30.3.08

Maurits Cornelis Escher


Já tiveram a sensação de, ao visitar um lugar pela primeira vez, lhes parecer que já o conheciam, muito familiarmente?

Ou de estarem dentro e fora do mesmo sítio em simultâneo? Como se estando dentro, o estivessem a ver por fora? E isso em relação a uma pessoa, normalmente com quem temos afinidade ou empatia muito forte?

E a nós mesmos? Estarmos a observar-nos por fora de nós?

Há explicações para tais sensações, impressões, fenómenos, adiantados por estudiosos, ou pseudo-estudiosos. De fenómenos. Normais ou paranormais.

Mas Maurits Cornelis Escher, um genial artista, nem sempre muito conhecido, ilustrava isto como ninguém. Uma capacidade de abstracção absolutamente genial. A figura aqui ilustrada, uma fascinante, intrigante e vertiginosa pintura de Escher, dá-nos bem a dimensão da sua genialidade. É uma galeria dentro de um quadro, ou um quadro dentro de uma galeria? Ou um cidade que se contém a si mesma? Ou um homem que se contém a si mesmo?

Mas... tal como nos explica a ciência, ou melhor, o raciocínio científico, se uma vez existe um facto, ele pode então repetir-se. Mesmo se com o que considero, muito a título pessoal, uma das forma de raciocínio ou estruturação mental mais limitante, a científica, aqui me serve bem, é porque, apenas, queria referir que esta genialidade de Escher está, afinal, dentro de todos nós, potencialmente.

Não nos esqueçamos que do nosso cérebro só usamos, no máximo, cinco por cento da sua capacidade. Estudos o indicam assim e, mesmo essa capacidade, dizem-nos, quando estamos em meditação transcendental. O que poucos, muito poucos, de nós se pode gabar de alguma vez poder lograr.

Saiamos, uma vez por outra, para fora de nós mesmos. Talvez entendamos melhor (alguns) dos outros. E...comecemos a ver o nosso (sempre o nosso, o dos outros, nem por ilusão lá chegaremos!) mundo com 'outros olhos'.

E desmaterializemos, assim, parte das nossas vidas, entendendo o essencial do nosso papel nesta passagem efémera. O essencial não está, creiam-me, nem um pouco à nossa vista pouco preparada. Há que procurar bem. E podemos nunca encontrar, circunstância em que, pelos padrões de vidas bem superiores às nossas medianias, entenderemos por que razão há, para nós, normais mortais, alguns de nós que são...génios. Que conseguem ver o que nós nem vislumbramos. E, assim, as nossas vidas, com todo o significado que lhes consigamos dar, não passarão de vidas...banais. Mas podemos ser felizes, pois isso só o define o quadro das nossas expectativas. Se forem muito ou razoavelmente baixas, a felicidade é, não atingida, talvez, mas sentida, na totalidade.

Mas Escher não era, mesmo, génio, só porque nós não o somos. Era-o, por mérito próprio.

Sejam felizes! E façam mais alguém feliz, se puderem! Ou, tão só, deixem-nos ser felizes, mesmo não o sendo...

28.3.08

As finanças salazaristas e o governo Sócrates: a demagogia eterna dos ministros da finanças.


Quando Salazar tomou posse da pasta das Finanças, a primeira coisa que constatou e à qual se dedicou foi precisamente o défice do Estado. Para muitas pessoas esta é uma ideia moderna, uma preocupação recente dos nossos 'ilustres' ministros das finanças, e da União Europeia.

Nem assim é, nem nos tempos actuais se trata de uma ideia da União Europeia. Esta tem sido uma batalha dos dirigentes do Banco Mundial. Precisamente porque é um dos maiores problemas com que o Banco Mundial tem de lidar. Ao ter de lidar com bons equilíbrios económicos e financeiros, ao ter de se preocupar com o andamento e a saúde da economia mundial, para poder gerir fundos e actividades de apoio geradas entre países ricos e países em desenvolvimento, tem de encontrar, com cada um dos grandes blocos económicos e com cada país que os constituem, com a boas contas dos respectivos Estados.

Mas esta ideia já existia no tempo de Salazar, em 1928...e foi a sua grande luta nos anos subsequentes. Com o prestígio que Salazar granjeou na época o seu exemplo até foi seguido internacionalmente. Porque teve sucesso nessa política, no tocante ao equilíbrio orçamental. Mas que conseguiu o mesmo Salazar no plano económico? Muito e quase nada. Muito, por a base de onde partia era extremamente deficiente e com necessidade absoluta de intervenção forte e determinada. Daí ter enveredado por um sistema ditatorial, aceite até nos primeiros anos, após a imensa bagunçada de que Portugal saí, da Primeira República - Hoje, demagogicamente, muitos elogiam o fim da Monarquia, e o exemplo dos Republicanos. Eu não sou monárquico e sou adverso e elites, seja lá de que base ou origem social, ou económica se tratem. Mas, daí a sentir bem este elogio fácil e irresponsável, da pior época que Portugal viveu, a mais pobre, económica social, cultural e ideologicamente...

Como é demagógico elogiar-se Salazar pelo que fez, apenas por ter organizado e controlado as contas do Estado. mas estagnou a economia, com as suas medidas, precisamente porque...o fez à custa da receita, ou seja do aumento drástico de impostos. Nestas situações é inevitável, em qualquer parte do mundo, que se distanciem mais os ricos dos pobres, se abra um fosso maior.

