25.5.08

Ideias anacrónicas


 

Ando há tanto tempo a insistir que as análises políticas são irrealistas e anacrónicas quando se prendem e tentam, depois, catalogar os partidos e suas personalidades, como de direita, esquerda, ou mesmo de socialistas, comunistas, sociais-democratas, liberais, conservadores, democratas-cristãos, populistas, etc.

 

O conceito de Direita e de Esquerda vem da Revolução francesa! 1789! Por favor…há tanta evolução tecnológica, ideológica e, não tanto como devia haver, mas enfim, sociológica, no mundo e ainda se agrupam as pessoas à direita ou à esquerda! E não se pensa, que antes da dita Revolução, já havia a gestação das mesmas ideias, e que foram melhor clarificadas ou, até, elaboradas por Voltaire, Rousseau, Montesquieu, Diderot, Locke, Kant.

 

Por outro lado, podia parecer que a catalogação das organizações políticas nas ideologias políticas ou filosóficas mais comuns, seria mais legítimo e aceitável. E, para mim, já nem isso faz sentido. Um exemplo é vermos um Partido Socialista a perverter a sua dita ideologia fundacional, usando de práticas ditas de liberalismo. Qual o espanto, afinal? A ideologia ainda faz sentido, Ou melhor, as ideologias ‘tradicionais’. Ou não se olha bem para as mais recentes bases filosóficas, ou se quer insistir nesta decadente e falida critica política ainda herdeira das grandes guerras mundiais e das posteriores crises políticas e sociais, umas sérias outras empoladas, como a ‘cortina de ferro’ a crise da baía dos porcos, a guerra fria, o Vietname, a encíclica Humanae Vitae de Paulo VI, Martin Luther King, Kennedy, Salazar…

 

O mundo muda todos os dias. Bem sei que mais individualmente, economicamente e pouco, muito pouco social, ou culturalmente (ainda menos). Estes conceitos e livros de cromos e catálogos têm de ser revistos.

 

A preocupação recente de saber-se se o PSD é social-democrata, se é Liberal, se é keynesiano…é tão estapafúrdia que escapa aos melhores críticos e intelectuais portugueses. Simplesmente lhe parece impossível e inverosímil que um parido possa ser, primeiro credível, depois eficiente, se não puder ser bem e claramente catalogado. Encaixe-se um Blair, numa ideologia, ou um Sarkozy, ou uma Merkel (há quem ache que sabe metê-los numa ideologia)…

 

O PSD vai ter eleições internas directas e há três candidatos melhor colocados para as disputar.

 

Vasco Pulido Valente, como sempre, faz uma análise inteligente sobre cada um deles, mas susceptível às mesmas críticas que qualquer um de nós pode estar.

 

Manuela Ferreira Leite é uma senhora respeitável, mas segundo Pulido Valente é herdeira do mesmo autoritarismo de Salazar, de Sá Carneiro e de Cavaco Silva (esqueceu-se de Sócrates desta vez). E concordo com ele. O resto já se sabe: é competente, é honesta e meticulosa. É prestigiada, inteligente e capaz. Pode unificar o partido, que, como o povo português, se revê nestas figuras autoritárias.

 

Santana Lopes…diz que mudou. E não consigo fugir a uma análise fazendo o paralelismo com um namorado que, tendo sido posto fora de casa pela sua querida, vem depois dizer que mudou, que agora é outra pessoa, que aprendeu…Mas usa de um discurso, ele bem mais perigoso e degradante: de que há um grupo antipartido, como se ele fosse o repositório e digno herdeiro dos tais ideais fundacionais do PSD. E nem vê ser por isto, que há clivagens que fazem o PS rir-se do seu partido, sendo mais triste, ainda  por o PS ser um partido de incompetentes e de tristes figuras medíocres.

 

Pedro Passos Coelho, segundo Pulido Valente, é um homem que nada tem que ver como o futuro ou com ideias novas, mas sim com o passado e, nem sempre o melhor passado. Será, segundo o ilustre analista que muito respeito, uma mistura de coisas boas e más dos anteriores líderes do PSD. No que eu não concordo.

 

Passos Coelho, que fui ouvir pessoalmente é, precisamente o único político que nos últimos anos me trouxe algum discurso inovador e razoável. Competente e responsável. Ouvi dele o que nunca ouvi de um Sócrates oco de ideias e de pensamentos sequer. Ouvi dele o que nem ouvira de Cavaco.

 

Passos Coelho ainda tem alguma coisa por resolver no seu discurso já eloquente. Não deve, em concreto, deixar-se prender e levar por justificações sobre si mesmo, como para passar a ideia de que a sua inexperiência como governante fosse uma mácula e uma barreira. Deve expor as suas ideias bem alto e bem firme. Deve mostrar-se e expor-se bem pela sua diferença, modernidade, criatividade ideológica. Dever afirmar-se já, nestas eleições internas e não deixar para uma hipotética contenda com um Sócrates vazio e falhado. Não deve temer os experientes Ferreira Leite ou Santana Lopes.

