O Governo da nossa Miséria

O (des)Governo deverá entregar hoje o mais aguardado texto de Orçamento de Estado dos últimos anos (ou muito me engano ou toda a vergonhosa propaganda governamental, suja...diria, porque chantagista e verdadeiramente imprópria de um Governo de um país Democrático, tem andado a preparar o país e os políticos para um Orçamento ainda pior do que aquele que em intenções apenas foi, em mais uma acção de propaganda barata (e Mal intencionada!) anunciado.

Desde o (pseudo) anúncio do que será (poderá ser...) o Orçamento para 2011, que o Governo, e Sócrates em especial, dentro do seu espírito de feirante muito apreciado, tem feito tudo para tentar responsabilizar o PSD por uma possível (mas não provável) votação contra e consequente chumbo. O PCP e o BE têm ajudado nesta hipocrisia inútil e genuinamente idiota, de colocar o peso da aprovação do OE no PSD, como se estes dois partidos tivessem alguma vez votado favoravelmente, alguma vez, algum Orçamento de Estado. E como se o fossem fazer, também desta vez.

Ou seja: A responsabilidade do OE 2011 é inteiramente, por inerência, do Governo. A responsabilidade das medidas nele inseridas (ainda a confirmar a sua extensão e gravidade, o que é o mesmo que dizer, a extensão da já certa e prometida recessão económica profunda) é também do Governo. Como o é o facto de este OE se ter tornado necessário, segundo o Governo. Com o que eu não concordo. O OE podia ter sido bem diferente, e pode ser, se o Governo não persistisse na continuidade de estruturas tão inúteis como despesistas criadas por Sócrates (Fundações, Entidades Reguladoras, Institutos e Fundações, Assessorias, Gabinetes de estudo, etc).

Mas apesar de tudo ser responsabilidade deste Primeiro-ministro, visto ter sido ele a Governar em maioria absoluta e, mais, ter sido o criador de todas as instituições estatais inúteis, supérfluas, que contribuíram decisivamente para o aumento das despesas que se verificou. E não se deve este endividamento do Estado ao sector privado, como tentou insinuar Jorge Sampaio, com a sua típica e abstrusa mentalidade clubista, facciosa e cega, irresponsavelmente anti-nacional e, pior, contra as pessoas. O endividamento dos privados deve-se, e facilmente se demonstra, ao sector Estado e às dificuldades criadas à economia, por...Sócrates. Porque o Estado não tem pago e cumprido. Porque o Governo já havia começado a recessão ao fazer pressão sobre o consumo privado. Grande parte do endividamento dos privados deve-se, pois, ao esforço de manutenção de estruturas nas empresas ou de modos de vida, na esperança de uma melhoria que não chega e não irá chegar...nem em 2012!

Impossível fugir à realidade: a culpa da situação económica é inteira deste Governo. E não da crise internacional, que apenas veio dificultar a situação, por via das dificuldades do sector bancário internacional. Mas a crise já ca estava antes de 2008. E já se anunciava, desde o primeiro dia do primeiro Governo de Sócrates, que já mostrava esta incapacidade e incompetência, como eu avisei neste mesmo blogue logo desde início desta época negra da Democracia: a era Sócrates que nos irá afundar.

Este OE 2011 vai conduzir, garantidamente, a uma recessão e ...a uma redução da colecta. Este aumento de impostos terá uma consequência certa: redução da colecta. Por via das dificuldades gerais, de pessoas e empresas e do próprio Estado, que ao ser forçado, ainda que marginalmente (pois, vergonhosamente um país à beira da Bancarrota insiste em construir um TGV e um novo Aeroporto na capital, entre outras inúteis obras). Este OE vai levar a mais desemprego, a retracção económica, a uma crise profunda que...nos conduzirá à Bancarrota, salvo se a UE intervier e não permitir o bloqueio da Banca internacional aos nossos Bancos e ao Estado.

Muitas individualidades defendem a aprovação do OE, afirmando que é sempre melhor um mau Orçamento do que viver de duodécimos. Mas ainda não estou absolutamente seguro, pois sei que este Sócrates nunca, mas nunca, poupará um cêntimo ao Estado e que, assim sendo, a despesa do sector público (que consome 50% do Produto Interno Bruto! Metade da riqueza nacional gerada anualmente, por um sector que tem ao seu serviço directo menos de 20% da população activa: o Estado é complemanente inoperante e excessivamente gastador e não merece, por isso, o epíteto de Pessoa de Bem, mas bem ao contrário...).

Certo, certo é o afundamento da nossa Economia, a agravar já em 2011, não tendo estado bem em nenhum momento de nenhum Governo PS (nenhum!). E o agravamento das nossas Finanças, do Estado e dos privados.

Cada dia em que Sócrates permanece no poder não é um dia perdido para nós e o nosso futuro, é uma dia a Descontar no nosso Futuro. Um dia, efectivamente negativo, em que andamos, todos, uns directa, outros indirectamente, mas todos...para trás!

Por isso...talvez seja muito mau e negativo um chumbo do Orçamento de Estado...talvez. Mas isso é 'talvez'...porque certo e garantido é que este orçamento (por não efectuar os cortes mencionados acima, e por tanta, tanta gente, de todos os partidos, inclusive do PS- Daniel Bessa, Auguto Mateus, Abel Mateus, Silva Lopes...por não ser transparente e, uma vez mais mascarar despesas e gastos, sempre preocupado com eleições e perpetuação no poder, por não ser Eficiente- conduzirá a uma redução da Receita do Estado!) será o Contrato da nossa Desgraça, com a complacência do Presidente da República, da União Europeia, do FMI, da OCDE...(nunca se enganaram estas instutuições??? vide...crise mundial...)

O melhor mesmo, já, seria a demissão imediata do Governo. Sampaio demitiu Santana sem uma ínfima parte das razões agora existentes, geradas por Sócrates e de que só e apenas ele é responsável.

Mas o OE 2011 será aprovado...e assim se assinará o nosso afundamento colectivo. Depois, cá estaremos alguns de nós, para tristemente confirmarmos, como em tantos outros aspectos infelizmente confirmo o que eu já havia dito: confirmarmos que talvez fosse preferível uma grande crise política (embora não política, mas governamental, pois há oposição à altura das nossas necessidades) e orçamental ...

Veremos...e espero não ter mesmo razão!

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