Tal como hoje, em pleno Governo Sócrates. Exactamente o mesmo.
E os mesmos erros. vejamos por quê.

O aumento de impostos, precisamente o mais fácil e eficaz, tanto como mais injusto de todos, o IVA, tem um efeito tremendo na subida e quase nenhum na descida. Esta é uma realidade conhecida de todos os que sabem um pouco de ciências económicas. Nem é preciso que as empresas venham dizer que não irão ajustar os preços no mercado ou a montante, no fornecimento industrial, ao abaixamento do IVA. Esse ajustamento para baixo, geralmente nunca se dá. O IVA tem exactamente esta característica. É sensível às subidas e quase imune às descidas. Excepto se as descidas forem de alguns pontos percentuais, de forma muito mais sensível, por exemplo uns quatro ou cinco pontos.

Ou seja, no dia em que Campos e Cunha, agora opositor à descida de um ponto no IVA, decidiu o seu aumento, na taxa máxima, para 21%, Portugal perdeu muitíssima competitividade dentro do espaço da União, e particularmente em relação a Espanha. E já só recupera, neste âmbito, se o IVA vier um dia, para um valor abaixo da taxa máxima em Espanha. Ou seja, abaixo de 17%.

Mas qual a principal explicação e a consequência do controlo orçamental (redução do défice) através da Receita (impostos directos ou indirectos, e outras receitas) e não da Despesa do Estado?

Portugal reduziu a Receita? Não! Subiu, ao invés! O que aconteceu foi ter reduzido, percentualmente, porque o PIB apesar de escassamente cresceu acima de zero, ou seja cerca de 1,7% (metade da média europeia). E se o PIB tivesse crescido como em Espanha (que mesmo acima o viu diminuir com a gestão socialista - um estigma dos governos socialistas desde sempre)? Então ou Portugal estaria agora muito próximo de um superavit, como está a Espanha (ainda mas a perder), ou o aumento de imposto não seria necessário, ou a sua descida podia ser significativa, com consequências muito positivas para a economia, para as empresas e para as pessoas em geral. O desafogo as famílias seria real. Ou se Portugal tivesse reduzido a Despesa do Estado, em vez o o deixar aumentar - o dobro do crescimento do PIB? Então o efeito seria parecido, ou seja, os impostos colocar-nos-iam num nível de competitividade internacional (no qual desde os Governos de Cavaco já descemos mais de dez posições!) muito atractivo. Este indicador é o primeiro para o qual olham os investidores internacionais. Conjuntamente com a formação e a qualidade e efiucêcnia das redes de transportes. Em tudo piorámos. Mesmo nos transportes, fruto da baixa competitividade, fruto de impostos sobre produtos petrolíferos, de impostos mais elevados do que me Espanha, energia mais cara, comunicações mais caras da Europa etc.

Tudo é pior em Portugal, não nos iludamos.
E este controlo do défice porque vem da Receita, tem consequências por mais de dez anos! Não esperemos que a demagogia do Governo e a incompetência do Ministro das finanças, nos irão ajudar. Nem a propaganda apaga ou mascara os erros de uma política financeira salazarista, praticada oitenta anos depois do professor de Coimbra a ter posto em prática, asfixiando a economia e deixando-nos muito atrás de Espanha. como todos bem sabemos e sentimos todos os dias.
Esta é a realidade, tudo o mais é propaganda vinda de incompetentes, que utilizam o desconhecimento geral, para passar mentiras e omitir factos importantes.

O números podem-se trabalhar de muitas formas. Uma descida percentual pode, de facto ser uma subida. Ou seja o défice está abaixo de 3%, mas o controlo orçamental, o défice é superior!
E estruturalmente, reduzia a Despesa teria um efeito benéfico de longo prazo. Aumentar a Receita tem um efeito perverso e negativo. Muito negativo e por muito tempo.

Despesa em 2006= 71.941 milhões de Euros/46,3% do PIB, em 2007= 74.530 milhões de Euros/45,8% do PIB. Desceu em percentagem mas subiu efectivamente. Se o PIB, que cresceu conjunturalmente e de forma pouco sólida, mais pela procura externa do que pelo aumento da nossa oferta, voltar a descer, percentualmente claro, então volta o défice a subir. Mas se a intervenção do incompetente ministro das finanças tivesse sido pela redução da Despesa, então o efeito já seria mais sólido e duradouro.

No mesmo período a Receita, principalmente à custa de um imposto, o IVA, teve o seguinte comportamento: 2006= 65.911 milhões de Euros/42,4% do PIB; em 2007= 70.213 milhões de Euros/43,1% do PIB.

Há que acrescentar que o endividamento externo da nossa economia subiu e muito desde Guterres e nunca mais voltou a descer e isso faz com que Portugal tenha baixado nos ratings internacionais, com consequências para os créditos que Estado e Banca têm de contrair no exterior e que vai levar a aumentos das taxas dos nossos créditos já me 2008.
Mais uns dados interessantes. O valor do PIB em relação à média dos vinte e sete da União Europeia.
Em 2000 o valor era de 78,3% da média dos vinte e sete. Em 2005 era de 75,4%. Em 2006, de 74,6% e em 2007 baixou de novo para 74,0%. Onde subiu em Portugal? Em algumas regiões...Madeira, Algarve, por exemplo. Na Madeira subiu de 90,4% em 2004 para 94,4% em 2005. Deve ser fruto do 'mau trabalho do Governo de Alberto João Jardim'...e a Madeira foi a campeã da subida do PIB, precisamente. E continua a subir...