 

Passos Coelho pode ser um dia o nosso Primeiro-ministro. Para nosso bem.

 

O nosso tempo...



Que somos feitos de nadas, já é frase feita. Que somos levados pelas nossas emoções, mas conduzidos pelas de outros, é fruto de uma aprendizagem que, a custo e alguma dor, nos deixa arrastar ao ponto de uma sabedoria acrescida que, esperamos, um dia nos possa proteger. Nos impedir de voltar a cair em erros de que o passado nos marcou. 

Somos tão voláteis que, na nossa segurança cega e muda, pensamos não sermos susceptíveis. E, no entanto, voltamos ao mesmo ponto, ou local onde o crime deixou marcas, tantas vezes quantas as da nossa abertura à mesma vontade, ao mesmo instinto, até, de nos deixarmos levar… 

Foi assim que vezes e vezes me deixei levar… 

Bem, não foram tantas, mas foram profundas, sérias, se acharem mais adequado. Não vou litigiar-me por palavras. Não me interessam discussões sobre significados. Interesso-me por conteúdos, pelo recheio que dá cor, vida e beleza às palavras. 

No nosso meio, somos todos feitos do mesmo. A mania da racionalidade já nos abandonou há gerações e gerações. Agora somos os realistas da emoção. Sabemos que iremos cair nessa armadilha repetida e tristemente. Mas caminhamos para cada uma com a mesma alegria pueril. Esta inocente ingenuidade, deixe-me passar este pleonasmo, também ele inocente, para vos dar parte do meu testemunho pessoal. Depois, bem podem chamar-me lamechas, ou pinga amores. Já não ligo a essas críticas ou julgamentos, vindos de pessoas, pois os humanos não entenderão nunca o nosso mundo. 

Comigo foi sempre assim. Entrega total. Não de uma vez. Isso, quando ainda tinha outras pilosidades, ou as asas me permitiam voos bem mais arrojados. Agora, que cada batimento me custa mais do que a um humano o insistente fôlego da vida, feito ritmo no seu pobre coração…agora, já só voo por dentro. Mas parecem voos bem mais longos, demorados, que precisam de mais preparação e esforço. Alías, voo...mas já me dou ao luxo que escolher com quem.. 

Pois, entrego-me! E depois, assim que se me descolam as asas, da imaginação, pois, começam as ilusões e, com elas ao mesmo batimento, na mesma música e letra..o sofrimento. 

Entreguei-me e…da primeira, ficou-me uma profunda cicatriz, que talvez só me permita um movimento de uma asa, da segunda…é dessa que vos quero agora falar… 

Ela, ai…linda, talvez mais por dentro, mas por fora..não linda, mas uma beleza, beleza alva… e que voos ela fazia. E que outros me provocava, provoca, ainda, a mim, que sempre me julgo seguro! 

Mas foi só por dentro que voei. Por fora, só ela, E eu apenas me deixei ficar a ver. E de tanto ver…que comecei a ver o que não queria. Que ela…não me via, pelo menos como os olhos que eu tinha, tenho, para ela. 

O resultado? Nos voos dela, eu fiquei tão só, a olhá-la, na sua branca tessitura e brilhante postura. Na sua flamejante atitude, de luz interior feita. Na sua segura caminhada, nos seus voos esbeltos, mas nos quais eu não entrava. Agora, neste mesmo momento em que vos confesso, a vós, indiferentes humanos insensíveis, estará ela a voar, numa dança eterna de beleza divina, de música celestial, mas não para os meus olhos e muito menos para as minhas pobres asas. 

Neste momento, este voo, eu o perdi. Decerto. Mas uma coisa os homens me ensinaram: a guerra ganha-se na última batalha. E ainda tenho essa esperança e o desejo reforçado, de o último voo, a mais bela e perfeita das danças, ser meu. Ser nosso! 

Aqui me fico, pois, preparando e se as asas não me chegarem para o concurso com esse outro - nem de asas mais fortes, nem mais belas, nem melhores dotes para voar, mas isso desconfio quem a minha princesa branca não o sabe...- que este voo me arrebatou, esta princesa dos ares me levou, mas só por momentos, então com a sabedoria que conseguir, e que sei ter, voaremos os dois se não por fora, por dentro. Que pedura mais. E tal será a nossa força conjunta e imenso desejo que o voo exterior e único, nunca antes visto, será só nosso. E virá antes ou com o voo interior, do sentimento. Esse voo nem será o último, mas o início de muitos, e será uma dança, um tango e um abraço sensual. 

O ar pertencer-nos-á 

É o leve manto envolvente da nossa paixão que está por vir!

