aos....fúteis. Claro que serve para descanso. Claro. E merecido. Mas é um descanso...que se pode tornar...um problema, um sofrimento, do qual anos mais tarde, ou nem isso, nos damos conta.

Nada tenho contra o descanso semanal. Cultivo-o, procuro-o, utilizo-o. aproveito-o. Mas um dia sem nada fazer...até pode fazer sentido, se ao lado de alguém que nos dá aquela paz que compensa tudo o mais. De resto, não é apenas mau, é prejudicial. Por isso, Domingo, um dia para ir ao sol, mexer as pernas, activar os neurónios, olha em volta e repensar onde estamos, em que ponto da nossa vida e da dos outros nos situamos. E em que vida podemos, ou podíamos estar.

Não. Mesmo assim é pouco. Devia ser um dia, de verdade, para ser mais vivido do que os outros da semana. Trabalhar é preciso, necessário, fundamental. Mas viver, é essencial. Viver hoje, já, o que nem sabemos se amanhã teremos. E...há Domingos e Sábados que não nos permitem.

Ir de manhã ao café, à pastelaria ou o que seja. Um café e um folhado misto, por favor. Pode levar-me ali àquela mesa? Obrigado.
Sentamo-nos lá fora, a aproveitar um dos primeiros fins de semana da Primavera, um belo dia de sol. Esplanada quase vazia.

Os portugueses não apreciam o sol, a luz, a vida! Preferem o interior, a sombra, a tristeza, a auto-comiseração, a bisbilhotice, a leitura de 'A Bola', ou do 'Record' (de O Jogo, que é preciso haver um jornal com uma tendência para cada um dos três- porquê só três??- dos 'grandes clubes' de futebol. O resto nem é desporto. O que não é resto, é ignorância e estupidez, depressão atavio intelectual, mas ...não sabem. Como um alcoólico, um drogado, um doente mental que não tem consciência do seu problema...). Do outro lado da rua um homem com ar perdido olha mais de três vezes para a porta de uma farmácia fechada, como a duvidar do que os seus olhos vêem. E olha à sua volta umas trinta vezes, com um sorrisinho de idiota chapado...aquele homem não pode ser 'daqui'...deste mundo, pelo menos.

Na mesa à frente fala-se do grande acontecimento nacional, que nos dará mais e melhor vida, a bem provável vitória do Benfica na Liga. E escrevo. Sobre coisas minhas, sem sentido para mais ninguém, ou talvez alguém. Não sei. Não interessa, não está ali comigo. Um sol e uma manhã de paz. Mas perdida. Escrevo uma frase, levanto a cabeça a confirmar se o mundo, nesse lapso, já mudou. Mudou para o que eu quero. Se parou, se suspendeu a si mesmo e ...

Mas nada. O Domingo igual, o dia de sempre. Uns estarão na missa, nesse culto...de incultos. Nessa rotina a que gostam de chamar tradição e bons costumes portugueses, de gente de bem e outras 'pataquadas' que tal. Ah! E se não somos por essas coisas, de tradições, então...seremos uma espécie de esquerdistas (acreditem que me esforço por ainda tentar perceber na cara de cada pessoa que vejo na rua ou a falar comigo, se é 'de direita' ou ' de esquerda' para as poder meter nesses 'clubes' nem sequer criados em 1789, na Revolução dos amaneirados franceses. Não consegui até hoje, mas vou continuar a insistir, prometo.) Ah! Os portugueses adoram sentir-se parte de um clube: o do partido tal, da ala política tal, do clube de futebol 'x', da religião coisa e tal, das tradições ou contra elas...lindo! É tão lindo ser português e viver Domingos assim, vazios, sem quem queremos, mas com a TV, e tão fúteis.

Fiquem-se vocês, vou dar corda aos sapatos e irritar-me comigo mesmo. E...aguardar, eu sei porquê...

Por fora a serenidade, por dentro um rebuliço! Viva o Domingo.

27.3.10

PSD e o país


O PSD tem novo líder e líder novo. É sempre uma esperança de renovação, concorde-se ou não com tudo o que foi dizendo. Há momentos para discutir, momentos para criticar, para fazer sugestões. Esse momentos são sempre. Mas a atitude é que deve mudar. Eleito o líder, a atitude deve ser outra. Construtiva.
Não interessa apenas ao PSD que um novo líder tenha sido eleito. Interessa ao país. E não interessa ao novo líder apenas o PSD. Interessa o país. Mais até. Porque um dia ela será mesmo o Primeiro-ministro. E...será bom que esteja preparado.

Portugal não pertence a nenhum Partido, a nenhum líder partidário e a nenhuma individualidade, por mais genial, informada, preparada e superior que possa ser. Portugal pertence aos portugueses e para sempre.

Nos últimos tempos o PS tem-se ocupado da propaganda, mas desta feita a da desconstrução. A propaganda de serem os outros os responsáveis pela não -governação. Mas o PS é que tem o mandato para governar. E ainda nem começou. Um dia destes estaríamos como a Itália, que há anos quase dispensa os seus Governos e vive à margem das regras e das leis, e do Estado, entidade abstracta constituída por todos os que vivem num espaço independente e nacionalista (no bom sentido). Esta não é uma definição de Estado, entenda-se.

Nos últimos tempos o PSD tem tentado fazer duas coisas distintas: procurar um rumo diferenciador do PS, que faça sentido ao país e procurar voltar a ser um Partido de Estado, governamentalizável. Em minha opinião tem conseguido, mesmo a custo de perder eleições. Não tem de haver dramas por não terem conseguido ainda substituir um PS feito de redes de interesses e mentirosos, de quem se desconfia de corrupção, a pior 'chaga' de um político, de um Partido e de um país.

Agora o novo líder deve antes de mais, reflectir. E observar à sua volta, a atitude e comportamento das pessoas que o podem ensinar. Porque todos temos sempre a aprender. Na política, na vida, no amor, na amizade. Em tudo. E, neste caso, a humildade, em associação com a capacidade de gerar as suas ideias e linhas de actuação próprias e a sua determinação e capacidade de liderar e...de governar.

Fala-se muito na necessidade de Passos Coelho unir o seu Partido. Mas essa não deve, sequer por um minuto, ser a sua mais imediata preocupação. A sua preocupação e dever é construir tudo isto: a sua imagem de líder forte, inteligente e carismático, com evidentes capacidades para 'cortar' com os enormes erros de Portugal e, claramente, do PS. A união do PSD, que ao seu Partido interessa sempre mais do que ao país, mas obviamente essencial a todos nós que só podemos, os democratas e os interessados pelo país onde vivem, querer partidos fortes unidos e capazes de gerar condições de governação ( a começar no Parlamento...) e de melhor vida para todos.

