Alice no País das Maravilhas


Ontem, Alice, perdão, a sua imagem arquétipo da política portuguesa, uma criatura que vivendo de sonhos pretendeu hipnotizar os portugueses com as suas divagações metafísicas e dislates delirantes, também conhecido pelo nome, ofensivo neste caso, de um grande pensador da antiga Grécia (por sinal outro país onde as maravilhas socialistas e a utopia patológica trilhou o mesmo caminho, que fará a população pagar bem caro esse delírio despesista...de 'activar' ou 'relançar' a economia com intervenção do Estado...mas não faz mal nenhum pois que os responsáveis terão o seu...responso num leito de notas de Euro), veio traçar um quadro bem mais positivo do estado vergonhoso do nosso Estado que ninguém vê, que ninguém sente e que ninguém vive, excepto os camaradas do Largo do Rato...

Portugal não sofreu tanto com a Crise internacional como outros países (pois é...mas o PIB desses quanto é? e o PIB per Capita? E o poder de compra da população? E a flexibilidade laboral? E a formação profissional? E a capacidade de investimento das empresas? E o que cobram os bancos e que garantias pedem nesses países? E já estavam em crise, profunda e progressiva, não mascarada pela crise internacional, como nós???). Afinal quanto descemos nós, ou seja quão forte foi a nossa recessão em comparação com a de outros países (Reino Unido, Alemanha, França, a própria Espanha, esta sim bem pior do que nós e com mais problemas de recuperação não pela sua capacidade de reinvestir ou capacidade laboral, mas por andar há décadas a viver num sonho, acima das suas possibilidades, "pos que Espãna es el Mundo en si misma")? A percentagem é sempre o indicador preferido, mas e o valor absoluto em si mesmo?
Pelo mundo fora todos discordam de Sócrates a nossa Alice da Política, e de Teixeira dos Santos (dos Tantos...quantas as suas reformas).
Um exemplo:

Alice no Pais das Maravilhas

“Um conjunto de cinco países europeus tem tirado o sono de economistas do mundo todo. Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, batizados de Piigs (acrônimo depreciativo criado para denominar as cinco economias, e que em inglês tem sonoridade e escrita semelhante a “porcos”), provocam temor em investidores quanto à capacidade desses governos de conter o alto deficit fiscal e honrar suas dívidas. O deficit ocorre quando um país gasta mais do que arrecada.

A possibilidade de calote desses países é considerada a maior ameaça já enfrentada pelo euro, a moeda única europeia, desde sua criação. Além disso, esse cenário tem deixado o euro vulnerável e levado a quedas nas principais Bolsas do mundo nas últimas semanas.

“Os Estados Unidos estão se recuperando da crise porque são mais flexíveis. Na Europa, a institucionalidade da economia é mais rígida. Ao mesmo tempo em que regras amortecem a queda, elas dificultam a recuperação desses países”, afirma o professor Carlos Eduardo Soares Gonçalves, da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo).

Gonçalves explica que esses países já apresentavam, antes do início da crise financeira mundial, uma piora nos gastos fiscais em relação aos demais países da Europa. “A chegada da crise fulminou o orçamento dos Piigs, porque exigiu mais gastos em um momento em que caía a arrecadação, aumentando o deficit”, explica. “A situação deles é muito frágil.”

(Andressa Rovani, UOL, em São Paulo)

'Alice' dizia, no debate com Louçã, que não ia infligir mais sacrifícios à classe média. Eles aí vêm, pois, com a retirada de benefícios fiscais. Não ia aumentar impostos...pois aí está uma forma encapotada de o fazer, bem ardilosa. Não ia haver nenhum Primeiro-ministro que conseguisse descer o défice como ele...aí está ele a subir, ainda não parou. Agora diz que o vai descer um ponto percentual. Eu digo que ainda pode é subir. Veremos, até final do ano. E o desemprego...ia criar 150.000 novos postos de trabalho, pois, substituiu-os por mais de 600.000...desempregados. E vai continuar a substituir, ou seja a subir o número de desempregados.

Sonha Alice, mas deixa-nos ter os pés bem assentes!

Este Post não está completo. Voltarei a este tema...


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