Boas contas senhor ministro. E não demagogia e incompetência.

24.3.08

Violências


Assistimos todos, envergonhados, como portugueses, às imagens da violência perpetrada por uma aluna contra a sua professora, em plena aula.

Analisemos as imagens, visto não conhecermos os antecedentes que conduziram à situação.

A professora pretendia que a aluna lhe entregasse o telefone móvel. Presume-se que a referida aluna estivesse a usar o telemóvel durante a aula. Neste pressuposta, a razão só pode assistir à professora.

Como a professora insistia e a aluna resistia, assistiu-se a um “braço de ferro”, um preliminar de uma luta que até poderia ter tido mais gravidade. Assistiu-se, também ao incitamento à resistência, ou à violência, por parte dos outros alunos.

E, pela minha muito falível análise, não se assistiu objectivamente, a nada mais. Mas não será difícil inferir do restante. Do que pode ter conduzido à situação visualizada. Mas perguntemo-nos, em vez de tecermos considerações ou afirmarmos sem conhecimento de causa.

Terá aquela professora ascendente suficiente sobre os seus alunos? Terá capacidade de afirmação, do conteúdo das aulas e da disciplina necessária? Não devia ter desistido de recolher o telemóvel, para ali por termo ao que assistimos, deixando para momento posterior, uma atitude correctiva?

Terão feito bem os colegas da aluna em causa ao apoiarem e incentivarem ainda a um maior crescente de situação conflituosa? Não estarão, alguns pelo menos, alunos já envergonhados da sua atitude? Já sabemos, pelo menos publicamente, que a aluna já sentiu vergonha e arrependimento.

Que conduz a estas situações, cada vez mais frequentes e que, talvez, estas imagens possam agora ter ajudado a estancar, temporariamente ao menos, estes conflitos? E que conduz a que hoje, as aulas se desenvolvam, em grande maioria em ambiente ruidoso, de indisciplina e desrespeito, para com professor (profissional tal como os pais dos alunos, os quais, por vezes, até se dirigem às escolas, brandindo contra os professores e defendendo a indefensável indisciplina e má educação dos ses educandos) e colegas?

Agora, a minha parte opinativa.

Tudo começou após o imenso contraste de disciplina após 1974, entre o regime altamente repressivo e até castrador, e o agora laxista e desregulado regime, social e escolar. Depois, tudo tem ajudado. O povo é o mesmo. Inculto e irresponsável. Não em relação a tudo, claro. Mas em relação à importância da educação dos filhos. Com o sentido de aprendizagem, mais do que o das classificações. Como o gosto e prazer genuíno pelo saber e aperfeiçoamento pessoal. Este ambiente, nunca foi gerado em Portugal. Assim, na interpretação, legítima do ponto de vista de quem não vê outro interesse na escola, que não o de se encontrarem colegas e o do convívio, a escola é uma verdadeira ‘seca’.
E hoje é bem mais do que era há trinta ou quarenta anos.

São programas pouco interessantes e, por vezes, muito densos. São cargas horárias excessivas. Professores mal preparados, pedagógica e cientificamente. São alunos mal preparados em família, para um comportamento social adequado. São ministérios sem ideias e de atitudes leoninas, com pouco ou nenhum apetrechamento para a tarefa de gestão do ensino à escala nacional. São regulamentos pseudo-democráticos e laxistas. São pais que não assumem na íntegra as suas responsabilidades edcativas, São canais de televisão, como principais concorrentes e até adversários da Escola. São políticos imbecis, como os actuais, que, vendidos a votos, não tomam medidas impopulares, com vista a terminar com democracia em escolas. è muita coisa...e tudo leva ao mesmo. Anarquismo escolar e resultados escolares galopantemente degradados.



A violência, é algo de que normalmente nos envergonhamos após termos participado nela. E é algo que tem sempre, sempre, uma alternativa. Não violenta, mas de emoções controladas e de ‘bom senso’. Um povo que há mais de cinco mil anos nos vem ensinando isto mesmo, povo e religião, é precisamente aquele que agora é, mais uma vez, alvo da violência e prepotência de outro. O tibetano, os budistas. E a China arrogante e imensa sua vizinha. Os grandes contra os fracos, como sempre foi na história.

A aluna fisicamente mais potente contra a professora tímida e franzina. Um espectáculo degradante e indigno de um ser humano.