Passos Coelho deve, porque ao PS e seu decadente e mentiroso líder já nada se pode pedir por agora, até que substituam esta criatura... Passos deve ler os sinais de figuras exemplares com sentido de Estado. Angela Merkel que recuou no radicalismo anti-europa e anti-grécia em que vinha a cair a Alemanha. Ferreira Leite que ajudou a aprovar um PEC medíocre e ineficaz que nos trará mais pobreza e falta de esperança, mas que não tinha em si mesmo e agora uma alternativa rápida e consistente, com os meios miseráveis gerados por esta gente medíocre (Teixeira dos Santos, José Sócrates...).

Reflectir sem desmentir o que disse, mas perdendo os tiques de rapaz irreverente. Concordo por exemplo com o fim de um Banco como a CGD como banco do Estado, e com a sua futura privatização. Mas tudo a seu tempo. Tal como na nossa vida pessoal. O tempo tem de ser o adequado a tudo. Isto ao contrário da, já gasta, máxima de Sócrates de que decidir mal é melhor do que não decidir. Em oposição total! Nunca decidir mal. Nunca. E ainda assim decidimos, apesar do nosso esforço em sentido contrário.

A este novo líder do PSD espero que o norteie este simples princípio: observar à sua volta ouvir,aprender, reflectir e decidir sempre bem. Tal como nas nossas vidas. Não é muito diferente, mas a responsabilidade é, sim, bem maior.

Que tenha e nos dê longos dias de boas decisões e sensatez!

Parabéns Pedro Passos Coelho! Espero muito de si! Esperamos todos!

Um Sábado qualquer, num lugar qualquer


Despertar num Sábado anónimo, qualquer. Estar anónimo, num lugar qualquer. Sem telefones a vibrar, a dizer-nos de alguém coisa alguma. Uma paz, falsa. silenciosa, enganadora. O silêncio do dia, o vazio das horas que passam para nos dar ...coisa nenhuma.
Sabemos que há uma barreira que se irá ultrapassar. Um dia que muito pode mudar. Esperamos, porque nem sempre somos nós que podemos Fazer. Ou o que podemos, é precisamente...esperar. Mas talvez não...

O dia começa com pensamentos muitos, a assaltar-nos e enganar essa paz redonda, mole e ...com fim à vista. Depois da paz, vem uma outra? Feita de dias agitados, pelas coisas melhores. Um outro tipo de serenidade. Uma serenidade que virá de dias activos, de vida vivida, de toda a energia que iremos receber e deveremos saber dar.

O dia começa e ainda não se sabe quando acaba. Se acaba. Esperemos que depressa, por umas razões. Esperemos que nunca, pelas boas.

Quando se muda uma vida, deve-se abrir portas a outra(s). Quando a janela se abre entrará sempre luz. Quanto mais nos custe a mudar, mais a esperança dever ser forte. Deve-se dar-lhe a oportunidade. Nada vem ter connosco, e se vier, não devemos estar entre paredes, fechados, nem numa paz falsa, nem numa intranquilidade decadente. Melhor é sempre, irmos nós procurar, encontrar. Ao encontro. Se formos capazes.

Mas só o sabemos se abrirmos a porta e formos lá fora, activamente. Em busca. Por vezes sem saber o que olhar e procurar. Algumas vezes sabendo-o ainda sem que com a certeza de o conseguir. A busca, a procura, a actividade e abertura, são as únicas formas de sairmos de um ...Sábado amorfo, redondo e sem fim... E já são tantos...

Um Bom Sábado, de vida e Sol! Por dentro e por fora!

21.3.10

Dia Mundial da Poesia


Mal nos conhecemos

Alexandre O'Neill


Mal nos conhecemos

Inauguramos a palavra amigo!

Amigo é um sorriso

De boca em boca,

Um olhar bem limpo

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.

Um coração pronto a pulsar

Na nossa mão!

Amigo (recordam-se, vocês aí,

Escrupulosos detritos?)

Amigo é o contrário de inimigo!

Amigo é o erro corrigido,

Não o erro perseguido, explorado.

É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!

Amigo é uma grande tarefa,

Um trabalho sem fim,

Um espaço útil, um tempo fértil,

Amigo vai ser, é já uma grande festa!

Primavera


E cá está a Primavera. Durante os dias chuvosos e frios deste último Inverno, com uma série de grandes e pequenas catástrofes a marcá-lo, a inscrevê-lo na história, quase se podia ter pensado que a Primavera já não vinha...

Mas a Primavera chega sempre.

Assim, também, connosco, com a nossa vida. Basta um dia, um simples e único dia, e tudo muda. Num dia, tudo parece ruir, tudo nos parece negro e sombrio. No dia seguinte, cá estamos, ainda com o Inverno 'às costas', com os dias escuros e pesados, como se sabe, também, necessários, custosos mas necessários, como a chuva, o frio, o vento e as nuvens negras, mas estamos, já noutro dia, com sol por fora e por dentro, a acreditar.

Ainda levamos as nuvens negras lá bem em cima, mas já o sol vai surgindo, a temperatura vai mudando.

A Primavera, e a nossa, interior e exterior, nas nossas vidas, está aí...a chegar!

Esta estação, em que as flores são a promessa da renovação, o fim da hibernação dos animais, renova os seus ciclos de vida, é a estação da promessa de dias melhores, a confiança no futuro, a garantia do sol, de novo a brilhar.

20.3.10

Tempo

Volta e meia o Tempo prega-nos uma partida.
Ou não o Tempo, em si mesmo,
Mas ele é o único 'juiz no jogo',
Neste jogo intricado,
Entre os melhores momentos (tempo...)
E aqueles em que nos cai tudo em cima.

Neste jogo lindo e fantástico,
entre o acreditar em tudo,
E em muito, e em si mesmo confiar,
E sentir uma exaltação a crescer,
Porque o tempo, afinal,
Vai levar-nos a esse dia,
Em que muito ou tudo há-de mudar.

Neste jogo diabólico, entre a confusão
Que se instala, o pessimismo que chega,
Uma incerteza que cresce,
Uma sombra que nos persegue,
E nos faz voltar a cara,
A tudo o que mal nos parece,
A tudo o que aceitar não se quer.