23.5.08

Neuromarketing


 

Uma empresa de origem inglesa, Phd, que actua na área do designado Neuromarketing, dito como sendo uma nova técnica, ou área,  de marketing que utiliza os resultados supostamente produzidos pelas neurociências para desenvolver estratégias de marketing que ‘falem directamente ao cérebro do consumidor’. O objectivo, segundo a directora da Phd Portugal já não é só ‘atingir as pessoas com os anúncios, mas descobrir como influenciá-las’ 

Da perspectiva científica é simplesmente fantástico estarmos a chegar a uma fase da evolução do nosso conhecimento sobre o cérebro, como nunca antes, devendo-se tal avanço a novas técnicas e cruzamento de conhecimentos, de outras matérias, para além da anatomia, como a neuroquímica e a psicologia. 

Mas se o nosso conhecimento já evoluiu muito, nos últimos anos, não será talvez suficiente para que as técnicas de marketing associadas ao conhecimento neurológico, sejam passíveis de se tornarem técnicas de sucesso, pelo menos antes de passarem mais uns anitos. 

Para a referida conferência, realizada no Hotel Ritz em Lisboa, convidaram o ilustre neurocientista António Damásio, que bem ao contrário do esperado, deu uma autêntica aula de neurologia científica, e foi explicando, que, afinal, os actuais conhecimentos na matéria ainda são incipientes para que se possam utilizar como base sólida na área da comunicação empresarial, publicidade. 

Damásio alertou para alguns riscos do abuso dos conhecimentos das ciências sobre o cérebro. 

Imagine-se a utilização, em futuro talvez não distante, por parte de políticos menos escrupulosos, de tais técnicas, ditas nessas circunstâncias, de manipulação e não de sugestão ou criação de influência. Parece-me quase uma antevisão do livro de George Orwell… 

Por vezes penso por que razão cada grande avanço da ciência nos coloca, d novo, na contingência de sermos violentados? Porque razões há sempre, ou há riscos de que haja, aproveitamentos menos lícitos, sob o prisma do humanitarismo, para as nossas liberdades e privacidades? 

Mas outra pergunta, mais prática me surge, enquanto escrevo: se as técnicas não evoluíram o suficiente, como disse Damásio, como surgem empresas ditas especializadas na área? Que resultados esperam alcançar? Que credibilidade esperam obter? 

O nosso cérebro é uma autêntica preciosidade, ainda muito indecifrável, mas de um tal complexidade que para se alcançar o seu conhecimento mais perfeito e integral, nem talvez em dez gerações… 

“Há uma imensa beleza nesta complexidade (do nosso cérebro), nesta fusão do racional e do emocional” diz Damásio. “Somos fundamentalmente uma grande confusão”, acrescenta na entrevista que deu ao Público, por ocasião da conferência. 

De facto, somos isso mesmo…um caos organizado, mas indecifrável.

 

17.5.08

Conjuntura económica


Em Fevereiro deste ano eu escrevia que Portugal é um dos países, se não o mais susceptível, que mais afectado pode ser pela crise financeira iniciada pelo crash dos subprime nos EUA.

Por esses dias o Ministro Teixeira dos Santos, logo seguido do sempre 'sorridente-optimista-qual-arrogante-com-vidinha-a-gozar-a-dos-outros' Sócrates, vinha dizer que Portugal está bem preparado para enfrentar qualquer crise. Seria o encantatório défice que lhe provocava tal autismo e exaltação?

Enfim, agora, para minha tristeza e nosso mal comum, vêm os mesmos que antes perfilavam Teixeira dos Santos, embriagados por um controlo orçamental que nem uma Alemanha cumpre (mas que nós, alunos exemplares, de uma estúpida política europeia, asfixiante e limitativa de desenvolvimento económico, queremos a todo custo seguir), dizer que, afinal...afinal Portugal será dos mais atingidos por esta crise mundial. Pois! E quais as razões? Ora...as que eu aventava nesse meu texto de Fevereiro. Mas eu não sou ministro nem um ilustre economista, como os que jornais após jornais e, em programas televisivos como o Expresso da meia-noite, e o próprio Nicolau Santos, no Expresso, em edições seguintes, diziam que o nosso país estava preparado...

Preparados estão, apenas e tão só, os países nórdicos e as emergentes economias asiáticas. E porquê? Porque continuam a gerar riqueza e construir estabilidade, económica e também financeira.

Mas vou arriscar mais uma das minhas extremistas previsões: a crise não se fica por aqui. Porque associada a esta crise vem juntar-se uma outra de muito maior duração e que levará a ajustamentos em quase todos os países ocidentais.

A crise que nos provocará uma reviravolta nas nossas vidas vem aí e durará anos...
É a crise que se associa à procura desenfreada, a um ritmo nunca observado, de procura e de consumo, de matérias-primas e produtos dos países ocidentais, por parte de todos os emergentes países asiáticos, mas principalmente pela China e Índia.