Sempre houve alternativa à violência, mas sempre foi mais fácil, e também mais primário, recorrer à agressão e ao fogo do entusiasmo irreflectido, ao exasperamento, ceder ao descontrolo eomocional, à violência. Todos sucumbimos, num ou noutro momento à tentação consumidora das emoções mais primárias. As nossas estruturas cerebrais mais primitivas têm que ver com as emoções. Situam-se na base do cérebro, no tronco cerebral e recebem os estímulos externos antes do cérebro mais moderno, o Córtex, parte funcional da nossa racionalidade. O nosso primeiro ímpeto é uma atitude totalmente emocional. Nada tem de mal. O controlo das emoções já faz parte das nossas tradições como humanos evoluídos. O controlo emocional, efectuado pelo nosso cérebro racional é o travão dos nossos sentimentos, mas também dos nossos mais acarinhados disparates. A cor da vida vem-nos da emoção. A estupidez, mas também o bom senso, vem-nos da razão. A emoção vem primeiro e é ela que nos faz sentir a felicidade. A razão tira-nos o prazer, mas chama-nos à moderação. A emoção é mais vida, mas há que dar tempo ao córtex.

Pensar nas consequências antes de agredir a professora. Antes até de iniciar burburinho numa sala de aula. Antes de mandar o Sócrates ‘àquele sítio - confesso que a este impulso tenho dificuldade em resistir, mas felizmente para mim , isto já se está a tornar moda ou epidemia nacional. Reflectir melhor antes de invadir o Iraque, antes de enviar tropas e esmagar o sentido nacional de democracia e independência de um povo sublime e sofredor, e eclipsar a sua cultura milenar, como o tibetano.

Há sempre alternativa à violência!

19.3.08

O homem que queria ser Sarkozy


Luis Filipe Menezes insiste no mesmo estilo, avulso, desgarrado de qualquer estratégia- não se conhece qualquer estratégia ou ideia, linha de pensamento, ideologia até do actual PSD. Luis Filipe Menezes insiste em permanecer na liderança do seu partido, autistica e teimosamente, contra tudo e todos os avisos à própria sobrevivência do PSD.


Esta atitude, sendo mais um sinal de cegueira e uma demonstração cabal da sua incompetência, vai trazer ao PSD, com graves consequências para o país. Porque o problema de falta de liderança, ou seja de uma liderança com conteúdo, com ideias novas e um projecto, é o problema dde não existir alternativa elegível. A integridade da pessoa não está em causa. Mas a do político via passar por saber reconhecer que será mais benéfico sair, do que permanecer, estrangulando um projecto, já de si com problemas de credibilidade, devido aos desastres de Durão Barroso e Santana Lopes.


Ana Drago do Bloco de Esquerda tem sido, com frequência, a mais eficiente oposição a este governo incompetente e arrogante. Tem feito um conjunto de intervenções, recentemente na área da educação, com uma base sólida, questionando de forma acutilante e profícua Maria de Lurdes Rodrigues, colocando o Governo em situação de não saber sequer como responder (respota típa da Ministra: "s classificações dos alunos vão contar para a avaliação dos professores porque era o que mais faltava que não contassem". Uma resposta ilustrativa do cientifismo e competência desta Ministra).


Ana Drago e mais alguns elementos do Bloco de Esquerda, continuam a ser os que mais e melhor fazem oposição em Portugal.


Mas Sócrates, qual arrogante e prepotente incorrigível, olha para o Bloco, com a segurança de saber que nunca serão eleitos, ou seja nunca serão uma oposição que lhes faça frente o suficiente para lhe ameaçar o poder (antes diria...'poleiro').


Por isso é fundamental que o PSD se mexa para varrer de vez com esta (má) liderança que lhe ameaça, se não mesmo a sobrevivência (e que ganha o país por não ter um partido forte como alternatva ao poder socialista. Ao polvo socialista que se instala, cada dia mais, até no sector privado. Domina já jornais como o Expresso, a SIC...bancos como o BCP...empresas como a PT, EDP, etc.), pelo menos a credibilidade.


Portugal necessita de um PSD activo, inovador, credível, construtivo. Portugal necessita de uma oposição a Sócrates com capacidade de, não só lhe ameaçar o poder, mas tirá-lo de lá. E de vez!


Estamos cansados de um Sócrates arrogante, prepotente, que instala o seu 'polvo' em todo o lado. Sócrates faz crescer dia a dia uma ditatuda silenciosa em plena democracia. Com complacência de uma oposição amorfa e ridícula.


Se a nossa vida não dependesse tanto da politica, o mesmo é dizer, se tivessemos mesmo a tal economia activa e pujante que o Governo propangadeia, tudo seria diferente e podería o país, tornar-se indiferente a esta mediocridade da actual classe de políticos. Infelizmente, temos ainda de mudar muito para que essa independência da sociedade, económica, cultural torne possível que não nos preocupemos tanto com esta mediania dos dirigentes partidários actuais.


Mude-se o líder do PSD e não se tarde muito. Ou caíremos num desastre bem pior, quando Sócrates for de novo eleito, com o deserto da oposição à sua volta.


18.3.08

A Lição da Chuva


Umas gotas transpostavam-no para o passado, com tudo ou que de bom e mau isso lhe trazia, outras empurravam-no para o futuro.


A cada gota que escorria, escolhia se era passado ou futuro, que trajecto isso fazia a sua mente percorrer.


Do passado...


Aquelas férias cheias e reparadoras em Marrocos, ou as de carro até Praga, onde se desvendara uma das cidades mais lindas que alguma vez vira. Ou de Veneza, a bela. Tantas e tantas recordações. Nem todas boas.


Futuro...

