PS, PSD e viver da política

Apesar de todas as promessas e de toda a propaganda, as despesas públicas de funcionamento aumentaram ao longo dos últimos 4 anos, sendo bem o espelho do fracasso da política económica do actual Governo.

Despesas públicas de funcionamento

Ou seja, continuamos a viver em mentiras, falsidades e omissões com um único propósito: a manutenção do poder a qualquer custo, a custo nosso, elaborando numa imagem do país que nem existe, nem nunca existiu. Nunca existiu, um único ano, uma só vez, com a governação socialista. O PS aprendeu bem a 'amiga' Espanha, especialista na fabricação de estatísticas, que já lhes deu grandes dissabores no passado e no presente, com a União Europeia.

A diferença entre ser-se PS e ser PSD ou CDS: depender ou não da vida política para ter sucesso, ser ou não capaz de construir alguma coisa por si mesmo, ter sucesso, sem o Estado directa ou indirectamente. O PS foi sempre o Partido com mais pessoas dependentes da vida política. Gente que nunca teve outra ocupação que não fosse a vida política, o que em si mesmo não tem de ser mau. O que é mau é a necessidade sentida por essa gente de ser eleitoralista, usar a propaganda para inventar, mentir e transformar a realidade, de modo a criar nos eleitores uma imagem, miragem, não compatível com a realidade. Foi sempre isto que fez o PS, desde sempre, desde Mário Soares, melhorado com Guterres e agora levado ao máximo expoente por esta criatura sem qualificação.

O PSD gerou-se de gente com vida para além da política, mas nos últimos anos, desde Cavaco Silva, altura em que este Partido cresceu muito, fruto do sucesso de Cavaco, como sempre acontece em qualquer Partido, absorveu pessoas exactamente do mesmo calibre das que dão estrutura ao PS: político-dependentes e clientelistas. Deteriorou a sua vida interna e manchou a sua imagem a níveis difíceis de recuperar. Veremos o que sucede com o novo líder, mas pelas indicações que surgem, não respeitantes à pessoa em si, mas ao grupo que o apoia, não se augura nada de muito melhor.

Todos os Partidos têm pessoas de valor e que dizem coisas com sentido e valor. Indiscutível. Mas o geral das pessoas e as razões pelas quais alguém se filia ou simpatiza num ou noutro, caracteriza depois a própria organização partidária. Há partidos com pessoas que não vivem apenas da política e outros o seu oposto. Em si mesmo, isso não é negativo. O pior é o uso que se faz disso.

É o caso deste PS, que vive e usa o Estado, que por acaso, somos todos nós. E fabrica estatísticas e números, cada vez mais difíceis de esconder.

Veremos o que nos traz o Congresso do PSD, mas não vejo a salvação nacional para já. Teremos uma surpresa? Espero bem que sim...

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