A procura de bens produzidos tradicionalmente a ocidente é a principal, mas não única, causa das subidas de preços de quase tudo: combustíveis, aço, plástico, produtos químicos em geral, bens alimentares.

Nesta crise acentuar-se-á a diferença entre ricos e pobres, crescerá o nível de fome e pobreza nos mais pobres pelo mundo fora, estagnará o desenvolvimento em países ainda de economia incipientemente desenvolvida e estável, como Portugal e…Espanha (que muitos imaginam de economia segura e crescente, vejam lá se lembram de um ‘produto’ espanhol…se identificam Espanha com algum produto, exceptuando agrícolas, claro). Nesta crise, muito mais vasta e duradoura, países como Portugal não sentirão crescimento quase nenhum, ou seja, acima de 2,0%...Porque Portugal não produz nada de significativo e a única coisa que nos poderá salvar são os Serviços, ou seja a economia terciária, a qual já nos caracteriza como tecido económico principal, desde há mais de 20 anos.

Mas para uma economia de serviços, não pode o Estado ter esta ‘mão presente’ e reguladora que Teixeira dos Santos pretende e que Sócrates nem vislumbra de que se trata.

Não nos podemos dar a este luxo de termos um ministro autista e anacrónico, que impõe medidas adoptadas por Salazar há mais de setenta anos. Não nos podemos dar ao luxo de termos um Primeiro-ministro que nada entende sobre economia ou desenvolvimento e actua por medidas avulso, ou copy-paste de outras economias bem diversas. Tem de ser repensada uma estratégia moderna e adequada ao próprio país: um país sem formação, um país inculto e acrítico. Um país em profunda crise social. Só a descoberta de um novo ciclo, de produtos ou serviços, como a descoberta de uma internet permitiu, ou das telecomunicações móveis.

Os países dominam quando controlam uma tecnologia dominante e importante para todos. Foi assim com Portugal no século XV e XVI. Foi assim na Grã-Bretanha no sec. XVIII, foi assim no século XX nos EUA. É assim no século XXI (fins do Sec. XX) nos países do norte da Europa e sudoeste asiático.

Se países como Portugal não encontram o seu caminho nas tendências contemporâneas ou não são timoneiros a alternativa pode ser…o colapso económico e social.

Mas a minha pergunta persiste: porque resistem tanto alguns economistas e o Governo em particular em assumir a realidade atempadamente, evitando medidas e correcções de urgência e, possivelmente já manifestamente tardias?

Porque não prepara o Governo a sociedade e os agentes económicos em particular para uma realidade já evidente e para um futuro ainda mais, com grande probabilidade, difícil e duro?

Que prestígio merecem ver reconhecido, individualidades como os ministros deste governo, gestores bancários e outros economistas, que insistiram num optimismo serôdio e perigoso?
Agora o Governo já prevê um crescimento de 1,5% para 2009 e não de 2,0%. Esperemos conseguir passar 1%...A Espanha, por exemplo não conseguirá, mas lá, como cá, conta mais a propaganda política de gente, socialista, que depende do Estado para ter emprego, para viver…
Não se trata de ser pessimista. Não se trata de desejar desgraças. Trata-se de querer realismo.

Agora Sócrates que tentar os últimos recursos perante um economia quase estagnada: lançar grandes, vultuosos e irresponsáveis investimentos públicos. Tentando com isso animar a economia - e consegue-o, nem que parcial e efemeramante. Mas ilude-se e a nós também- e servir, assim, também, o seu interesse mais querido, como bom socialista, estado-dependente, salvar as eleições a seu favor.
Mas agravará o défice e perde os seus objectivos para esse indicador, para 2009. E dispende recursos em obras inúteis e megalómanas. Obras nos deixarão a marca indelével da nossa desgraça comum. Onde está a consistência disto?
E se tivesse deixado a responsabilidade do relançamento da economia para os privados? Por exemplo baixando de forma sensível os impostos? Aliviando a carga fiscal e a burocracia, que continua aí bem presente, contrariamente à propaganda socialista. Seria irresponsável? João Ferreira do Amaral, entre outros, insurgiram-se contra algumas vozes favoráveis à descida de impostos...e agora vem defendê-la!?
Pagar a multa por não atingir o objetcivo dos 3% do défice sairia bem mais barato a Portugal. Porque seria pontual, conjuntural. E não teria o efeito perverso e perdurador, e estruturante, do aumento de impostos. O IVA, por exemplo, é um imposto quase sem retorno quando se aumenta. Todos os economistas o sabem.
Portugal paga a multa por taxar os automóveis duplamente, isto sim uma decisão errada, precisamente. Mas os socialista cumprem como o seu oráculo de péssimos gestores, fazendo tudo ao contrário.
Deviam aliviar a carga fiscal e deixar a classe média respirar e poder investir. Colocar o desenvolvimento nas mãos de grandes grupos e do próprio Estado nunca serviu à economia. Todos os países ricos têm uma classe média, criativa e empreendedora por natureza, saudável e pujante. Mas Portugal, à imagem dos tempos de Salazar, continua à espera de Belmiros de Azevedo e Amorins salvadores...