O Tempo, juiz impiedoso,
Ganha então a sua importância,
Que nunca deixara de a ter.
Releva-se a si mesmo e apodera-se,
Será ele que nos vai fazer, afinal,
Voltar a decidir o jogo
Que queremos tenha um papel.

É o tempo que nos vai dizer,
Em que jogo entramos,
Em que jogo tudo se decide,
Se no de uma vida em paz,
Se numa paz feliz a sorrir,
Se no do silêncio dos tristes.

Enquanto esse juiz não decide,
Nem alguns de nós não choramos,
As tristezas trazidas pelo
Mundo que se nos abate,
Alguns de nós choram,
Outros nem o podem fazer.
Enquanto o Tempo não permite,
Resta-nos enganar o Juiz
E acordar um novo dia
Sorrindo ao Tempo que aí vem!

Mas o Tempo muda
A cada momento
E dá por nós distraídos
E quando ainda um de nós Chora
Outro já lá vem a Sorrir!

19.3.10

Verdades com humor...

Não escrevi este texto, mas tenho pena.
Autor desconhecido para grande pena minha...

ANTES DA POSSE



O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.


DEPOIS DA POSSE

Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA

16.3.10

Novas manobras de encobrimento do Ministério Público

O Ministério Público prepara-se para arquivar, ou destruir, as provas contra Sócrates, no caso Freeport.

Uma coincidência. Esta defesa intransigente de um indivíduo, sobre quem existem tantos indícios de ilicitudes, ilegalidades, actos de corrupção, de manipulação, de criação de rede de influências, de intimidação dos que não lhe são próximos ou o criticam, de interferência em empresas privadas, de ameaça e chatagem de perda de negócios do Estado se não forem acatadas as suas vontades, de criação de órgãos e entidades directamente nomeadas, dependentes e manipuladas por ele...

Esta defesa cega e surda de uma criatura que não apresenta neste momento nenhum dado nem sinal de que possa merecer não só qualquer confiança, como até de lhe dever ser votado um distanciamento, um afastamento e um esquecimento do mesmo, dos anais da nossa triste, vergonhosa recente história, vai arrastar para a valeta e p descrédito público entidades como o Procurador Geral da República, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o Governador do Banco de Portugal (que se está a por a milhas a ver se ainda vai a tempo...), de vários Procuradores-adjuntos do MP (da confiança do PGR, que já não a confiança de ninguém, excepto da corrupta direcção socialista actual (mais perto do seu fim do que de outra qualquer coisa...).

De cada vez que surge algum indício, prova ou suspeita sobre a Criatura vergonhosa que ainda nos Governa, prontificam-se os seus bem colocados (por ele) amiguinhos a desmentir, mandar arquivar, mandar destruir provas. Mandar destruir provas? Mas essas provas são património da Justiça e do Estado. Ou isto é a vergonha de Hugo Chávez?

Esta vergonha nacional que alastra, todos os dias agora, vai levar, mais dia, menos dia a um Petição Pública, ou a coisa muito pior, de movimentações sociais, e obrigar, forçar o Presidente da república, que parece ainda acreditar n Pai Natal, a tomar um posição.

Não quer a Oposição as eleições para substituir Sócrates tão cedo...

Mas o certo é a agenda política já nem pela Oposição é ditada e que se preparem pois as coisas vão se degradar e de forma exponencial e vertiginosa!

Ou as coisas mudam, e Sócrates é corrido do Poder, e os seus amiguinhos mentirosos e membros da sua rede de corruptas influências ou vai haver convulsões neste país...

Ou o Presidente toma uma atitude brevemente, ou terá o povo de a tomar...

Não há volta a dar...a criatura não presta mesmo

Novos documentos implicam José Sócrates no caso Freeport...

José Sócrates C. Pinto de Sousa, Pedro Silva Pereira, Pinto Monteiro, o Presidente do Supremo Tribunal. Uns por serem corruptos e mentiras, outros por encobrirem a todo o custo (vai-se tornar, rapidamente impossível...muito em breve, conseguir conter toda esta mentira de gente corrupta e prepotente...), estamos numa fase da nossa pobre Democracia, como nunca antes conhecemos.
Mas ainda há pessoas que, perante tanta evidência, precisem de provas... e por isso, tão só por isso, mas por muito mais também, já seremos o único país da Europa civilizada, e dos poucos no mundo, onde um Primeiro-ministro e vários dos seus ministro não consideram sequer a possibilidade de se demitirem. De cada vez que aparecem na Televisão, ou numa qualquer reunião ou acto oficial, alguns dos que estão a assistir, ou a maior parte (ou ainda, todos) vão sentir que têm pela frente governantes que além de mentirosos são ladrões e são corruptos. Bela imagem! Lindo este país!

De tal forma nos pretendem assaltar, com impostos disfarçados, ou cargas fiscais adicionais, agravadas (ou eufemismo para encobrir subida de impostos) que um dia destes, sob o manto pérfido desta imensa e profunda, desgastante e indelével, vergonha colectiva, de ter governantes corruptos e mentirosos com a maior desfaçatez e à vontade, um dia destes, dizia...já nem teremos poupança que nos permita metermo-nos no avião e desaparecer daqui, deixando para trás esses ilustres ignorantes cegos e clubistas ferrenhos que insistem na tese da cabala anti-PS.

Comporte-se o PS com sentido de Estado, limpe a vergonha dos seus dossiers e varra com estas criaturas indignas da história de um Partido, com história e louvável, democrático.

14.3.10

PSD: Há erros que não se podem cometer


O PSD, no seu Congresso que hoje terminou aprovou uma alteração estatutária, uma regra, totalmente oposta ao espírito democrático que presidiu à generalidade das intervenções durante o mesmo. Um regra que permite aplicar sanções, de suspensão até dois anos ou mesmo de expulsão do Partido (como?) a quem criticar as orientações da liderança, especialmente nos períodos de eleições directas internas.

Uma regra ridícula, completamente estúpida e contra a inteligência de qualquer democrata. Uma regra que terei, se houver oportunidade TODO o PRAZER em desrespeitar. Porque sou contra todas as formas de cercear a liberdade de expressão e não admito que o meu Partido as venha impor. Nunca! E se tiver de ser, será. Com os tribunais a ver quem tem razão.

