A Democracia e 'O Problema'


Saber perder é uma atitude positiva, por quanto é elegante, talvez responsável e talvez louvável. Mas saber perder, não é gostar de perder. E porque não se 'gosta' de perder, em Democracia, quando se devia, talvez, antes aceitar a decisão de outros, neste caso da maioria? Porque a vitória de 'outros', neste caso, não só não desvanece a preocupação que antes havia, de um futuro negro, bem duro e totalmente comprometido para o país. Porque este PS comprometeu economicamente o país, ao estourar com as contas públicas, ao contrário da propaganda oficial do anterior governo. Uma economia sem dinâmica, a morrer, asfixiada pelos impostos e endividada por muitas e muitas gerações. Uma Democracia empenhada, com as manobras e manipulações da Justiça, da Comunicação Social, da Educação, da Agricultura, da Saúde, da Indústria, e até, como se verá proximamente, da nossa política energética (comprometida com negociozinhos entre amigalhaços socialistas e afins).

Mas, hoje, uma circunstância muito grave surgiu na nossa Democracia: o PSD não soube ser um partido do sistema eleitoral democrático. Pretendeu ter uma atitude nova e distinta, mas agora se viu que erradamente, não fazendo a 'festa' que outros fizeram: nos comícios e na repescagem de 'personalidades' (vergonha nacional, mas enfim...) como Mário Soares e outros quejandos.

No PSD os antigos líderes e 'personalidades' afastam-se e não voltam e, se voltam, falam e dizem-se contra. O PSD mantém este estigma de criar inimigos internos, alguns deploráveis e revestidos de uma certa imbecilidade, como Júdice, Mira Amaral, Balsemão...

O PS, partido clubista de bairro, pseudo-intelectual, cheio de gente indigna pela baixeza de atitudes e palavras (Santos Silva, Alberto Martins, Jorge Lacão, Jaime Gama, João Soares...uma miríade de 'personalidades' sem currículo... e sem dignidade, sem provas de coisa nenhuma e com provas de muita raiva pelos adversários políticos e pelo próprio país. Sem respeito por ninguém, pois a delapidação de recursos, crescente e irresponsável, com obras totalmente inúteis e criações imbecis, como o TGV e auto-estradas prescindíveis, entidades reguladoras que duplicam as funções e responsabilidades de ministérios, como na Saúde, nas Telecomunicações, agora também pretendem nas Finanças...uma multiplicação de amiguismos e compadrios com a complacência de um povo que se recusa a intervir com a sua informação, que despreza, ou cultura, que desdenha, e, finalmente, com a crítica, que não pode saber administrar, dada a ileteracia grassante num país que se gaba de ser o mais antigo da Europa.

O Problema, é um PSD que não tem tido ciência e responsabilidade, para com todos nós, para efectuar uma genuína 'limpeza' de quadros, oportunistas e incompetentes, alguns alvo de suspeitas de corrupção, ou de actos ilícitos, ou moralmente condenáveis.

Manuela Ferreira Leite é vítima de si mesma e da sua gigantesca ilusão: de que ser economistas é abranger o mundo nas suas mão.

Ferreira Leite não só não apresentou um programa rico de ideias que nos catalisasse e contagiasse toda a gente e fosse obreiro da verdadeira mudança, como não foi capaz de nos transmitir o que tantos de nós, afinal sabemos: que Sócrates foi o mais incompetente de todos os Primeiros ministros até hoje, nesta nossa Democracia. Empenhou o país e efectivou as suas tendências anti-democráticas e tentações totalitárias, de profundo desrespeito por todos os que não pensem como ele e não subscrevem o clubismo perigoso que o seu PS encerra.

O problema...tem sido este povo continuar na senda da ignorância. Atroz...

E, por isso nada temos a festejar, mas temos muito luto que fazer.

Por não termos quem nos governe com competência, democracia e respeito por nós e pelos nossos escassos recursos, e por não termos oposição que se lhes oponha. Nem povo que entenda este drama e esta urgência.

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