Tristeza esta que nos arrasta para o emprobrecimento, já evidente, e não somos capazes de retirar dos órgãos de poder.
Porquê?

15.5.08

Words for Silence


Words can harm you.
So much as the silence can.
The words can teatch you,
and the silence, purify you.
Live the silence,
and then leave it,
as you'll need the peace that it can bring to you,
but you'll need the words to tell the world
what you just learn from that silence,
from that peace.

Feel love with silence,
Live love with words.

Have sex with both,
silence to feel,
words, to give yourself.

12.5.08

Think, by himself



Sabem vocês que os pensamentos têm vida própria? Talvez saibam. Mas o que lhes vou contar não é a minha história, mas uma pequena parte da minha vida. Que ainda não descobri se é efémera e, dizem-me os outros, que não se chega a saber. Quando tal acontece, deixamos de saber, ou melhor de ser.

Estou aqui para vos dar testemunho de um mundo que vocês não sabem. Mas já no século XVII René Descartes nos descobriu. E ficámos famosos através da célebre máxima Cogito ergo sum (penso, logo existo). A todos como eu. Mas, eu…bem, o melhor é apresentar-me, como toda a minha falta de modéstia. Chamo-me a mim mesmo de Think. Considerem-me presunçoso ou não, é assim que me vou auto-intitular nesta breve descrição, ou narrativa se quiserem de um pouco de mim.

Ora eu sou filho, prefiro assim, ou produto, se preferem do meu hospedeiro (esta copiei de uma amiga minha, uma ideia muito gira com quem gosto de conviver…). E ele, um humano bem inteligente, ou não me teria gerado.

Mas sabem vocês o que é a nossa vida e o que nos é destinado? Ora…nós podemos ficar eternamente na mente…(vou explicar-vos: mente não é o termo. Mente está para o cérebro como uma metrópole para um território. Mas, de facto, a mente é um conjunto de muitas coisas: da inteligência, outro termo vago, impreciso e enganador, mas à falta de melhor e para simplificar, usemo-lo, das emoções, da racionalidade, da memória, das replicações de ideias e pensamentos, etc. E esta metrópole que a Mente é…imaginem só os milhões de galáxias que devem existir no Universo…pois o número de neurónios e ligações no cérebro é bem superior a esse galáctico número! E o que um humano usa, nem uma só galáxia é!)

Ou podemos passar de uma mente para outra. E sermos adoptados. E replicados, e até sermos vítimas de uma fusão e nova replicação. Como se de uma fusão e divisa celular se tratasse.

Mas nesta vida, boa até, porque sou e somos todos e todas, pensamentos e ideias, uns privilegiados, porque a nós nos compete a tremenda responsabilidade, mas também o mérito de tudo o que os nossos hospedeiros fazem, dizem, criam, geram, pensam. Dizem que o mundo pula e avança….sempre que o homem pensa. E aí, intervimos nós.

Mas porquê esta mania de termos vida própria? Porque se assim não fosse, como seria possível de um de nós se gerarem outros e outras? Ou passarmos de um hospedeiro a outro?

Mas quero contar-lhes o que ultimamente me tem sucedido. Eu estava, tenho estado, habituado (já sei que mal, mas que querem?) a ser bem tratado por todos os da minha espécie, designemo-nos assim. Ou seja, admirado, considerado, idolatrado até. E isso dava-me um conforto egocêntrico que não me fez nada bem. Porque não me preparou para aquilo a que todos os nossos têm estado sujeitos: a vida não é sempre fácil, nem mesmo para um pensamento brilhante, como eu, o Think. Nem mesmo sendo filho de um humano brilhante. Ora, recentemente, tenho-me sentido muito só. Muito…esquecido, ignorado talvez, mas de certo menos lembrado e considerado pelos meus pares. Elas mais do que eles. E nem entendo porquê. Mas isto tem-me dado outra vivência, sim porque nós temos vida, própria ou não, nunca é demais insistir, e outra perspectiva do que pode ser a minha vida e, afinal, não serei tão diferente dos outros quanto eu julgara.

Esta nova visão de mim mesmo, vai dar-me um caminho novo. E, ou fico no meu hospedeiro, ou ele me envia com uma missão concreta ao encontro de outro como ele. Mas já não serei mais o mesmo Think, imaturo, e ingénuo que achava que o mundo se renderia aos meus encantos.

Julgam vocês que a vida de um pensamento é coisa fácil? Pois agora já sabem. Nós é que fazemos tudo, para que vocês possam existir. Ou não tivesse o Descartes razão.