A gota ao lado, escorria rápido e levava-o a um futuro desejado, que terminaria com a solidão dos seus últimos tempos. Que o preencheria com projectos de ajuda e apoio a outros. Que lhe traria um sucesso profissional...


Mas outra logo se interpunha, ligando-se à anterior e dava-lhe o calafrio forte da sua maior desilusão, mas também, numa mistura de restringir o ar no peito, dos mais belos momentos de que se conseguia lembrar.


As gotas da chuva faziam-lhe a vontade ao pensamento confuso. Dividido. Entre extremos de sensações. Entre tempos distintos. Entre realidade vivida e sonhos sobre o amanhã.


De tal modo olhava as gotas no vidro daquela janela que perdera a noção do tempo e do espaço.
Não ouviu o estrondo e nem teve tempo de sentir o impacto do autocarro desgovernado que lhe entrava pela loja dentro.


Abrindo os olhos a esforço, raiados de vermelho, e com um zumbido ensurdecedor que o levava à sonora loucura, uma dor lacinante que lhe percorria a cabeça e...a insenbilidade do seu corpo...as gotas na janela já só tinham um significado. Todas se misturavam e a sua vida passava por elas em mínimas fracções de tempo. A vida literalmente num segundo. Anos e anos comprimidos antes de se voltarem a fechar os olhos. Anos e anos escorriam naqueles vidros. Ao seu lado debruçavam-se paramédicos e bombeiros. Uma amálgama de gente que pretendia pegar-lhe...


Acordando, levou os olhos a encontrarem-se com a janela, onde gotas e gotas escorriam, frias e tristes, líquidas e belas.


O sonho? Ou estivera mesmo acordado e tudo iria mudar com a visão da chuva? Tocou-se e todo ele era suor.


Levantou-se num salto e, nesse dia, não falou mais. E mal dava atenção aos outros. Isolou-se. Com a imagem forte da noite passada. Apenas olhava e se ocupava, silenciosamente, do que tinha em mãos e, do futuro que agora sabia ter de (re)construir.

17.3.08

Tibete: O sofrimento de um povo sereno



Se há povos serenos e pacíficos, que nos merecem respeito ou até veneração, um deles é, sem dúvida, o tibetano. Ao longo de milhares de anos este povo desenvolveu uma forma de vida positiva, serena, conseguindo aquilo que muitos outros, nós ocidentais e europeus em especial, procuramos, ou pelo menos, andamos a enganar-nos, dizendo que o procuramos.
A vida sem sentir as necessidades de que nós europeus, tão obsessivamente, dependemos, encontra-se ali nos vales altos desse país belo e mágico, que até na geografia parece aproximar-se dos deuses, mesmo sem se discutir se estes existem. No Tibete acredita-se na vida serena. Na vida com respeito pelos outros. Por todos os outros. Sem excepção. E, essencialmente, na vida como bem único e insubstituível, mesmo tratando-se de um povo cuja religião acredita na vida além morte.
O respeito pelos outros e pela vida é superior a todos os outros bens humanos e reais. A morte dos outros é aceite, como passagem, para uma outra vida, mas a morte provocada é rejeitada, por todos os meios. E, ainda assim, não se condena, como no ocidente, a quem tira a vida a outros. Pelo menos, tradicionalmente, ainda que nos dias de hoje, já existam outros cambiantes desta interpretação.
Este país encantador, de humanidade e de respeito sereno pelo próximo, tem sido alvo, desde Mao Tsé Tung, das maiores atrocidades, talvez, precisamente, por ser facilmente a inveja de uma sociedade plana e descolorida, sem alegria e sem energia, sem rumo, afinal, como a chinesa.
Nos dias de hoje, em que a China se prepara, de forma acelerada realizar o Jogos Olímpicos de 2008, e em que os USA retiraram aquele país da lista dos países atentatórios dos direitos humanos, o Tibete está a ferro e fogo, lutando, o mais pacificamente que pode, pela sua independência cultural. E politica, já uma sem a outra já não será mais possível. Este país exemplar, na sua serenidade em que as expectativas de vida de cada nunca são tão altas que, logradas, constituam sofrimento, está a sofrer e a sangrar.
Mas a hipocrisia política internacional, não permite, antes de se ter verificado um desastre humanitário de consequências imprevisíveis, uma condenação aberta da China e da sua política, numa atitude não só condenável como repudiável. Países defensores e subscritores dos Direitos Humanos, têm de tomar uma posição inequívoca, mesmo que passe pela recusa em participarem nos Jogos Olímpicos, à imagem do que se passou com os Jogos de Berlim, no tempo de Hitler.

Dos Estados Unidos da América não se pode, nestes tempos, esperar por uma atitude que não esteja comprometida com interesses económicos. Muito menos agora, em momento de crescente crise financeira e, já, económica.

Mas da União Europeia, apesar de andar há muito a viver na base da mesma hipocrisia político-económica, as tradições culturais e políticas exigem que se tome outra posição. Mais dura para com a China, menos equívoca.

E propor, ou forçar a China a negociar com o Governo do Tibete, com a moeda de troca de não se participar nos Jogos Olímpicos, é uma medida que pode conduzir a algumas abertura por parte dos chineses.