Uma coisa é que cada um use de bom senso e que, fazendo parte de uma organização, ou que com ela simpatize, não procure destruir ou provocar o surgimento de facções sem consequências outras que não sejam os seus interesses, passando por cima dos do Partido a que se diz afecto ou militante. Outra é esse Partido não confiar nos seus próprios militantes, mas depois até queres efectuar Congressos (e o PSD é campeão deles) e eleições, pedindo a participação de todos.

Não se pode passar dois dias a zurzir contra a evidente atitude anti-democrática do PS, já sobejamente conhecida, e que nem tem destas regras, mas que na prática usa dos mesmos preceitos e preconceitos e inseguranças, e depois fazer ainda pior do que os outros.

Ridículo! Vergonhoso! E Pedro Santana Lopes, cá me tem para não cumprir coisas destas. Já por coisas parecidas e mais subtis, me escusei sempre a maior e mais activa participação partidárias, quando vejo pessoas como algumas que vi, a nem saberem expressar-se e com responsabilidades, nomeadamente em secções do Partido em Lisboa, que se esquivam a discutir com o povo, decisões suas enquanto vereador na Câmara de Lisboa e inventam um acidente de viação inexistente, para não comparecer numa reunião (há cerca de três anos...) promovida pelo mesmo, para discutir os problemas da droga, em Benfica...porque os populares não concordavam com a sala de chuto prevista para o Bairro do Charquinho...

Quando vejo gente desta, que mancha o PSD, ainda surgir no Congresso...e falar, sem saber falar...

Quando vejo em que se tem transformado o Partido com que simpatizo e milito, numa vergonha que não trará confiança aos portugueses...
...mas a sua veemente condenação. Por coisas destas, bem podem considerar as eleições perdidas. Esperemos para ver.

Como querem algum dia ser alternativa a um Partido tão pouco honesto e tão pouco competente, cheio de redes de influências se deixam nódoas como esta ( e esta gente...) a deteriorar tudo o que sempre foi o ideal de um Partido de gente livre e moderna, com regras tão anacrónicas como vergonhosas?

Os militantes verdadeiramente democratas só lhes vão dar um única hipótese e uma só: anulem esta e outras regras semelhantes. Esta não é uma sugestão. Quem é soberano num Partido, como num país, não são os líderes. Nunca são. Os líderes, lideram, não mandam. Os autênticos, não precisam mandar. São respeitados e seguidos. Não há, no caso de existir um líder genuíno medo de críticas nem opiniões divergentes. Um líder ouve, discute e decide. A sua decisão, após ouvidas as pessoas, deve ser seguida, mas não tem de ser dogmática, nem precisa. Nem as suas decisões se podem tornar inquestionáveis, ou então ...esqueçam a Democracia. E sujeitem-se ao que vier depois. Uma decisão de um líder ou de uma Direcção não tem de ser aceite apenas porque sim. Mas porque exactamente é o sentido e a vontade da generalidade das pessoas lideradas. Nunca ao contrário. Nem num Partido, nem no País- Nem com uma Direcção partidária nem com um Governo ou com o seu Chefe.

Esperemos pois pelas consequências desta vergonha.

13.3.10

PS, PSD e viver da política

Apesar de todas as promessas e de toda a propaganda, as despesas públicas de funcionamento aumentaram ao longo dos últimos 4 anos, sendo bem o espelho do fracasso da política económica do actual Governo.

Despesas públicas de funcionamento

Ou seja, continuamos a viver em mentiras, falsidades e omissões com um único propósito: a manutenção do poder a qualquer custo, a custo nosso, elaborando numa imagem do país que nem existe, nem nunca existiu. Nunca existiu, um único ano, uma só vez, com a governação socialista. O PS aprendeu bem a 'amiga' Espanha, especialista na fabricação de estatísticas, que já lhes deu grandes dissabores no passado e no presente, com a União Europeia.

A diferença entre ser-se PS e ser PSD ou CDS: depender ou não da vida política para ter sucesso, ser ou não capaz de construir alguma coisa por si mesmo, ter sucesso, sem o Estado directa ou indirectamente. O PS foi sempre o Partido com mais pessoas dependentes da vida política. Gente que nunca teve outra ocupação que não fosse a vida política, o que em si mesmo não tem de ser mau. O que é mau é a necessidade sentida por essa gente de ser eleitoralista, usar a propaganda para inventar, mentir e transformar a realidade, de modo a criar nos eleitores uma imagem, miragem, não compatível com a realidade. Foi sempre isto que fez o PS, desde sempre, desde Mário Soares, melhorado com Guterres e agora levado ao máximo expoente por esta criatura sem qualificação.

O PSD gerou-se de gente com vida para além da política, mas nos últimos anos, desde Cavaco Silva, altura em que este Partido cresceu muito, fruto do sucesso de Cavaco, como sempre acontece em qualquer Partido, absorveu pessoas exactamente do mesmo calibre das que dão estrutura ao PS: político-dependentes e clientelistas. Deteriorou a sua vida interna e manchou a sua imagem a níveis difíceis de recuperar. Veremos o que sucede com o novo líder, mas pelas indicações que surgem, não respeitantes à pessoa em si, mas ao grupo que o apoia, não se augura nada de muito melhor.

Todos os Partidos têm pessoas de valor e que dizem coisas com sentido e valor. Indiscutível. Mas o geral das pessoas e as razões pelas quais alguém se filia ou simpatiza num ou noutro, caracteriza depois a própria organização partidária. Há partidos com pessoas que não vivem apenas da política e outros o seu oposto. Em si mesmo, isso não é negativo. O pior é o uso que se faz disso.

É o caso deste PS, que vive e usa o Estado, que por acaso, somos todos nós. E fabrica estatísticas e números, cada vez mais difíceis de esconder.

Veremos o que nos traz o Congresso do PSD, mas não vejo a salvação nacional para já. Teremos uma surpresa? Espero bem que sim...

12.3.10

Comprometer o futuro com o PS


Um partido que se faz eleger com base ideológica e argumentos eleitorais, e eleitoralistas, de cariz social, de sensibilidade social, está, na acção, constantemente a contradizer aquilo que afirma.

O PS que diz defender uma melhor justiça social e praticar mais igualitarismo é o Partido em Portugal mais responsável pela extensa e profunda injustiça que se vive e viverá nos próximos anos.

Com a já desgastada desculpa da ‘crise’ distribuíram verbas, que o Estado não tinha para, em nome da recuperação dessa crise, ajudar (eufemismo que tem tanto de exagerado, quanto de falso) as empresas em maiores dificuldades para, assim, ajudar as pessoas e amparar o desemprego ou mesmo tentar travar a sua escalada.

