'Faz sentido'...em termos de 'energia positiva'?!!!??

Um dia destes ouvia na rádio uma economista a falar de ...numerologia! Não! Não da ciência dos 'números',  de uma qualquer aplicação de cálculo numérico à Economia. Mas de 'numerologia' como 'ciência (exagero de auto-classificação, catalogação), exotérica (termo que os exotéricos detestam que lhes cole à pele), uma interpratação dos 'sinais' da vida, passada, mas ainda mais...futura (outra estupidez, visto não se poder interpretar o futuro, já que ainda não aconteceu, e, daí, iventar.se esta coisa dos 'sinais'. Numerolgia como forma de 'entendermos' a vida, a sua energia, a nossa 'energia'. Acreditem que foi um esforço inusitado, o meu, de ficar caladinho, sózinho no carro, a ouvir tais disparates, aliás, burrices, estupidez humana, no seu melhor.

Um dia destes chega-nos uma colher de pau, das que se usam para mexer o arroz no processo de cozinhar e 'diz-nos' que sabe o resultado da eleições na Ucrânia...

Uma ideia interessante, se a conseguirmos fazer prevalecer mais de dois minutos a rebolar-se na nossa cabeça...é a de 'sermos energia'. Dizia a senhora economista que somos energia. Mais adiante falava de energia 'positiva' (estou desde esse dia e tentar descobrir ou ouvir de alguém, o que será energia negativa, quero dizer, a negação da energia, mais do que a sua ausência, a sua inversão. Em Física é possível: energia negativa é qualquer coisa como a energia em défice num sistema, mas precisamente, significa algo inexistente, ou 'em dívida'. Agora um humano com energia negativa... já deve 'cem anos à cova', como costuma dizer alguém que me é muito próximo e muito querido. OU alguém que 'leva ondas negativas' aos que o rodeiam...enfim. Neste ponto, entra-se no essencial do 'tema': é sempre possível encontrarmos palavras que, combinadas, parecem fazer sentido. Outra das afirmações da 'especialista em numerologia' que foi à TSF a propósito da publicação do seu livro sobre o tema: fazer sentido. quer dizer, para ela faz sentido uma dada sequência lógica de números. Fazer sentido! Lembra-me certos políticos: um conjunto de palavras parecem fazer sentido. Como se as palavras, cada uma, se pudesse desprover de sentido, de significado para, em conjunto, fazerem sentido. Podemos, claro, arranjar muitas coisas com 'sentido'. Desde logo: Deus. Faz sentido. E porquê? Porque criamos em nós a 'possibilidade, e mais do que isso, para alguns, ou muitos, a alta probabilidade de 'ele' existir. E, então, muita coisa faz sentido. Ora, claro, se faz sentido a ideia de Deus, uma coisa invisível que, perigosamente, deu origem a um cojunto de seitas, grupos, ditos relogiões, que mais não fez até hoje, e até prova em contrário (provas como ...acreditarmos nas pessoas, após 'vermos' do que elas são capazes, usando para tal os nossos sentidos, que, já agora, os religiosos, mesmo a jeito, dizem dever-se desconfiar de...oK! por aqui me fico, por agora. Mas não sem dizer, ainda, que a inexistência de toda e qualquer religião teria evitado muitas, ou mesmo todas, as guerras. Estranho 'destino' este, das religiões, que em lugar de levarem ao bem, levam à morte violenta e prematura de milhões, de bilhiões de pessoas...mas ah! Isso é 'por vontade de Deus' que tira a vida quando lhe apetece e nem por isso deve ser 'julgado', nem sequer questionado, para logo 'nos exoartar' ao amor e à defesa da Vida!)

'Faz sentido'. E Faz Sentido, que um conjunto de números 'faça sentido'. Mas 'sermos energia'! Por favor! Somos, obviamente energia, mas também, Matéria! Somos as duas coisas, que se transformam, ciclicamente, uma na outra. Científico. E demonstrável. Não somo, pois, mais energia, apenas porque dá mais jeito a certas ideias, estapafúrdias, sermos energia. É mais fascinante ser-se energia. Matéria é algo...básico, terreno, palpável, tangível de mais para ter fascínio. 

Disparates! E o programa foi repetido! A bem da energia positiva. E de nos prepararmos para algo que vai suceder em 2012, pela lógica, científica' da interpretação das sequências numéricas, que, a propósito, existem em todo o lado, à nossa espera, para ideias reais e construtivas, tal como dos nossos disparates e burrices. O mesmo tipo de estupidez e burrice que levou a 'inventarmos' as religiões.

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