Ser religioso, ser Crente...ou ser inteligente...

Começo por declarar o meu maior respeito e consideração por todos os que, de uma ou outra forma, com mais ou menos prática, maior ou menos convicção, se sentem parte de uma religião, de uma crença, e pautam a sua vida por princípios inspirados ou decalcados de uma Religião.

A declaração impõe-se porque pretendo evitar equívocos. Eu não sou religioso, nem crente em coisa alguma. Já o fui, recebi a educação religiosa, que me quiseram oferecer. E não há muitos anos eu praticava a minha religião, à minha maneira, mais ou menos diariamente, com algumas 'comunicações', orações, segundo os religiosos, com Deus. Um Deus que eu cria existir. Mas, lendo, pensando e conversando, de forma serena e pacífica, sem que qualquer convulsão se tivesse passado na minha vida, a este nível fui chegando ao que sou hoje sou: totalmente sem crenças, de espécie alguma. E, no exacto momento em que me dei conta desta minha segura forma de pensar, desta minha solidez filosófica, senti uma das maiores libertações da minha vida. E ainda hoje a sinto. Sinto que re-descobri a vida, a minha, a dos outros e o meu respeito, por mim e pelos demais, só aumentou. 

A religião, (agora sem os preconceitos da maiúscula, coisa estúpida e antiga, como se sentir que há que escrever deus com maiúscula, ou caso contrário, já se está em perjúrio...enfim...deixarei esta ignorante atitude para futuro texto) é a maior amarra e complexo de conservadorismo sem explicação que existe. Mas é seguramente a maior invenção do Homem. De cabecinhas estúpidas, mas é. 

A origem, as razões que levaram os homens (sem querer ser 'machista' atenção...) a inventar as religiões, não se conhecem. Mas as provas históricas também foram sempre sendo destruídas (agora compare-se com esta infantilidade do PGR e do Presidente do Supremo em destruir as provas que incriminam Sócrates...porque se não fosse assim...que havia a temer??? Ao pé do que se tem feito com as religiões, estes casos 'socratianos' até são infantis...). 

A discussão sobre a legitimidade de uma religião, cai assim, apenas, no plano filosófico. Por falta de provas históricas, entretanto destruídas, umas, e manipuladas, outras.

Não me choca que a maioria das pessoas tenham uma religião, nem tal facto legitima coisa alguma. Não existe, numa razão de cariz puramente conceptual e teórico, qualquer razão, por outro lado, para se afirmar que à maioria assista a Razão. E nem a Razão, como há dois séculos se defendia, é a mais elevada expressão da nossa Mente, mas sim a Mente no seu todo, com a Emoção a ganhar a forma de capacidade Superior, como todos sabemos, mas nos custa a admitir. Pela mesma estupidez e ignorância que ainda hoje se fala de uma ideia de 1789, como sendo actual e se encaixam as pessoas nos respectivos 'sectores' (realmente inexistentes) de 'direita e esquerda' um perfeito absurdo e ...desafio quem quer que seja a ler na cara das pessoas, amigos, família, amantes, conhecidos o seu esquerdismo e direitismo (e a sua prática de vida, que resolutamente, contradiz a 'área' ou sector, onde a toda à força se querem enquadrar e...encarneirar. Ah! Estupidez humana!). Pela mesma ordem de razão, ou de pensamento, para ser mais rigoroso, não há razão de fundo nem para se ser de uma 'coisa' ou de outra, seja lá qual a coisa for.

Expliquem-me o clubismo que cá estou sentadinho à espera de vos entender: o que leva uma pessoa a sentir-se de um clube e, além disso a detestar os outros..?

Ah! Mas a diferença é enorme, dir-me-ão, entre um clube, um partido e uma religião...
Desculpem-me a minha tremenda gargalhada...
Continuo a respeitar todos. Mas por favor, respeitem os que pensam como eu...

Voltarei ao tema, já que me deleito com leituras sobre ...religião. 

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