Contrair crédito internacional, em época de crise, com os riscos que tal acarreta em termos da credibilidade de uma Economia e, por consequência, de um País, já é em si mesmo uma actuação que pode conduzir, como tem conduzido, a mais injustiça social. Porque a dívida, descomunal, de quase cem por cento do nosso Produto Interno, terá de ser paga por todos os portugueses, mesmo os que não estão no momento activos no mercado de trabalho. Pagaremos todos o luxo que tem sido ajudar empresas que são escolhidas a golpe de pinça, ou não fosse o caso de, apesar de tais ajudas, o desemprego ter disparado e ainda ir crescer imenso este ano e nos próximos, consequência do fecho de empresas e da extinção de postos de trabalho. Ou seja, o dinheiro distribuído de pouco serviu.

Podem esses euros ter servido a alguém, a alguns, mas suspeita-se e, em alguns casos, sabe-se, que foram favorecidas empresa ‘amigas’, talvez nem necessitadas e muito provavelmente, não merecedoras. O futuro próximo irá confirmar ou desmentir isto.

Mas a injustiça não termina aqui. Recentemente soubemos, e sofreremos na pela, da suspensão de benefícios fiscais, como no referente a despesas de saúde e de educação, bens e direitos consagrados numa Constituição tão defendida por quem os agora sonega, praticando assim mais uma das habituais e típicas injustiças dos socialistas.

O Estado, a sua Administração, que há quinze anos é socialista, não tem sabido administrar e tem feito aumentar as despesas do mesmo (o défice nos últimos anos é reflexo de uma mais eficiente colecta de impostos e não da redução das despesas do Estado, que têm sempre crescido e, apenas percentualmente decrescido marginalmente, dada a base da economia, ainda que incipiente e envergonhada, ter aumentado. Mas não houve até hoje, excepto em dois governos, um com Ferreira Leite e outro com Bagão Félix, qualquer redução da despesa do Estado E as tímidas tentativas nessa redução verificaram-se nas despesas de investimento e não nas correntes, como devia ter sido), com o resultado do aumento, agora do défice. E, com a máscara dos esforços no combate à crise, muito se fez em matéria de ineficiência e de desperdício, em pouco mais de um ano. O Estado tem sido perdulário, despesista e agora pede, aliás impõe, aos portugueses que se sacrifiquem, que dispensem um direito natural seu, para ajudar um conjunto de péssimos administradores públicos, de incompetentes Ministros e Primeiro-ministro.

Mas o povo agradece, da melhor forma. Um povo inculto e embrutecido, que se deixa encantar por falsas imagens e uma propaganda demolidora, não tendo, por formação, capacidade critica para identificar quem lhes fala a verdade. E, assim, continua este povo adormecido e apático por sancionar quem a vida, presente e futura, lhe tem deixado em suspenso ou em desgraça, em muitos casos irreversível.

Viver em Portugal é, como no meu caso, escolher o caminho da miséria, do engano e falsidade, da mentira, da corrupção e do jogo de influências, do clubismo politico cego e irresponsável. Escolher o seu futuro, sem futuro.

Os defensores ou animadores desta criatura irresponsável e incompetente, e mentirosa, serão, como todos nós vítimas na mesma extensão, da sua escolha.

Mas alguns...sabem bem que vão, na desgraça dos outros, ainda poder colher frutos e louros...

9.3.10

Alice no País das Maravilhas


Ontem, Alice, perdão, a sua imagem arquétipo da política portuguesa, uma criatura que vivendo de sonhos pretendeu hipnotizar os portugueses com as suas divagações metafísicas e dislates delirantes, também conhecido pelo nome, ofensivo neste caso, de um grande pensador da antiga Grécia (por sinal outro país onde as maravilhas socialistas e a utopia patológica trilhou o mesmo caminho, que fará a população pagar bem caro esse delírio despesista...de 'activar' ou 'relançar' a economia com intervenção do Estado...mas não faz mal nenhum pois que os responsáveis terão o seu...responso num leito de notas de Euro), veio traçar um quadro bem mais positivo do estado vergonhoso do nosso Estado que ninguém vê, que ninguém sente e que ninguém vive, excepto os camaradas do Largo do Rato...

Portugal não sofreu tanto com a Crise internacional como outros países (pois é...mas o PIB desses quanto é? e o PIB per Capita? E o poder de compra da população? E a flexibilidade laboral? E a formação profissional? E a capacidade de investimento das empresas? E o que cobram os bancos e que garantias pedem nesses países? E já estavam em crise, profunda e progressiva, não mascarada pela crise internacional, como nós???). Afinal quanto descemos nós, ou seja quão forte foi a nossa recessão em comparação com a de outros países (Reino Unido, Alemanha, França, a própria Espanha, esta sim bem pior do que nós e com mais problemas de recuperação não pela sua capacidade de reinvestir ou capacidade laboral, mas por andar há décadas a viver num sonho, acima das suas possibilidades, "pos que Espãna es el Mundo en si misma")? A percentagem é sempre o indicador preferido, mas e o valor absoluto em si mesmo?
Pelo mundo fora todos discordam de Sócrates a nossa Alice da Política, e de Teixeira dos Santos (dos Tantos...quantas as suas reformas).
Um exemplo:

Alice no Pais das Maravilhas

“Um conjunto de cinco países europeus tem tirado o sono de economistas do mundo todo. Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, batizados de Piigs (acrônimo depreciativo criado para denominar as cinco economias, e que em inglês tem sonoridade e escrita semelhante a “porcos”), provocam temor em investidores quanto à capacidade desses governos de conter o alto deficit fiscal e honrar suas dívidas. O deficit ocorre quando um país gasta mais do que arrecada.

A possibilidade de calote desses países é considerada a maior ameaça já enfrentada pelo euro, a moeda única europeia, desde sua criação. Além disso, esse cenário tem deixado o euro vulnerável e levado a quedas nas principais Bolsas do mundo nas últimas semanas.

“Os Estados Unidos estão se recuperando da crise porque são mais flexíveis. Na Europa, a institucionalidade da economia é mais rígida. Ao mesmo tempo em que regras amortecem a queda, elas dificultam a recuperação desses países”, afirma o professor Carlos Eduardo Soares Gonçalves, da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo).

Gonçalves explica que esses países já apresentavam, antes do início da crise financeira mundial, uma piora nos gastos fiscais em relação aos demais países da Europa. “A chegada da crise fulminou o orçamento dos Piigs, porque exigiu mais gastos em um momento em que caía a arrecadação, aumentando o deficit”, explica. “A situação deles é muito frágil.”