Mas ele também duvidou de o mundo realmente existir, da forma como o vemos, ou precisamente por acharmos que o vemos, de uma dada forma. Mas isso…já ficará para outra das minhas histórias. Ou peripécias.

Peço-vos uma coisa.
Tão só…dêem-nos espaço e liberdade e nós cuidamos de vós!

Triste Figura


Por ocasião das declarações de Bob Geldof, durante uma conferência para a qual o BES e a SIC haviam convidado o famoso cantor e activista dos direitos humanos, o BES fez questão de se desmarcar das mesmas, num comunicado totalmente desprovido de interesse e a roçar o mau gosto, para não dizer abjecto.

Que interessa ao BES, partindo do princípio de que, como todas as empresas, é feito por pessoas?

Que contra tudo e contra todos é sempre melhor defender os interesses económicos, mesmo tendo a plena consciência da razão que assiste a Bob Geldof?

Ou que o seu comunicado terá algum impacte, após as palavras, obviamente da responsabilidade única do seu autor? Alguém no seu bom senso, imagina que o patrocinador de uma conferência é responsável pelo que o convidado profere? Isto, claro, excluindo o próprio Governo de Angola, de quem nem será de esperar bom senso absolutamente nenhum, face à sua atitude autista, no interesse dos mesmos, que é a contínua exploração de um povo explorado e martirizado.

Então como se classifica a atitude do BES, a única que é passível de ser analisada, pois a de Bobo Geldof, só se pode apelidar de inteligente, corajosa e oportuna, além de horrivelmente verdadeira?

A do Governo de Luanda...é escusado comentar, já por ser previsível, já por ser a de um Governo que, perante a complacência de democracias de todo o mundo, segue em frente no seu caminho de exploração e perseguição policial de um povo. Do seu próprio povo. Como o fazem todas as ditaduras despóticas e condenáveis, que sempre recebem o beneplácito de governos mais preocupados com interesses económicos, que, se não fossem com quem são e da forma como se procede, até podiam não ser mesquinhos e, também eles, condenáveis.

Ora o BES, só me merece uma menção: ridículo e vergonhoso. E por isso, se algum dia me passasse pela cabeça ter algum produto do BES, com isto já os retiraria do leque possível das minhas escolhas. Se a isto adicionar a clássica atitude de apego e jogo de influências a que o Grupo BES, não em exclusivo nacional, é claro, já nos habituou, favorecendo e elogiando governos de um ou outro partido. Tudo pela causa mesquinha, do negócio acima de tudo, esquecendo a ética, o que vem dando razão a Marx, para meu desgosto pessoal...

Não basta fazer campanhas de economia e gestão solidárias, como o BES, mais do que outro qualquer grupo económico tem vindo a fazer. É preciso praticar. Mas, na propaganda, tudo está bem, na prática negam tudo o que têm vindo a divulgar.

Triste figura! Triste gestão!

Ferreira Leite e Passos Coelho


Entre os candidatos à liderança do PSD há dois que se mostram como os que mais futuro podem garantir ao partido e que, além disso, podem constituir alternativa a este Sócrates que nos desilude e nos piora o país e a vida: Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho.

Uma representa a experiência, a honestidade e a verdade, com a frontalidade e transparência que ninguém lhe nega. Representa também a competência, por muito que alguns ‘amiguinhos do PS’, ditos independentes uns, outros nem tanto, que lhe queiram imputar a mancha de não ter conseguido controlar o défice. Não só o controlou, como o fez da forma adequada: vendendo imóveis inúteis ao Estado, mas úteis ao equilíbrio das contas públicas. Dizem os mesmos denegridores de serviço, que Teixeira dos Santos é que leva os louros do controlo orçamental, coisa de que discordo em absoluto, sem sequer me dar ao luxo de um pestanejo: controlou tudo pelo lado da receita, estrangulando um país que começava a abrir e a crescer economicamente, qual Salazar no seu pior. Se em nossa casa tivermos de fazer face a estes desequilíbrios e necessidades, que fazemos? Não temos de vender património estagnado e pouco útil?

Manuela Ferreira Leite também já tem dado provas de ideias e noutros âmbitos políticos que não apenas o domínio económico. Claro, para quem se informa e lê, no mínimo, alguns jornais.

De uma forma sintética e superficial, diria que ela representa e promete a estabilidade e recuperação da boa imagem que o PSD sempre teve. Permite uma reorganização fundamental em volta de uma figura inquestionável dentro do próprio partido e transmitindo a coerência, solidez e honestidade do PSD, que o PS nunca teve.

Mas não é certo que Manuela Ferreira Leite venha a conseguir derrotar Sócrates, porque a sua imagem perante um povo tão desinformado, pode não corresponder ao ideal virtual que o famigerado Primeiro-ministro conseguiu, com base em propaganda e falsas verdades, montar.

