Controlar Órgãos de Comunicação não é Crime

"Controlar Órgãos de Comunicação não é Crime", diz o Procurador Geral da República. E já o sabíamos. Em inúmeras situções nó portugueses colocamos as questões sob o prima da legalidade, ou da falta dela.

Parece-nos fazer sentido que assim seja. Mas legal e justo serão a mesma coisa? E Justo e correcto? Ou adequado às circunstâncias do momento? Ou lícito e não legal? E legítimo? Moralmente correcto? E politicamente correcto, lícito ou justo sensato?

Tudo são formas, ou perspectivas de analisar um assunto, tão gravoso, e que urge analisar, e resolver, como este designado 'Caso das Escutas' ou da 'Face Oculta' ou ainda outras situações e 'casos' que ligados ou não a estes mencionados, também envolvem a falta de honestidade e lisura do Primeiro-ministro.

É já óbvio que no ponto em que estamos, este ou estes casos não se podem ver, e resolver, de um só ponto de vista e, muito menos, do da legalidade, ou da legalidade 'tout court'. E também não podemos apenas ficar-nos pela questão da 'Liberdade de expressão' ou de Imprensa. São tantas as situações, que têm surgido ligadas a Sócrates que dificilmente se poderia dizer que se tratam sempre, ou quase, ou pelo menos alguma vez, de conspiração ou campanha contra a sua pessoa. Impossível.

Mas bater nesta tecla, da perseguição ao PS, tem várias consequências, sendo que uma delas, a não menos relevante, é a da perda da verosimilhança dos argumentos (dos socialistas), ficando-se com a impressão de que o exagero de protecção ao homem acontece mais pelo desespero, do que ainda se venha a descobrir, ou da perda do que até agora era visto como o único líder possível e credível para os socialistas.

Insistir, por exemplo, na ilegalidade dos processos e procedimentos, que levaram à divulgação destes casos, insistir em que as escutas não foram válidas, insistir em que a liberdade de imprensa e de express-ao não foi posta em causa, insistir em que não pode haver investigação, porque há erros processuais, é por leis, regras, formalidades acima e antes das pessoas, e do país e do que é lícito, moral, justo e correcto. E digno.

Assim, o PS pode correr o risco, como Partido de um dia ser visto como o partido que protege os seus lideres, e muito bem em circunstâncias normais e menos gravosas, contra tudo e contra todos, esquecendo-se do respeito e explicações que deve sempre ao país e aos seus eleitores, também eles, muitos, socialistas.

Não me espanta ou surpreende que grandes personalidade do (antigo) PS defendam a todo o custo o seu actual líder partidário. Custa-me mais ver que esse líder também o possa ser em termos intelectuais, ou morais e políticos, quando já só duvidam das suas ilicitudes e atitudes mafiosas, alguns, poucos, defensores mais clubistas, que por norma nunca se interrogam sobre o líder, ou o chefe, e nunca o põem em causa.

A história está cheia de casos destes. E semrpe foram casos tristes que conduziram a situações muito más, para os visados e para os que os defendem. Mais inteligente seria questionarem-se e iniciarem um processo de autêntica protecção à sua instituição, ao seu Partido, que conduzirá à sbustituição desse (mau) chefe (de cariz mafioso).

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