(Andressa Rovani, UOL, em São Paulo)

'Alice' dizia, no debate com Louçã, que não ia infligir mais sacrifícios à classe média. Eles aí vêm, pois, com a retirada de benefícios fiscais. Não ia aumentar impostos...pois aí está uma forma encapotada de o fazer, bem ardilosa. Não ia haver nenhum Primeiro-ministro que conseguisse descer o défice como ele...aí está ele a subir, ainda não parou. Agora diz que o vai descer um ponto percentual. Eu digo que ainda pode é subir. Veremos, até final do ano. E o desemprego...ia criar 150.000 novos postos de trabalho, pois, substituiu-os por mais de 600.000...desempregados. E vai continuar a substituir, ou seja a subir o número de desempregados.

Sonha Alice, mas deixa-nos ter os pés bem assentes!

Este Post não está completo. Voltarei a este tema...


8.3.10

A Opinião de Marques Mendes

Na sua estreia como comentador da TVi24, Marques Mendes falou do Governo, do Primeiro-ministro, do Procurador Geral da República e do PSD:

«Alguém acredita que a PT, que é uma empresa com uma golden share do Estado, não dizia nada ao Governo sobre um negócio desta natureza? Alguém acredita que, tendo lá o Governo dois administradores nomeados por si, em nenhum momento diriam nada a algum membro do Governo? Alguém acredita que em Portugal alguém fazia uma compra de uma televisão, e sobretudo a PT, sem informar o Governo, num país em que tudo depende do Governo?», questiona, acrescentando a sua análise:

«Há uma avaliação que pode ser feita, que é a avaliação da imagem do Procurador-Geral da República depois de tudo o que veio a público. E por muito que me custe dizê-lo, acho que a imagem do PGR está, justa ou injustamente, ferida de morte. A questão é esta: com certeza que o PGR é uma pessoa isenta e independente, senão não era Procurador-Geral, mas a imagem tem muito a ver com o funcionamento daquela instituição. O problema é que está criada uma suspeição de que actuou para proteger ou tentar proteger o poder político».

No que diz respeito ao Orçamento, lamenta que a sua aprovação se arraste durante sete meses desde que o Governo tomou posse. Considera ser «inacreditável», nomeadamente «num momento de crise e de emergência nacional».

Não concordo que Marcelo Rebelo de Sousa fosse o melhor candidato nesta altura, precisamente nesta altura. Este é um momento de fechar alguns preconceitos do passado, de encerrar algumas visões sobre o papel do Estado e, de uma vez, ouvir e dar valor ao sector com capacidade e justos valores de concorrência de mercado, os privados. Não é um momento de sociais democracias já bem fora de moda. É um momento de recuperação económica forte e acentuada. Não de ter medos e receios, e proteccionismos ou providências de um Estado parasita como nunca e clientelista. Não ha confiança no aparelho e administração do Estado e não é por a crise (americana note-se, não por cá) ter tido génese em especulações financeiras que o Estado é melhor garante do bom e justo funcionamento da sociedade e da economia.


Concordo ainda menos com a opinião sobre o PGR. Porque é Procurador oferece garantias de honestidade e seriedade? Como assim? Por disparates destes se sancionaram ditadores...imaginem considerar Estaline sério por ser o chefe do estado na antiga União Soviética...ou Salazar, ou Fidel Castro, ou Mussolini, Hitler, etc...


O PGR é não apenas mentiroso, como um triste e pobre instrumento do Primeiro-ministro. Que garantias me oferece um PGR de nomeação socialista? E, concretamente deste PS de Sócrates? Disparate senhor Marques Mendes. Essa visão de homem de Estado e de respeitabilidade das instituições e dos seus responsáveis é bem mais perigosa do que à partida poderia parecer. Porque nessa visão, falsa, completamente, no caso de Pinto Monteiro, um homem carreirista que sempre foi defensor do seu 'clubinho' socialista e que nunca deixou dúvidas em nada: caso Casa-Pia...onde estão os culpados? Caso Freeport...etc

Para Marques Mendes pode ser suficiente a palavra de um PGR e deste em particular, para mim nadinha! A opinião dele vale....o mesmo que a minha ou de qualquer pessoa. Essa visão de respeito pelos cargos e funções é super perigosa e antes fossemos mais britânicos e com mais sentido de serviço dos cargos públicos e menos da respeitabilidade dos senhores e dos doutores...


Pode nunca chegar-se a saber, mas o certo é que mente o Primeiro-ministro, que também instrumentaliza pessoas, empresas e instituições (BCP, CGD, RTP, TVi, PT, PGR, Supremo Tribunal, etc etc) e mentiram Pinto Monteiro e o Presidente do Supremo Tribunal.

Teoria da Conspiração? Pois...seria bom que fosse mentira...

4.3.10

Procura-se: Ruptura com Passado Miserável

Portugal viveu, desde o Século XVI num estado de uma quase apatia social e económica, deixando passar ao lado o desenvolvimento, também cultural que ia sucedendo noutros países europeus. Mas até o Século XVIII essas diferenças não se fizeram sentir tanto como no momento da conhecida Revolução Industrial, quando o grande impulso dado pelas novas formas de produção de energia e produção nas indústrias catapultou vários países do Norte da Europa para novos patamares, impossíveis de acompanhar para um pais eminentemente rural.

No Século XVIII e até ao Séc. XX, o nosso pais era uma sombra do que havia sido na gloriosa época dos Descobrimentos. O Regime e a Aristocracia tinha acesso a condições de vida exclusivas e uma literacia que, se distante dos seus pares europeus, se destacava muito das classes mais pobres e esquecidas. Portugal era então um pais rural, com uma indústria pobre e antiquada, sendo a mão de obra mais significativa usada no Sector Primário. Manteve-se mais ou menos assim até meados do Séc. XX.

A classe politica e os monarcas e aristocratas em geral, viviam numa espécie de sociedade marginal á do demais pais. Não chegavam, com frequência a ter plena consciência da situação social. O resultado foi o drástico e violento fim do Regime e uma instauração da República muito pouco consensual. Mas por outro lado nem havia uma noção muito real do que estava a passar, e o cinco de Outubro surpreendeu a generalidade do país.

Mas o que me interessa aqui referir ou comentar é a analogia, bem pela negativa, e instauradora de alguma desesperança, com o que hoje se verifica na nossa sociedade.