Pedro Passos Coelhos, um candidato mais jovem, pode não conseguir unir um partido onde ainda imperam forças muito diversas. Pode não conseguir congregar à sua volta a união fundamental do PSD para o preparar para um novo futuro, que se tem vindo a degradar desde Durão Barroso, e por culpa de vários a começar no actual Presidente da Comissão Europeia.

Pedro Passos Coelho deve ter novas e galvanizadoras ideias, pela sua idade, pela sua formação. Mas se não congregar os esforços de todos dentro do próprio partido, não estou certo de que consiga mostrar ao país a solidez da sua liderança e da sua imagem.

Será, no entanto o candidato que melhor pode surpreender Sócrates e tem uma formação inquestionavelmente de superior valor. Contra um Sócrates sem formação. Tem até hoje uma imagem sólida, ele mesmo, coerente e honesta. Aponta-se-lhe a inexperiência, mas afinal tantos políticos já houve que não a tinham no momento de assumir funções. Contra a experiência pode-se contrapor a inteligência. Políticos como o próprio Salazar eram inexperientes, e outros como Mário Soares quando foi Primeiro-ministro …Sócrates não tinha nem uma nem outra coisa e continua a ludibriar multidões de desinformados…


O PSD está entre a melhor opção para liderar o partido e a melhor para derrotar Sócrates e nos livrar deste pântano sem futuro. E está o PSD, assim como está Portugal…

5.5.08

Violência psicológica, física e sexual


Nas últimas semanas ouvimos e vimos notícias sobre o abuso sexual por parte de pais, presumo eu perturbados ou gravemente doentes mentais, sobre as suas filhas.

O caso mais falado, na Áustria, não se tratou apenas de abuso sexual, mas violência física, pelo que implica restringir a liberdade, ou, no caso concreto negar a total liberdade à própria filha.

Não consigo, nem com o maior esforço, não digo entender, mas no mínimo imaginar como pode um pai, perpetrar um acto de tão grande violência sobre a sua filha. Como o pode fazer durante vinte e quatro anos!

Não consigo imaginar um ser humano, normal, ao menos, ser capaz de um acto de violência contra um filho ou filha. Mas durante vinte e quatro anos, aquele homem conseguiu, cá fora da sua casa, levar uma vida aparentemente normal.

Se isto é assim, abre-se a possibilidade de que muita gente, aparentemente normal, possa praticar actos de semelhante desumanidade, de idêntica violência e criminalidade.

Hoje ouvia uma notícia sobe uma francesa que, ancorada nesta divulgação do caso da Áustria, veio agora a público trazer o seu próprio: o seu pai, que lhe fez vários filhos!

Ás vezes dou por mim pensar se chegarei a conhecer este mundo de bestas humanas que podem inclusive estar ao nosso lado, no trabalho, num grupo de amigos até…
E de que somos feitos?

Serão graves problemas psicológicos, aliás do foro já da psiquiatria, a justificação para tais actos tão abjectos? Ou existe uma maldade intrínseca e em potencial em nós, que apenas uma educação e convívio, familiar e social pode prevenir? Se não se prova que tais actos e tais indivíduos são na realidade doentes, seres que até tenho dificuldade em tratar como humanos, por respeito a tanta gente normal que nos merece respeito a todos, que numa cegueira febril se entregam a tais comportamentos, simplesmente horrendos e que nem entre os animais os presenciamos?

Uma violação, que até já é menos do que tais actos que aqui menciono, é seguramente um dos crimes mais horríveis e condenáveis que um, vá lá, um ser qualquer pode perpetrar sobre outro. Mas envolvendo crianças o agravamento é exponencial, e não tenho forma de descrever a raiva que me perpassa na cabeça por tais pessoas, que cometem tais crimes.

Para mim, um simples acto de pressão contra vontade, para um prática sexual ou para uma outra coisa, contra a vontade de uma pessoa, são não só inadmissíveis, como após tantos anos a falar-se em liberdade e respeito pelos outros, não se consegue já conceber. Mas todos os anos se ouve falar de tamanhas abjecções. E, provavelmente, por muitos locais deste mundo, todos os dias se cometem tais sub-humanidades.

Sou totalmente contra práticas judiciais que condenem pessoas à pena capital. Mas confesso, que ao dar-me conta de casos destes, as minhas convicções vacilam.

Há em nosso redor imensas pessoas, mais ou menos próximas que padecem de desequilíbrios mentais ( a mente não é uma entidade, mas um conjunto delas, a explorar num texto posterior…), perturbações, doenças mais ou menos crónicas. Quando, uma vez ou outra, me dei conta de tal ser o caso de alguém conhecido ou próximo, não só a minha atitude mudou, como mais me tentei agarrar a uma amizade, que se viria a confirmar bem difícil. Ainda hoje me custa aceitar a perda de amizades, que por via de tais situações se verificaram quase e impossíveis. Ficou-me apenas o desejo de alguma felicidade possível para tais pessoas, a quem só quis e quero bem. Mas nem isso logrei que fosse entendido. A nossa mente é extremamente rica e complexa. Os factores que levam pessoas a esconder os seus problemas mais graves são diversos. E nem a mão estendida de um amigo desinteressado pode ser aceite por quem tanto sofre por uma simples exposição dos seus problemas aos outros. E estes tratavam-se de perturbações que não conduzem a extremos ou a actos já de natureza criminal. Tão só podem levar a mais algum sofrimento do que se desejaria.