16.3.08

Memórias


Todos os dias passavam por mim, pessoas de todas as idades e distintas situações sociais. Tristes ou felizes. Velhos e novos. Apaixonados ou zangados. Uns falando muito, outros em silêncio pesado. Há anos que eu era o ouvido mais passivo deste passeio marítimo. Assisti a confissões de amor. A traições amorosas. A discussões e separações. Não sei se definitivas. O meu papel era, e é, o de levar com tudo, ouvir de tudo e nada fazer. As minhas memórias misturavam amores e desamores, políticas, raivas incontidas. Até me haviam batido imensas vezes, no quente de discussões insuportáveis. A minha companhia, sem o ser de verdade, foram estas palmeiras, algumas bem mais novas do que, e este rio, esse sim muito mais antigo. Se eu tinha tantos e tão difíceis segredos comigo, tanto como aturar ébrios, sexo pela noite dentro, conspirações políticas, parecera-me., imagino este rio imenso.A diferença é que eu não podia escolher o local onde ficar e o rio, esse, levava tudo com ele, todos os minutos. Ele ali estava e estaria, mas em constante e lenta mutação. As histórias que ele contaria... Um dia destes mudam-me daqui e provavelmente levam-me para fazer de lenha, numa lareira qualquer, talvez de alguém que tenha passado por mim. Por mim passaram, seguramente, revoluções e festejos. Convulsões e momentos de paz e de amor. De lazer ou de crispação. De solidão ou de paixão. Mas no final, nada restaria de mim, para contar. A minha memória só existia nos outros, os que gravaram impiedosamente na minha pele o testemunho do seu amor, as suas raivas sociais, os maiores insultos ou disparates que eu havia ouvido. A memória de mim, não estaria comigo. Sempre estaria com os outros. Se assim o quisessem.

Um dos meus piores momentos foi aquele em que assisti ao lamento de um grande amor não correspondido, incompreendido. Outro, à desilusão de um país, que via passar o futuro, impotente e quase desistia da esperança. Foram muitos assim, mas um houve que me tocou mais. Bem, como imaginam, todos fazemos escolhas e pódios. Eu tenho os meus
A memória, se a tivesse mesmo, falar-me-ia de desilusões e alegrias, é certo. Mas eu tinha comigo a resistência a todo esse tempo e a todos os que por mim passaram.

Ridículos


Luis Filipe Menezes e o seu incompetente e arrogante Secretário-Geral, gostam de seguir as passadas de Sócrates, na atitude, e nos resultados. Na atitude, são arrogantes, narcisistas, antidemocráticos e profundamente incompetentes. E agarrados ao poder, custe o que custar. E, assim, ir-lhes-á acontecer o mesmo que a Sócrates, um destes dias… serão despedidos pelo Partido e envergonhados em público, pela desgraça em que insistem em deixar tudo à sua volta, tudo em que tocam e pelo ridículo do que dizem.


Sócrates só os bate numa coisa: a falta de educação e consideração para com adversários, a quem tem por inimigos. E, sendo inimigos há que se usar das mesmas medidas de Átila, perseguindo e tentando aniquilar todos os que divergirem do que ele diz ou pensa. Ou seja, todos os que mostrarem ser minimamente inteligentes e democratas. Assim usa todos os meios, e se não estão ao seu dispor, procura que estejam. Os tribunais, que, assim, caíram em descrença, o Banco de Portugal, que torneia os relatórios e se aproxima das utopias de Teixeira dos Santos (a usar metodologia salazarista, 70 a 80 anos depois…), só escapando o Tribunal de Contas, por enquanto.


Menezes e Ribau Esteves, de tão ridículos são, que nem a inteligência estratégica, já de si limitada de Sócrates, são capazes de ter.


Medidas ridículas do Governo, no dia em que subiram de tom as manifestações no Tibete, a TSF, sempre muito socialisticamente perfilhada, dava como primeiras notícias as medidas sobre os cães perigosos, e a perseguição a estabelecimentos de piercings e tatuagens. Tudo muito mais importante, já se vê, do que o drama do Tibete e de uma das religiões mais antigas do mundo.

Menezes aprovava, nas últimos dias as novas medidas sobre pagamento de quotas, também sumamente importante para o país, como se imagina e agora as alterações do logótipo do partido.
Ribau Esteves tecia considerações desrespeitosas sobre uma das individualidades mais importantes do PSD, Pacheco Pereira, ao lado de quem Esteves nem uma sombra pálida, rugosa e bolorenta será. E menosprezava Capucho, um dos homens mais íntegros que ainda subsistem na política.


Um dia destes, Sócrates expulsará adversários do seu próprio partido e na mesma linha seguirão Menezes e o seu capataz, Ribau Esteves, ou, pelo andar das coisas, estes tomarão a dianteira- ao menos falar melhor e controlar emoções ficar-lhe-iam bem. E assim se vai minando a nossa democracia.


A sugestão que aqui deixo é por isso, na linha da Ordem dos Advogados, que também perdeu a cabeça, ao processar o Bastonário, por ele dizer a verdade - vá-se lá saber porquê, mas desconfia-se…- e, assim, individualidades do PSD e do PS deviam abrir processos a Menezes, a Ribau e a Sócrates, pela desgraça, ridículo e antidemocracia que cometem. Não deixando pedra sobre pedra, para o PSD e, pior, para Portugal. Esta mediocridade tem de ser parada.