Hoje, se bem que já se confirmam sinais evidentes de evolução social, extensamente até, ainda temos uma certa fracção da sociedade com uma vida apartada dos demais. O que não se pode dizer das sociedades do Norte da Europa. Mas neste nosso ainda triste país, temos dois grupos sociais que vivem numa espécie de sistema protegido e imune às conturbações e crises: uma certa prole de políticos e uma massa generalizada de gestores, sejam de grande ou reduzida envergadura, de grandes ou pequenas empresas. O imenso desdém que caracteriza uma certa classe politica e uma vasta massa de gestores, tem conduzido à situação em que hoje nos encontramos, com as maiores diferenças entre ricos e pobres de toda a União Europeia. Com a estigmatização da classe média e, mais extensamente, dos mais pobres. Com o desprezo total pela informação e evolução pessoal e cultural da generalidade dos portugueses, menos capacitados ou com mais dificuldade de acesso a informação e formação diferenciada. Somo o país mais antigo na Europa, com as fronteiras estáveis mais antigas e somos os mais iletrados e menos críticos, de acepção positiva. Não temos capacidade de geração de mentalidade crítica e, claro, de consciente participação social. Não possuímos a mesma capacidade de gestação de novas ideias e, consequentemente, de produtos e tecnologias, que poderão fazer a diferença num futuro próximo.

Não tendo esta capacidade, agora ainda mais espartilhada, pela dominância e omnipresença do Estado e da sua Administração, que se substitui a tudo e todos, num papel que competia a uma sociedade maioritariamente, numa extensão superior a oitenta por cento, privada. Um Estado que está presente, mesmo onde não está, porque faz depender dele a subsistência de muitos privados.

Quando em muitas sociedades mais esclarecidas ou informadas se procura deixar mais capacidade económica nas pessoas e famílias e, em particular, na classe média, em Portugal a atenção, em medidas fiscais e em apoios de monta, vai toda, ou quase, para as empresas e de preferência as maiores (onde estão as possibilidades de clientelismo dos Partidos...).

A gestão socialistas, à imagem do que tem sucedido por toda a Europa, só tem acentuado as diferenças entre os mais ricos e os mais pobres e retirado a capacidade de algum dia nos aproximarmos de uma desejada Europa. Nos últimos quinze anos retrocedemos em relação a essa Europa, com a qual pretendíamos convergir.

Afinal, quando os objectivos eram mais de cariz social, tornaram-se apenas mais do que já haviam sido: os socialistas foram mais gastadores em grandes obras e menos em obras sociais. Foram mais despesistas na multiplicação de Entidades Reguladoras, inúteis e estéreis, do que alguém antes havia sido. Perdeu-se tempo e recursos e continuamos à procura do lugar no Mundo que um dia alguns valorosos nos fizeram sonhar. E, fundamentalmente, temos perdido muita da nossa já má qualidade de vida.

Portugal: num rumo de colapso lento?


Pizarro e Atahualpa. Cortéz e Montezuma. Afonso de Albuquerque e... armas de aço, armas de fogo, Doenças, Navios. Literacia.


Condições e conhecimentos que levaram Espanhóis ao domínio de civilizações Incas, Astecas e Maias. O domínio de um país, de um povo ou de uma civilização sobre outro foi feito de várias formas ou pelo conjunto delas.


Quando Pizarro derrotou os Incas, capturando Atahualpa, com a desproporção das suas forças militares, usou em sem benefício de um conjunto de vantagens: o seu conhecimento, não perfeito nem total, mas melhor do que o do Imperador Inca, do seu opositor. Já tinha conhecimento da experiência de conquista, tempos antes, de Cortéz em ralação a Montezuma. Sabia da existência de um povo com características como as dos Incas e estes, por sua vez, ignoravam que existiam espanhóis e como eram. Aliás, Montezuma, e parece que também Atahualpa, viram os Espanhóis como os seus Deuses, regressados do passado e atónitos, paralisados quase, foram surpreendidos pelos ataques destes. Pizarro também usou de outras vantagens. Primeiro a literacia, que lhe permitia, não a ele que era analfabeto, mas aos religiosos que o acompanhavam, escrever para Espanha e receber informações e instruções, por muito que isso tardasse, aos padrões de hoje. Usou de navios e tecnologia naval, desconhecida dos Incas, que lhe permitiu chegar por mar ao que hoje é o Perú e levar consigo não muitos, mas eficazes e superiores homens armados. Armas de aço, como espadas e punhais, contra cacetetes de pau ou pedra. Armaduras de aço, ou de malha de aço, contra protecções quase inexistentes, ou em pele. Capacetes de aço. Armas de fogo, não muitas ou eficazes, mas de longe mais destruidoras e com efeito de surpresa, do que as rudimentares armas dos indígenas americanos. Pizarro levava cavalos, também desconhecidos dos Incas, tal como dos Astecas, quando Cortéz os atacou. Os cavalos permitiram aos Espanhóis um ataque rápido, súbito e enérgico, que arrasou com um número bem superior (mais de 60 vezes superior) de Incas. Pizarro sabia dos Incas e estes nada sabiam dele. Atahualpa não tinha conhecimento nem de alguma invasão por mar de outro povo, nem do que sucedera no actual México, com os Astecas. Mas Pizarro usou esse mesmo conhecimento e experiência, de outro espanhol, noutro local, a seu favor. Tal como Cortéz arrasou Astecas contaminados com doenças que antes não existiam por aquelas terras e povos, como a varíola, Pizarro também beneficiou dos milhares de mortos por doenças por ele levadas.


Sem nos perguntarmos porque não sucedeu ao contrário, e não foram as civilizações americanas a dominar a tecnologia de construção naval e chegar à Europa, com armas mais avançadas e mortíferas, ou conhecimentos e literacia superior, é bem patente como o domínio de tecnologias desiquilibra decisivamente o controlo de uma situação, de um povo ou civilização, a favor de outro.


Antes dos Espanhóis (mais de setenta anos antes) os portugueses dominaram a tecnologia de construção naval e a ciência da navegação. Chegaram ao Oriente bem antes dos Espanhóis à América. Permaneceram com o domínio de possessões a Oriente bem mais tempo do o tempo de existência dos Estados Unidos da América. Mas após esses primeiros tempos, os portugueses passaram a viver de glórias passadas e de história apenas, e perderam o controlo dos mares e das suas possessões e, bem mais importante em termos futuros, do comércio com os povos conquistados, para Ingleses, Espanhóis, Holandeses e Franceses.