No caso destes indivíduos que praticaram e praticam tamanhas violências, que se pode pensar, dizer ou fazer? Temos de conter toda a nossa humana e compreensível raiva e aversão, para que o nosso próprio caminho de sensatez e sólidos princípios se mantenha inalterável. Todos sabemos isso.

Mas custa tanto saber disto, como nos comportarmos com elevação.

2.5.08

Ler e pensar



Apesar de nos últimos anos o panorama da leitura em Portugal se ter vindo, gradual e lentamente a alterar, ainda somos um dos países onde se lê menos. Sejam um jornal uma revista ou apenas um livro por ano.

Muitas pessoas passam dia e dias, durante meses ou anos, sem ler absolutamente nada. Ou apenas lêem uma etiqueta de um produto comercial, ou um rótulo, uma receita médica, um menu de restaurante, um título de um jornal que não compram.

Uma língua está viva enquanto praticada e sujeita a uma evolução, mais ou menos lenta, pelos seus falantes. Mas uma língua tem a sua base fundamental na forma escrita.

Profissionalmente, muitos de nós fazemos muitas leituras, de cartas, de correio electrónico, de documentos de trabalho. São, porém, a maioria das vezes, escritos tais documentos, em linguagem limitada, senão hermética e característica da profissão em causa. São pois linguagens sem a riqueza suficiente, para servirem de genuíno exemplo do que eu chamo de leituras.

A leitura é uma base essencial da manutenção da boa forma de uma língua. Pela leitura aprendemos conteúdos e novas formas de escrita. Novos vocábulos, novos estilos. É pela leitura que enriquecemos a nossa cultura linguística e, assim, a nossa base pensante. Pela escrita, aferimos a nossa capacidade linguística, por outro lado.

No afã do dia-a-dia, deixamos para a época das férias o grosso das nossas leituras, para os que ainda assim lêem, porque entre casa e trabalho não temos ou tempo, ou não fazemos o esforço para mantermos vivo esse exercício essencial do enriquecimento do nosso universo linguístico. Não compramos um jornal, pois já sabemos que mal o iremos ler, ou não lhe pegaremos de todo. Esta prática de relegar para o período anual de férias as poucas leituras que faremos em cada ano, leva a que a própria escolha do que iremos ler, seja vítima de uma má selecção, ou de critérios de reduzida qualidade, por quanto o que pretendemos é relaxar, distrair e não ‘cansar a cabeça’. E, assim, nos iludimos com um prazer que não temos e uma capacidade que não exercitamos, de facto. Ficamos pelas leituras mais ligeiras que podemos encontrar, sem que um critério mais apurado nos permita, enriquecer a nossa cultura, quer de conteúdos, quer de formas linguísticas.

A língua e o seu exercício constante e exigente, com maior riqueza que nos permitem documentos profissionais, que se querem práticos e eficientes, de leitura e compreensão rápidas, é uma base verdadeiramente estruturante do nosso pensamento. Da nossa visão do mundo, até.

Quando aprendemos uma língua estrangeira, distinta em gramática e estrutura da nossa, temos a prova disto mesmo: a forma de pensar está estritamente ligada à língua. Um inglês, um alemão ou um chinês não pensam como nós. Em parte pelo meio e ambiente em que vivem, e por outras condicionantes culturais. Em parte pela estrutura linguística. Pensamos, cada um, na nossa própria língua, seja na materna, seja na língua que estamos no momento a praticar.


Não é totalmente indiferente ler e pensar: “um autocarro, numa auto-estrada, vinte pessoas sofreram um acidente”, como se diz por exemplo em alemão, ou “numa auto-estrada um autocarro com vinte pessoas sofreu um acidente”.

A forma como escrevemos, como lemos, condiciona a forma como vemos o nosso mundo, como pensamos e como, depois actuamos.

Sendo assim, se lemos menos, a nossa visão das coisas estará condicionada pela riqueza restrita do nosso conhecimento da língua. E, bem assim, a forma como comunicamos e agimos.

Às nuances de vocabulário, correspondem nuances de pensamento.

Ler é estruturante e enriquecedor. Não ler, é o contrário. A memória desgasta-se. A leitura recupera-a.

Ler é uma essência para a nossa estrutura mental e para a lubrificação da mente. Para que ela se encontre em constante boa forma.