Saiam ou serão despedidos. Portugal não tem que aguentar esta vergonha e irresponsabilidade.
Despeçam-nos. Expulsem-nos. Há motivo de sobra.

Fazem-nos um favor a todos.

13.3.08

A importância de ser verdadeiro

A 22 de Janeiro escrevi neste blogue sobre a crise financeira e sobre o optimismo mal disfarçado do Governo.
Eu previa que a crise iria atingir Portugal, financeira e economicamente. E tal afectaria, como vai afectar, pessoas individuais, famílias e empresas. E o próprio Estado, no que concerne à dívida externa, que aliás só tem crescido, todos os anos com este Governo.
Como tem crescido aparte do défice afectada pela despesa pública. Apenas se tem controlado o famigerado défice pelo lado da receita. A despesa da Administração tem aumentado, anualmente, mais do que o crescimento do PIB! Ou seja, enquanto o Estado não se poupa a exageros, pagamentos exorbitantes a gestores públicos, hospitalares, bancários e outros, em valores mensais de mais de quarenta mil euros (o mesmo de que se queixava o poder socialista em relação ao anterior e eficiente Director Geral dos Impostos, hoje administrador do BCP), fazendo, também dessa forma, crescer a despesa corrente, impõe-nos a todos o flagelo asfixiante dos impostos mais elevados da Europa. Por outras palavras, pagamos nós, pobres e ricos, a má administração destes senhores, que ainda se gabam de serem eficientes e de continuarem a aumentar despesa públida e dívida extrerna.
O pagamento da dívida do Estado ficará mais caro, tal como a todos nós, as taxas de qualquer crédito feito (menos um pouco, pois a Euribor já desceu e irá descer de novo) ou a contrair (mais).
A Banca portuguesa, por sinal das mais eficientes e modernas da Europa e do Mundo, teve em 2007 uma baixa de liquidez. O país, fruto do péssimo trabalho deste Governo tem agora um Rating menos favorável, dado o incipiente crescimento económico, fraco investimento e avaliação de risco mais desfavorável.
A Banca tem de comprar lá fora o dinheiro mais caro. E tem avalição de rsico superior sobre odos nós. Tudo será mais difícil e mais caro. A pessoas e empresas.
E isso ira conduzir ao desacelrar da economia.
Como se sabia, a obcessão pelo controlo orçamental (o défice do Estado de que tanto se gabam estes gestores de mercearia, que temos no Governo) vai levar-nos a pior situação e asfixiar ainda mais a economia, fazendo de nós o país menos preparado (se adicionarmos a isto a depedência de Espanha e a Alemanha e EUA...como eu disse em Janeiro) de gtoda a Europa apra enfrentar esta crise, que já não é só financeira.
A verdade custa senhor Ministro das Finanças (já nem me dirijo a esse senhor que ocupa a caderira de Primeiro-ministro, pois nada entende destas mecânicas..), mas é bem melhor do que a mentira ou omissão. A verdade, nestas coisas, permite preparaçãp de agentes económicos.
Tudo será bem o oposto do que disse Teixeira dos Santos. Infelizmente, e bem por culpa dele mesmo.
Hoje uma gestão financeira salazarista já não serve, senhor Ministro!

9.3.08

Irmãos na desgraça

Lá, como cá, o povo não sabe escolher. Mas é, obviamente soberano.
Mas, lá, como cá o povo não tinha escolha, pois é tão pouco prometedor, ou de confiança numa liderança alternativa e competente, o líder do PP de Espanha, como o triste líder do PSD em Portugal.
Entre mau e mau, o povo espanhol, fez como o português: A escolha da ilusão.
Lá em Espanha, como em Portugal, a escolha do PS leva a atraso, queda acentuada do desenvolvimento económico e empobrecimento da população. E a parte da população mais responsável pela escolha, em Espanha, como em Portugal, é a que mais sofre e sofrerá com a sua escolha.
Perante o vazio, que fazer?
Também se prevê que nos acontecça a mesma desgraça em 2009. O PS é profundamente incompetente e o PSD anda a escolher líderes errados há demasiado tempo. E tem um líder ridículo. Alvo da chacota de todos. A mudança urge. Tanto no PSD, como no PS.
Mas não irá acontecer com facilidade. Ninguém quer saber. Se, ao menos, não se dependesse tanto da política, tudo seria menos penoso. Mas, desta forma, com este regime e esta apatia social, e um gupo de políticos tão medíocres, só nos resta a desesperança.
Até ver!

Procuram-se Políticos competentes!






A grande manifestação dos professores em Lisboa, contra a proposta da Ministra da Educação, mas sem ser claro que tivesse sido contra a avaliação da sua classe, em si mesma, torna claro que não se tratou apenas de um movimento de uma profissão, que sempre teve atitudes um tanto corporativas, sem que esse posicionamento classista acarrete algo de menos positivo, entenda-se. Este movimento e a sua manifestação máxima ontem em Lisboa, pela marcha imensa, congregando, de forma inédita, todos os movimentos políticos e sindicais, foi, também, uma expressão culminante do descontentamento, ou mais claramente, de oposição popular assumida a várias políticas deste governo.