Séculos mais tarde já a ciência da navegação e a tecnologia de construção naval havia mudado, havia sido desenvolvida por outros países e novas tecnologias, já mais importantes para os países e para o Mundo se foram impondo.


Pelo século XVIII já nós portugueses havíamos deixado de possuir algum conhecimento ou tecnologia que se mostrasse importante para a nossa supremacia e de grande impacte para outros povos e países.


Quando um país domina uma tecnologia que se revela importante para os demais, ganha relevo e cresce económica e socialmente. Ganha hegemonia, se for o caso de se tratar de alguma tecnologia ou produto de âmbito universal.


Este não é o caso de Portugal há vários séculos. Também não o é da Espanha, mas nesse país, ao contrário do nosso há um imenso mercado interno e, paralelamente, uma aposta em áreas económicas deixadas para trás por outros, tais como a pesca ou a agricultura, que a Espanha soube fazer crescer e modernizar, dominando mercados mais importantes para outros do que para si mesma. A preço muito baixos, tanto quanto lhe permita a sua dimensão. Mas também a sua mentalidade.


Portugal não tem nenhuma destas condições, nem conseguiu até hoje criar alternativas. Tem seguido um caminho errado, assente num mercado pobre de preços baixos, quando a sua dimensão interna deveria levar a sermos um país de preços elevados, à imagem de uma Suíça por exemplo. Mas o desprezo pelas condições das pessoas e das famílias e uma aposta, também ela tímida e amputada pelo domínio e omnipresença do Estado, nas empresas, estrangula qualquer inversão deste caminho.


Um exemplo: a Portugal têm chegado, pouco a pouco, nos últimos anos, produtores de leite holandeses, com poder de compra suficiente para adquirirem grandes propriedades no sul do país e com um espírito empresarial e de trabalho bem distinto do nosso, quando não emigrados. Mas na Holanda não se praticam nem impostos tão elevados aos particulares e famílias, nem preços baixos nos seus mercados. E também os bancos holandeses não têm as práticas de juros elevadíssimos da nossa banca (também ela controlada quase na totalidade pelo Estado socialista actual: Caixa Geral de Depósitos, que por sua vez controla o BCP, BES que se subjuga ao Governo e Estado pela importância dos negócios que lhe são endereçados, etc.). Na Holanda os terrenos são bem mais caros e escassos do que em Portugal. A poupança das famílias é bem superior. E a mentalidade dos holandeses é mais de trabalho do que de aquisição de sinais exteriores de riqueza e... de enriquecimento acelerado.


O nosso desconhecimento de uma tecnologia impactante (e o não surgimento de uma tecnologia portuguesa de importância e impacte universal, nada que se compare com os sucessos, reais, é certo, de empresas de novas tecnologias, mas que mais não são do que centros de cópia e desenvolvimento de tecnologias de ‘outros’), associado ao estrangulamento social e pessoal actual provocado por este imenso ‘polvo’ que é o nosso Estado, ou a sua Administração, se não invertidos, podem bem levar a um colapso social, económico ou total, com a bancarrota nacional aí à porta...

2.3.10

Eterna Nona


Beethoven.
Um amante da Liberdade. Um compositor único, talvez o maior criador de sempre na História da Música Ocidental.

O seu espírito irreverente levou-o a inúmeros dissabores e desentendimentos com os seus protectores, mecenas e 'financiadores'. Sentia dificuldade em lidar com a mediania dos seus contemporâneos. Sentia-se completamente 'à parte'. Uma espécie de 'escolhido', pelo menos no que à criação musical dizia respeito.

Não compunha como um Mozart, de improviso, embora improvisasse e com imensa qualidade e virtuosismo, mas sim com tempo, digerindo cada obra sua e fazendo-a evoluir, pouco a pouco. Escrevia e corrigia. Cortava e re-escrevia. Mandava fora o trabalho já feito e recomeçava-o. Mas a sua imensa capacidade intelectual, a sua memória impressionante dotavam-no de meios que, de facto, um humano normal não possuía.

Escreveu nove sinfonias (há quem afirme ter descoberto uma décima, mas ainda não é consensual). Haydn escreveu cento e quatro. Mozart, quarenta e uma.
Cinco concertos para piano. Mas fantásticos, perfeitos. Magistrais, principalmente o quinto.

Dizia-ze que não conseguia escrever uma grande obra para violino, porque a sua especialidade era o piano. Mas escreveu um dos mais belos concertos para Violino e Orquestra e, provavelmente, o mais elaborado e mais difícil de interpretar.

Obras sacras, escritas por um homem religioso, mas de espírito livre e liberal. Nunca se deixou subjugar completamente pelo menos, pelas ideias de outros. Nem na sua especialidade, nem noutras áreas.

Dedicou inicialmente a sua quarta sinfonia a Napoleão, mas após os exageros do Imperador francês, retirou-a, irado. Podia admirar uma personalidade, mas sentia que lhe deviam também, intelectualmente, lealdade. Lealdade nas suas ideias imbuídas de de profunda sensibilidade humana.

Quase toda a sua obra tem a sua marca, única, ao ponto de muitos musicólogos não o incluírem em nenhum movimento artístico ou musical. Mas...Beethoven, ele mesmo!

Ouça-se, como sugestão o seu Concerto para Violino em Ré Maior, Op. 61. Os seus dois Romances para Violino e Orquestra, ou o seu belíssimo e inspirador Concerto nº 5 para Piano e Orquestra, Op. 73 'Imperador'.

Beethoven sofreu de uma surdez progressiva que se tornou total. A grande maioria das suas Sinfonias (género que se viu grandemente desenvolvido com Beethoven) foram já compostas em total surdez!

Oiça-se a Nona Sinfonia deste compositor e génio único. Em particular o terceiro andamento. Com a sua harmonia e melodia que parecem obra de tudo menos de um humano. Uma Música Superior!
E imagine-se uma obra tão fantástica, quanto bela e superior a ser composta por um homem privado da sua audição, um autêntico génio, cujo cérebro superior nos ensinou tanta coisa sobre a beleza e sobre as capacidades humanas. Tal como sobre a liberdade, que permite a criação de obras como as dele.


Oeiras: Muita coisa bem feita, muita ainda por fazer...







Oeiras uma bela Vila com muito ainda por ser feito...para ser mais Bela
(Todos os direitos Reservados por Alexandre Bazenga Fernandes)