Tenho aqui dito, há muito, desde a eleição de Sócrates, passando pelas manipuladas sondagens e opinião jornalística, em que o PS sempre foi mestre, com Soares e vindo em crescendo com Guterres e agora muito mais com Sócrates (afinal não tendo a perspicácia de que goza a fama mas não a merece, pois tornou-se o mais evidente manipulador e a maior ameaça à democracia desde Abril de 1974, enquanto sobre Soares e Guterres, também tremendamente controladores da comunicação social, colocando amigos e amigos de amigos em empregos influentes para, assim, terem sempre opinião e sondagens manipuladas, ainda conseguiram enganar a sua imagem de maniupuladores e fazedores de opinião, no pior sentido, que sempre foram) que este pseudo-socialista e pseudodemocrata, nos iria afundar social e economicamente, e ameaçar a liberdade de expressão e de acção.

Nunca sancionei a pessoa desta Ministra da Educação, nem do das Finanças, nem do da Presidência (muito menos…um verdadeiro profissional da máscara política, da mistificação e actor primeiro dos tráficos de influência, tipo BCP, opa’s, Sonae -PT e muito, muito mais), de tantos outros Ministros, como o da Justiça, dos Assuntos Parlamentares (com repetidas atitudes antidemocratas e abusos de linguagem, numa linha totalitarista e provocatória, sem respeito democrático por nenhum opositor), da Economia (sem capacidade, nem visão, mas campeão de gafes e disparates), dos Negócios Estrangeiros (de políticas erráticas e gafes embaraçosas), da Agricultura (tirem-nos aquele homem dali, antes que as vacas morram de mamites ou as hortícolas sequem na plantação, por falta de mercado, ou apoios, que continuam a persistir em todos os países da União Europeia e em Portugal foram suspensos por três anos, para suportar um estrangulador e pouco estratégico controlo orçamental), o dos Assuntos Sociais e Solidariedade (absurdo título pois que muito se tem preocupado com o equilíbrio do sistema mas nada com afundamento do rendimento dos portugueses (a classe média é, em todos os países evoluídos o suporte da inovação tecnologia e do desenvolvimento económico, menos em Portugal, que em benefício das megalómanas medidas governamentais, iniciada com Salazar e continuadas por todos os governantes até hoje, com uma honrosa excepção de Cavaco Silva), o Cultura (a ministra anterior, num ministério que ainda tem de provar a sua necessidade ou utilidade em existir), o da Saúde (anterior e esta actual de quem também não se pode esperar muito melhor mas, antes, antecipar muito pior…).

Enfim, nada se pode esperar de um Primeiro-ministro incompetente, sem formação, nem académica nem social ou pessoal, sempre tendo percorrido ma carreira pessoal movido por vaidade, ambição e inveja. Sempre com um imenso desprezo por todos os que se lhe opõem, na atitude mais antidemocrática que se podia esperar. Sempre pronto a disfarçar os erros, insucessos e incompetências, com uma tremenda máquina de propaganda, nunca antes conhecida em Portugal, país ainda de escassos recursos, mas que não dispensa os milhões consumidos por tal organização, pró-secreta, de mistificação política. Sempre pronto a esmagar e pulverizar os seus opositores, demonstrando assim, cabalmente, o seu apego a uma condução política totalitária, não hesitando em perseguir adversários com uso de polícias e organizações menos escrupulosas. E, muito mais grave, sem um mínimo de visão para o nosso desenvolvimento, repescando exemplos impraticáveis em Portugal, a países de raízes culturais bem distintas e recursos económicos bem mais vastos. E com um único e duvidoso sucesso: o controlo orçamental o famigerado défice - responsável por uma conjuntura económica que tem conduzido à falência de milhares de empresas, famílias e sectores económicos.

Mas a manifestação dos professores levantou a possibilidade, animadora afinal, de se construir pela primeira vez neste mal informado país, um autêntico movimento nacional popular, contra este Governo, exigindo, por uma vez e sem capitular, a destituição deste Primeiro-ministro que atenta todos os dias contra os nossos direitos e compromete por muitos anos o nosso desenvolvimento. Económico, social e cultural. Pelo obscurantismo e manipulação. Tal como Salazar.

E um movimento nacional esmagador, também deve exigir a destituição do líder do PSD. Que não é líder, Que não tem ideias, e que sofre do mesmo apego ao poder de Sócrates.

Portugal precisa, como nunca, de líderes competentes e verdadeiramente democratas. De líderes, homens ou mulheres que assumam o seu papel por vocação ao bem comum, e não por vaidade ou interesses pessoais, ou ainda, por falta de emprego, tão somente, se da política não conseguirem viver.
O PSD não apresenta neste momento, nem uma ideia válida nem uma atitude alternativa ao incompetente e antidemocrata Governo PS. O PSD tem de mudar o seu líder.
O Governo tem de sair nem que seja antes das eleições em 2009. Cada dia Portugal anda mais para trás. Cada dia que passa temos menos democracia, menos dinheiro e menos cultura. Estamos mais subjugados, mais tristes e com menos esperança.
Devemos construir um grande movimento social de contestação democrática a estes dois líderes. Sócrates o antidemocrata. Menezes, o ridículo.


Precisamos de um movimento gigante, democrático, sereno mas persistente. Não há outra opisição. Ao governo ou à oposição.